Em 18 de maio de 2017 | Pastorais

Nenhum núcleo de interação social é mais importante do que a família. Os vínculos estabelecidos neste ambiente são profundos e determinantes para o desenvolvimento do indivíduo. Os filhos recebem dos pais uma bagagem de valores e crenças essencial para formação da personalidade. A ideia de amor, afeto, limite, respeito, empatia, solidariedade, disciplina, organização, relacionamento e tantos outros aspectos são desenvolvidos e vivenciados, primeiramente, na família.

Após a segunda guerra mundial, muitas famílias experimentaram inúmeras e profundas transformações decorrentes das revoluções industrial, feminina e tecnológica. A migração para os grandes centros urbanos e o acesso aos inúmeros bens de consumo também influenciaram esta nova dinâmica familiar. Tantas mudanças despertam os estudiosos a uma busca investigativa para compreender este momento histórico e suas alterações.

O cenário atual é regido por pressupostos relativistas que sustentam uma tendência de questionar, contrapor e confrontar qualquer pensamento tradicional ou religioso que se apresenta como princípio verdadeiro e normativo. A regra é não ter regras, a verdade é utópica e a felicidade inacessível. Cada um estabelece e segue as próprias escolhas para as relações conjugais e para o cuidado com os filhos. É uma ênfase antropocêntrica que entende as configurações atuais como parte de conquistas e progressos sociais.

O perigo está na convicção cega de um avanço que na verdade conduz ao caos. O caminho equivocado não pode conduzir ao destino correto. Por isso, mais uma vez a Palavra de Deus se apresenta como rocha firme, porto seguro e sustentáculo para as famílias. Os princípios divinos funcionam para todos os povos, culturas e classes sociais. A Bíblia não se submete às tendências do momento, pois seus valores são eternos e capazes de traspassar as eras. A compreensão do amor de Deus através da obra sacrificial de Cristo aponta com precisão a direção para que as famílias encontrem o amor, a paz e a alegria. Jesus Cristo é o acesso para a saúde familiar!

Diante de uma busca por prevalência, Jesus propõe a humilhação (Mateus 5.3). Num contexto que visa o fortalecimento do “eu”, Jesus revela que maior é o que serve (Lucas 22.26). Numa sociedade sem referências de amor, afeto, solidariedade, respeito e empatia, Jesus se apresenta como o mestre a ser seguido (João 15.8-14). Nos lares onde Cristo é o Senhor, cada membro cumpre o seu papel de servo, exercendo o amor de uns para com os outros. No entanto, é importante ressaltar que Ele foi alvo da hostilidade deste mundo e o seu fim foi numa cruz. Mas foi exatamente o sacrifício no calvário e a ressurreição do Senhor Jesus que possibilitou a todo aquele que nele crê a oportunidade de experimentar a verdadeira alegria no convívio familiar.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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