Pastorais
A NECESSIDADE FLÚIDA DA ADAPTAÇÃO

24 de maio de 2018

Queridos irmãos, se tem uma coisa difícil nos dias de hoje é essa constante necessidade de nos adaptarmos às rápidas mudanças na sociedade. Nossas relações mudaram com as redes sociais, nosso trabalho mudou com as transformações nas formas de se fazer negócio e de interagir com as pessoas, nossa espiritualidade mudou diante de tantas polarizações ou até mesmo de uma religiosidade multifacetada. Nos sentimos como alguém que caminha sobre um solo em movimento, agitando-se aleatoriamente em várias direções, como em um terremoto onde a terra desliza sobre a terra, ao sabor das ondas sísmicas. Eu já estive em um grande terremoto – o de São Francisco em 1989. A certeza que se tem quando se vive uma experiência dessas, é que não dá para ter certeza de nada do que virá depois do tremor. Mas uma coisa é certa: temos que estar prontos a nos adaptar ao próximo momento.

Em nossas vidas não é diferente. Nós todos precisamos estar cientes da necessidade de adaptação e de mudanças em nossas vidas, relações, famílias, amizades, igreja e trabalho. Precisamos levar isso a sério, pois tem fortes impactos no curso da nossa vida. Precisamos adaptar nosso modo de pensar, nossas posturas, nossas atitudes e nossos hábitos. Não quero dizer adaptações que desconstroem nossos alicerces de fé cristã nem relativizam os valores de Cristo. Afinal, somos cristãos, cremos em Jesus e em seus ensinamentos, e nisso nos firmamos. Mas precisamos estar abertos a mudanças motivadas pela nossa própria crença em Cristo e pelo agir do Espírito Santo em nós. Olhares mais piedosos para com aqueles que nos ofendem, atitudes mais compassivas para com aqueles que passam necessidades, mais pró-atividade em nossas relações familiares visando a harmonia, coragem de sermos mais verdadeiros em nos nossos relacionamentos, auto avaliação de nossa postura profissional, abertura para aprender uma nova disciplina.

Apóstolo Paulo exortou aos cristãos em Roma dizendo: “não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”(Rm12:2). Imaginem que contexto difícil foi aquele! Culto ao imperador e intolerância religiosa! Era necessária uma transformação interior e exterior. À medida em que mudamos nossa mentalidade e não nos conformamos com este século, viabilizamos o caminho para experimentarmos a vontade de Deus. Uma mudança interior que transforma o exterior. Renovarmos nossas mentes significa olharmos a vida com as lentes de Cristo e mudarmos pensamentos, atitudes e direções. Pense nisto.

Deus te abençoe.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho

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