Pastorais
A NECESSIDADE FLÚIDA DA ADAPTAÇÃO

24 de Maio de 2018

Queridos irmãos, se tem uma coisa difícil nos dias de hoje é essa constante necessidade de nos adaptarmos às rápidas mudanças na sociedade. Nossas relações mudaram com as redes sociais, nosso trabalho mudou com as transformações nas formas de se fazer negócio e de interagir com as pessoas, nossa espiritualidade mudou diante de tantas polarizações ou até mesmo de uma religiosidade multifacetada. Nos sentimos como alguém que caminha sobre um solo em movimento, agitando-se aleatoriamente em várias direções, como em um terremoto onde a terra desliza sobre a terra, ao sabor das ondas sísmicas. Eu já estive em um grande terremoto – o de São Francisco em 1989. A certeza que se tem quando se vive uma experiência dessas, é que não dá para ter certeza de nada do que virá depois do tremor. Mas uma coisa é certa: temos que estar prontos a nos adaptar ao próximo momento.

Em nossas vidas não é diferente. Nós todos precisamos estar cientes da necessidade de adaptação e de mudanças em nossas vidas, relações, famílias, amizades, igreja e trabalho. Precisamos levar isso a sério, pois tem fortes impactos no curso da nossa vida. Precisamos adaptar nosso modo de pensar, nossas posturas, nossas atitudes e nossos hábitos. Não quero dizer adaptações que desconstroem nossos alicerces de fé cristã nem relativizam os valores de Cristo. Afinal, somos cristãos, cremos em Jesus e em seus ensinamentos, e nisso nos firmamos. Mas precisamos estar abertos a mudanças motivadas pela nossa própria crença em Cristo e pelo agir do Espírito Santo em nós. Olhares mais piedosos para com aqueles que nos ofendem, atitudes mais compassivas para com aqueles que passam necessidades, mais pró-atividade em nossas relações familiares visando a harmonia, coragem de sermos mais verdadeiros em nos nossos relacionamentos, auto avaliação de nossa postura profissional, abertura para aprender uma nova disciplina.

Apóstolo Paulo exortou aos cristãos em Roma dizendo: “não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”(Rm12:2). Imaginem que contexto difícil foi aquele! Culto ao imperador e intolerância religiosa! Era necessária uma transformação interior e exterior. À medida em que mudamos nossa mentalidade e não nos conformamos com este século, viabilizamos o caminho para experimentarmos a vontade de Deus. Uma mudança interior que transforma o exterior. Renovarmos nossas mentes significa olharmos a vida com as lentes de Cristo e mudarmos pensamentos, atitudes e direções. Pense nisto.

Deus te abençoe.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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PROVIDÊNCIA E CONTENTAMENTO

19 de Maio de 2018

A verdadeira teologia precisa conectar-se com a vida prática. O acúmulo e a sistematização de doutrinas bíblicas tornam-se relevantes à medida que transformam os pensamentos, as emoções, as vontades e as ações. A teologia saudável produz uma espiritualidade vigorosa e não existe piedade consistente sem estudo bíblico comprometido.

A teologia da providência estabelece que Deus preserva e governa todas as coisas. Esta doutrina surgiu para contrapor tanto os filósofos epicureus, que diziam que o mundo é governado pelo acaso, como os estoicos, que atribuíam a direção do universo ao destino. A teologia da providência foi atacada nos séculos XVIII e XIX pelo deísmo. Os deístas ensinavam que após criar todas as coisas, Deus deixou a sua obra.

O teólogo Louis Berkhof define providência como o permanente exercício da energia divina, pelo qual o Criador preserva todas as Suas criaturas, opera em tudo que se passa no mundo e dirige todas as coisas para o seu determinado fim. De acordo com Heber Campos, a providência divina é uma atividade do Deus trino por meio do qual ele: (a) provê as necessidades de suas criaturas, (b) preserva todo o universo criado, (c) dirige todos os caminhos individualmente, (d) governa toda a obra de suas mãos, (e) retribui todas as obras más, e (f) concorre em todos os atos de suas criaturas racionais, sejam atos bons ou maus, de modo que nada escapa do seu controle.

O Deus que cria é o mesmo que governa, preserva e sustenta todas as coisas. O autor de Hebreus escreve: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder”. Tudo está debaixo do cuidado divino e, conforme escreveu Herman Bavinck, Ele sustenta todas as Suas criaturas, dirige os seus passos e as têm como barro nas mãos do oleiro (Is 29.16, 45.9).

A teologia da providência divina precisa gerar um comportamento espiritualmente adequado. Se Deus sustenta, governa e preserva a sua criação, resta aos que creem nEle a prática do contentamento. Deus é bom e tudo está no seu controle, desta forma, é necessário desenvolver a gratidão e a alegria. O apóstolo Paulo diz que aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação (Fp 4.11). Isso não significa que ele não tinha problemas, pelo contrário, o apóstolo entendeu que todas as suas dificuldades eram controladas e monitoradas por Deus. Ele também tinha ciência de que o Espírito Santo o capacitaria para enfrentar cada uma das suas adversidades.

Nada, absolutamente nada que acontece na sua vida está fora do controle e do governo de Deus. Descanse no seu governo, confie na sua soberania e creia na divina providência. Ele sabe das suas necessidades e, como Pai amoroso irá supri-las de acordo com a Sua vontade soberana.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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Uma vez mãe…

11 de Maio de 2018

Cenas comuns em uma manhã no aeroporto, esperando mais um voo. Uma mãe carrega no colo um bebê, toda cuidadosa, embrulha com carinho e atenção seu filhinho recém-nascido. Pelos corredores, uma criança que acaba de aprender a andar, corre de um lado para outro e logo atrás, uma mãe tenta desesperadamente acompanhar e amparar para que ele não se machuque. Não faltam olhares que combinam sorriso e compreensão.

Sentada ao lado de sua mãe, uma adolescente sorri mostrando fotos e ela atenta, parece conhecer o que a filha pensa. Na mesa do outro lado, uma mãe jovem, conta a alegria de saber da aprovação de seu filho no vestibular, suspira toda orgulhosa. Ops! Meu celular vibrou, Cristiane falando da agenda de nossos filhos e quando estou prestes a embarcar outra vez o WhatsApp chama, minha mãe envia seu tradicional e amoroso bom dia! É exatamente aqui que eu penso: “uma vez mãe, mãe para sempre!” Não importa se é apenas um bebê ou um adulto que já é pai, mãe será sempre aquela que observa, elogia, ensina, celebra, se preocupa, cuida, protege e ora! E como as mães oram! Penso que se fossemos fazer uma pesquisa sobre as pessoas que mais oram, as mães venceriam de longe!

Essa semana o comércio celebrou a segunda semana de maiores vendas do ano! Dia das mães só perde para a época do natal. Mas a explicação é simples, no natal as mães saem às compras! Lista de mãe é imbatível em qualidade e quantidade de presentes!

Que Deus continue abençoando nossas mães, que elas continuem nos fazendo lembrar a importância da fé, do amor e da esperança! Que todos possamos aprender com elas que não importa a idade, temos que amar ao próximo como a nós mesmos, afinal, elas aprenderam com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Como nos ensina Provérbios 1.8 – 9: “Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe. Porque serão diadema de graça para a tua cabeça e colares, para teu pescoço.”

Parabéns, mães, pelo seu dia! Que Deus abençoe suas vidas com muito amor, alegria, saúde e paz!

Rev Leonardo Sahium



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DEPENDA DE DEUS!

6 de Maio de 2018

“Bom é passarmos algumas vezes por aflições e contrariedades, porque frequentemente fazem o homem refletir, lembrando-lhe que vive no desterro e, portanto, não deve pôr sua esperança em coisa alguma do mundo. Bom é encontrarmos às vezes contradições, e que de nós façam conceito mau ou pouco favorável, ainda quando nossas obras e intenções sejam boas. Isto ordinariamente nos conduz à humildade e nos preserva da vanglória. Porque, então, mais depressa recorremos ao testemunho interior de Deus, quando de fora somos vilipendiados e desacreditados pelos homens.” (Tómas de Kempis, A Imitação de Cristo – 1441 A.D., Capítulo XII).

Queridos irmãos, a reflexão do monge agostiniano Tomás de Kempis nos leva a perceber a necessidade de termos uma atitude de humildade na vida, sendo sabedores de que nossa suficiência vem de Deus (2Co 9:8). Fomos chamados pelo nosso Pai Celestial a sermos imitadores do Seu Filho, o nosso Senhor Jesus Cristo. Sabedores de que nesta vida somos ramos da videira, e que nosso principal objetivo é darmos frutos que glorifiquem o Agricultor – o Pai (Jo 15:1) urge afastarmo-nos de qualquer sentimento de soberba, vanglória e autossuficiência. Devemos demonstrar em atitudes práticas o quanto nossa confiança e dependência está em Deus. Expressões como “Se Deus quiser”, “Se for do plano de Deus”, “Se for da vontade do Pai”, “Se o Senhor assim permitir” devem fazer parte do nosso vocabulário como uma demonstração de que não somos tímidos, nem amedrontados diante dos desafios da vida, mas sim firmes, seguros, e com plena consciência de que o Senhor da história nos conduz, e através dos nossos objetivos pessoais, receberá a glória que lhe é devida.

Muitas vezes as provações virão sobre nossas vidas como ferramentas do Pai para correção dos nossos “planos de voo”. Não tenha medo, nem se inquiete quando lhe sobrevier uma situação inesperada, que fugiu ao seu plano tão bem elaborado. Procure entretanto descobrir ao longo da tempestade o propósito pedagógico do Pai. Sempre haverá um! Lembre-se, DEUS É BOM! DEUS É SEMPRE BOM! E JUSTO! E BENIGNO! E MISERICORDIOSO! E AMOROSO… Busque no seu coração o testemunho interior da ação de Deus na sua história, e você encontrará nisso forças para lutar e atravessar as tempestades. Não se esqueça que “somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou” (Rm 8:37).

Deus te abençoe.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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AMIGO PARA TODA A VIDA

26 de Abril de 2018

Uma característica marcante na infância é a capacidade de estabelecer relacionamentos com outras crianças desconhecidas. No clube, no hotel ou no playground, as amizades são consolidadas rapidamente. Muitos pais se incomodam quando os filhos são tímidos para construir estas interações e, por isso, até insistem dizendo: “vai brincar com o seu amiguinho, filho!”.

Na adolescência, a situação inverte! Os grupos ou “tribos” se estabelecem e quem está de fora não entra e os que estão dentro não saem. As amizades são caracterizadas por afinidades e a influência mútua é marcante neste período. Os vínculos são profundos e, quando quebrados, produzem traumas e ressentimentos por vezes irreparáveis.

À medida que o tempo passa, a construção da amizade se torna algo mais elaborado, calculado e consistente. Não visa apenas os objetivos lúdicos da infância e também não possui o pacto de cumplicidade a qualquer custo da adolescência. As experiências, os gostos e os valores de cada pessoa vão delineando os critérios para o estabelecimento de vínculos que irão culminar em amizades.

Uma amizade saudável exige empatia, confiança, sinceridade e lealdade. O prazer da companhia, a alegria dos encontros e o acolhimento nas adversidades são alguns dos ingredientes indispensáveis para temperar o convívio entre amigos. Estes relacionamentos produzem saúde, cura e alívio na jornada.

O autor de Provérbios ressalta as características de uma amizade. Ele diz que é uma relação regada por amor: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). O encontro entre amigos produz alegria: “O olhar de amigo alegra ao coração” (Pv 15.30). Muitas vezes, a amizade produz vínculos mais profundos do que aqueles construídos nas relações familiares: “O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv 18.24). Por último, as palavras de um amigo são doces ao paladar da alma: “Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial” (Pv 27.9).

Quem são os seus amigos? Qual foi a última vez que vocês se encontraram? O quanto você tem investido nesta relação criada por Deus para o seu bem-estar? Se os seus relacionamentos amigáveis estão empoeirados pelo desuso ou tomados pelo mofo em alguma gaveta, é hora de recoloca-los em funcionamento. O desejo de Deus é que você caminhe lado a lado com aqueles que são responsáveis por inúmeros momentos de risos e alegria, mas também estão presentes para dividir os fardos. Talvez seja a hora de marcar um café, programar uma caminhada na praia ou agendar um almoço para celebrar na companhia de um amigo para toda a vida.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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NÃO SÃO POUCOS OS PROBLEMAS

19 de Abril de 2018

“Em meio a tribulação, invoquei o SENHOR, e o SENHOR me ouviu e me deu folga”
Sl 118.5

O livro de Salmos é um daqueles livros que nos sentimos parte dele quando lemos. Existem livros que nos distanciam de nós mesmos, outros livros nos conduzem a pensar na vida de seus personagens e alguns são extremamente cansativos. Livros podem nos fazer viajar sem sair da poltrona, ou simplesmente nos fazer rir ou chorar como se um processo de emoções escondidas fosse de súbito revelado.

O livro de Salmos é diferente, afinal, como Palavra inspirada de Deus para nossa vida, este livro nos inspira. Esta palavra “inspirar” é muito importante, afinal de contas, tem como objetivo nos encher de ar, fazer circular o sangue, trazer vida!

Não são poucos os problemas deste salmista, ele diz que passou por momentos de tribulação, e esta não passou ao largo, mas o “engoliu” e ele se viu “em meio à tribulação”. O versículo 6 diz que “o homem” trouxe inquietações e ameaças. Um problema com uma pessoa. Quantas vezes já enfrentamos problemas em nossa vida que uma só pessoa causou? Com o salmista não foi diferente.

No v. 7 ele diz que o problema também aconteceu no seu relacionamento com várias pessoas. Estas pessoas odiavam e desejavam seu mal. Imagine, como se não bastasse ter uma pessoa trazendo problemas para a vida do salmista, agora ele nos diz que havia várias pessoas que odiavam sua presença.

Mas, parece que sempre um problema chama outro e nesta luta com uma pessoa e depois com várias outras, encontramos o salmista dizendo no v.10; “todas as nações me cercaram”. Alguns comentaristas bíblicos atribuem este Salmo a Moisés, afinal, a linguagem e a semelhança histórica com os fatos vividos por Moisés são muito grandes. Para nós, o que realmente interessa é que os problemas aqui descritos são muito parecidos com as avalanches em nossa vida cotidiana. Um pequeno problema que sugere outro maior e por fim uma grande quantidade de situações adversas nos leva para uma tribulação que pode ser percebida por todos os lados.

E quando tudo parece perdido, o salmista escreve: “e o SENHOR me ouviu e me deu folga” (Sl. 118.5). Este testemunho de livramento do salmista é um testemunho de resposta de oração que deve inundar nossa alma de gratidão. Deus não mudou! Deus continua respondendo nossas orações através de Sua graça trazendo livramento e nos conduzindo em amor!

Deus seja louvado, pois, não são poucos os problemas, mas Deus é maior e nos dá a vitória em nome de Jesus Cristo, para glória de Deus!

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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A segurança mora no andar de cima

13 de Abril de 2018

Queridos irmãos, creio que possa afirmar com certa precisão que diante do difícil quadro social que assola nossa cidade e estado, e por que não dizer país, vivemos todos, indistintamente, uma sensação de constante insegurança e medo diante da escalada da criminalidade. Para todo lado que olhamos vemos em maior ou menor intensidade as facetas da violência. Até mesmo em nossa própria rua dos Oitis temos testemunhado tais episódios. A despeito de tomarmos os devidos cuidados, e devemos fazê-lo se necessário até mudando nossas rotinas, por mais que possamos considerar tais sentimentos de medo e insegurança normais, há por detrás deles um risco enorme de desviarmos nosso coração a uma atitude de duvida a respeito da proteção de Deus. A Palavra de Deus tem que ser o fiel da balança em tais momentos.

Salomão escreveu: “Quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave. Não temas o pavor repentino, nem a arremetida dos perversos, quando vier. Porque o SENHOR será a tua segurança e guardará os teus pés de serem presos.” (Pv 3:24-26) Isto nos mostra que neste mundo mal, a arremetida dos perversos poderá vir. E se ela vier devemos manter firmes nossas convicções de que é o Senhor Deus quem nos guarda e nos livra. Podemos dormir e ter sono tranquilo. O Salmista escreveu: “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.” (Sl 34:7) “E ainda: “Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos.” (Sl 91:11) Nada nos acontece sem que esteja debaixo do plano soberano e do olhar protetor do nosso Deus.

A Bíblia contém muitos exemplos de homens e mulheres amedrontados e intimidados pelo contexto de violência e iniquidade que os cercava. Mas era do Senhor que vinha o livramento. Precisamos entender e crer que nossa proteção vem do alto. Nossa segurança vem do andar de cima. Este será um exercício frequente em nossos dias. Precisamos desenvolver maior intimidade com o Senhor. Buscar sua presença em oração e experimentar sua proteção. Alimentar nossas almas com Sua palavra que nos assegura que Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação (Sl 46:1). Que Ele é o escudo para todos os que nele se refugiam (Sl 18:30).

Meus irmãos, que nossa atitude ao final seja como a do salmista: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.”(Sl 4:8)

Que o Senhor nos ajude.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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VOLTA PRA DEUS

6 de Abril de 2018

A partir da era moderna, no final do século XV, a razão se estabeleceu como o elemento predominante para que o homem pudesse entender a si mesmo e tudo o que acontecia à sua volta. As inúmeras descobertas científicas na astronomia, matemática, física e nas ciências naturais impulsionaram a crença de que todos os elementos deveriam ser julgados pelo crivo racional. A filosofia e até algumas escolas da teologia se submeteram ao senhorio da razão. O acesso à verdade dependeria do convencimento intelectual.

O período pós-moderno questionou a arbitrariedade e exclusividade do critério racional e estabeleceu uma era de relativismo e pluralismo. Não há absoluto, não há verdade e as conclusões dependem de uma série de fatores que podem ser questionados e desacreditados de acordo com as vantagens e prejuízos em jogo.

Este pensamento pós-moderno vigora nos dias de hoje e afeta a ética, a educação, a política, a filosofia, a religião, a comunicação e a arte. Os tribunais se articulam de acordo com a conveniência, a academia se ajusta para atender aos interesses ideológicos de um grupo e os governantes se tornam doutos na elaboração dos seus enfadonhos discursos enganosos.

O racionalismo se estagnou na sua limitação para decifrar os mistérios da subjetividade humana. Por outro lado, o pós-modernismo implodiu qualquer possibilidade de coerência, sanidade e bom senso. A incapacidade humana de gerir a sua própria existência está exposta em praça pública, ou melhor, no Facebook e Instagram.
É para esta geração atordoada e perplexa com as suas próprias mazelas que o convite para olhar para Deus deve ser feito. O ser humano é como um recém-nascido conduzindo um automóvel em alta velocidade. A tragédia é uma questão de tempo!

A igreja precisa proclamar insistentemente a mesma mensagem dos profetas: “Arrependam-se! Desviem-se de todos os seus males, para que o pecado não cause a queda de vocês.” Ez 18.30b. “Lavem-se! Limpem-se! Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal” (Is 1.16). “Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus.” (At 3.19,20).

A esperança não está na razão e nem no relativismo pós-moderno. Deus sempre foi a solução para aqueles que não conseguem conduzir a própria vida. É tempo de recorrer a Ele e crer que somente pela sua graça e misericórdia, a história pessoal e social pode ser transformada. Ele é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16). Ele é o soberano Deus, capaz de produzir a verdadeira alegria tanto para um individuo como para a nação (Sl 33.12)!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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AÍ JÁ É DEMAIS!

28 de Março de 2018

Quando os principais líderes religiosos daquela época se uniram em torno de uma proposta político-religiosa de domínio, eles começaram a usufruir de certos benefícios econômicos que só uma relação impura poderia proporcionar. Durante o tempo em que Jesus Cristo exerceu seu ministério, percebemos que as diferenças entre o que Ele pregava e vivia, com aquilo que era ensinado pelos líderes político-religiosos da época, ficava evidente a cada dia que passava. A população percebia que ensino de Jesus estava carregado de amor e de uma autoridade diferente, um exemplo, é quando Ele termina o sermão do monte e Mateus afirma: “estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mateus 7.28-29)

Curas, milagres, sinais, sabedoria e a proclamação das verdades bíblicas fizeram com que o ministério de Jesus se solidificasse, mas ainda não incomodava os líderes político-religiosos ao ponto de tramarem algo realmente efetivo contra sua vida, até que, Jesus ressuscita a Lázaro!

Quando Jesus ressuscitou Lázaro, os homens maus pensaram: “Aí já é demais!”. O texto de João 11.53 diz: “desde aquele dia, resolveram matá-lo”.

Lázaro era um homem conhecido, suas irmãs eram pessoas especiais e a sociedade amava aquela família. No evangelho de João lemos que a ressurreição de Lázaro ganhou destaque na ocasião. A cidade comentava, e o impacto se devia em especial, pelo tempo, afinal, Lázaro estava morto há quatro dias! Em João 12.9-11, lemos que depois da ressurreição de Lázaro, numerosa multidão dos judeus começou a crer em Jesus Cristo. A revolta dos líderes político-religiosos da época era inevitável em seus corações, e resolveram matar também a Lázaro.

Hoje é domingo de Páscoa! Jesus Cristo ao ressuscitar Lázaro, bem como tantas outras pessoas, fez uma declaração final e inequívoca da vitória sobre a morte, que garante também a nossa vitória sobre a morte, pela fé em Jesus Cristo.

Hoje é domingo de Páscoa! O mundo tentará, como aqueles líderes maus da época de Jesus, abafar o enorme significado desta data. Afinal, um líder religioso qualquer, existiu e existem aos montes, mas apenas um venceu a morte e ressuscitou, Jesus Cristo! Esta realidade histórica é para eles algo que ainda continua incomodando suas mentes, afinal: “Ressurreição! Aí já é demais!”.

Hoje é domingo de Páscoa, Jesus Cristo ressuscitou e todo aquele que crer nele como Senhor e Salvador ressuscitará no último dia para glória de Deus!

Feliz Páscoa! Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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OLHAR O ETERNO

23 de Março de 2018

Passam dias e os anos voam, e nós sempre a contemplar
A saga humana, em cada plano, um sentido a indagar.
Levando a vida em cada lide, sem saber o que virá;
De um lado para o outro, quase sempre a se alienar.

Almas secas e esgotadas, de tanto, tanto buscar
Um sentido e relevância tão difíceis de encontrar.
Agenda intensa, vida tensa, corações a palpitar;
Frustações a cada passo: melhor saber onde se quer chegar.

Será que a vida é isso mesmo? Trabalho? Dinheiro? Diversão?
E as mazelas dos nossos erros nos levando à depressão?
Seguindo alheios ao nosso próximo, não fazendo mais questão!
Do amor singelo a cada dia; tão sublime relação.

Não era assim quando o Eterno da terra úmida nos criou
Nos mostrando com seu toque terno o quanto Ele nos amou.
Mas nós, rebeldes, aleivosos, decidimos abraçar
A ideia tola da serpente que a todos fez matar.

E mortos, cegos, sem direção, seguindo a vida, olhando à frente
Como se toda condição fosse apenas o aparente.
Será que a vida é isso mesmo? Trabalho? Dinheiro? Diversão?
E as mazelas dos nossos erros nos levando à depressão?

Olhemos firmes para o Mestre que nos ensina com atenção;
“Não construa aqui o seu tesouro” porque ele é perdição;
Sigamos sempre sem vacilar para nossa terra redimida.
Povo livre a celebrar a razão de toda a vida.

Meus amigos, meus irmãos, foquemos os olhos no Deus Bondoso!
Porque Ele em Seu poder nos sustenta sempre. Poderoso!
Ele, do seu trabalho, fez vocação para o anuncio estrondoso!
De que somente em Jesus Cristo somos feitos homem novo!



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