Pastorais
Aumenta-nos a fé

31 de outubro de 2018

A fé é um atributo inerente ao ser humano. É preciso ter fé até para estabelecer os argumentos que se propõem a negar a fé. O ateu, por exemplo, precisa estabelecer um conjunto de doutrinas (não racionais) para firmar os seus postulados. O católico romano, o kardecista, o budista, o mulçumano, o protestante, enfim, qualquer grupo religioso possui um conjunto de dogmas que requer como resposta a fé. Existe também a possibilidade de ter fé na própria fé, ou seja, uma crença de que a fé é poderosa em si mesma.

Diante de tantos conceitos e religiões que exigem uma resposta diferente de fé, o que a Bíblia ensina acerca da fé verdadeira? João Calvino afirma nas Institutas que a fé precisa se fundamentar na Palavra de Deus. Ele escreve o seguinte: “Se a fé se desvia da Palavra, já não é mais fé, mas uma credulidade incerta e um erro flutuante. A fé verdadeira é aquela que ouve a Palavra de Deus e descansa em sua promessa”. Calvino ainda diz que a Palavra é como um espelho no qual a fé deve contemplar Deus.

A verdadeira fé está fundamentada na obra salvífica de Cristo e a sua revelação aos corações dos homens acontece através do Espírito Santo: “e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” Ef 3.17-19.

A partir do momento em que o indivíduo crê em Jesus como seu Senhor e Salvador, inicia-se um processo de busca pela maturidade cristã. A compreensão e a percepção da ação divina na vida do crente dependem do estágio da sua fé. Os atributos divinos como bondade, misericórdia, amor, graça e perdão serão percebidos e experimentados à medida que os crentes desenvolvem a confiança em Deus. O aumento da fé produzirá segurança na tempestade, consolo na tribulação, serenidade nos momentos difíceis e, principalmente, a intensa percepção da presença de Deus.

Ao ensinar os discípulos acerca do perdão, Jesus diz que eles deveriam perdoar 490 vezes por dia, ou seja, o tempo todo. Neste momento, os discípulos rogam a Jesus: “aumenta-nos a fé” (Lc 17.5). Diante da realidade e dos desafios constantes, a oração dos salvos precisa ser: Senhor, aumenta a nossa fé!

As disciplinas espirituais são fundamentais para o desenvolvimento da fé. O crescimento e a maturidade cristã germinam no terreno da devoção. A meditação na Palavra de Deus e a oração constante são instrumentos para a produção de uma fé saudável e piedosa. Quanto mais perto de Deus, maior será a confiança, a segurança e a paz. Que a fé verdadeira se desenvolva nos corações de todos aqueles que buscam ao Senhor!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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UM CENTÍMETRO

Aquilo que Deus constrói, nada pode destruir! Aquele que Deus levanta, ninguém poderá derrubar! Quando Deus assume uma causa, seja ela qual for, nada poderá abalar os seus fundamentos! A soberania de Deus é absoluta! Descansar no SENHOR é um ato de fé, mas é também um princípio básico na vida de cada cristão. Porque Deus criou todas as coisas, nós podemos descansar nEle. Abraham Kuyper (1837-1920) escreveu a famosa citação: “Nem um único espaço de nosso mundo mental pode ser hermeticamente selado em relação ao restante, e não há um único centímetro quadrado em todos os domínios da existência humana sobre o qual Cristo, que é soberano em tudo, não clame: é meu!”

Hoje celebramos os 51 anos da Igreja Presbiteriana da Gávea. Nem um centímetro sequer foi alcançado e realizado, ao longo destes anos, sem que ficasse evidente a graça de Deus.

Passamos por vários momentos: de alegria, tristeza, insegurança ou tremenda paz. Mas em todos eles, a presença soberana de Deus sempre se revelou. Deus abriu portas, indicou o caminho e criou as condições para que nossa igreja alcançasse os corações de centenas e até milhares de pessoas. Alguns vieram desde criança para esta igreja, outros chegaram na adolescência, outros vieram acompanhando amigos ou parentes. Alguns simplesmente passaram na calçada, entraram e foram impactados pelo poder transformador da graça de Deus.

Nossa Gávea nunca parou, sempre caminhou firme realizando a missão de Deus. Fidelidade, compromisso e simpatia são palavras geralmente usadas por quem conhece nossa história e ação como igreja.

Destes bancos saíram jovens para o seminário e hoje temos vários pastores, missionárias e missionários que estão servindo a Deus . Por aqui passaram grandes pregadores e a edificação na Palavra continua sendo uma das marcas desta Igreja que planta Igrejas saudáveis!

Por isso, hoje, é um dia especial de celebração, pois, nos lembramos do imenso privilégio que Deus nos dá de fazermos parte desta linda história. Sim, estamos construindo esta igreja juntos!

Agora é tempo de agradecer por tantos anos de bênçãos!

“Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó SENHOR, na luz da tua presença”( Salmo 89.15)
Deus seja louvado! Parabéns I. P. Gávea!

Rev Leonardo Sahium



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BUSQUE O EQUILÍBRIO

20 de outubro de 2018

Queridos irmãos, não consigo deixar de falar sobre as eleições no Brasil,
que estão transformando os brasileiros. Não me recordo de um momento tão
tenso e intenso marcado por discussões tão acirradas sobre política, economia,
etc. Me parece que não existe um ambiente sequer onde essa discussão não
esteja presente; seja em família, entre amigos, na rua, nas praias, nos campos, nos bares, esquinas e redes sociais. Em particular, nesse novo instrumento de
comunicação, as redes sociais, a coisa está tomando uma proporção impressionante. Mas infelizmente ela está vindo acompanhada de exageros.
Tomados por muita emoção, sentimentos legítimos, e até ponderações razoáveis,
as pessoas tem extrapolado limites no relacionamento virtual. Tem escrito coisas bárbaras, ofendido umas às outras, propagado fake-news sem qualquer crítica, e etc. No Facebook, infelizmente, vejo vários irmãos passando do limite, e se engajando em embates verborrágicos que tem causado muito dano. Nos grupos de WhatsApp, vemos brigas entre familiares e amigos que sempre conviveram bem. Vamos com calma!!

Em tempos assim, nossa palavra pastoral aos irmãos é fundamentada nos
conselhos do apóstolo Pedro que nos diz na sua 1ª epístola: “Pois quem quer
amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios
falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e
empenhe-se por alcançá-la.” (1Pe 3: 10-11)
Irmãos, nós como cristãos somos chamados à temperança, a buscarmos ser pacificadores, a termos a palavra certa a seu tempo, e com o tempero do amor de Cristo. Se nos deixamos tomar pelas emoções e sentimentos que tem
permeado todo esse momento eleitoral, vamos seguramente nos machucar. Precisamos ser mais criteriosos. Não dar continuidade a discussões que
passaram para o campo da ofensa. Não escrever coisas que depois vão nos trazer vergonha e arrependimento. Elas ficam lá, registradas, pra qualquer um ver e depois nos confrontar. Precisamos colocar em prática os frutos do Espírito Santo que o apóstolo Paulo nos apresenta na epístola aos Gálatas, em destaque, paz, longanimidade, mansidão e domínio próprio.

Que nossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para sabermos como devemos responder a cada um. (Cl 4:6)
Que Deus nos ajude.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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O AMANHÃ QUE NUNCA CHEGA

10 de outubro de 2018

A procrastinação é a arte de fazer inúmeras coisas para evitar tarefas importantes e complexas. De acordo com a professora da UFJF, Fabiane Rossi, a falta de interesse na tarefa ou até mesmo as dificuldades na organização das atividades são alguns motivos para a procrastinação. O pesquisador e psicólogo Tim Pychlyl, da Universidade de Carleton no Canadá, estuda esse fenômeno há mais de 20 anos, e diz que a procrastinação é um dos maiores problemas educacionais na atualidade.

De acordo com Caroline Webb, esse problema acontece porque o cérebro foi programado para a procrastinação. Em geral, evitamos tarefas valiosas para o futuro, mas que exigem esforço no presente. Isso porque é mais fácil para o cérebro processar problemas concretos e imediatos como bem mais tangíveis do que os benefícios desconhecidos e incertos do futuro. Assim, a mente avalia como prioridade o esforço para as questões de curto prazo e que se sobrepõe facilmente aos benefícios de longo prazo.

Estes pressupostos teóricos buscam explicação para a dificuldade de executar o que é prioritário. Existe uma lista de coisas importantes que nunca migram do campo da vontade para a prática. É uma mudança que está sempre agendada para um amanhã que nunca chega. A impotência de muitas pessoas para manter a regularidade nos exercícios físicos, a alimentação saudável, o aperfeiçoamento profissional, os estudos e tantos outros compromissos revelam a força da procrastinação.

Quando esse tema é transportado para a espiritualidade cristã, a realidade não é diferente. A meditação nas Sagradas Escrituras e a vida de oração são disciplinas espirituais agendadas para o amanhã que nunca chega. A busca pela intimidade com o Senhor é um profundo desejo que não se concretiza. As incontáveis conexões pessoais e virtuais, os inúmeros compromissos e as redes de entretenimentos se impõem como pautas prioritárias. No entanto, uma incansável voz interior se repete dizendo: “mais um dia sem cuidar da sua relação com Deus!”.

Jesus sabia que essa luta não seria fácil, por isso ensinou: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6.33. Na parábola do servo vigilante, Ele diz: “Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes”. O desenvolvimento da espiritualidade exige atenção, disciplina, atitude e movimento. Se a busca por Deus é uma prioridade absoluta e inegociável, não pode cair no jogo do amanhã que nunca chega.

A procrastinação atrofia a vida de maneira geral, mas especialmente, a espiritualidade. Os discípulos de Cristo são capacitados pelo Espírito Santo para vencer este mal. Medite na Palavra e ore diariamente. Não permita que os afazeres secundários impeça a sua comunhão com Deus. E lembre-se, a mudança precisa começar hoje!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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A FÉ VALIOSA

4 de outubro de 2018

“Conta-se uma história sobre William Randolph Hearst, o falecido editor jornalístico. Hearst investiu uma fortuna em colecionar grandes obras de arte. Um dia ele leu sobre algumas valiosas obras de arte e decidiu que deveria adicioná-las à sua coleção. Enviou seu agente ao exterior para localizá-las e comprá-las. Meses se passaram antes que o agente voltasse e relatasse a Hearst que os itens haviam finalmente sido achados — eles estavam guardados em seu próprio armazém. Hearst os havia comprado anos atrás!”

Esta história foi contada pelo Pr. John MacArthur em seu livro: A Procura de Algo Mais. E ao final da história o Pr. John conclui que a experiência de William Hearst é idêntica “ao alarmante numero de cristãos que hoje estão numa busca desesperada por recursos espirituais que já possuem”.

Deus já derramou sobre seus filhos e filhas a graça da salvação. O texto de Romanos 8.14-17 afirma: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.”

Ao sermos adotados como filhos de Deus os benefícios desta adoção incluem aspectos que muitas vezes desconhecemos. No campo sobrenatural, recebemos de Deus proteção, autoridade e a percepção espiritual, que nos fazem caminhar seguros sob a poderosa mão de Deus. Afinal, Cristo expos ao desprezo todo principado e potestade e eles não tem autoridade sobre nossa vida. A Palavra de Deus afirma em Colossenses 2.13-15: “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.”

Em nossa vida diária, dentro do aspecto visível, recebemos de Deus bênçãos que são incontáveis. Deus é quem nos dá família, saúde, paz, proteção, alimento, sabedoria, recursos materiais, amigos, irmãos de fé, emprego, alegria e muito mais! Ele é quem cuida de nossas vidas com graça e misericórdia.

William Hearst foi tentar comprar aquilo que já possuia e não se lembrava! Olhando para esta história, devemos nos lembrar que nossa fé em Deus é o que temos de maior valor! Ele nos ama e devemos guardar firmes em nossos corações esta fé em Deus. Ele é a nossa paz e nada poderá nos distanciar do Seu cuidado amoroso.
Que Deus nos abençoe!

Rev Leonardo Sahium



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O DONO DO TEMPO

26 de setembro de 2018

Queridos irmãos, amanhã já é Outubro! Que sensação é esta, angustiante, de sermos atropelados pelo tempo? Para nós brasileiros é bem comum usarmos como referência de tempo o intervalo de anos entre Copas do Mundo. “Como assim?”, se diz por aí. “Já acabou a Copa de 2018! Mas foi “ontem” quando sediamos a Copa de 2014.” A sensação é a de vermos o tempo escoar por entre os dedos, não é mesmo? E de fato tempo é aquele recurso não renovável. Passou, não volta mais. Acabou não tem como recuperar. Quando lemos o Salmo 90 escrito por Moisés, no verso 12 ele faz um pedido a Deus: “Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos um coração sábio.” Podemos nos questionar a que tempo ele se referia. É um tanto óbvio imaginarmos, por mais que não esteja explícito, que o grande líder dos hebreus não estava falando de aritmética ou uma soma simples; apenas aprender a contar dias como de um calendário, registrando-os em algum lugar, não pode ser o que Moisés queria dizer. E não é tão difícil deduzirmos isso do texto, afinal ele relaciona aprender a contar com alcançar sabedoria no coração.

Saber contar os dias é aquela atitude do coração onde buscamos perceber Deus em cada momento da vida. É olharmos para o tempo que vai passando, o chamado CHRONOS, e identificarmos o tempo oportuno de Deus em que Ele se manifesta em nossa história, o chamado KAIROS. É perceber como Sua Providencia nos sustentou. É olharmos para trás e constatarmos as bençãos derramadas sobre nós e nossas famílias. É vermos que Ele nos guiou de dia e de noite como fez com o povo no deserto do Sinai. O texto do Salmo 90 também nos remete à tempos difíceis e de dor (v.15) mas onde a alegria do Senhor foi a nossa força.

O Senhor é o dono do TEMPO. Aprenda a contar seus dias. Aprenda a olhar para trás e ver que Deus esteve todo o tempo com você. Ele nunca nos desampara. Ele honra sua aliança conosco renovando sobre nós continuamente Sua misericórdia. “Porque convosco farei aliança perpétua que consiste nas fieis misericórdias prometidas a Davi.” (Is 55:3) Aprenda a olhar para a frente e descansar em Sua Providencia. Entrega o seu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará! (Sl 37:5)

Rev. Antonio Dusi Filho



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EU CORRO…

14 de setembro de 2018

Fizeram uma pesquisa com três pessoas que estavam correndo na praia em um dia de sol. A pergunta era simples: “por que você está correndo?”*

A primeira pessoa que respondeu a pergunta, era um homem que estava um pouco acima do peso, estava vestido com shorts e camiseta comuns. Parou assim que foi solicitado e respondeu com simpatia a pergunta da pesquisa. Sua resposta foi: “eu corro porque gosto de comer de tudo, por isso, correndo eu consigo comer e manter meu peso”. Ele sorriu, se despediu e seguiu seu caminho.

A segunda pessoa que respondeu a pergunta era uma mulher jovem, casada, dois filhos, bem vestida, com sua roupa de ginástica combinando cada peça e cabelo preso por uma pequena viseira. Ela respondeu: “eu corro porque me faz dormir melhor”. Sorriu e seguiu o seu caminho.

A terceira pessoa que respondeu a pergunta era outra mulher, também na casa dos 40 anos, o tênis já mostrava um certo desgaste, indicando que ela era uma corredora mais experiente, e por sinal, foi a que se aproximou mais rápido, foi gentil e parou para responder a pergunta da pesquisa: “Por que você está correndo?” Ela pensou um pouco, deu um largo sorriso, retirou os óculos escuros e disse; “eu corro, porque amo o vento em meu rosto, amo sentir o chão passando veloz pelos meus pés, é como se eu estivesse entre as nuvens. Amo correr, porque o ar entra dentro de meus pulmões e eu os sinto expandindo como se uma alegria imensa tomasse conta de todo o meu corpo. Eu corro todos os dias, por puro prazer!”

Faço uma pergunta para você, querido leitor: “qual destes três corredores descritos acima você acha que continuará correndo com o passar dos anos?”

Obviamente, a terceira pessoa! Porque ela corre por prazer! Ela irá colher os mesmos benefícios dos dois anteriores, afinal, poderá comer mais do que gosta e, com certeza, irá dormir melhor, mas acima de tudo, continuará correndo por que descobriu o prazer onde outros veem apenas obrigação!

Algumas pessoas podem começar a seguir a mensagem de Jesus Cristo por motivos nobres, mas insuficientes para prosseguir na vida cristã. Alguns podem seguir a mensagem de Cristo porque a ética é boa! Outros podem seguir a mensagem de Cristo por ser algo que faz bem! Mas seguir a Cristo como Senhor e Salvador deve ser acima de tudo por amor! Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos é uma graça, uma bênção, um grande prazer!

Disse Jesus: “Se alguém me ama guardará a minha Palavra” (João 14.23)

Guardar a Palavra de Cristo é fazer o que Ele diz por amor! O cristão ama vir a Igreja, estar com os irmãos, servir a Deus e ao próximo! É um grande prazer viver a vida cristã!

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium
(*fonte da pesquisa: Dr. Daniel Doriani)



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FOGO E TRANSFORMAÇÃO

5 de setembro de 2018

Faltam-nos palavras certamente,
Diante da tragédia do domingo passado,
Quando perplexos assistimos impotentes,
Aquilo que se previa como resultado.

Quase a tudo consumiu, o fogo faminto e ora fortuito,
História milenar destruiu, sendo apenas este o seu intuito.
Que outra missão teria ele? Elemento ardente sob pressão,
Diante de tanta historia largada, alimentando-lhe a combustão?

Trouxe ao coração brasileiro tristeza, frustração, quase um luto,
Memória pulverizada, ciência que se esvai como num surto.
O Museu que trazia na historia lembranças de tantas famílias,
Agora esfria cinzento, rescaldo total entre as vias.

Este evento tão lamentável demanda de nós reflexão:
Descaso de autoridades, desmandos de uma nação…
Que despreza sua historia, não valoriza sua cultura
A deixam na mão de algozes, comprometem uma geração futura.

Ocorre que na essência o problema, na minha visão, é religioso,
Pois todo homem diverge ou converge a um coração piedoso
Já que na alma há um vazio, condição fatal vinda do pecado,
Não enxerga a missão do Eterno, na cultura o seu santo mandado.

Fazem do trabalho fonte iníqua, de vil enriquecimento.
Desprezam a benção de Deus, não reconhecem do Céu o sustento.
Almas rebeldes e corrompidas, usura ao leu descarada,
Pensam, falam, agem e zombam, como se o Justo Juiz fosse um nada.

Mas há solução nessa história se dispostos olharmos pra dentro
E honestamente aceitarmos que nos falta com Deus um momento
De voltarmos à antiga amizade, que outrora no paraíso gozávamos
E que agora nos é concedida, em Cristo Jesus, restaurados.

Nos resta uma mudança de mente, inconformada transformação
Entendendo que fomos chamados, a uma vida de santa ação
De viver o evangelho de Cristo, que transforma o mundo e a sociedade
Encarnando a ética do amor, do serviço, do respeito e da liberdade.

Talvez outros incêndios virão, enquanto nós cristãos acanhados
Insistirmos em viver nossa fé nos nossos mundinhos privados,
Deixando de ser sal e luz, num mundo que carece de exemplos.
Nos posicionemos sob a Cruz e haveremos de transformar o momento.

Rev. Antônio Alvim Dusi Filho



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A SERENIDADE DOS QUE ESTÃO FIRMADOS NA VERDADE

3 de setembro de 2018

Antes de tornar público o que você pensa, é essencial averiguar os possíveis efeitos colaterais. Existe uma atmosfera de “raivosa” intolerância produzindo desentendimentos, conflitos e agressões em temperaturas cada vez mais elevadas. Os que defendem um determinado ponto de vista não admitem deduções ou percepções diferentes e atacam os seus opositores com discursos envoltos dos piores sentimentos. Os meios de comunicação não apenas possibilitam o acesso a este ambiente, como também estimula a participação nos incontáveis ringues virtuais.

Diante deste cenário surge uma intrigante pergunta: onde está o discurso do relativismo tão enfatizado pela sociedade pós-moderna? A ideia não era cada um ser feliz com a sua própria verdade, sem querer impor aos outros os seus princípios absolutos e inquestionáveis? Parece que mais uma vez as vulneráveis e frágeis estruturas filosóficas sucumbem diante da realidade. Muitos grupos com as mais variadas propostas utilizam todos os recursos (inclusive a mentira) para convencer que estão com a verdade.

A igreja cristã foi fortemente atacada por confessar a Palavra de Deus como única regra de fé e prática. Houve uma tentativa de jogar os valores cristãos na vala do relativismo com a tese de que um posicionamento não poderia vigorar sobre o outro. No entanto, os autores deste projeto tinham estratégias que hoje podem ser facilmente identificadas. A intenção era desestabilizar a ética cristã que norteia indivíduo, família e sociedade para estabelecer um sistema de crenças não apenas ateu, mas também anticristão. O discurso de múltiplas verdades era apenas o meio para desconectar as novas gerações dos princípios e valores cristãos.

As teorias e teses acadêmicas podem variar de acordo com os interesses de uma época. Com o advento da tecnologia, o mundo se transforma em uma velocidade jamais observada. Diante deste cenário, a igreja prossegue convicta de que a Bíblia é a verdade divinamente revelada para instruir todos aqueles que creem em Jesus como salvador. A Palavra de Deus não se submete às oscilações e destemperos de um período histórico. Pelo contrário, segue firme e atravessa a história antiga, a idade média, moderna, contemporânea, pós-moderna e chega aos dias atuais como verdade divina.

A partir dos princípios bíblicos, os cristãos são orientados a agir e reagir com amor, paciência, mansidão, bondade e domínio próprio (Gl 5:22,23). Os embates “raivosos”, muitas vezes, são tentativas desesperadas dos defensores do relativismo em convencer a sociedade das suas convicções. Por isso, é importante que a igreja prossiga amorosa, firme, serena, temperante, ou seja, marcada pelo fruto do Espírito. Desta forma, o nome de Cristo será glorificado em cada palavra emitida por aqueles que estão firmados na Verdade.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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IGREJA PRESBITERIANA CELEBRA 159 ANOS EM AGOSTO

22 de agosto de 2018

As origens históricas mais remotas do presbiterianismo remontam aos primórdios da Reforma Protestante do século XVI. Como é bem sabido, a Reforma teve início com o questionamento do catolicismo medieval feito pelo monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) a partir de 1517. Em pouco tempo, os seguidores desse movimento passaram a ser conhecidos como “luteranos” e a igreja que resultou do mesmo foi denominada Igreja Luterana.

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.

A Igreja Presbiteriana do Brasil é a mais antiga denominação reformada do país, tendo sido fundada pelo missionário Ashbel Green Simonton (1833-1867), que aqui chegou em 1859. Mais tarde, ao longo do século 20, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), com sede em Recife; Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), com sede em Arapongas, Paraná, e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978), com sede no Rio de Janeiro.

Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, nasceu em West Hanover, no sul da Pensilvânia, e passou a infância na fazenda da família, denominada Antigua. Eram seus pais o médico e político William Simonton e D. Martha Davis Snodgrass (1791-1862), filha de um pastor presbiteriano. Ashbel era o mais novo de nove irmãos. Os irmãos homens (William, John, James, Thomas e Ashbel) costumavam denominar-se os “quinque fratres” (cinco irmãos). Um deles, James Snodgrass Simonton, quatro anos mais velho que Ashbel, viveu por três anos no Brasil e foi professor na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. Uma das quatro irmãs, Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), conhecida como Lille, veio a casar-se com o Rev. Alexander Latimer Blackford, vindo com ele para o Brasil. Ashbel G. Simonton chegou ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Que Deus abençoe nossa IPB!

Rev. Alderi Souza de Matos



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