Pastorais
EU CORRO…

14 de setembro de 2018

Fizeram uma pesquisa com três pessoas que estavam correndo na praia em um dia de sol. A pergunta era simples: “por que você está correndo?”*

A primeira pessoa que respondeu a pergunta, era um homem que estava um pouco acima do peso, estava vestido com shorts e camiseta comuns. Parou assim que foi solicitado e respondeu com simpatia a pergunta da pesquisa. Sua resposta foi: “eu corro porque gosto de comer de tudo, por isso, correndo eu consigo comer e manter meu peso”. Ele sorriu, se despediu e seguiu seu caminho.

A segunda pessoa que respondeu a pergunta era uma mulher jovem, casada, dois filhos, bem vestida, com sua roupa de ginástica combinando cada peça e cabelo preso por uma pequena viseira. Ela respondeu: “eu corro porque me faz dormir melhor”. Sorriu e seguiu o seu caminho.

A terceira pessoa que respondeu a pergunta era outra mulher, também na casa dos 40 anos, o tênis já mostrava um certo desgaste, indicando que ela era uma corredora mais experiente, e por sinal, foi a que se aproximou mais rápido, foi gentil e parou para responder a pergunta da pesquisa: “Por que você está correndo?” Ela pensou um pouco, deu um largo sorriso, retirou os óculos escuros e disse; “eu corro, porque amo o vento em meu rosto, amo sentir o chão passando veloz pelos meus pés, é como se eu estivesse entre as nuvens. Amo correr, porque o ar entra dentro de meus pulmões e eu os sinto expandindo como se uma alegria imensa tomasse conta de todo o meu corpo. Eu corro todos os dias, por puro prazer!”

Faço uma pergunta para você, querido leitor: “qual destes três corredores descritos acima você acha que continuará correndo com o passar dos anos?”

Obviamente, a terceira pessoa! Porque ela corre por prazer! Ela irá colher os mesmos benefícios dos dois anteriores, afinal, poderá comer mais do que gosta e, com certeza, irá dormir melhor, mas acima de tudo, continuará correndo por que descobriu o prazer onde outros veem apenas obrigação!

Algumas pessoas podem começar a seguir a mensagem de Jesus Cristo por motivos nobres, mas insuficientes para prosseguir na vida cristã. Alguns podem seguir a mensagem de Cristo porque a ética é boa! Outros podem seguir a mensagem de Cristo por ser algo que faz bem! Mas seguir a Cristo como Senhor e Salvador deve ser acima de tudo por amor! Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos é uma graça, uma bênção, um grande prazer!

Disse Jesus: “Se alguém me ama guardará a minha Palavra” (João 14.23)

Guardar a Palavra de Cristo é fazer o que Ele diz por amor! O cristão ama vir a Igreja, estar com os irmãos, servir a Deus e ao próximo! É um grande prazer viver a vida cristã!

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium
(*fonte da pesquisa: Dr. Daniel Doriani)



Share
FOGO E TRANSFORMAÇÃO

5 de setembro de 2018

Faltam-nos palavras certamente,
Diante da tragédia do domingo passado,
Quando perplexos assistimos impotentes,
Aquilo que se previa como resultado.

Quase a tudo consumiu, o fogo faminto e ora fortuito,
História milenar destruiu, sendo apenas este o seu intuito.
Que outra missão teria ele? Elemento ardente sob pressão,
Diante de tanta historia largada, alimentando-lhe a combustão?

Trouxe ao coração brasileiro tristeza, frustração, quase um luto,
Memória pulverizada, ciência que se esvai como num surto.
O Museu que trazia na historia lembranças de tantas famílias,
Agora esfria cinzento, rescaldo total entre as vias.

Este evento tão lamentável demanda de nós reflexão:
Descaso de autoridades, desmandos de uma nação…
Que despreza sua historia, não valoriza sua cultura
A deixam na mão de algozes, comprometem uma geração futura.

Ocorre que na essência o problema, na minha visão, é religioso,
Pois todo homem diverge ou converge a um coração piedoso
Já que na alma há um vazio, condição fatal vinda do pecado,
Não enxerga a missão do Eterno, na cultura o seu santo mandado.

Fazem do trabalho fonte iníqua, de vil enriquecimento.
Desprezam a benção de Deus, não reconhecem do Céu o sustento.
Almas rebeldes e corrompidas, usura ao leu descarada,
Pensam, falam, agem e zombam, como se o Justo Juiz fosse um nada.

Mas há solução nessa história se dispostos olharmos pra dentro
E honestamente aceitarmos que nos falta com Deus um momento
De voltarmos à antiga amizade, que outrora no paraíso gozávamos
E que agora nos é concedida, em Cristo Jesus, restaurados.

Nos resta uma mudança de mente, inconformada transformação
Entendendo que fomos chamados, a uma vida de santa ação
De viver o evangelho de Cristo, que transforma o mundo e a sociedade
Encarnando a ética do amor, do serviço, do respeito e da liberdade.

Talvez outros incêndios virão, enquanto nós cristãos acanhados
Insistirmos em viver nossa fé nos nossos mundinhos privados,
Deixando de ser sal e luz, num mundo que carece de exemplos.
Nos posicionemos sob a Cruz e haveremos de transformar o momento.

Rev. Antônio Alvim Dusi Filho



Share
A SERENIDADE DOS QUE ESTÃO FIRMADOS NA VERDADE

3 de setembro de 2018

Antes de tornar público o que você pensa, é essencial averiguar os possíveis efeitos colaterais. Existe uma atmosfera de “raivosa” intolerância produzindo desentendimentos, conflitos e agressões em temperaturas cada vez mais elevadas. Os que defendem um determinado ponto de vista não admitem deduções ou percepções diferentes e atacam os seus opositores com discursos envoltos dos piores sentimentos. Os meios de comunicação não apenas possibilitam o acesso a este ambiente, como também estimula a participação nos incontáveis ringues virtuais.

Diante deste cenário surge uma intrigante pergunta: onde está o discurso do relativismo tão enfatizado pela sociedade pós-moderna? A ideia não era cada um ser feliz com a sua própria verdade, sem querer impor aos outros os seus princípios absolutos e inquestionáveis? Parece que mais uma vez as vulneráveis e frágeis estruturas filosóficas sucumbem diante da realidade. Muitos grupos com as mais variadas propostas utilizam todos os recursos (inclusive a mentira) para convencer que estão com a verdade.

A igreja cristã foi fortemente atacada por confessar a Palavra de Deus como única regra de fé e prática. Houve uma tentativa de jogar os valores cristãos na vala do relativismo com a tese de que um posicionamento não poderia vigorar sobre o outro. No entanto, os autores deste projeto tinham estratégias que hoje podem ser facilmente identificadas. A intenção era desestabilizar a ética cristã que norteia indivíduo, família e sociedade para estabelecer um sistema de crenças não apenas ateu, mas também anticristão. O discurso de múltiplas verdades era apenas o meio para desconectar as novas gerações dos princípios e valores cristãos.

As teorias e teses acadêmicas podem variar de acordo com os interesses de uma época. Com o advento da tecnologia, o mundo se transforma em uma velocidade jamais observada. Diante deste cenário, a igreja prossegue convicta de que a Bíblia é a verdade divinamente revelada para instruir todos aqueles que creem em Jesus como salvador. A Palavra de Deus não se submete às oscilações e destemperos de um período histórico. Pelo contrário, segue firme e atravessa a história antiga, a idade média, moderna, contemporânea, pós-moderna e chega aos dias atuais como verdade divina.

A partir dos princípios bíblicos, os cristãos são orientados a agir e reagir com amor, paciência, mansidão, bondade e domínio próprio (Gl 5:22,23). Os embates “raivosos”, muitas vezes, são tentativas desesperadas dos defensores do relativismo em convencer a sociedade das suas convicções. Por isso, é importante que a igreja prossiga amorosa, firme, serena, temperante, ou seja, marcada pelo fruto do Espírito. Desta forma, o nome de Cristo será glorificado em cada palavra emitida por aqueles que estão firmados na Verdade.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



Share
IGREJA PRESBITERIANA CELEBRA 159 ANOS EM AGOSTO

22 de agosto de 2018

As origens históricas mais remotas do presbiterianismo remontam aos primórdios da Reforma Protestante do século XVI. Como é bem sabido, a Reforma teve início com o questionamento do catolicismo medieval feito pelo monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) a partir de 1517. Em pouco tempo, os seguidores desse movimento passaram a ser conhecidos como “luteranos” e a igreja que resultou do mesmo foi denominada Igreja Luterana.

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.

A Igreja Presbiteriana do Brasil é a mais antiga denominação reformada do país, tendo sido fundada pelo missionário Ashbel Green Simonton (1833-1867), que aqui chegou em 1859. Mais tarde, ao longo do século 20, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), com sede em Recife; Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), com sede em Arapongas, Paraná, e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978), com sede no Rio de Janeiro.

Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, nasceu em West Hanover, no sul da Pensilvânia, e passou a infância na fazenda da família, denominada Antigua. Eram seus pais o médico e político William Simonton e D. Martha Davis Snodgrass (1791-1862), filha de um pastor presbiteriano. Ashbel era o mais novo de nove irmãos. Os irmãos homens (William, John, James, Thomas e Ashbel) costumavam denominar-se os “quinque fratres” (cinco irmãos). Um deles, James Snodgrass Simonton, quatro anos mais velho que Ashbel, viveu por três anos no Brasil e foi professor na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. Uma das quatro irmãs, Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), conhecida como Lille, veio a casar-se com o Rev. Alexander Latimer Blackford, vindo com ele para o Brasil. Ashbel G. Simonton chegou ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Que Deus abençoe nossa IPB!

Rev. Alderi Souza de Matos



Share
HÁ CAUSA NO SOFRER?

16 de agosto de 2018

O meu coração com frequência questiona:
Que razão há para tantos sofrimentos?
A trama da vida que a todos nos tensiona,
Fazendo-a dura e difícil em momentos.

Angustia n’alma e por vezes falta-nos calma,
Confusos, vivendo uma luta silente.
Que rumo seguir? Pergunta tão presente…
Pra longe de tal sofrimento da alma.

O néscio é cego e rejeita o saber.
O sábio é lúcido e entende o sofrer.
É na dor tão atroz que se forja o caráter,
Daqueles que dependem totalmente do Crer.

Alegria perene que transcende o momento,
Tenha fé e se firme, esperança renovada.
Persevere incansável apesar do sofrimento,
Tendo a Cristo como exemplo nesta breve caminhada.

Diga: Tudo posso Naquele que minh’alma fortalece
Ciente que “tudo” inclui até a morte se ver.
Pois aqueles que lutam tendo nos lábios uma prece,
Ao fim experimentarão o gozo eterno do viver.

Não questione a Deus a causa de tanto sofrimento
Pois dificilmente uma resposta você obterá.
Prossiga resiliente, apenas confiando,
Entregue-O seu caminho e o mais Ele fará.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



Share
DIRETRIZES PARA ELEIÇÃO DE OFICIAIS NA IGREJA

11 de agosto de 2018

Os oficiais da Igreja Presbiteriana do Brasil são escolhidos através de uma eleição. Os votos dos membros sinalizam a vontade de Deus para a composição do Conselho e da Junta Diaconal da igreja. Por isso, é importante o preparo espiritual de todos os que participam deste processo. Ao narrar o início das igrejas cristãs, Lucas escreve: “E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido.” (At 14.23). É importante que os membros da igreja orem e jejuem suplicando pelo discernimento do Espírito Santo na escolha dos seus líderes.

As qualificações foram escritas por Paulo a Timóteo em I Tm 3. 1 – 10 que devem ser identificadas na vida daqueles que almejam o oficialato: 1- Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. 2 – É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3 – não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; 4 – e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito; 5 – (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); 6 – não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. 7 – Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo. 8 – Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, 9 – conservando o mistério da fé com a consciência limpa. 10 – Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato.

O Artigo 55 da Constituição da IPB orienta quanto ao compromisso e a piedade dos oficiais: “Art. 55 – O presbítero e o diácono devem ser assíduos e pontuais no cumprimento dos seus deveres, irrepreensíveis na moral, sãos na fé, prudentes no agir, discretos no falar e exemplos de santidade de vida.” O Manual Presbiteriano também apresenta o fundamento constitucional para a eleição de pastores, presbíteros e diáconos no Artigo 9º: “A assembleia geral da Igreja constará de todos os membros em plena comunhão e se reunirá ordinariamente, ao menos uma vez por ano, e, extraordinariamente, convocada pelo Conselho, sempre que for necessário, regendo-se pelos respectivos estatutos. §1º – Compete à assembleia: a) eleger pastores e oficiais da Igreja”.

Conforme descrito no boletim, os membros da I. P. Gávea foram convocados pelo Conselho para eleição de pastor, presbíteros e diácono. Prepare-se espiritualmente, ore, jejue e participe da Assembleia Extraordinária no dia 02 de setembro.



Share
LEVANTE-SE!

3 de agosto de 2018

Chegamos em agosto e um dos assuntos mais comentados pela mídia foram as quedas de Neymar Jr.. Com uma campanha publicitária bem pensada, o jogador tentou se justificar e pedir o apoio e compreensão do público. Mas é preciso aprender um princípio bem simples para superar as quedas, sejam de popularidade ou produtividade. O princípio bíblico é, levanta!

Quando olhamos para a história de homens e mulheres na Bíblia que enfrentaram momentos difíceis encontramos este mesmo princípio.

José foi vendido pelos irmãos, dado como morto pelo seu pai, colocado em um serviço, ele lutou, trabalhou e venceu. Mas a vida tem seus momentos difíceis e José foi acusado injustamente pela mulher de seu patrão. Foi preso e mesmo injustiçado não se entregou a depressão e auto-flagelação. José não ficou chorando pelos cantos de uma cela fria e escura. Ele se levantou e seguiu sua jornada, a ponto de se destacar entre os presos por sua comunhão com Deus. Resultado, de presidiário a vice-faraó da nação mais poderosa da época.

Moisés foi outro grande exemplo. Educado aos pés da nobreza, quando aflito por ver os hebreus em situação de opressão, ele mesmo tentou fazer justiça com as próprias mãos. Matou um homem, escondeu o corpo, mas foi descoberto pela misericórdia do Senhor. Moisés não ficou sentado lamentando seu pecado, porém certo do perdão de Deus partiu para terra prometida e liderou seu povo por mais de 40 anos. Ele se levantou e foi realizar a vontade de Deus.
Ana era uma mulher de Deus, mas sofreu por muito tempo, sendo desprezada por não ter filhos e como tal, nada podia deixar seu coração alegre. Nem o enorme amor de seu marido por ela, deixava com que a alegria inundasse seu coração. Mas, Ana não optou pela vida sem desafios, muito pelo contrario, ela buscou o Senhor com um pedido que somente o Senhor poderia responder. O resultado foi uma maternidade abençoada e que não ficou em um único filho, mas Deus lhe deu outros tantos, para que sua alegria fosse completa.

Finalmente, Pedro, o apóstolo de Jesus Cristo. Foi chamado por Cristo, seguiu o Senhor Jesus por todo o seu ministério, viu milagres e presenciou as maiores manifestações do poder de Deus. Foi avisado que iria trair a Cristo, mas continuou seu caminho até que um dia, não resistiu a pressão e negou a Cristo 3 vezes. Pedro não ficou recluso, cabisbaixo, sem saber o que fazer, muito pelo contrario. Pedro se levantou, pediu perdão depois da ressurreição de Cristo e seguiu sendo um grande instrumento de Deus para abençoar outras pessoas.

Problemas são comuns em nossa vida, alguns são maiores outros menores. Mas não devemos ficar aborrecidos e desanimados com as dificuldades. Levante-se! Ore, confie e caminhe com fé em Jesus Cristo!

Que Deus nos abençoe.
Rev. Leonardo Sahium



Share
O RESGATE DA TERNURA

27 de julho de 2018

Ao todo, mais de mil pessoas estão na recepção do hotel. Existe uma fila para credenciamento, uma fila para verificação de inscrição e uma última fila para o check in do hotel. Assim começou a reunião ordinária do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Uma coisa chamou minha atenção, a ternura! Sim, fiquei observando as pessoas, na imensa maioria, pastores e presbíteros, calmos, nas filas, com as malas nas mãos, conversando, com bom humor, enquanto caminhávamos lentamente à medida que a fila avançava. Que liturgia de vida, que celebração!

Foi interessante observar os gestos de carinho, atenção e humildade. Pessoas se ajudando, abrindo caminho com agilidade, carregando as malas uns dos outros. Neste momento me lembrei do texto de Colossenses 3.12 “revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”.

Quando a Bíblia fala destes “ternos afetos de misericórdia”, ela estabelece um novo padrão de comportamento para cada cristão. No livro de Teologia Sistemática do Rev. Oadi Salum, ele lembra seus leitores que a graça de Deus produz em nós uma “união transformadora”, e afirma: “Mediante a união com Cristo, seus eleitos são transformados na semelhança de Cristo. Passam a viver segundo o caráter do seu Senhor, sofrem com ele, carregam a cruz por amor a ele: nascem em Cristo, morrem por Cristo, ressuscitam em Cristo para uma nova vida: ‘Porque, se fomos unidos com Ele na semelhança de Sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição’ ”(Rm. 6.5).

Esta transformação deve ser percebida nas atitudes comuns do dia a dia. A vida cristã autêntica é cheia de ternos afetos de misericórdia, bondade e mansidão!

Como resgatar a ternura em um mundo que insiste em nos tornar brutos? Olhe para Cristo! Veja nos evangelhos os seus gestos de amor para com o próximo. Perceba o quanto Jesus era terno em suas palavras e gestos. Ele observava a dor do outro e chorava com todo seu ser em plena compaixão. Mas não era uma vida triste, era uma vida cheia de esperança e paz. Jesus sempre transformou a vida das pessoas com sua presença.

Somos cristãos, portanto, precisamos nos perguntar sempre: “eu estou me tornando uma pessoa mais terna? Mais leve? Mais simpática e agradável? Tenho transmitido um testemunho de uma pessoa que está a cada dia mais parecida com o seu Senhor e Salvador?”

A simples reflexão sobre estas perguntas acima, demonstrarão que você está no caminho certo para ser uma pessoa mais terna e feliz.

Que Deus nos abençoe.
Rev. Leonardo Sahium



Share
A VITORIA QUE VENCE (1 JO 5:4 )

22 de julho de 2018

Final de Copa, que evento tremendo
Que deixa lembranças, a alma doendo
De tantos tentando a vitória em vão!
Singela e tão única motivação!

Jogos corridos, o tempo é algoz;
Hinos cantados a uma só voz.
Esperança pulsante em prazer fugaz,
Morta no apito de um juiz audaz.

Que tanto “frisson” que nos faz esquecer
Que há outro “jogo” que se há de vencer,
No qual o outro time, sagaz adversário,
Não joga tão limpo, o espírito é contrario!

Distorcem as regras, desprezam a justiça.
Aos maus chamam bons, cobiça os atiça.
Um mundo em trevas no qual o cristão
Por Deus foi chamado, santa vocação!

De viver no mundo como sal e luz,
De amar ao próximo, de levar sua cruz,
De viver pra Cristo e sobre ele lançar
Toda ansiedade, angustias sem par.

Tendo a fé ardente, que é dom de Deus,
A fé que ao mundo vencendo, os seus
Declaram perante a toda a nação
Que só em Jesus é que há salvação.

Amando a Lei, de Deus os mandamentos
Seguindo o jogo, boas obras seus tentos
Noventa minutos sem prorrogação
Jogados aguardando santa redenção.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



Share
OS CAMPEÕES DO MUNDO

12 de julho de 2018

Para ser campeão do mundo é necessário preparo físico, equilíbrio emocional, comprometimento com a equipe, concentração, confiança, superação e muito desejo de atingir o objetivo. Diante destas exigências, dois times chegaram ao topo na última semana: os 13 Javalis e os 90 mergulhadores. É claro que não pode ficar de fora a multidão com mais de 1000 voluntários contribuindo com o sucesso das equipes.

No dia 23 de junho, na Tailândia, 12 adolescentes de um time de futebol e o técnico foram passear de bicicleta e por causa de uma tempestade se protegeram na caverna Tham Luang. O problema é que a água subiu muito e deixou o grupo preso. Eles permaneceram isolados e sem comida por 9 dias até que o outro time entrou em campo, os mergulhadores ingleses. Eles encontraram o grupo exausto a 4km da entrada da caverna e a 1km de profundidade.

O resgate começou no último domingo e terminou na terça-feira com todos salvos. Uma operação de alto risco, pois em alguns trechos debaixo d´água o túnel tinha apenas 60cm de altura. Infelizmente, no dia 05 de julho, o mergulhador da marinha tailandesa, Saman Kunan, levou suprimento alimentar para o grupo e morreu ao ficar sem oxigênio no retorno.

As torcidas nesta Copa do Mundo ficaram divididas. As emissoras de todo o mundo cobriram os dois eventos. Hora as pessoas torciam para as suas seleções na Rússia, hora todas as nações se uniam na torcida pelos 13 Javalis e os incansáveis mergulhadores na Tailândia. De um lado um dos entretenimentos mais elaborados e caros da terra e do outro, o drama real de viver em um mundo que transforma um simples passeio numa tragédia tão próxima da fatalidade.

Estes acontecimentos podem produzir algumas reflexões importantes. É claro que se divertir faz bem, no entanto, para muitos a vida tem se tornado um grande parque de diversão. O investimento dos recursos financeiros, do tempo e das emoções demonstra o risco de ter o coração comandado pelo que é supérfluo. É impressionante o quanto alguns colocam uma intensa carga emotiva em coisas irrelevantes e, por outro lado, ignoram assuntos que deveriam produzir compaixão, intercessão e ação. Os evangelhos revelam o quanto Cristo envolveu com aquilo que era essencial e prioritário.

Outro destaque é o altruísmo dos mergulhadores. Eles se arriscaram para salvar os que estavam perdidos e isso custou a vida de um deles. A essência da fé cristã está pautada na decisão do Pai em enviar o seu Filho para resgatar aqueles que estavam perdidos e sem esperança. Esta missão envolvia, obrigatoriamente, a morte do Salvador: “Ele vos deu a vida quando estáveis mortos pelos vossos delitos e pecados” Ef 2.1.

Por último, a vitória das vitórias está reservada àqueles que têm os seus corações lavados pelo sangue de Jesus. “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” Rm 8.37. Uma seleção preparada pode vencer a Copa do Mundo, mergulhadores experientes podem resgatar adolescentes perdidos, mas a vitória sobre a morte, somente através da obra de Cristo. “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono” Ap 3.21.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



Share