Pastorais
COMO ANDA A SUA FÉ?

25 de junho de 2017

Você já deve ter ouvido aquela música do famoso Gilberto Gil que diz “Andá com fé eu vou; que a fé não costuma faiá”. Pois é, eu tenho a mania de, quando ouço uma música, analisá-la e tentar dialogar com ela ou com seu autor. No caso dessa em particular eu fico sempre tentado a perguntar: vem cá, Gil, diga aí! Andar com fé em quê? Como assim essa fé não costuma falhar? Não preciso de muitas respostas neste caso, pois a própria música esclarece, ainda que de forma vazia, ou até meio surreal, que a tal fé “tá na mulher, tá na cobra coral, num pedaço de pão, na maré, na lâmina do punhal, na luz, na escuridão…” Eu gosto do Gil, mas é curioso observarmos como a arte, refém de uma cosmovisão sem Deus, totalmente desconectada do Eterno, fruto de uma relação rompida no Eden, expressa a essência de uma sociedade que virou as costas para o Criador. “Não há Deus”, diz o insensato em seu coração. (Sl 14:1). As pessoas não sabem em quê ou em quem depositar a sua fé. A música é muito clara. Hoje, se perguntarmos nas ruas sobre a importância de termos fé, ouviremos respostas como: “é importante andar com fé em nós mesmos”, “o importante é ter fé em alguma coisa, não importa no quê”, “sim, é fundamental crermos no sobrenatural, nos orixás, nos espíritos de luz”, “claro que precisamos ter fé, ter pensamento positivo”, “temos que acreditar no cara lá de cima”, “eu sempre acendo uma vela para o meu santo”.

Nossa cosmovisão cristã nos traz outra perspectiva sobre fé. “Somente a Fé” (Sola Fide) é um dos princípios basilares exaltados pela Reforma Protestante há 500 anos atrás. Esta Fé tem uma origem e é direcionada a uma pessoa. Não é fé no vazio, nas coisas ou na ciência. É Fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Redentor. Somos salvos pela Fé, e pela Fé somente (Ef 2: 8). Nossa redenção não provém de esforços pessoais ou mérito próprio. É a Fé no sacrifício substitutivo (vicário) de Cristo que nos faz homens e mulheres reconciliados com Deus (Rm 5: 10). É Fé nos méritos de Cristo que tomou nosso lugar na cruz. Fé que nos faz entender que somos totalmente depravados antes de sermos alcançados pelo Evangelho (Rm 3: 23); que nossa condição era a de “mortos em delitos e pecados” (Ef 2: 1). Fé que o próprio Deus imputa em nossos corações porque Ele mesmo nos amou antes da fundação do mundo, e nos escolheu nEle para sermos seus filhos (Ef 1: 4). A Fé nos remete a Cruz onde nossos pecados foram expurgados! A Fé nos aponta para a eternidade!

Em nosso culto a Deus cantamos “Eu vou seguir com fé, com meu Deus eu vou para a Rocha mais alta que eu”. Esta é a Fé que nos move além, Fé em Deus. Seguimos os passos de Abraão, o pai da Fé. Somos filhos de Abraão, filhos da promessa. Abraão depositou sua Fé em Deus que é Rocha e Refúgio. Abraão creu que seria bênção para todas as famílias da terra, e isto lhe foi imputado para justiça (Gl 3: 6). Pela Fé experimentamos a Justiça de Deus. Somos declarados como justos diante dEle (Gl 2: 16).

Meus irmãos, que possamos andar em Fé, na verdadeira Fé que não falha.

Deus nos abençoe.
Rev. Antonio Alvim Dusi Filho

Compartilhar


Nosso Amigo

18 de junho de 2017

As amizades podem ser duradouras ou passageiras. Existem os amigos da infância, aqueles que nos acompanharam nas primeiras travessuras e aventuras. Os amigos dos passeios de bicicleta, dos jogos em casa e dependendo do lugar onde você nasceu e época, os amigos que brincavam na rua. Algum tempo atrás os amigos davam apelidos uns aos outros, não existia a ditadura do “politicamente correto” ou o foco social no “bullying”. Os amigos eram chamados de “quatro olhos”, “manco”, “vareta”, “cabeleira” e por aí vai… verdade! Ninguém ficava constrangido, a única regra era; “não fique irritado com o apelido, senão ele vai te acompanhar por toda vida”.

Os anos passam e na adolescência os amigos conversam baixo, trocam fotos, guardam segredos e iniciam os primeiros casos amorosos mais sérios. Um bom amigo ou uma boa amiga é aquele que ajuda fielmente a descoberta deste novo universo. Com a mocidade, as amizades começam a ganhar contornos profissionais, os assuntos às vezes se tornam mais densos, e entre uma diversão e outra a vida mostra seu ritmo, imprime a velocidade que distancia os amigos e em muitos casos para sempre.

Quando nos tornamos adultos de fato, descobrimos a beleza das amizades simples, e também, a tristeza das falsas amizades. Mas a maturidade nos dá independência social e financeira. Podemos planejar viagens, jantares e passeios incríveis com nossos amigos. Alguns têm a sorte de encontrar na esposa ou no marido aquele amor-amigo.

Entre um compromisso e outro é sempre bom ter momentos de pausas. A vida necessita de pausas! Nestas horas vale uma reflexão sobre as amizades ao longo da vida. Os números não são grandes, afinal, bons amigos são raros. Mas é maravilhoso quando olhamos para nossa história e percebemos que foram muitos os dias felizes com os amigos, familiares, vizinhos, pessoas queridas que entraram e saíram, mas que sempre foram música em nossa vida.

Mas existe um amigo, o nosso amigo, que nunca nos abandona ou nos desaponta. Este sempre esteve, ainda está e sempre estará ao nosso lado. Jesus Cristo, amigo verdadeiro. Ele chegou e se apresentou com palavras doces dizendo: “já não vos chamo servos…. mas tenho-vos chamado amigos” (João 15.15)

Não desprezemos este amigo, pelo contrário, vamos conversar com ele todos os dias, relembrar as histórias onde ele nos salvou, abriu portas e guardou nossos segredos. Vamos nos lembrar de que nos valoriza, acredita em nós e sabe do nosso tremendo potencial. Jesus Cristo é amigo verdadeiro!

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



JUBILEU DE OURO DA SAFGÁVEA

9 de junho de 2017

A década de 60 foi decisiva para inúmeras conquistas sociais das mulheres. Um período de questionamentos e busca pela igualdade de direitos. O uso de anticoncepcionais, a inserção no mercado de trabalho, o ingresso na universidade e outras conquistas demarcaram uma mudança de paradigma quanto ao papel e significado feminino.

Enquanto a sociedade experimentava estas transformações, algumas mulheres estavam envolvidas e concentradas na missão de espalhar o amor de Cristo. A Sociedade Auxiliadora Feminina da Igreja Presbiteriana da Gávea, alimentada pela Palavra, arraigada na oração e com uma incansável disposição empenhava-se para o crescimento e a organização da igreja.

As primeiras reuniões aconteceram nos lares e foram marcadas pela comunhão, pela intercessão e também pelas inúmeras ideias para promoção do Reino de Deus e crescimento da igreja. Os projetos estabelecidos na gênese do departamento ainda são executados por estas incansáveis discípulas de Jesus.

O chá-bazar, o desfile, as oficinas de costura e o baratilho são algumas das atividades utilizadas como ferramentas para a interação, a evangelização e a assistência social. A excelência é uma marca inquestionável e facilmente identificada. O cuidado com os detalhes revela as digitais do amor em tudo o que foi e está sendo executado pelas irmãs.

A estabilidade de uma igreja está relacionada com a sua dependência de Deus. A oração e a meditação na Palavra sustentam o povo do Senhor no caminho da saúde espiritual. Nos últimos 50 anos, as irmãs da SAFGávea se reúnem, semanalmente, para colocar vidas, famílias, igrejas e também a sociedade diante do trono de Deus. Elas são incansáveis no ministério da intercessão.

O Senhor Jesus disse que os seus discípulos seriam conhecidos pelos frutos, afinal, a boa árvore produz bons frutos (Mt 7.15,16). Os frutos destes 50 anos de serviço a Deus não podem ser contabilizados nesta terra. No entanto, o Supremo Pastor conhece o zelo e a dedicação de cada uma das irmãs durante este tempo.

O jubileu de ouro da SAFGávea é celebrado com profunda gratidão a Deus. A oração é para que permaneçam firmes como uma escola de piedade, elevando a igreja ao Senhor. Uma sociedade interna sempre pronta para o serviço de Deus. Que Deus as capacite para que sejam verdadeiras auxiliadoras, irrepreensíveis na conduta, incansáveis na luta, firmes da fé e vitoriosas em Jesus.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



GENTILEZA GERA GENTILEZA

3 de junho de 2017

Já dizia o poeta “profeta” José Datrino, uma personalidade urbana carioca que deixou vários “escritos” pela cidade. Infelizmente nossa sociedade tem ido de mal a pior e parece que “deletou” esta palavra do vocabulário. Quando olhamos ao redor, percebemos o quão truculentas as relações humanas tem se tornado. Pessoas batendo boca em caixa de supermercado por causa de lugar numa fila, discutindo no trânsito por conta de uma fechada, partindo para a agressão física por causa de uma diferença no futebol. Irmãos, para onde estamos caminhando? Até nós, cristãos professos, nos envolvemos em circunstâncias que depois acabam por nos causar vergonha. Como somos frágeis diante das provocações.

Na carta de Paulo aos Filipenses somos exortados pelo apóstolo a termos uma atitude contrária ao modo “normal” como as pessoas reagem ao serem provocadas: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” (Fp 4:5)

Esta palavra traduzida por “moderação” pode nos passar uma ideia simplista de equilíbrio, mas um exame mais acurado de seu uso nas Escrituras nos traz uma perspectiva que vai um pouco além. Se olharmos essas ocorrências (At 24:4; 1 Tm 3:3; Tt 3:2; Tg 3:17; 1Pe 2:8) encontramos algumas outras traduções como clemência, cordialidade, gentileza, indulgencia. Segundo o comentarista Ralph Martin, a melhor tradução para este caso de Fp 4:5 seria a palavra “benignidade”. No contexto aqui, a palavra traz a noção de um espírito pronto para abrir mão da retaliação quando somos ameaçados ou provocados por causa de nossa fé. É uma exortação para que não fiquemos demasiadamente preocupados com nossos próprios interesses diante das hostilidades de uma sociedade sem Deus. Nossa moderação é nossa disposição amável e honesta para com as outras pessoas a despeito de suas faltas. Uma disposição confiada no fato de que o Senhor está perto e virá defender nossas causas. O verso é uma chamada à paciência. João Calvino comenta o verso dizendo que esta palavra denota a atitude de suportar de forma calma, com estabilidade emocional, todas as adversidades, não se deixando incomodar por injúrias e nem de se importunar pelas tribulações que batem à porta.

Que exortação difícil, irmãos! Gostando ou não, somos chamados a uma vida de equilíbrio que passa por esta atitude de exercitarmos a paciência um para com o outro. Da próxima vez que fecharem você no transito ou lhe injuriarem por qualquer razão, lembre-se: Calma! Perto está o Senhor!

Que Deus nos ajude!
Rev Antonio Alvim Dusi Filho



EM MEIO AS LAMENTAÇÕES

27 de maio de 2017

“Lembra-te, SENHOR, do que tem acontecido conosco; olha e vê a nossa desgraça.” Lamentações 5.1 (NVI)

As antigas tradições judaicas atribuem a Jeremias a autoria do livro de Lamentações na Bíblia. Este não é o único livro da Bíblia que contem reclamações e lamentos, pois, outros livros da Bíblia, transmitem para nós que o lamento fazia parte da vida cotidiana daquele povo. A verdade é que muitos Salmos são poemas de lamento e todos os livros proféticos também contem partes de lamento. No entanto é o único que consiste somente em lamentações.

Era uma época muito difícil para a nação de Israel, e assim como o Brasil, não se percebia uma luz no fim do túnel. Ao concluir seu livro de lamento, Jeremias se revela muito parecido com um cristão normal. Ele nos mostra que tudo ao seu redor está contaminado. Ele começa a descrever o caos. Ele perdeu a sua herança (V.2), o pai morreu e a mãe ficou viúva (v.3), os itens mais básicos para sua sobrevivência estão escassos, afinal, ele diz no versículo 4: “temos que comprar água que bebemos; nossa lenha, só conseguimos pagando”. Jeremias fala de perseguição (v.5) a necessidade de olhar para um inimigo e esperar em sua misericórdia (v.6). As referencias do ensino e cuidado da família não existem (v.7). A lógica social foi destruída (v.8) e até o alimento é difícil (v.9). A saúde já não está vigorosa (v.10) e a vida em família está destruída (v.10), com idosos desrespeitados, jovens e meninos estão cansados (12,13). Jeremias está muito triste e seu lamento é algo tocante, pois, até os lideres estão calados e distantes (v.14).

O resultado de um caos enorme como o que Jeremias acabou de descrever é que: “dos nossos corações fugiu a alegria;” (v.15), o coração está desfalecido (v.17). A solução deste coração tão triste em meio às lamentações é dialogar com Deus através da oração. Jeremias aponta para todos nós o caminho. A primeira coisa que ele faz é declarar sua fé na pessoa de Deus. Jeremias nos ensina a olhar para o caráter de Deus em meio às crises. Ele diz: “Tu, SENHOR, reinas para sempre; teu trono permanece de geração em geração” (v.19). Logo depois ele dirige suas perguntas para Deus: por que motivo? Qual a razão? Por quanto tempo? Jeremias faz as mesmas perguntas que qualquer um de nós faria.

Ao concluir seu livro, o profeta deixa uma petição: Restaura-nos para ti, SENHOR” (v.21).

Vivemos tempos difíceis no Brasil e como família estamos aguardando o que irá acontecer em nossa nação, pois, assim como na época de Jeremias a corrupção tomou conta de todas as esferas da sociedade. Portanto, devemos aprender com o profeta e olhar para o caráter de Deus, confiar em Sua misericórdia e pedir “restaura-nos para ti, SENHOR”. Não podemos permitir que os tempos difíceis sejam como densas nuvens impedindo nossa visão e não nos deixando contemplar a presença de Deus.

Deus está no controle! Ele nos ama e nos restaurará!
Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



A CASA SOBRE A ROCHA

18 de maio de 2017

Nenhum núcleo de interação social é mais importante do que a família. Os vínculos estabelecidos neste ambiente são profundos e determinantes para o desenvolvimento do indivíduo. Os filhos recebem dos pais uma bagagem de valores e crenças essencial para formação da personalidade. A ideia de amor, afeto, limite, respeito, empatia, solidariedade, disciplina, organização, relacionamento e tantos outros aspectos são desenvolvidos e vivenciados, primeiramente, na família.

Após a segunda guerra mundial, muitas famílias experimentaram inúmeras e profundas transformações decorrentes das revoluções industrial, feminina e tecnológica. A migração para os grandes centros urbanos e o acesso aos inúmeros bens de consumo também influenciaram esta nova dinâmica familiar. Tantas mudanças despertam os estudiosos a uma busca investigativa para compreender este momento histórico e suas alterações.

O cenário atual é regido por pressupostos relativistas que sustentam uma tendência de questionar, contrapor e confrontar qualquer pensamento tradicional ou religioso que se apresenta como princípio verdadeiro e normativo. A regra é não ter regras, a verdade é utópica e a felicidade inacessível. Cada um estabelece e segue as próprias escolhas para as relações conjugais e para o cuidado com os filhos. É uma ênfase antropocêntrica que entende as configurações atuais como parte de conquistas e progressos sociais.

O perigo está na convicção cega de um avanço que na verdade conduz ao caos. O caminho equivocado não pode conduzir ao destino correto. Por isso, mais uma vez a Palavra de Deus se apresenta como rocha firme, porto seguro e sustentáculo para as famílias. Os princípios divinos funcionam para todos os povos, culturas e classes sociais. A Bíblia não se submete às tendências do momento, pois seus valores são eternos e capazes de traspassar as eras. A compreensão do amor de Deus através da obra sacrificial de Cristo aponta com precisão a direção para que as famílias encontrem o amor, a paz e a alegria. Jesus Cristo é o acesso para a saúde familiar!

Diante de uma busca por prevalência, Jesus propõe a humilhação (Mateus 5.3). Num contexto que visa o fortalecimento do “eu”, Jesus revela que maior é o que serve (Lucas 22.26). Numa sociedade sem referências de amor, afeto, solidariedade, respeito e empatia, Jesus se apresenta como o mestre a ser seguido (João 15.8-14). Nos lares onde Cristo é o Senhor, cada membro cumpre o seu papel de servo, exercendo o amor de uns para com os outros. No entanto, é importante ressaltar que Ele foi alvo da hostilidade deste mundo e o seu fim foi numa cruz. Mas foi exatamente o sacrifício no calvário e a ressurreição do Senhor Jesus que possibilitou a todo aquele que nele crê a oportunidade de experimentar a verdadeira alegria no convívio familiar.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



A ROTA SEGURA

12 de maio de 2017

Queridos irmãos, nunca houve em nossa história tanta dependência da tecnologia como temos experimentado nestes últimos anos. Em especial, a tecnologia de localização, o GPS, passou a fazer parte do nosso dia-a-dia. Nossos smart-phones (celulares) estão continuamente registrando e acompanhando nossos passos com razoável precisão sobre nossa localização. Já perceberam quantos de nós dependemos de aplicativos como Waze ou Google Maps para nos deslocarmos pela cidade ou em viagem? Para ir de um local a outro queremos saber o melhor caminho, ou o caminho mais rápido para nosso destino. Ocorre que não há garantias nestas ferramentas de que estamos seguindo por rotas mais corretas ou mais seguras. Infelizmente muitos já tiveram suas vidas ceifadas ou marcadas por confiarem “cegamente” na tecnologia desses aplicativos e deixaram que ela os conduzisse a seu destino sem usar critérios mais humanos, como a capacidade de observar e discernir o nosso entorno, e a partir disso tomar uma ação.

Quando olhamos a partir de uma perspectiva mais ampla, não há tal tipo de aplicativo que nos ajude a decidir e a tomar caminhos na estrada da vida. Por vezes achamos que estamos à mercê de nossas próprias decisões, sem um mapa, sem alguém para nos dar a direção. No entanto, o Dono da Estrada nos assegura que, quando confiamos no Seu direcionamento, nossos caminhos serão de paz e de bênçãos. Jesus, o Bom Pastor, o Dono do Caminho, nos diz: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.” (Jo 10:16) É preciso entender primeiramente que Jesus não faz acepção de pessoas. Ele está dizendo que judeus e gentios (era assim que a humanidade era definida na perspectiva judaica) formam um único rebanho. Nós, gentios, somos as ovelhas do outro aprisco. Vejam: Jesus nos diz que convém nos conduzir e que nós ouviremos Sua voz. Irmãos, que privilégio! Jesus vai nos guiar na estrada da vida. Não teremos que confiar em coisas ou pessoas que falham. Jesus não falha, meus irmãos! Ele é perfeito! Sua palavra é perfeita! Sua direção é perfeita! Sua rota é segura! Ele nos conduzirá em segurança!

O que falta então em nossas vidas, meus irmãos? Falta confiar! Falta “mergulharmos de cabeça” no relacionamento com Jesus. Falta seguirmos o que diz o salmista: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará!” (Sl 37:5)

Deus te abençoe!
Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



APRENDA A VENCER OS OBSTÁCULOS

5 de maio de 2017

“Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. Então correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque ali havia de passar. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa” Lucas 19.2-5

Às vezes você sai de casa e tudo conspira contra o seu dia! Se você vai de ônibus, ele atrasa; se chove, você está sem guarda-chuva; se faz sol, você estava com roupa de frio. O carro estraga, o trânsito engarrafa, você não consegue um taxi e assim por diante. Não são poucas as vezes em que estamos na fila errada, a outra sempre anda mais rápido. Na escola, os professores nem sempre facilitam a compreensão, nem sempre estão bem humorados, principalmente quando o assunto é prazo para a entrega dos trabalhos.
Sua vida profissional às vezes anda mais devagar do que aquilo que você desejava e nos relacionamentos nem sempre você se sente valorizado ou correspondido. Enfim, os obstáculos para uma vida perfeita, ou pelo menos, mais tranquila, são inúmeros!
Zaqueu sabia o que era obstáculo, pois, mesmo sendo um homem rico, ele tinha um problema que dinheiro algum poderia resolver. Sua baixa estatura, sempre foi para ele um problema. Sabemos que isto não é algo que acontece da noite para o dia, pois ele já nasceu e “cresceu” enfrentando as dificuldades naturais que sua condição lhe impunha. Agora, em um momento tão especial, Zaqueu mais uma vez enfrentava sua frustração, afinal, Jesus Cristo estava ali sendo visto por todos, contemplado e admirado pelas pessoas. Zaqueu queria muito ver a Cristo, mas havia o obstáculo de sua baixa estatura. Mas ele era um homem que aprendeu a vencer os obstáculos. Como disse Richard de Vos “Persistência é a teimosia com um propósito”. Zaqueu encontrou uma árvore pequena, mas que era suficiente para vencer o obstáculo e ver a Jesus Cristo no meio daquela multidão.
Qual é o obstáculo que tem impedido você de ver a Jesus Cristo agindo em sua vida? A multidão? Os problemas? O medo da opinião e de crítica de outras pessoas?
Deus tem esparramado árvores ao longo do seu caminho, são sicômoros da graça. Quando você reconhece estes momentos especiais é tempo de subir e contemplar a Cristo. Existe o sicômoro da oração, da leitura da Bíblia, da comunhão com a Igreja, da vida que deseja andar segundo o propósito de Deus!
Perceba o resultado na vida de Zaqueu, ele foi maior do que o esperado, pois, Jesus Cristo viu aquele homem que venceu o obstáculo e foi se hospedar em sua casa. Deus sempre abençoa aquele que supera qualquer obstáculo por desejar Sua comunhão!
Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



É MUITO PARA A RAZÃO

27 de abril de 2017

Ao se atentar para os inúmeros aspectos da vida, é possível perceber quantas maravilhas fogem da possibilidade de explicação. A começar pela capacidade cognitiva de observação. Nenhum outro ser na terra é capaz de compreender a si mesmo e ao universo de maneira tão elaborada e minuciosa.

Os batimentos cardíacos sinalizam que a vida pulsa. O sono possui o poder de assentar os conteúdos de um dia intenso e produzir o renovo para as novas batalhas. A alma silenciosa insiste na convicção de que existe um sentido além e especial. No entanto, muitos relutam na tentativa de reduzir tudo às explicações lógicas. Como limitar o amor às regras da razão? Como explicar a irracionalidade da razão? O homem é complexo demais para ser desvendado por ele mesmo. Elaborado demais para condensar-se aos limites da lógica.

Quando a observação extrapola para os elementos externos do corpo e da alma, a perplexidade diante do mistério não diminui. As flores, as estações, os rios, os animais, os mares e todos os demais elementos da natureza revelam as incontáveis variedades com suas singularidades. Estes elementos rejeitam com veemência qualquer teoria que lhes atribua o acaso como pai. Como podem os mais inteligentes da criação chegar a tal conclusão? Que desejo incontrolável de reduzir a grandeza do universo ao tamanho de um cérebro deteriorável!

Ao olhar para os céus, o homem é nocauteado pela infinita imensidão e também pelas incalculáveis estrelas que estão sistematicamente organizadas e posicionadas por meio de um ajuste de altíssima precisão. Que explosão é esta capaz de deixar o universo tão ordeiro, sincrônico e belo? Quanta produção intelectual para tentar iludir elementos tão básicos do entendimento, como bom senso, por exemplo! Quanto esforço para não admitir a existência de um Criador!

O corpo, a alma, o planeta e o universo sinalizam a todo o momento e a todos os homens que há um Deus. Por isso, o apóstolo Paulo afirma que todos se tornam indesculpáveis diante dele: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” Rm 1.20.

A criação evoca a existência de um Ser com uma supra inteligência, capaz de decifrar todos os seus enigmas e mistérios. Um Deus que conhece e governa o objeto criado. O rei Davi, estupefato diante das obras de Deus, escreve: “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Sl 139.14). Os que reconhecem este Deus somam ao salmista em gratidão e adoração diante de tantas maravilhas estampadas dentro e fora de cada um.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



PÁSCOA É UM CONVITE PARA O DESCANSO DA ALMA

13 de abril de 2017

O desenvolvimento tecnológico dos últimos 20 anos proporcionou uma profunda transformação no comportamento das pessoas. Adultos, jovens e crianças experimentam uma intensa e singular comunicação virtual capaz de reconfigurar completamente as interações sociais. Ao observar o mundo real, a agitada vida metropolitana em nada pode ser comparada ao pacato contexto das gerações anteriores. A dinâmica familiar também se submete a alterações significativas na sua formatação. Pode-se afirmar que em nenhuma outra época aconteceram tantas frentes de mudanças numa velocidade tão acelerada.

Apesar de muitos benefícios e conquistas da atualidade, percebe-se facilmente que o aparente desenvolvimento propõe também um esvaziamento do significado humano, uma implosão na saúde das relações, potencializa o culto ao prazer, coroa o individualismo e enobrece qualquer pensamento que exclui Cristo e os seus princípios. É a era da pós-verdade, do pós-cristianismo e da desconstrução de todos os elementos que apontam para o transcendente. O homem é o normatizador das suas próprias regras e senhor das suas decisões. O problema é que não há alinhamento nos discursos e as contradições ideológicas e filosóficas expõem a limitação humana para produzir solução aos seus próprios dilemas.

Neste cenário de turbulência, inquietude e insegurança, o evangelho de Cristo se apresenta de maneira doce e suave. Independente das ênfases contextuais, dos pensamentos vigentes e das tendências culturais, a mensagem salvadora é a solução para os que buscam paz, liberdade e vida. A Bíblia é um livro que ultrapassa gerações e supera as críticas e os ataques daqueles que não se conformam com um ensinamento tão poderoso, resistente e absoluto. As Sagradas Escrituras revelam todo o cuidado de Deus para promover a retirada do povo de Israel da escravidão no Egito. Este processo prefigurava a vinda de Cristo, sua morte e ressurreição para libertar os homens do pecado e da sua mortal consequência. A Páscoa é o convite para depositar a confiança no Deus que é libertador, guia e sustentador.

A tecnologia muda os hábitos das pessoas, os valores culturais recebem novas embalagens e a dinâmica social se transforma, no entanto; somente a verdade de Cristo celebrada na Páscoa é capaz de promover o verdadeiro descanso para a alma. A Páscoa revela a amorosa história da redenção divina e por isso precisa ser celebrada com alegria e devoção. Esta festa informa que o escravo foi liberto, o perdido foi encontrado e o morto foi ressuscitado por meio da obra salvífica de Cristo.
Feliz Páscoa!
Rev Alexandre Rodrigues Sena