Pastorais
INSTRUÇÕES SOBRE A ELEIÇÃO

8 de setembro de 2019

O Conselho da Igreja Presbiteriana da Gávea convoca sua Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para eleição de Pastor. O candidato indicado pelo Conselho para um mandato de 5 (cinco) anos é o Rev. Alexandre Rodrigues Sena. Esta AGE de eleição será no dia 20 de outubro de 2019 com início às 9:00h e término das votações às 19:20h quando iniciará a contagem dos votos.

A Palavra de Deus nos ensina em I Timóteo 3 que o Pastor, também chamado de Bispo, deve ter as seguintes qualidades; “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contentas, não avarento; e que governe bem a sua casa, criando os filhos sob disciplina, com todo respeito, pois se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?; não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.” (I Tm 3.1-7).

A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil diz o seguinte:

Art. 31 – São funções privativas do ministro:
a) Administrar os sacramentos;
b) Invocar a bênção apostólica sobre o povo de Deus;
c) Celebrar o casamento religioso com efeito civil;
d) Orientar e supervisionar a liturgia na Igreja em que é pastor.

Art. 36 – São atribuições do ministro que pastoreia Igreja:
a) Orar pelo rebanho e por este;
b) Apascentá-lo na doutrina cristã.
c) Exercer suas funções com zelo;
d) Orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida
espiritual do povo de Deus;
e) Prestar assistência pastoral;
f) Instruir neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos
necessitados, aflitos, enfermos e desviados;
g) Exercer, juntamente com os outros presbíteros, o poder coletivo de governo.
Você que é membro comungante da Igreja Presbiteriana da Gávea deverá orar e votar
nesta AGE.

Em Cristo,
Rev. Leonardo Sahium



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EGOLATRIA

31 de agosto de 2019

A vontade do ser humano já se manifesta nos primeiros dias de vida. À medida que cresce, a criança descobre que nem todos os seus desejos serão atendidos. Surgem, então, as birras e os choros sem lágrimas como ferramentas para alcançar o propósito desejado. Este jogo com os pais é recorrente e pode se tornar um poderoso instrumento de manipulação. Os pais não podem se esquecer de que o estabelecimento de limites é uma regra importante para quem ama.

A sociedade também institui normas de conduta para manter a ordem. Independente de crédulo ou religião existem leis sociais que restringem a liberdade do indivíduo. Na vida comunitária, não é possível agir de acordo com os impulsos e os desejos desenfreados, pois, este cenário produziria o caos e a barbárie. Surge, então, a primeira pergunta: quais leis determinam o limite da vontade humana?
A maioria dos países ocidentais organizou as suas constituições de acordo com os postulados do cristianismo. Através da paganização, do desprezo pelo sagrado e da relativização dos conceitos, as crenças e os valores divinos foram brutalmente afrontados. De acordo com os movimentos pós-cristãos, as regras precisam ser flexibilizadas e despidas dos pressupostos religiosos para atender as novas fronteiras morais. Diante desta realidade, a segunda pergunta é: qual vontade prevalecerá?

Se as regras que direcionam a vontade e a ética humana não são estabelecidas por Deus, é natural que as multifaces do paganismo dominem os poderes e os poderosos da terra. Uma sociedade fragmentada e regida por vontades que se colidem a todo o momento produz conflitos crescentes que tendem a gerar o caos. Se não é a minha vontade, é a de quem? De todo mundo ou de ninguém? Quando a vontade própria se torna um ídolo, cada indivíduo deseja ser um deus e cada coração um altar. O cenário atual é de uma egolatria endêmica.

Por isso, a Bíblia se coloca mais uma vez na história como a Palavra de Deus que ilumina o cenário, revela o estrago e aponta a direção para a restauração. O estrondoso amor de Deus continua atraindo homens e mulheres para experimentar uma vontade que é extraordinariamente superior. Os discípulos de Cristo foram chamados para se submeter à vontade de Deus: “faça-se a tua vontade” (Mt 6.10). Os convertidos, inevitavelmente, buscarão a vontade de Deus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” O próprio Cristo se submeteu à vontade do Pai: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.”

Enquanto as pessoas se digladiam para viver, defender e impor a própria vontade, os crentes em Cristo buscam a vontade do criador e sustentador de todas as coisas. Ele é o Pai celestial que sabe o que é melhor para os seus filhos. Por isso, o apóstolo Paulo escreveu à igreja em Roma: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Rm 12.2. O combate à egolatria acontece quando a vontade de Deus prevalece na mente e nos corações dos seus filhos.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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O FIO DE OURO

23 de agosto de 2019

Vivemos numa cidade complexa marcada por violência e opressão. Nesse contexto é bem possível que você conheça alguém que já tenha passado pela tensão de ter sua própria casa arrombada, furtada ou saqueada. Esse tipo de episódio nos assusta, não é mesmo? Mas agora imagine uma situação um pouco pior: alguém ter sua casa invadida, queimada e destruída. Ou ainda pior: não só a casa, mas o bairro e a cidade queimada e destruída, sem ter onde se abrigar. E para completar a desgraça, e ainda maior tristeza, além de ver sua própria igreja em ruínas, ser conduzido para outro país debaixo de um regime de escravidão. Se você conseguiu imaginar, você ao menos pintou em sua mente o quadro vivido pelos israelitas na experiência do exílio babilônico. Nesta tela, porém, há uma costura com fio de ouro.

O exílio na Babilônia trouxe tremenda aflição ao povo de Deus. No entanto, conforme exaustivamente predito pelos profetas, foi a forma que Deus usou para tratar seu povo de modo a trazê-lo de volta a uma relação de aliança consigo. Israel se afastara do Deus da Aliança e de seus preceitos, seguindo a religião, a ética e a cultura dos povos circunvizinhos a Israel. Deus sacudiu seu povo de modo a fazê-los refletir sobre seu caminho idólatra. Usou para isso o exílio que se desenvolveu entre os séculos VI e V a.C.. Cumprido o tempo estabelecido (cerca de 70 anos), Deus, aquele que governa a história, despertou os imperadores Ciro, Dario, Assuero e Artaxerxes para promoverem e apoiarem o retorno do povo judeu às suas casas, sua cidade Jerusalém e seu Templo. Levantou líderes que conduziram o povo neste processo: Zorobabel para os guiar no retorno a Jerusalém e na reconstrução do Templo; Esdras para promover o avivamento e retorno à Lei de Moisés; por fim, Neemias para conduzi-los na reconstrução dos muros da cidade, finalizando assim o processo de restauração de sua identidade e da renovação da Aliança com Javé.

Ao lermos toda essa história relatada nos livros de Esdras, Neemias, Ester, e nos profetas Aggeu, Zacarias e Malaquias, aprendemos que todo esse processo foi costurado por Deus com um fio de ouro – a vinda de Cristo o Messias. “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.” (Zc 9:9). Deus usou a experiência no cativeiro para reestabelecer a fé no coração do seu povo, restaurar-lhes o serviço no Templo de modo a retomarem o sacrifício e reaviva-los na Lei e na devoção. Tudo isso para que viesse a Plenitude dos Tempos – quando Deus enviaria seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei. (Gl 4:4)

Queridos irmãos, tudo converge para Cristo. Não há outra história por detrás da história. Cristo é o pano de fundo, o enredo, a cena. Ele é o sustentador de todas as coisas, a razão da vida, o fio de ouro que costura a história. Creia nisso e você experimentará uma outra dimensão da vida.

Deus o abençoe.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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DEUS É PAI

9 de agosto de 2019

Em um mundo carente de boas referências, encontramos esta linda declaração na Bíblia:” Deus é Pai”! Observe que esta declaração saiu dos lábios de quem melhor poderia afirmar isso, Jesus Cristo.

O que podemos aprender com este Pai?

Deus é Pai, logo, planejou nossa existência, afinal, um bom pai, pensa antes de ter um filho, e mesmo que não venha segundo um planejamento detalhado, no fundo no fundo, o filho sempre foi esperado. Uma coisa muito importante na Bíblia é perceber que somos filhos “adotados”, ou seja, fomos escolhidos em um momento de amor e cuidado.
Na carta aos Efésios encontramos; “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para adoção de filhos” (Efésios 1.3-5).

Observe que Paulo escreve aos Efésios falando que nosso Deus “nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual”. Que afirmação maravilhosa! Nosso Pai é um exemplo de planejamento familiar. Ele derrama bênçãos sobre seus filhos e filhas! Um Pai tem que desejar o melhor para seus filhos, tem que planejar, pensar, agir, falar para o bem de seus filhos. As boas palavras que saem dos lábios de um pai, são motivadoras para gerar nos filhos um coração confiante, alegre e cheio de paz.

Quando Jesus Cristo nos ensinou a orar, Ele disse que nosso Deus é o Pai “nosso”, ou seja, um pai que tem o coração que ama no plural, aberto para cada um de seus filhos. O nome deste Pai é “santo” palavra que significa separado para Deus, que tem pureza moral. Coisa maravilhosa são filhos que se alegram com o testemunho moral de seus pais, a Bíblia diz que: “mais vale o bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro” (Provérbios 22.1).

Este Deus que é Pai, é fonte de amor e sabedoria. Seus projetos e Sua vontade serão sempre referenciais. Por isso, Deus é uma referência para todos nós, pois, Ele ama e porque ama se interessa pela vida dos seus filhos.

Pai busca o sustento diário e sempre ensina a repartir o que temos, por isso, o pão é “nosso” e está na mesa da casa a “cada dia”. Jesus Cristo nos revela que o Pai perdoa e nos ensina a perdoar, pois, sem perdão não existe amor, família, amigos, igreja e sociedade saudável. O Deus que é Pai também sabe de nossas fraquezas, e ama quando os
filhos compartilham suas fraquezas, pedindo ajuda para se tornarem mais fortes.

Finalmente, o Deus que é o Rei, que tem todo poder e glória, recebe de seus filhos o reconhecimento para todo sempre, Amém!

Feliz dia dos pais! Que Deus seja sempre nossa inspiração e nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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UMA PESSOA SAUDÁVEL

24 de julho de 2019

Ser uma pessoa saudável é o objetivo da maioria das pessoas, afinal, dependemos de um corpo com saúde para viver bem e realizar tudo aquilo que desejamos. A saúde deve ser buscada no aspecto físico, emocional, relacional, financeiro e principalmente espiritual. Nossa relação com Deus estabelece uma base sólida e segura para alcançar saúde em todas as outras áreas da vida. A saúde espiritual é a mais importante!

O Pr Thabiti Anyabwile escreveu um livro muito interessante sobre a saúde dos membros de uma igreja. O Pr Thabiti mora próximo a Washignton D.C, onde lidera uma igreja e já pregou na Igreja Presbiteriana da Gávea quando esteve no Brasil para ministrar palestras em uma Conferência em São Paulo. Em seu livro, “o que é um membro de Igreja saudável?” Pr Thabiti deixa claro que a saúde espiritual está diretamente associada à valorização da Palavra de Deus por parte do membro da Igreja e principalmente do pastor.

O membro de uma Igreja saudável deve ser beneficiado por pregações expositivas da Palavra do Senhor. E com esta afirmação o Pr Thabiti enumera cinco benefícios de quem ouve a pregação da Palavra: 1) Ouvir pregações expositivas dá-nos um ouvido limpo para escutarmos a Deus; 2) Ouvir mensagens expositivas ajuda a nos focalizarmos em Deus e a segui-lo; 3) Ouvir mensagens expositivas protege nossa vida e o evangelho de corrupção; 4) Ouvir mensagens expositivas encoraja os pastores fiéis, para que continuem estudando a Bíblia, pois, os membros tem mais interesse em ouvir e aprender; 5) Mensagens expositivas mantém a Igreja unida e isto traz benefícios aos membros.

O Pr Mark Dever, que é pastor em Washignton D.C e também pregou na Igreja Presbiteriana da Gávea, escreveu um excelente livro sobre as “Nove marcas de uma Igreja Saudável”. Neste livro, Pr Mark Dever diz: “A primeira marca de uma igreja saudável é a pregação expositiva. Não é somente a primeira marca, é a mais importante.”

Portanto se você deseja ter uma vida espiritual saudável, observe atentamente as mensagens que tem ouvido. Hoje somos uma sociedade repleta de informação. Você tem pregadores em todos os meios de comunicação. Ao ligar a televisão, o rádio, acessar a internet ou receber vídeos pelo celular, verifique a origem, observe se está ouvindo uma mensagem que expõe a Palavra ou simplesmente fala o que alguém pensa sobre a Palavra.

Uma alimentação saudável resulta em um corpo saudável. Da mesma forma, ao se alimentar da boa Palavra de Deus o resultado será uma vida espiritual saudável.

Paulo orientou ao jovem pastor Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1 Tm 4.16)

Que Deus nos abençoe.

Rev. Leonardo Sahium



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A LUTA QUE VALE A PENA

20 de julho de 2019

O descolamento entre a teoria e a prática é uma dificuldade real e universal. Os meios de comunicação virtual se tornaram vitrines para expor pensamentos, propostas, opiniões e frases de efeito, muitas vezes, oriundas de mentes aquecidas e atitudes congeladas. O risco de um blá, blá, blá infinito, infrutífero e sem propósito é iminente. Mudanças profundas não acontecem apenas com discursos veementes, recheados de fragmentos da verdade, mas desvinculados de ações mensuráveis, reais e concretas.

O engajamento virtual em batalhas políticas e ideológicas pode até produzir alguma sensação de bem-estar e contribuição pública, mas é muito pouco diante daquilo que a igreja foi comissionada a realizar. As grandes lutas acontecem em outra dimensão. Os verdadeiros inimigos não estão no partido oposto ou no grupo com cosmovisão diferente.

A Bíblia ensina que os seguidores de Cristo foram chamados para viver o evangelho e cumprir a missão estabelecida. A dispersão apaixonada em direção a temas periféricos pode “roubar” o coração do cristão. É preciso temer o envolvimento caloroso com objetivos e pautas que não ocuparam o eixo central do ministério de Cristo. A igreja precisa cumprir os compromissos que o Senhor estabeleceu na agenda e é importante ressaltar que tem muito trabalho e pouca gente disposta a executá-lo (Lucas 10.2).

Jesus disse que Ele é a videira verdadeira e os seus discípulos são os ramos e esta conexão deveria produzir muitos frutos. É a produção intensa dos ramos que glorifica o Pai e confirma a ligação do discípulo com o Senhor (João 15.5,8). Este texto direciona aqueles que estão dispostos a viver o evangelho com inteireza e focados no essencial diante de tantas distrações.

O apóstolo João ensina que Deus é amor (I João 4.8). O envio de Jesus está respaldado no amor do Pai (João 3.16). Jesus amou ao ponto de dar a vida em favor dos seus amigos (João 15.13). O próprio Jesus disse que o resumo dos mandamentos era amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Marcos 12.33). Se a videira ama, não resta outro caminho para os ramos. (João 15.12).

Deus não estabelece um amor desregrado e desregulado como o proposto nos dias atuais. A Bíblia ensina que o acesso ao verdadeiro amor é possível somente através da fé em Jesus Cristo. A partir deste encontro, o Espírito Santo produz o amor que vem de Deus nos corações dos salvos. Este amor se desenvolve por meio da devoção constante e progressiva. O resultado é a obediência aos mandamentos de Deus. Este processo conduz os discípulos a amar da mesma forma e as mesmas coisas que Jesus amava.

O amor que vem de Deus é coerente, pois a fé e as obras caminham lado a lado (Tiago 2.18). O amor que vem de Deus ensina a amar os inimigos e a orar pelos perseguidores (Mateus 5.44). O amor que vem de Deus produz obediência na proclamação do evangelho (Mateus 28.19). O amor que vem de Deus evita falatórios inúteis e profanos (2 Timóteo 2.16). O amor que vem de Deus conduz o povo a desejar Deus acima de todas as coisas. Esse amor transborda no coração e aquece a alma. É o amor de Deus que erradia luz nas trevas e enche de esperança a terra. Por esse amor as batalhas valem à pena!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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MAIS QUE UMA VIAGEM

5 de julho de 2019

Certas experiências na vida recebem o rótulo de “indescritíveis”. Então, a partir deste momento, qualquer palavra para definir o que aconteceu, se torna apenas um pequeno esboço, uma pista, um lampejo daquilo que de fato ocorreu. Mesmo assim, por ser algo sublime, merece ser compartilhado, mesmo em parte, pois, o pouco do muito que vimos e experimentamos já é suficiente para que o nome de Cristo seja em tudo glorificado.

Iniciamos nossa caminhada da fé pela região do Mar Morto. Vimos com nossos próprios olhos as maravilhas daquilo que a Bíblia nos conta acerca do deserto e suas cavernas. Em Jericó onde Josué experimentou o milagre de ver as muralhas ruírem pelo poder de Deus. Vimos o poço onde Eliseu transformou as águas amargas em águas doces, as cavernas onde Davi fugiu de Saul, o monte onde Jesus foi tentado, o Monte Carmelo, o vale do Armagedon, o Monte da transfiguração e tantos outros lugares de nossa fé. Entramos em um ônibus e começamos a peregrinar por Israel. Fomos de norte a sul de leste a oeste. Subíamos e descíamos para contemplar os lugares descritos na Bíblia onde Deus sempre foi o protagonista.

Os olhos não se cansavam de ver, cada detalhe era admirável, cada brisa refrescante nos lembrava da presença de Deus, em Israel, no Brasil, assim como em qualquer lugar do universo, afinal Ele é onipresente. Não sacralizamos lugares, mas eles são importantes para nossa caminha de fé, afinal, como repeti inúmeras vezes durante a viagem, nossa fé é histórica, não é um mito, não é uma ideologia vazia, nossa fé é real! Deus existe e se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e glória! Jesus Cristo esteve ali, podíamos sentir a beleza da Sua história em cada lugar onde passávamos. Navegamos no Mar da Galiléia, e com um giro de 360 graus pudemos contemplar vários lugares importantes no ministério de Jesus. Conhecemos a casa de Pedro em Cafarnaum, e muitas outras cidades onde Jesus curou vidas, libertou aqueles que estavam presos em cadeias espirituais, ressuscitou pessoas. Vimos de perto o túmulo de Lázaro, e entramos no túmulo de Cristo, sim, o túmulo está vazio, Ele ressuscitou!

O Muro das Lamentações e a lindíssima Jerusalém, continuam lá, em cada esquina uma história, um fato bíblico, um ensino, uma verdade. São milhares de turistas, centenas de países representados, inúmeros sons diferentes, línguas e povos. Todos animados, com câmeras, guias turísticos, historiadores, teólogos, cientistas e uma infinidade de informações. Os olhos não se cansam, os sentidos ficam aguçados e tudo é novo, se renova, transforma, nutre e glorifica a Deus.

Seria impossível descrever a quantidade de lugares que conhecemos e percorremos e como eles nos edificaram. Quando Israel ficou para trás, chegamos na Grécia. Agora o personagem coadjuvante é Paulo, o protagonista é o mesmo, Jesus Cristo. Caminhamos por toda rota da segunda viagem missionária. Iniciamos na cidade onde Paulo desembarcou na Europa, o porto de Neápolis, atualmente se chama Kavala. Fomos a Filipos, Tessalônica, Beréia, e de lá viajamos um dia inteiro de ônibus conhecendo a Grécia de norte a sul até chegarmos em Atenas. Visitamos as ruínas de Corinto e a bordo de um magnífico navio cruzamos os mares conhecendo as ilhas gregas, chegando em Éfeso na Turquia. Tudo conforme a Bíblia narra, nada escapou ao que foi relatado por Lucas em Atos do Apóstolos.

Se a Bíblia termina com o livro de Apocalipse, Deus nos deu a oportunidade de navegar até a ilha de Patmos. Um silêncio domina a caverna onde o apóstolo João recebeu a revelação do Apocalipse. Um vento forte cortou a ilha e nos avisava que estava na hora de voltar ao navio.

Encerramos nossa jornada, no mesmo lugar onde Paulo pregou aos atenienses, em Atos 17. Seu sermão foi emoldurado pela Acrópole, que ao fundo anunciava a falência dos falsos deuses e a glória do nosso Deus.

O que trouxemos para casa? Hebreus 11.1 “ Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem.” Nossa fé é histórica e tudo isso foi mais que uma viagem, foi uma peregrinação de fé! Deus seja louvado! Muito obrigado Senhor!

Que Deus nos abençoe.
Rev. Leonardo Sahium



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O JARDINEIRO QUE ELIMINA O MAL PELA RAIZ

28 de junho de 2019

A comodidade, segurança e praticidade dos apartamentos eliminam algumas preocupações que são comuns àqueles que vivem em casas. O jardim, por exemplo, precisa de uma manutenção rotineira que é, geralmente, terceirizada aos profissionais da área. A insistência da terra em produzir ervas daninhas que destroem toda beleza das gramas, plantas e flores exige uma limpeza cuidadosa e sistemática destas áreas. Uma das formas de prolongar o charme dos jardins é eliminar o mato pela raiz.

A habilidade para arrancar as raízes mais profundas produz a saúde e a exuberância das paisagens. Não adianta apenas uma poda superficial para disfarçar ou esconder a erva daninha. Aliás, fazendo assim, a tendência é a raiz ficar mais forte e resistente. É necessário um tratamento radical e certeiro para extirpa-la e assim, manter o espaço limpo. O trabalho é mais complexo e demorado, no entanto, a eficiência é garantida.

O coração humano é um jardim tomado por ervas daninhas que precisam ser eliminadas diariamente. O profeta Jeremias escreve: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Ao protestar contra a espiritualidade hipócrita, Jesus disse: “Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Mc 7.6. A alma é um terreno fértil para produzir elementos que impendem o progresso espiritual e a vida de verdadeira adoração ao Senhor. Por isso, é importante estar atento quanto aos inúmeros males que podem dificultar o relacionamento com Deus.

A Bíblia também fala de algumas ervas daninhas que produzem raízes profundas e maléficas no coração. O apóstolo Paulo escreve para Timóteo quanto ao perigo de amar exageradamente ao dinheiro: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” I Tm 6.10. Esta raiz pode trazer outros males e produzir o adoecimento da alma. O autor da epístola aos Hebreus expõe acerca da raiz de amargura como fonte de perturbação interna: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados;” Hb 12.14,15.

A Palavra de Deus ensina que o ser humano é incapaz de arrancar estas ervas maléficas pela raiz. É necessário o auxílio do Jardineiro, ou seja, do Espírito Santo. Ele ajuda os crentes a limpar o jardim de Deus que é o coração redimido. Ele guia a igreja a toda verdade (Jo 15.13). Ele concede poder para eliminar o pecado e testemunhar o evangelho: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). Ele produz no jardim o fruto que glorifica a Cristo: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” (Gl 5.22, 23a). Por isso, Paulo diz aos efésios: “…enchei-vos do Espírito”. A limpeza do jardim de Deus depende do quanto o crente busca a sua presença em oração e meditação na Palavra. Este é o caminho para receber o constante auxílio do Jardineiro que elimina o mal pela raiz.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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“… o firme fundamento de Deus permanece…” 2 Timóteo 2:19

21 de junho de 2019

A fundação sobre a qual descansa nossa fé é esta: que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões”. O grande fato no qual a fé genuína se fia é que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”, e que “Cristo também padeceu pelos pecados, o justo pelo injusto, para que Ele nos levasse a Deus”; “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados”; “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Em uma palavra, o grande pilar da esperança do cristão é a substituição. O fato fundamental do evangelho é o sacrifício vicário de Cristo pelo pecado; é Cristo sendo feito pecado por nós para que pudéssemos ser feitos justiça de Deus nele; é Cristo se oferecendo como um verdadeiro e propício sacrifício expiatório e substitutivo no lugar de quantos o Pai lhe deu, que são conhecidos por Deus pelo nome, e são reconhecidos em seu próprio coração pela sua confiança em Jesus. Se essa fundação fosse removida, o que poderíamos fazer? Porém, ela se mantém firme como o trono de Deus. Sabemos disso; descansamos sobre isso; alegramo-nos nisso; e nosso prazer é nos agarrarmos a isso, meditarmos sobre isso e proclamar isso, enquanto desejarmos nos manter atuantes e movidos pela gratidão por este fato em cada parte da nossa vida e do nosso discurso. Hoje em dia um ataque direto é feito sobre a doutrina da expiação. Os homens não podem suportar a substituição. Eles rangem os dentes diante do pensamento do Cordeiro de Deus levando o pecado do homem. Mas nós, que conhecemos por experiência, a preciosidade dessa verdade, vamos proclamá-la, desafiando-os com confiança e incessantemente. Não vamos atenuá-la nem muda-la nem desperdiça-la de forma alguma. Não podemos, não ousamos desistir, pois isso é nossa vida e, apesar de toda a controvérsia, sentimos que “entretanto, o firme fundamento de Deus permanece”.

Charles Haddon Spurgeon



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CUIDADO, SUA GENEROSIDADE PODE MATAR UMA IGREJA LOCAL

2 de junho de 2019

Existe um enorme privilégio quando pensamos em nossa vida financeira. O privilégio é poder administrar aquilo que chega em nossas mãos como um salário ou qualquer outro tipo de recurso que nos possibilita pagar nossas contas, viver com dignidade e até investir.

A Bíblia nos afirma que todo recurso financeiro é uma bênção que vem de Deus, afinal, Ele é o nosso provedor, Ele é o dono do ouro e da prata, Ele reina sobre nossas vidas e nos dá saúde e condições para conseguir recursos para comer, sustentar uma casa, manter uma família e viver.

Deus afirma na Bíblia que existe um princípio de reconhecimento visível por parte de seus filhos e filhas, onde é possível dedicar ao Senhor uma adoração sincera e particular. Este reconhecimento, esta gratidão visível, material, fica evidenciada através de nossos dízimos e ofertas. (1 Crônicas 29.1-22)

A Bíblia nos ensina que durante todo o Antigo e Novo Testamento o povo de Deus manteve a Obra do Senhor com suas contribuições voluntárias e regulares. O ministério do próprio Senhor Jesus Cristo foi mantido por pessoas que “lhe prestavam assistência com seus bens” (Lucas. 8.1-3)

A orientação bíblica é que nós devemos trazer todos os dízimos à Casa do Senhor (Malaquias 3.10). Neste texto somos ensinados que no Templo havia uma sala especial, chamada Casa do Tesouro, afinal, naquela época não existiam Bancos, então os recursos eram guardados ali, para que os líderes do tempo pudessem pagar as contas à medida que se tinha necessidade, buscando naquele lugar o que havia sido consagrado.

No Novo Testamento vemos o apóstolo Pedro condenando Ananias e Safira porque este casal havia mentido sobre sua consagração financeira, tentando administrar com mentiras os recursos que consagravam diante da Igreja (Atos 5).

O que estes textos sagrados querem nos ensinar? Existe uma maneira de adorarmos a Deus com, sinceridade, espontaneidade e regularidade. Mas também existe um perigo, que é muito comum. Tentar administrar os “nossos dízimos e ofertas” quando a Bíblia nos diz que devemos “Trazer na Casa do Senhor”. Imagine se todos os membros de uma Igreja, com o coração cheio de generosidade, resolvessem administrar seus dízimos e ofertas. O que aconteceria com a Igreja local? Com os missionários? Suas famílias? As obras sociais? Por isso, cuidado, sua generosidade pode matar uma igreja local! Se um cristão conhece uma pessoa ou entidade que necessita de ajuda, diga aos diáconos da Igreja. Se todos forem fiéis, a Igreja terá recursos para ajudar a muitos!

Não existe um só versículo na Bíblia que autoriza um cristão para que ele administre seu dízimo e oferta. Pense nisso! Ensine isso! Viva isso! Consagração financeira é uma bênção, um privilégio! “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Co.9.7)

Que Deus nos abençoe.

Rev. Leonardo Sahium



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