Pastorais
MAIS QUE UMA VIAGEM

5 de julho de 2019

Certas experiências na vida recebem o rótulo de “indescritíveis”. Então, a partir deste momento, qualquer palavra para definir o que aconteceu, se torna apenas um pequeno esboço, uma pista, um lampejo daquilo que de fato ocorreu. Mesmo assim, por ser algo sublime, merece ser compartilhado, mesmo em parte, pois, o pouco do muito que vimos e experimentamos já é suficiente para que o nome de Cristo seja em tudo glorificado.

Iniciamos nossa caminhada da fé pela região do Mar Morto. Vimos com nossos próprios olhos as maravilhas daquilo que a Bíblia nos conta acerca do deserto e suas cavernas. Em Jericó onde Josué experimentou o milagre de ver as muralhas ruírem pelo poder de Deus. Vimos o poço onde Eliseu transformou as águas amargas em águas doces, as cavernas onde Davi fugiu de Saul, o monte onde Jesus foi tentado, o Monte Carmelo, o vale do Armagedon, o Monte da transfiguração e tantos outros lugares de nossa fé. Entramos em um ônibus e começamos a peregrinar por Israel. Fomos de norte a sul de leste a oeste. Subíamos e descíamos para contemplar os lugares descritos na Bíblia onde Deus sempre foi o protagonista.

Os olhos não se cansavam de ver, cada detalhe era admirável, cada brisa refrescante nos lembrava da presença de Deus, em Israel, no Brasil, assim como em qualquer lugar do universo, afinal Ele é onipresente. Não sacralizamos lugares, mas eles são importantes para nossa caminha de fé, afinal, como repeti inúmeras vezes durante a viagem, nossa fé é histórica, não é um mito, não é uma ideologia vazia, nossa fé é real! Deus existe e se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e glória! Jesus Cristo esteve ali, podíamos sentir a beleza da Sua história em cada lugar onde passávamos. Navegamos no Mar da Galiléia, e com um giro de 360 graus pudemos contemplar vários lugares importantes no ministério de Jesus. Conhecemos a casa de Pedro em Cafarnaum, e muitas outras cidades onde Jesus curou vidas, libertou aqueles que estavam presos em cadeias espirituais, ressuscitou pessoas. Vimos de perto o túmulo de Lázaro, e entramos no túmulo de Cristo, sim, o túmulo está vazio, Ele ressuscitou!

O Muro das Lamentações e a lindíssima Jerusalém, continuam lá, em cada esquina uma história, um fato bíblico, um ensino, uma verdade. São milhares de turistas, centenas de países representados, inúmeros sons diferentes, línguas e povos. Todos animados, com câmeras, guias turísticos, historiadores, teólogos, cientistas e uma infinidade de informações. Os olhos não se cansam, os sentidos ficam aguçados e tudo é novo, se renova, transforma, nutre e glorifica a Deus.

Seria impossível descrever a quantidade de lugares que conhecemos e percorremos e como eles nos edificaram. Quando Israel ficou para trás, chegamos na Grécia. Agora o personagem coadjuvante é Paulo, o protagonista é o mesmo, Jesus Cristo. Caminhamos por toda rota da segunda viagem missionária. Iniciamos na cidade onde Paulo desembarcou na Europa, o porto de Neápolis, atualmente se chama Kavala. Fomos a Filipos, Tessalônica, Beréia, e de lá viajamos um dia inteiro de ônibus conhecendo a Grécia de norte a sul até chegarmos em Atenas. Visitamos as ruínas de Corinto e a bordo de um magnífico navio cruzamos os mares conhecendo as ilhas gregas, chegando em Éfeso na Turquia. Tudo conforme a Bíblia narra, nada escapou ao que foi relatado por Lucas em Atos do Apóstolos.

Se a Bíblia termina com o livro de Apocalipse, Deus nos deu a oportunidade de navegar até a ilha de Patmos. Um silêncio domina a caverna onde o apóstolo João recebeu a revelação do Apocalipse. Um vento forte cortou a ilha e nos avisava que estava na hora de voltar ao navio.

Encerramos nossa jornada, no mesmo lugar onde Paulo pregou aos atenienses, em Atos 17. Seu sermão foi emoldurado pela Acrópole, que ao fundo anunciava a falência dos falsos deuses e a glória do nosso Deus.

O que trouxemos para casa? Hebreus 11.1 “ Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem.” Nossa fé é histórica e tudo isso foi mais que uma viagem, foi uma peregrinação de fé! Deus seja louvado! Muito obrigado Senhor!

Que Deus nos abençoe.
Rev. Leonardo Sahium



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O JARDINEIRO QUE ELIMINA O MAL PELA RAIZ

28 de junho de 2019

A comodidade, segurança e praticidade dos apartamentos eliminam algumas preocupações que são comuns àqueles que vivem em casas. O jardim, por exemplo, precisa de uma manutenção rotineira que é, geralmente, terceirizada aos profissionais da área. A insistência da terra em produzir ervas daninhas que destroem toda beleza das gramas, plantas e flores exige uma limpeza cuidadosa e sistemática destas áreas. Uma das formas de prolongar o charme dos jardins é eliminar o mato pela raiz.

A habilidade para arrancar as raízes mais profundas produz a saúde e a exuberância das paisagens. Não adianta apenas uma poda superficial para disfarçar ou esconder a erva daninha. Aliás, fazendo assim, a tendência é a raiz ficar mais forte e resistente. É necessário um tratamento radical e certeiro para extirpa-la e assim, manter o espaço limpo. O trabalho é mais complexo e demorado, no entanto, a eficiência é garantida.

O coração humano é um jardim tomado por ervas daninhas que precisam ser eliminadas diariamente. O profeta Jeremias escreve: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Ao protestar contra a espiritualidade hipócrita, Jesus disse: “Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Mc 7.6. A alma é um terreno fértil para produzir elementos que impendem o progresso espiritual e a vida de verdadeira adoração ao Senhor. Por isso, é importante estar atento quanto aos inúmeros males que podem dificultar o relacionamento com Deus.

A Bíblia também fala de algumas ervas daninhas que produzem raízes profundas e maléficas no coração. O apóstolo Paulo escreve para Timóteo quanto ao perigo de amar exageradamente ao dinheiro: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” I Tm 6.10. Esta raiz pode trazer outros males e produzir o adoecimento da alma. O autor da epístola aos Hebreus expõe acerca da raiz de amargura como fonte de perturbação interna: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados;” Hb 12.14,15.

A Palavra de Deus ensina que o ser humano é incapaz de arrancar estas ervas maléficas pela raiz. É necessário o auxílio do Jardineiro, ou seja, do Espírito Santo. Ele ajuda os crentes a limpar o jardim de Deus que é o coração redimido. Ele guia a igreja a toda verdade (Jo 15.13). Ele concede poder para eliminar o pecado e testemunhar o evangelho: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). Ele produz no jardim o fruto que glorifica a Cristo: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” (Gl 5.22, 23a). Por isso, Paulo diz aos efésios: “…enchei-vos do Espírito”. A limpeza do jardim de Deus depende do quanto o crente busca a sua presença em oração e meditação na Palavra. Este é o caminho para receber o constante auxílio do Jardineiro que elimina o mal pela raiz.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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“… o firme fundamento de Deus permanece…” 2 Timóteo 2:19

21 de junho de 2019

A fundação sobre a qual descansa nossa fé é esta: que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões”. O grande fato no qual a fé genuína se fia é que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”, e que “Cristo também padeceu pelos pecados, o justo pelo injusto, para que Ele nos levasse a Deus”; “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados”; “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Em uma palavra, o grande pilar da esperança do cristão é a substituição. O fato fundamental do evangelho é o sacrifício vicário de Cristo pelo pecado; é Cristo sendo feito pecado por nós para que pudéssemos ser feitos justiça de Deus nele; é Cristo se oferecendo como um verdadeiro e propício sacrifício expiatório e substitutivo no lugar de quantos o Pai lhe deu, que são conhecidos por Deus pelo nome, e são reconhecidos em seu próprio coração pela sua confiança em Jesus. Se essa fundação fosse removida, o que poderíamos fazer? Porém, ela se mantém firme como o trono de Deus. Sabemos disso; descansamos sobre isso; alegramo-nos nisso; e nosso prazer é nos agarrarmos a isso, meditarmos sobre isso e proclamar isso, enquanto desejarmos nos manter atuantes e movidos pela gratidão por este fato em cada parte da nossa vida e do nosso discurso. Hoje em dia um ataque direto é feito sobre a doutrina da expiação. Os homens não podem suportar a substituição. Eles rangem os dentes diante do pensamento do Cordeiro de Deus levando o pecado do homem. Mas nós, que conhecemos por experiência, a preciosidade dessa verdade, vamos proclamá-la, desafiando-os com confiança e incessantemente. Não vamos atenuá-la nem muda-la nem desperdiça-la de forma alguma. Não podemos, não ousamos desistir, pois isso é nossa vida e, apesar de toda a controvérsia, sentimos que “entretanto, o firme fundamento de Deus permanece”.

Charles Haddon Spurgeon



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CUIDADO, SUA GENEROSIDADE PODE MATAR UMA IGREJA LOCAL

2 de junho de 2019

Existe um enorme privilégio quando pensamos em nossa vida financeira. O privilégio é poder administrar aquilo que chega em nossas mãos como um salário ou qualquer outro tipo de recurso que nos possibilita pagar nossas contas, viver com dignidade e até investir.

A Bíblia nos afirma que todo recurso financeiro é uma bênção que vem de Deus, afinal, Ele é o nosso provedor, Ele é o dono do ouro e da prata, Ele reina sobre nossas vidas e nos dá saúde e condições para conseguir recursos para comer, sustentar uma casa, manter uma família e viver.

Deus afirma na Bíblia que existe um princípio de reconhecimento visível por parte de seus filhos e filhas, onde é possível dedicar ao Senhor uma adoração sincera e particular. Este reconhecimento, esta gratidão visível, material, fica evidenciada através de nossos dízimos e ofertas. (1 Crônicas 29.1-22)

A Bíblia nos ensina que durante todo o Antigo e Novo Testamento o povo de Deus manteve a Obra do Senhor com suas contribuições voluntárias e regulares. O ministério do próprio Senhor Jesus Cristo foi mantido por pessoas que “lhe prestavam assistência com seus bens” (Lucas. 8.1-3)

A orientação bíblica é que nós devemos trazer todos os dízimos à Casa do Senhor (Malaquias 3.10). Neste texto somos ensinados que no Templo havia uma sala especial, chamada Casa do Tesouro, afinal, naquela época não existiam Bancos, então os recursos eram guardados ali, para que os líderes do tempo pudessem pagar as contas à medida que se tinha necessidade, buscando naquele lugar o que havia sido consagrado.

No Novo Testamento vemos o apóstolo Pedro condenando Ananias e Safira porque este casal havia mentido sobre sua consagração financeira, tentando administrar com mentiras os recursos que consagravam diante da Igreja (Atos 5).

O que estes textos sagrados querem nos ensinar? Existe uma maneira de adorarmos a Deus com, sinceridade, espontaneidade e regularidade. Mas também existe um perigo, que é muito comum. Tentar administrar os “nossos dízimos e ofertas” quando a Bíblia nos diz que devemos “Trazer na Casa do Senhor”. Imagine se todos os membros de uma Igreja, com o coração cheio de generosidade, resolvessem administrar seus dízimos e ofertas. O que aconteceria com a Igreja local? Com os missionários? Suas famílias? As obras sociais? Por isso, cuidado, sua generosidade pode matar uma igreja local! Se um cristão conhece uma pessoa ou entidade que necessita de ajuda, diga aos diáconos da Igreja. Se todos forem fiéis, a Igreja terá recursos para ajudar a muitos!

Não existe um só versículo na Bíblia que autoriza um cristão para que ele administre seu dízimo e oferta. Pense nisso! Ensine isso! Viva isso! Consagração financeira é uma bênção, um privilégio! “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Co.9.7)

Que Deus nos abençoe.

Rev. Leonardo Sahium



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QUANDO UMA MÃE CONVERSOU COM JESUS

12 de maio de 2019

Em Marcos 7.24-30, encontramos uma mulher se aproximando de Jesus Cristo, cheia de sofrimento, expectativa e fé. O texto nos conta que ela foi rogar pela libertação espiritual de sua filhinha, que estava possessa de um espírito maligno. Ao saber que o ministério de Jesus era repleto de poder, ela o procurou. Ela se aproximou de Cristo e rogou que Ele expelisse de sua filha o demônio. Marcos nos diz que esta mulher era grega, de origem sírio-fenícia. “Ela não tinha credenciais religiosas, culturais nem morais para se aproximar de um rabi judeu… ela era gentia pagã… era considerada de todos os modos uma pessoa impura e, portanto, não qualificada para se aproximar de qualquer judeu devoto, quem dirá um rabi. Mas ela não se importa com isso.” (Tim Keller – A Cruz do Rei, pag. 108)

O diálogo entre Jesus e esta mãe é muito interessante. “Mas Jesus lhe disse: Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos e lança-lo aos cachorrinhos” (Mc 7.27). Keller destaca neste momento, que Jesus não está insultando aquela mãe, está apenas falando por parábolas, e ela percebe isso, pois, responde da mesma forma. Diz o texto que a mãe responde: “Sim, Senhor; mas os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.” (v.28)

A fé desta mãe ficou evidente e Jesus então afirma: “Por causa desta palavra, podes ir; o demônio já saiu de tua filha.” (v.29) Que palavra cheia de poder tem o Senhor Jesus, afinal, Ele não precisou ir ao encontro da menina que sofria, mesmo longe de Seus olhos, Ele cura, liberta e transforma vidas! A mãe retorna para casa e encontra sua filhinha totalmente livre da possessão demoníaca!

Tim Keller afirma: “Existem os covardes, as pessoas comuns, os heróis e os pais.” Não importa a situação o amor de mãe supera qualquer dificuldade, encara qualquer perigo, assume qualquer risco, para ver seus filhos ou filhas, desfrutando de uma vida cheia de segurança, alegria e paz.

Mas para que este projeto de vida seja algo real, uma mãe precisa manter o canal do diálogo espiritual aberto para sempre falar com Jesus Cristo através da oração, ouvindo-o pelas páginas de Sua Palavra Sagrada. É preciso ensinar os filhos o caminho em que devem andar, ter o compromisso de educá-los na Igreja, como um exemplo inequívoco de firmeza e fé, serviço e comunhão, alegria e participação na vida cristã com outras famílias da fé.
Quando esta mãe conversou com Cristo sua vida mudou radicalmente, do lar perturbado, da subserviência às forças espirituais do mal, para uma vida cheia de paz e alegria como um lar transformado pelo poder das Palavras de Jesus.

Parabéns a todas as mães de nossa amada Igreja Presbiteriana da Gávea!

Que Deus abençoe a todos!

Rev. Leonardo Sahium



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É FUNDAMENTAL CUMPRIR A MISSÃO

5 de maio de 2019

Um dos grandes personagens do Antigo Testamento foi Moisés. A importância de sua vida, que ecoa através dos tempos, transcende até mesmo a fé judaico-cristã. Moisés foi O líder! Foi escolhido por Deus para conduzir o povo de Israel em sua jornada até Canaã. Depois de viver 40 anos na casa do Faraó do Egito, deixou tudo para trás e fugiu para o deserto como consequência de uma infeliz experiência de homicídio, quando assassinou um egípcio (At 7:23-24). Passou outros 40 anos como peregrino na terra de Midiã. E foi aos 80 anos que Moisés recebeu o grande projeto de sua vida, diante de um arbusto em chamas que não se consumia. Deus, Javé, o comissionou como o grande libertador de Israel (Ex 3:1-10). Moisés tentou esquivar-se da missão, alegando algum tipo de gagueira, ou até mesmo incompetência. A tarefa não foi fácil, irmãos: estima-se que cerca de dois milhões de pessoas saíram do Egito sob sua liderança.

Gostaria de pensar nesta rápida reflexão sobre as dificuldades enfrentadas por Moisés. Passar quarenta anos no deserto liderando um povo de dura cerviz, teimoso, incrédulo, em condições extremas, sejam climáticas ou humanitárias, atravessando guerras de toda sorte, deve ter sido muito ruim. Mas creio que talvez o mais difícil de tudo tenha sido viver os 40 anos nesta missão sabendo desde o início que ele mesmo não entraria na terra prometida. Tente “calçar as sandálias” de Moisés por um momento. Imagine empenhar sua vida, energia e recursos em um projeto do qual você não experimentaria o resultado final. Deus fez Moisés subir ao monte Nebo e contemplar à distância, do alto dos seus 120 anos (Dt 34:4-7) a terra que o Senhor prometera a Abraão, Isaque e Jacó. Contemplou, porém não desfrutou. Mas mesmo assim Moisés cumpriu sua missão, pois sabia quem o havia chamado. No fim de sua missão declarou: “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto.” (Dt 32:4)

Guardadas as devidas proporções, todos nós vivenciamos várias missões ao longo da vida. Deus tem nos chamado a servi-lo neste mundo, sem garantias de que experimentaremos o resultado final dos nossos esforços e propósitos. As missões são diversas: abraçar uma profissão; construir uma família; plantar uma igreja; fundar uma empresa; gastar-se em favor do próximo. E nem sempre desfrutaremos ou veremos o resultado final. Devemos, a exemplo de Moisés, realizar nossa missão sem esmorecer, com os olhos firmados naquele que nos chamou, Cristo, sem esperar dele a recompensa de desfrutarmos do resultado final. Que venha do Senhor a porção que Ele tem para cada um de nós. Não desanime! Avante!

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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CAMINHADA SEGURA

27 de abril de 2019

Um dos grandes desafios da infância é aprender a andar. É necessário um amadurecimento do sistema nervoso da cabeça aos pés. A sustentação dos músculos e a coordenação motora são fundamentais para o sucesso. Os pais criam vários mecanismos e se enchem de expectativas para ver os filhos dando os primeiros passos. Na verdade, é uma conquista de toda família.

O equilíbrio do corpo humano sobre os pés é fruto de uma sofisticada engenharia divina. A arte de andar exige uma base de sustentação apropriada. É importante um apoio firme, amplo e seguro.
À medida que o ser humano se desenvolve, percebe que equilibrar o mundo interior também é muito complexo. É preciso ordenar as emoções, os afetos, as vontades, os desejos, os projetos, as conquistas, as frustrações, as angústias, as indignações, os lutos e as lutas. Na verdade, existe um turbilhão de coisas que fervilham no vulcão da alma e precisam se equilibrar minimamente para a sobrevivência.

As interações familiares e sociais funcionam como reguladores que ajudam a moldar o comportamento desde os primeiros dias de vida. Cada pessoa tem a sua personalidade, mas o ambiente sociocultural contribui muito para a formação. Nesta direção, muitos desequilíbrios decorrem tanto do desajuste pessoal como coletivo.
O relativismo encontrou um terreno fértil para disseminar que uma vida equilibrada se estabelece a partir do culto à própria vontade. Não importa o que o outro diz, afinal, cada um tem a sua própria verdade e a individualidade é sagrada. Cada um segue o seu caminho, cria as suas regras e busca o que promove prazer. O resultado desta proposta está exposto na sociedade Ocidental.

A dificuldade para definir limites e manter as regras implodiu princípios básicos que ajustam a convivência comunitária. A opção pela relativização da verdade produziu incontáveis “micro verdades” que se colidem e produzem a desordem, o desequilíbrio e o caos. O excesso de caminhos produz confusão, desfoca o alvo e gera desequilíbrio na jornada.

Por isso, Jesus não se apresenta como uma possibilidade. Ele não se coloca como uma opção entre muitas. Jesus é o caminho, a verdade e a vida e ninguém chega ao Pai por outra via (Jo 14.6). Somente Deus pode produzir equilíbrio e ordem no mundo interior. Ele é a rocha que produz firmeza, o pastor que guia na direção certa, o sustento que protege das quedas.

A natureza humana não está estruturada para uma caminhada independente. O apoio em fundamentos frágeis produz, inevitavelmente, a queda. Somente Deus concede o sustento necessário para uma jornada segura e estável, conforme escreveu o profeta Habacuque: “O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar em lugares altos.” (Hc 3.19).

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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A CRUZ COMO MENSAGEM

18 de abril de 2019

“Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” 1 Coríntios 2.2

Somos a sociedade da informação, do conhecimento, a verdadeira “aldeia global”, onde a notícia do que aconteceu do outro lado do mundo, chega de maneira rápida e eficiente e muitas vezes afeta nosso dia a dia. Desde criança somos incentivados a descobrir e aprender, ler e assimilar informações. O grande segredo neste mundo repleto de informações é descobrir o que é realmente relevante para as nossas vidas. Quais as informações serão decisivas nas minhas escolhas atuais e futuras? Em resposta a esta pergunta surgiram os “curadores das informações”. Estes “curadores” são os que escolhem o que deve ser relevante ou não para nossas decisões.

O apóstolo Paulo neste texto, nos mostra como é importante decidir a relevância daquilo que escolhemos como mensagem para nossas vidas. Ele tinha um vasto conhecimento das coisas deste mundo, dominava vários idiomas e podia citar pensadores e seus escritos da época. No entanto, Paulo, afirma de maneira clara, que a prioridade de sua mensagem era Jesus Cristo e este crucificado.

Um dos maiores teólogos do Século XX foi o Rev. Dr. John Stott. Em seu livro, “A Cruz de Cristo” ele escreve: “pregar o evangelho é proclamar a cruz”. Parece uma citação óbvia, mas infelizmente não é, afinal, vivemos uma época onde a cruz tem sido esquecida. Muitos não sabem o que ela significa, não percebem a importância de se levar a mensagem de que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, garantindo a nossa ressurreição.

Na cruz a rebeldia e ódio do ser humano ficaram muito evidentes. O pecador odeia Deus, não aceita a pessoa do Criador e deseja ardentemente mata-lo. O que aconteceu historicamente na cruz de Cristo é repetido cotidianamente em milhões de lares pelo mundo. Deus está excluído da mesa da comunhão, Suas palavras não são ouvidas, Sua dor é ignorada, a cruz é esquecida e portanto, novamente o ser humano opta pelos valores deste mundo e não por uma comunhão com Deus.

Mas Cristo venceu a morte, e a cruz está vazia assim como o túmulo. A cruz não é um fim em si mesmo, mas é o início de uma vida eterna, garantida na ressurreição para que todo aquele que crê em Jesus Cristo como senhor e salvador, possa ser ressuscitado no último dia para viver eternamente com Deus.

A cruz como mensagem é a nossa missão! Jesus Cristo está vivo! Aleluia!

Feliz Páscoa!
Rev. Leonardo Sahium



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O ACASO VAI ME PROTEGER ENQUANTO EU ANDAR DISTRAÍDO?

4 de abril de 2019

Não sei se você percebeu, mas esta pergunta vem de um famoso refrão da música dos Titãs, que eu, particularmente, acho muito boa. Ocorre que a afirmação do autor nos leva a uma importante reflexão: o acaso existe? Ou melhor, será que o acaso tem este poder de conspirar a nosso favor? Ou até mesmo nos proteger? Ou nos prejudicar? Será que alguns eventos em nossa vida ocorrem fortuitamente? Devemos admitir que muitos dos eventos, senão uma maioria deles, são fruto de causa e efeito, resultam de nossas escolhas e ações. Por exemplo, normalmente, se dormimos pouco, tendemos a sentir uma maior fadiga ao trabalhar no dia seguinte; se não cuidamos bem dos nossos dentes, tendemos a desenvolver cáries; e assim por diante. Mas quantas são aquelas vezes em que nos vemos diante de certas situações sobre as quais somos tentados a pensar que foi puro acaso?

A Bíblia nos ensina que Deus criou todas as coisas, quer visíveis ou invisíveis, e estabeleceu leis que regem a criação. O profeta Isaías nos fala que o Senhor criou os céus e os estendeu, formou a terra e tudo quanto produz; dá fôlego de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela. (Is 42:5). Deus faz sair seu exército de estrelas todas bem contadas às quais chama pelo nome. (Is 40:26) Salomão também afirma que o Senhor fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.(Pv 16:4) Irmãos, Deus tem uma relação ativa com sua criação. Ele não é um ser impessoal que deu partida no motor do cosmos e saiu para fazer outras coisas, como querem crer alguns. Deus criou e está envolvido com Sua criação. Age na história e de maneira pessoal na vida de cada um de nós. Ele se revelou nas Escrituras como o Emanuel, que quer dizer Deus Conosco. Ele planejou a minha e a sua história e nos concedeu a livre agência para que fossemos instrumentos da realização de Sua vontade. Quando Jesus conversou com seus discípulos sobre o cuidado de Deus e o temor das coisas da vida, disse que o Pai regia suas vidas ao ponto de saber o número dos fios de cabelos de cada cabeça. (Lc 12:7) Não precisavam ter medo de nada, pois o Pai cuidava deles.

Irmãos, é Deus quem nos protege. Os Salmos de Davi nos mostram como Deus tem sido o nosso refúgio e proteção no dia da angústia (Sl 59:16), como Ele tem nos guardado debaixo de Suas asas e nos livrado do laço do passarinheiro (Sl 91: 1-3). Nada nos ocorre que não esteja no plano maior do Pai. Nós não conhecemos os seus planos, pois não temos como esquadrinhar o Seu entendimento. Devemos seguir nossas vidas no dia-a-dia confiando que nada é por acaso. Deus age soberanamente em nossa história conforme o conselho de Sua vontade. (Ef 1:11)

Não dê crédito ao acaso. Ele simplesmente não existe. Quando você andar distraído, não tema, o Senhor é contigo por onde quer que você for.

Deus lhe abençoe.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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AUTORIDADE

29 de março de 2019

O Brasil vive um momento muito singular de sua história, afinal, temos vários líderes presos, condenados e outros sendo investigados. Pessoas que exerceram um papel importante em nossa história recente, autoridades dos mais diversos setores, estão agora sob suspeita de práticas ilícitas, alguns com culpabilidade já comprovada, deixando a nação assustada com o volume de recursos desviados, o enorme prejuízo social resultante destes desvios de dinheiro público, que poderiam salvar milhares de vidas e transformar nossa nação. A crise de autoridade atingiu em cheio todos os poderes da nação e gerou um enorme descrédito perante o povo. É óbvio que não estamos sozinhos, outros lugares no mundo vivem dilemas parecidos.

O problema é que esta crise de ausência de autoridade pode atingir os corações com uma síndrome de desespero institucional e a decisão de se viver sem governo algum, ou seja, podemos cair na pior forma de vida social que é o descontrole por ineficiência do Estado.

Um dos perigos deste momento de descrédito em relação à autoridade é de começarmos a pensar que não existe ninguém sério em cargos importantes em nossa nação. Não podemos generalizar, pois, ainda existem bons funcionários públicos, pessoas corretas, éticas e muitos são nossos irmãos de fé. Outro problema é começarmos a transferir a crise de autoridade para o mundo espiritual. O desrespeito à autoridade de Deus é um grave pecado. Deus é santo, perfeito, soberano e imutável! Ele não pode ser comparado com qualquer autoridade na história da humanidade, muito menos aos que usaram seus cargos em benefício próprio e prejuízo à nação. Deus é o todo-poderoso!

Portanto, se por um lado estamos tristes com os vários escândalos envolvendo muitas pessoas de autoridade no Brasil, por outro lado, devemos agradecer a Deus pelos que são honestos e acima de tudo porque estamos sob o governo divino.

Deus é o nosso Rei, Ele sabe todas as coisas, Ele pode todas as coisas, e Ele conhece nossa vida! Deus abençoa seus filhos e filhas quando são submissos à Sua autoridade em amor, e sempre gratos por tudo o que Ele tem nos dado.
Lembre-se quando ouvir notícias sobre a crise de autoridade, que nós estamos seguros no Deus que é justo e soberano. Deus um dia lembrou o Seu povo, quando eles estavam atravessando um tempo difícil: “Eu sou o SENHOR, o vosso Santo, o Criador de Israel, o vosso Rei.” (Isaías 43.15)
Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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