Pastorais
O REINO DE DEUS NO PRESENTE E NO FUTURO

8 de novembro de 2019

As referências do Senhor Jesus quanto ao Reino de Deus nos evangelhos ocupam lugar de destaque (Mt 4.17; Mc 1.15; Lc 4.43). Ao afirmar que, “[…] é chegado o Reino de Deus” (Lc 1.15), Jesus deixa claro que este assunto era do conhecimento dos seus ouvintes judeus, que aguardavam o cumprimento das profecias. Acerca deste assunto Geerhardus Vos comenta: “A expectativa do Reino de Deus torna-se equivalente à esperança messiânica de Israel”. No texto de Lucas 16.16, Jesus esclarece que João Batista é o profeta da história da redenção, pois, depois dele, começa a dispensação na qual o Reino de Deus não é mais tema de profecias, mas da pregação do evangelho; portanto, não é mais futuro e sim presente. No sermão do monte, o Senhor Jesus fala acerca desta realidade: “[…] buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

Outro texto que trata da realidade presente do reino de Deus é Mt. 12.28,29: “Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então o Reino de Deus é chegado a vós. Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhes os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa.” A expulsão de demônios foi um dos milagres mais exercitados por Jesus (Mc.1.28). Quando acusado pelos fariseus de expelir demônios, pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios (Mt 12.25), Cristo responde que tais atos eram provas de que o reino de Deus havia chegado. Este era um dos propósitos no ministério de Jesus; restringir o poder de Satanás na terra até o dia da consumação em que ele será completamente derrotado.

Na era atual o cidadão do reino de Deus continua com sua natureza caída, militando contra o Espírito de Deus, ou seja, moralmente ainda pratica males. Estes atos pecaminosos são vencidos gradualmente por meio da intimidade com Deus e da submissão à sua vontade. Porém, mesmo que o crente persista na busca da perfeição, como Cristo orienta no sermão do monte, (Mt.5.48), é impossível que a alcance nesta era. A libertação da natureza pecaminosa somente ocorrerá na era vindoura, onde impureza alguma entrará (Ap 21.27).

O reino de Deus na era vindoura será inaugurado com a segunda vinda de Cristo, quando o diabo e seus anjos serão, finalmente, e, totalmente, destruídos. O povo de Deus gozará da abençoada imortalidade da vida eterna formando uma sociedade redimida, isenta do mal e, consequentemente, com comunhão perfeita com Deus. Na realidade vindoura do Reino todos os males morais e físicos definitivamente desaparecerão, ou seja, seus cidadãos serão livres do pecado, da pobreza, da enfermidade e da guerra. É por esta razão que Paulo afirma em Romanos 8 que toda criação e todos os filhos de Deus gemem aguardando a inauguração desta era.

Ao retornar à era presente observa-se a evidente tensão do “já e ainda não”. Por um lado, Satanás já foi derrotado, porém, não eliminado. Ao mesmo tempo em que a Escritura ensina que o crente está vivo, assentado e reinando com Cristo, ela o adverte a revestir das armaduras do Senhor para lutar contra as obras da carne e contra os poderes espirituais do mal. No entanto, a esperança da segunda vinda de Cristo e a consumação plena do Reino de Deus produz a alegria nas lutas e adversidades no presente.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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NOSSA REFORMA

2 de novembro de 2019

“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim;
e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no
Filho de Deus, que me amou e a si mesmo
se entregou por mim.” Gálatas 2.20

Algumas vezes olhamos para nossa vida e pensamos em mudanças. Percebemos que nosso coração não está plenamente feliz, que nossa agenda diária tem excluído aquilo que é realmente importante, e que temos colocado muito esforço naquilo que não produz resultado. Precisamos de uma reforma!

Paulo neste texto fala de sua reforma! Ele olha para seu coração e responde aos seus leitores, contando como ele experimentou os benefícios de uma vida nova pela fé em Jesus Cristo. A graça de Deus, o presente divino, foi concedido para aquele homem comum e ele percebeu que o Espírito Santo abriu seus olhos, não por causa de suas boas obras ou por guardar a Lei de Deus, mas pela graça do Senhor, ele, Paulo, nasceu de novo! A consequência deste novo nascimento pode ser percebida quando obedecemos a Lei de Deus e fazemos boas obras por gratidão e amor ao nosso Senhor. Desta forma Paulo abre seu coração e conta sua história, sua reforma!

Paulo olha para o amor de Cristo manifestado na cruz do calvário e percebe o quanto este sacrifício foi pessoal, onde o Senhor Jesus sabia por quem Ele estava morrendo. Quando Cristo ressuscitou, Ele abriu um novo e vivo caminho de reconciliação entre Deus e os homens. Agora, consciente deste relacionamento maravilhoso, gracioso e transformador, Paulo diz: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.

Nesta semana comemoramos a Reforma Protestante que nos levou de volta a Palavra de Deus, acima das tradições religiosas vazias, que ao longo dos anos havia distanciado o povo da Palavra. Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero deu início ao movimento corajoso e transformador da Reforma Protestante. Estamos hoje aqui, com a Bíblia em nosso idioma por causa de Lutero, temos vários comentários bíblicos e teológicos por causa de Calvino e tantos outros reformadores. Em resumo, a Reforma Protestante deles se tornou a nossa Reforma!

Será sempre produtivo olhar para a nossa vida e buscar nos princípios bíblicos a nossa reforma individual! Olhar para Cristo como autor e consumador de nossa fé! Olhar para a Igreja e ver nela uma expressão do amor de Deus por nós e viver aqui o amor nosso por Deus, com alegria e compromisso para ser um reformador na vida de outras pessoas também, levando sempre a Palavra de Deus.

Que Deus veja em nossos corações a mesma palavra: “vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”.

Que Deus nos abençoe.
Rev. Leonardo Sahium



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O PROPÓSITO DE DEUS PARA VOCÊ

18 de outubro de 2019

Nossa geração tira foto o tempo todo! Somos a geração que produz mais imagens em toda história da humanidade. Em 2016, uma pesquisa (allaperon.com) revelou que a cada minuto eram postadas 136.000 fotos e vídeos no Facebook. Hoje, as pesquisas mostram (exame.com.br) que o fenômeno do Instagram tem uma interação 15 vezes maior que qualquer outra rede social. Estes são alguns dados que nos fazem pensar sobre esta sociedade da informação que vivemos. Mas toda postagem tem um propósito!

Qual é o nosso propósito maior? Jesus veio com um propósito, nos reconciliar com Deus através de Sua morte sacrificial em nosso lugar. Estávamos longe de Deus, pecamos em pensamentos, palavras e atitudes. Viramos as costas para Deus e nos afundamos no lamaçal de uma vida egoísta e longe dos propósitos de Deus. Mas Deus veio em nosso resgate e pagou o preço da justiça divina para nossa salvação. O ser perfeito, Jesus, morreu pelos pecadores: nós! Cristo ressuscitou e nos garantiu a ressurreição! Ele nos deu vida e vida em abundância. Jesus abriu os nossos olhos para a verdade, os valores e a visão sobre amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos! Este é o nosso propósito!

Jesus Cristo revolucionou nossa maneira de viver! Pela graça que gera a fé em nossos corações (Efésios 2.1-10), somos conscientes de que pecamos, nos arrependemos, pedimos perdão, somos perdoados e nos sentimos plenos de alegria e paz.

O grande teólogo David Bosch (Missão Transformadora p.58) escreveu: “No judaísmo da época de Jesus, o talmid (estudioso da Lei) tinha a prerrogativa de escolher seu próprio mestre e ligar-se a ele. Nenhum dos discípulos de Jesus, entretanto, se liga a ele a partir de sua própria vontade. Alguns tentaram fazer isso, mas são desencorajados em termos nada ambíguos (Mt 8.19s., Lc 9.57s, 61s.). Aqueles que o seguem podem fazê-lo simplesmente porque são chamados por ele, porque respondem à ordem: “Segue-me!” A escolha é Jesus quem faz, não são os discípulos”. Bosch conclui: “A meta de um discípulo era tornar-se ele próprio um rabino”.

Nós fomos chamados por Cristo para espalharmos a Palavra de Deus por todo o mundo. Jesus disse que nossa missão é fazer discípulos em todo tempo e no mundo todo. Jesus Cristo nos disse que o inimigo tentaria nos desviar o tempo todo desta missão, mas nós deveríamos perseverar e proclamar a única Palavra de Salvação para o ser humano perdido.

Usemos todos os nossos recursos para espalhar a mensagem de Jesus Cristo. Individualmente, aproveite o que você tem em suas mãos, compartilhe textos da Bíblia pelas redes sociais como Igreja da Gávea! Vamos continuar com as portas abertas, em comunhão, oferecendo ensino bíblico de qualidade através dos cultos, escolas dominicais, discipulados, reuniões, grupos pequenos, entre tantas outras atividades. Continuemos fazendo boas obras amando e atendendo aos necessitados. Vamos continuar plantando Igrejas em todo mundo para multiplicar o povo de Deus através de Sua graça e para a Sua glória.

Que Deus nos abençoe.

Rev. Leonardo Sahium



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PERSEVERANÇA NOS HÁBITOS ESPIRITUAIS

13 de outubro de 2019

O dicionário Michaelis define o hábito como uma inclinação por alguma ação ou disposição de agir constantemente de certo modo, adquirida pela frequente repetição de um ato. O filósofo William James Durant escreveu: “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.” De acordo com Aristóteles, a virtude é uma arte obtida com o treinamento e o hábito. Nós somos aquilo que fazemos repetidas vezes. A virtude, então, não é um ato, mas um hábito. Para David Hume, o hábito é o grande guia da vida humana.

O hábito é capaz de modular o pensamento, a ação e a vontade do indivíduo. O cultivo de hábitos ruins pode produzir incontáveis prejuízos para a saúde física, emocional e espiritual. Por outro lado, os bons hábitos são capazes de promover a longevidade, o bem-estar e tantos outros benefícios ao longo da vida. É importante ressaltar que alguns hábitos prejudiciais podem atingir a categoria de vícios e a vontade já não os domina mais.

Os hábitos são adquiridos através das preferências pessoais, dos relacionamentos familiares e também das relações nos diversos grupos de convivência. As crenças e os valores de um determinado contexto sociocultural são importantes para o estabelecimento dos hábitos. Para muitos, o ritmo frenético, a agenda transbordante, as incontáveis opções de entretenimento, as metas a serem atingidas, as interações virtuais e a overdose de informações se tornaram hábitos incontroláveis.

Os exercícios espirituais não se tornam naturalmente habituais, afinal, o coração humano tem uma resistência implacável para desenvolver a intimidade com Deus. Por outro lado, mesmo quando alguns hábitos religiosos são implantados, corre-se o risco de utiliza-los como fonte de orgulho e arrogância. Jesus repreendeu esta atitude em muitos líderes religiosos no seu tempo: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.” (Mt 6.5).

O desenvolvimento de hábitos espirituais saudáveis depende da submissão aos princípios da Palavra de Deus. A Bíblia estabelece regras para os exercícios que devem se tornar rotina na vida do cristão. A perseverança é essencial no processo. Os deveres espirituais não podem ser estabelecidos aleatoriamente, sem critérios ou de acordo com a intuição. É necessário sistematização, disciplina e persistência para que se tornem um hábito regular, prazeroso e progressivo.

O livro de Atos apresenta algumas áreas que exigem perseverança para que se tornem hábitos consolidados: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” At 2.42. A meditação na Palavra, a participação nos cultos públicos e a vida de oração são elementos essenciais para o cuidado com a alma. A prática regular destas atividades é o caminho para o crescimento e desenvolvimento da maturidade na fé. Por isso, identifique o tempo dedicado para estes compromissos que devem se tornar habituais e assim, promover a alegria, a segurança, a direção e a paz que vem de Deus.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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GÁVEA, 52 ANOS!

4 de outubro de 2019

“Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico. Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.” Salmo 100.1-3

Em outubro celebramos mais um aniversário de nossa amada Igreja Presbiteriana da Gávea. Como diz o Salmo 100, estamos aqui para “celebrar com júbilo ao SENHOR”, e fazemos isso com alegria e nos apresentamos diante dele com cântico. Deus tem enchido nossos corações desta santa felicidade. Vivemos e servimos a Cristo em uma igreja cheia de alegria e paz. Sim, enfrentamos dores, perdas, problemas, mas acima de tudo superamos, vencemos, seguimos em frente, renovados na força do Espírito Santo, pela graça de Deus, e por isso, celebramos!

Sabemos que toda boa dádiva, todas as coisas maravilhosas que temos vivido, vem de Deus, Ele é nosso criador, salvador e sustentador. Os membros da Igreja da Gávea são pessoas fieis a Deus, e com o coração cheio de gratidão oram, consagram, ofertam e realizam uma grande obra para glória de nosso SENHOR.

Nosso pastor é Jesus Cristo, somos o rebanho de Seu pastoreio, nada escapa aos seus olhos de amor e bondade. Deus nos instrui dia a dia através de Sua palavra que tem sido fielmente proclamada ao longo destes 52 anos. Nossa Igreja não vacila doutrinariamente, não segue modismos, não se rende ao apelo dos shows travestidos de culto. Somos uma Igreja feliz de coração, nossa celebração não precisa ser induzida, ela nasce de corações alegres na comunhão com Deus.

Foi um ano muito especial! Celebramos o nascimento espiritual de novas pessoas que pela graça de Deus confessaram sua fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador! Celebramos a chegada de novos membros que vieram de outras Igrejas, de outras cidades e se encontraram aqui em nosso meio, que privilégio para a Gávea! Celebramos nossos missionários e plantadores de Igrejas que sustentados pela fidelidade dos membros da Gávea, estão proclamando o Evangelho da salvação em tantos lugares pelo mundo! Celebramos o privilégio de atender pessoas carentes e dar o suporte a várias instituições sérias de apoio aos necessitados, levando o amor de Cristo! Celebramos cada departamento e ministério de nossa Igreja que tem promovido o conhecimento da Palavra, a comunhão e o serviço cristão com enorme excelência para Deus!

Acima de tudo, louvamos a Deus pela alegria de vivermos juntos nossa vida cristã com irmãos amados em Jesus Cristo. Deus seja louvado! Parabéns, Igreja Presbiteriana da Gávea!

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



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PARA NOS TRAZER À FÉ E NOS MANTER FIÉIS

27 de setembro de 2019

A Bíblia fala de uma “antiga aliança” e de uma “nova aliança”. O termo “aliança” se refere a um contrato solene entre duas partes, que leva obrigações para ambos os lados e é reforçado por um juramento. Na Bíblia, as alianças que Deus faz com o homem são iniciadas pelo próprio Deus. Ele é quem coloca os termos. Suas obrigações são determinadas por seus próprios propósitos.

A “antiga aliança” se refere ao contrato estabelecido com Israel na lei de Moisés. Sua fraqueza é que não foi acompanhada de uma transformação espiritual. Assim, não foi obedecida e não leva à vida. Foi escrita com letras sobre pedra, não pelo Espírito sobre o coração. Os profetas prometeram “uma nova aliança” que seria diferente: “não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” (2Co 3.6).

A nova aliança é radicalmente mais efetiva do que a antiga aliança. Foi fundamentada sobre o sofrimento e morte de Jesus. “Ele é o Medidor da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (Hb 9.15). Jesus disse que seu sangue era “o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos” (Mc 14.24). Isso significa que o sangue de Jesus comprou o poder e as promessas da nova aliança. É supremamente eficaz porque Cristo morreu para realizar isso.

Quais são, então, os termos da aliança que ele assegurou infalivelmente por seu sangue? O profeta Jeremias descreve alguns deles: “firmarei nova aliança… esta é a aliança que firmarei… lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei… perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31. 31 – 34). O sofrimento e morte de Cristo garantem a transformação interior das pessoas (a lei escrita no coração) e o perdão de seus pecados.

Para garantir que essa aliança não falhará, Cristo toma a iniciativa de criar a fé e assegurar a fidelidade de seu povo. Ele traz à existência um novo povo que guarda a aliança, porque a lei não está apenas escrita em pedra, mas no coração. Em contraste com a “letra” na pedra, diz ele, o “Espírito dá vida” (2Co 3.6). “Estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos” (Ef 2.5). Essa é a vida espiritual que nos capacita a ver e crer na glória de Cristo. Esse milagre cria um povo da nova aliança. É certo e verdadeiro, porque Cristo o comprou com seu próprio sangue.

O milagre não está apenas na criação de nossa fé, mas na segurança de nossa fidelidade. “Farei com eles aliança eterna… porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40). Quando Cristo morreu, garantiu para seu povo não apenas um novo coração como também nova segurança. Ele não permitirá que se desviem dele. Ele os guardará. Eles hão de perseverar. O sangue da aliança o garante.

Texto extraído do livro A Paixão de Cristo – John Piper



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DESCANSO EM DEUS

20 de setembro de 2019

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque nele tem cuidado de vós.”
1 Pedro 5:7

É um jeito alegre de acalmar a tristeza, quando sinto que “Ele cuida de mim”. Cristão! Não desonre a religião mantendo uma testa franzida de preocupação; venha, entregue seu fardo ao seu Senhor. Você está cambaleando com um peso que seu Pai não sentiria. O que lhe parece um fardo pesado, será para Ele apenas um pouco de pó na balança. Nada é tão doce quanto
“Descansar nas mãos de Deus,
E saber apenas a Sua vontade.”
Ó, filho do sofrimento, seja paciente; Deus não lhe negou a Sua providência. Ele, que alimenta os pardais, também lhe dará o que você precisa. Não se entregue ao desespero; tenha esperança, espere sempre. Levante os braços da fé contra o mar de problemas e sua postura deve pôr fim à angústia. Existe Aquele que cuida de você. Seus olhos estão fixos em você. Seu coração bate piedosamente pelo seu infortúnio e Sua mão onipotente trará a ajuda de que precisa. As nuvens mais sombrias devem se dissipar em chuvas de misericórdia. A tristeza mais profunda dará lugar à manhã. Ele, se você fizer parte de Sua família, irá fechar as feridas e curar seu coração partido. Não duvide de Sua graça por causa de sua tribulação, mas acredite que Ele o ama tanto nas temporadas de problemas, como nas horas de alegria. Que vida serena e tranquila você levará se deixar a provisão nas mãos do Deus da providência! Com um pouco de azeite na botija e um punhado de farinha na panela, Elias sobreviveu à fome, e você fará o mesmo. Se Deus tem cuidado de você, porque precisa se preocupar também? É capaz de confiar a Ele a sua alma, mas não seu corpo? O Senhor nunca se recusou a aliviar o fardo, Ele nunca desabou com o seu peso. Então, venha alma! Não fique inquieta e deixe todas as suas preocupações nas mãos de um Deus de graça.

Charles Haddon Spurgeon



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INSTRUÇÕES SOBRE A ELEIÇÃO

8 de setembro de 2019

O Conselho da Igreja Presbiteriana da Gávea convoca sua Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para eleição de Pastor. O candidato indicado pelo Conselho para um mandato de 5 (cinco) anos é o Rev. Alexandre Rodrigues Sena. Esta AGE de eleição será no dia 20 de outubro de 2019 com início às 9:00h e término das votações às 19:20h quando iniciará a contagem dos votos.

A Palavra de Deus nos ensina em I Timóteo 3 que o Pastor, também chamado de Bispo, deve ter as seguintes qualidades; “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contentas, não avarento; e que governe bem a sua casa, criando os filhos sob disciplina, com todo respeito, pois se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?; não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.” (I Tm 3.1-7).

A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil diz o seguinte:

Art. 31 – São funções privativas do ministro:
a) Administrar os sacramentos;
b) Invocar a bênção apostólica sobre o povo de Deus;
c) Celebrar o casamento religioso com efeito civil;
d) Orientar e supervisionar a liturgia na Igreja em que é pastor.

Art. 36 – São atribuições do ministro que pastoreia Igreja:
a) Orar pelo rebanho e por este;
b) Apascentá-lo na doutrina cristã.
c) Exercer suas funções com zelo;
d) Orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida
espiritual do povo de Deus;
e) Prestar assistência pastoral;
f) Instruir neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos
necessitados, aflitos, enfermos e desviados;
g) Exercer, juntamente com os outros presbíteros, o poder coletivo de governo.
Você que é membro comungante da Igreja Presbiteriana da Gávea deverá orar e votar
nesta AGE.

Em Cristo,
Rev. Leonardo Sahium



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EGOLATRIA

31 de agosto de 2019

A vontade do ser humano já se manifesta nos primeiros dias de vida. À medida que cresce, a criança descobre que nem todos os seus desejos serão atendidos. Surgem, então, as birras e os choros sem lágrimas como ferramentas para alcançar o propósito desejado. Este jogo com os pais é recorrente e pode se tornar um poderoso instrumento de manipulação. Os pais não podem se esquecer de que o estabelecimento de limites é uma regra importante para quem ama.

A sociedade também institui normas de conduta para manter a ordem. Independente de crédulo ou religião existem leis sociais que restringem a liberdade do indivíduo. Na vida comunitária, não é possível agir de acordo com os impulsos e os desejos desenfreados, pois, este cenário produziria o caos e a barbárie. Surge, então, a primeira pergunta: quais leis determinam o limite da vontade humana?
A maioria dos países ocidentais organizou as suas constituições de acordo com os postulados do cristianismo. Através da paganização, do desprezo pelo sagrado e da relativização dos conceitos, as crenças e os valores divinos foram brutalmente afrontados. De acordo com os movimentos pós-cristãos, as regras precisam ser flexibilizadas e despidas dos pressupostos religiosos para atender as novas fronteiras morais. Diante desta realidade, a segunda pergunta é: qual vontade prevalecerá?

Se as regras que direcionam a vontade e a ética humana não são estabelecidas por Deus, é natural que as multifaces do paganismo dominem os poderes e os poderosos da terra. Uma sociedade fragmentada e regida por vontades que se colidem a todo o momento produz conflitos crescentes que tendem a gerar o caos. Se não é a minha vontade, é a de quem? De todo mundo ou de ninguém? Quando a vontade própria se torna um ídolo, cada indivíduo deseja ser um deus e cada coração um altar. O cenário atual é de uma egolatria endêmica.

Por isso, a Bíblia se coloca mais uma vez na história como a Palavra de Deus que ilumina o cenário, revela o estrago e aponta a direção para a restauração. O estrondoso amor de Deus continua atraindo homens e mulheres para experimentar uma vontade que é extraordinariamente superior. Os discípulos de Cristo foram chamados para se submeter à vontade de Deus: “faça-se a tua vontade” (Mt 6.10). Os convertidos, inevitavelmente, buscarão a vontade de Deus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” O próprio Cristo se submeteu à vontade do Pai: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.”

Enquanto as pessoas se digladiam para viver, defender e impor a própria vontade, os crentes em Cristo buscam a vontade do criador e sustentador de todas as coisas. Ele é o Pai celestial que sabe o que é melhor para os seus filhos. Por isso, o apóstolo Paulo escreveu à igreja em Roma: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Rm 12.2. O combate à egolatria acontece quando a vontade de Deus prevalece na mente e nos corações dos seus filhos.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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O FIO DE OURO

23 de agosto de 2019

Vivemos numa cidade complexa marcada por violência e opressão. Nesse contexto é bem possível que você conheça alguém que já tenha passado pela tensão de ter sua própria casa arrombada, furtada ou saqueada. Esse tipo de episódio nos assusta, não é mesmo? Mas agora imagine uma situação um pouco pior: alguém ter sua casa invadida, queimada e destruída. Ou ainda pior: não só a casa, mas o bairro e a cidade queimada e destruída, sem ter onde se abrigar. E para completar a desgraça, e ainda maior tristeza, além de ver sua própria igreja em ruínas, ser conduzido para outro país debaixo de um regime de escravidão. Se você conseguiu imaginar, você ao menos pintou em sua mente o quadro vivido pelos israelitas na experiência do exílio babilônico. Nesta tela, porém, há uma costura com fio de ouro.

O exílio na Babilônia trouxe tremenda aflição ao povo de Deus. No entanto, conforme exaustivamente predito pelos profetas, foi a forma que Deus usou para tratar seu povo de modo a trazê-lo de volta a uma relação de aliança consigo. Israel se afastara do Deus da Aliança e de seus preceitos, seguindo a religião, a ética e a cultura dos povos circunvizinhos a Israel. Deus sacudiu seu povo de modo a fazê-los refletir sobre seu caminho idólatra. Usou para isso o exílio que se desenvolveu entre os séculos VI e V a.C.. Cumprido o tempo estabelecido (cerca de 70 anos), Deus, aquele que governa a história, despertou os imperadores Ciro, Dario, Assuero e Artaxerxes para promoverem e apoiarem o retorno do povo judeu às suas casas, sua cidade Jerusalém e seu Templo. Levantou líderes que conduziram o povo neste processo: Zorobabel para os guiar no retorno a Jerusalém e na reconstrução do Templo; Esdras para promover o avivamento e retorno à Lei de Moisés; por fim, Neemias para conduzi-los na reconstrução dos muros da cidade, finalizando assim o processo de restauração de sua identidade e da renovação da Aliança com Javé.

Ao lermos toda essa história relatada nos livros de Esdras, Neemias, Ester, e nos profetas Aggeu, Zacarias e Malaquias, aprendemos que todo esse processo foi costurado por Deus com um fio de ouro – a vinda de Cristo o Messias. “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.” (Zc 9:9). Deus usou a experiência no cativeiro para reestabelecer a fé no coração do seu povo, restaurar-lhes o serviço no Templo de modo a retomarem o sacrifício e reaviva-los na Lei e na devoção. Tudo isso para que viesse a Plenitude dos Tempos – quando Deus enviaria seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei. (Gl 4:4)

Queridos irmãos, tudo converge para Cristo. Não há outra história por detrás da história. Cristo é o pano de fundo, o enredo, a cena. Ele é o sustentador de todas as coisas, a razão da vida, o fio de ouro que costura a história. Creia nisso e você experimentará uma outra dimensão da vida.

Deus o abençoe.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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