Pastorais
O LIVRO DA VIDA

17 de fevereiro de 2017

Queridos irmãos, penso ser uma infeliz constatação o fato de que nosso mundo atual está cada vez mais parecido com um mundo onde impera a morte, do que com um mundo onde reina a vida. Sem entrar no mérito das razões, as estatísticas da morte são cruéis: apenas para falar do nosso contexto, no Brasil dos nossos dias, morrem por ano cerca de 60 mil pessoas assassinadas, mais de 45 mil em acidentes de trânsito, e mais de 300 mil mortes por doenças cardiovasculares, respiratórias ou diabetes. Em meio a essa sociedade onde a morte e a injustiça nos assolam, e onde padecemos com um profundo sentimento de abandono e desesperança, se faz necessária uma reflexão a respeito daquele mundo onde reina a vida e a justiça. Saiba que pela Providência do Deus, a História caminha de forma inexorável para este mundo de vida plena e justiça. Esta é a promessa das Escrituras Sagradas.

Por volta de 597 A.C. o profeta Daniel já nos prevenira em seu livro escrevendo a respeito dos últimos dias: “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” Dn 12:1,2

Cerca de 700 anos mais tarde, o apóstolo João em seu exílio na ilha de Patmos registrou no livro do Apocalipse: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.” Ap 3:5

Não quero, irmãos, falar dos horrores pelos quais este mundo passa ou ainda passará, mas sim da promessa do mundo do porvir, um futuro de paz, sem dor e sem aflição. Minha palavra, irmãos, é no sentido de nos lembrarmos de que há um Livro e este aponta para um mundo futuro onde reinará a vida. É o Livro da Vida onde o nome daqueles que foram eleitos antes da fundação do mundo pela vontade soberana de Deus, e que tiveram suas vidas lavadas e remidas pelo sangue do Cordeiro estão inscritos. Que verdade maravilhosa! Não podemos perdê-la de vista! Se você entregou sua vida a Cristo, se arrependeu de seus pecados, seu nome está lá. Creia nisto e viva o hoje na paz de Jesus!

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho

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A CURA PARA UMA GERAÇÃO QUE PADECE

13 de fevereiro de 2017

As inúmeras transformações na sociedade têm produzido um perceptível adoecimento nos indivíduos e isso afeta profundamente as relações interpessoais. Já são 30 milhões de brasileiros portadores da síndrome de Burnout. São pessoas que desejam apenas corresponder às exigências de uma época que humaniza máquinas e maquiniza homens. Os medicamentos para combater a ansiedade, o estresse e a depressão aquecem a indústria farmacêutica. Emocionalmente, muitos desta geração estão hipersensíveis e intolerantes a qualquer pensamento que contrarie os posicionamentos pessoais.

A produção científica quanto ao comportamento humano ajuda a entender as novas configurações, mas se apresenta ineficiente no apontamento de soluções. O desprezo pela verdade, a repulsa aos valores absolutos, o ataque à deidade e o enfraquecimento dos postulados morais promoveram um vazio de significado humano. A impressão é que o homem se agoniza na sua humanidade, se desespera diante do próprio tédio e assiste o seu gradual padecimento.

Para aplacar a tormenta, a mente de muitos precisa ser alimentada por um turbilhão de links externos e entretida o tempo todo com qualquer coisa. O objetivo central é impedir que os pensamentos provoquem pavorosos questionamentos acerca de uma existência alicerçada no supérfluo, banal, inconsistente e inútil. Esse discurso poderia ser catalogado como pessimista e fatalista se o atordoamento social não estivesse tão visível e patente.

É nesta busca por soluções que promovem cada vez mais complicações que o ser humano se depara com a sua ineficiência e incapacidade. Qualquer tentativa de progresso, desenvolvimento e avanço que ignora os princípios de Deus, por mais sofisticada e robusta que seja, conduzirá ao caos pessoal e comunitário. Por isso, é tempo de semear a Palavra libertadora aos corações embrutecidos dos dias atuais. É neste deserto árido que Deus revela o seu poderoso amor. Ele é capaz de reconfigurar as almas danificadas pelos inúmeros conceitos e valores que regeram escolhas desastrosas.

O Senhor é o bom pastor e Ele pode tratar de cada uma das feridas dos homens e mulheres desta geração (Sl 23). Ele é Deus de restauração (I Pe 5.10 ), cura (Mt 19.2), libertação (Jo 8.32) e salvação (Jo 3.16). A proposta dEle é uma nova e abundante vida (Ef 4.24; Jo 10.10). Somente a busca constante e sincera pelo Senhor produzirá a paz para viver neste contexto que, assim como o mar revolto, se agita de um lado para o outro. Se Jesus está no barco, os tripulantes devem se sentir seguros, pois Ele é o único que pode acalmar a tempestade, afinal, até o vento e o mar lhes obedecem (Mc 4.41).

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



CRUZ X CONFISSÃO POSITIVA

28 de janeiro de 2017

Queridos irmãos, em nossos dias a teologia da prosperidade tem atrapalhado muitos cristãos. É decepção atrás de decepção. O curioso é que não é um movimento tão novo quanto parece. Na realidade nasceu na cabeça de um americano do Séc. XIX (1867), Essek Willian Kenyon, que chegou a ser pastor batista, metodista e pentecostal, e que adotara algumas ideias de seitas cristão-metafísicas americanas voltadas ao poder da mente, a inexistência de doenças nos crentes, e ao poder do pensamento positivo. No Séc. XX estas ideias foram propagadas por seu discípulo Kenneth Haggin que sofrera várias enfermidades quando jovem, que havia vivenciado a pobreza, mas que aos 16 anos disse ter recebido uma revelação quando lia Mc 11.23,24 (a fé capaz de lançar montes ao mar), entendendo que tudo se pode obter de Deus desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário. Isto é a essência da “Confissão Positiva” que é à base da teologia da prosperidade. Segundo esta visão, basta que o cristão assuma sua autoridade espiritual e reivindique as bênçãos espirituais por estar liberto da maldição da lei. Segundo ela também, os crentes não tem que experimentar mais a pobreza, a doença, o sofrimento, e tem direitos adquiridos de terem bens, carro novo, casa nova, vida de luxo, etc. É obvio que esta não pode ser uma a interpretação correta da palavra de Jesus.
Sabemos que em outros textos Jesus nos prometeu algo bem diferente. Se quiséssemos segui-lo deveríamos antes tomar nossa cruz. Se quiséssemos segui-lo deveríamos estar cientes de que seríamos perseguidos em Seu nome. Deveríamos estar cientes de que no mundo teríamos aflições. Deveríamos estar cientes de que o mundo nos odiaria. Não se trata, irmãos, de sermos pessimistas quanto ao evangelho, mas sim honestos com a perspectiva do real convite de Cristo: dar-se pelo outro. Ele nos capacitou para termos fé, e fé tamanha como aquela que seria até capaz de mover montes. Mas isto é linguagem figurada. Ele nos deu fé para crermos no Seu poder libertador, curador e redentor. Fé para crer que Ele seria o provedor de tudo o que necessitamos e de que em Suas mãos estaríamos seguros. Cuidado, irmãos, com as expectativas equivocadas que criamos a respeito de nossa relação com Cristo. A frustração é filha direta da expectativa. Jesus nos prometeu vida plena Nele, mas lembre-se, através da cruz. Sem cruz não há cristianismo.
Que ao invés de coisas materiais possamos ter ecoando no coração aquele hino que diz: “Sim, na Cruz, Sim, na Cruz, Sempre me Glorio, e por fim descansarei calmo além do rio”.
Que Deus nos ajude.
Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



O cristão e sua profissão

19 de janeiro de 2017

Queridos irmãos,
hoje eu gostaria de refletir sobre o cristão e sua profissão. Um tema que às vezes nos traz tanta discussão, tanta decepção, e tanta murmuração. Gostaria de iniciar lembrando a todos nós que um dos grandes valores do pensamento reformado foi o resgate da dignidade do trabalho desempenhado por um cristão. Contrariando aquela visão monástica que prevalecia na Idade Media, na qual o trabalho que era valorizado e exaltado era apenas aquele feito para a igreja e na igreja, João Calvino trouxe uma nova perspectiva ao demonstrar como a Escritura Sagrada nos ensina sobre a relevância do nosso trabalho no reino de Deus. Calvino ensinava que cada crente tem uma vocação para servir a Deus no mundo, em todas as esferas da existência humana. E este serviço se dá através das nossas profissões, sejam quais forem elas. Nosso trabalho é uma vocação, um chamado de Deus. Isso não é maravilhoso irmãos? Seu trabalho é uma benção de Deus e pode ser abençoador! Eu gostaria de pegar este gancho, e estimular você a olhar sua profissão com esta lente, e a partir desta reflexão, sugerir que você busque alguns princípios que creio serem fundamentais para fazer de você um grande profissional, alguém que faz a diferença.

(1) Descubra qual é sua vocação – seu caminho profissional, onde você possa dar o máximo do seus talentos. Busque isso incansavelmente, independentemente de qual seja seu trabalho ou profissão. Busque conselho sobre isso com pessoas próximas a você, pois na multidão dos conselheiros há sabedoria.

(2) Nunca pare de aprender – se você parar, você morreu. Não despreze seus erros mas aprenda com eles.

(3) Nunca deixe de servir alguém – sejam colegas, chefes, organizações e comunidades.

(4) Esteja pronto para a mudança, pois ela virá – permita-se ser transformado interiormente de modo a se desenvolver exteriormente. Use o seu momento de dificuldade para reformatar o seu futuro.

(5) Faça de sua viagem profissional algo prazeroso – você tem que ser capaz de fazer isso. É difícil ser produtivo se você continuamente murmura a respeito do seu trabalho. Se não tem sido prazeroso, tome uma atitude e se mexa para isso.

(6) Crie o seu caminho profissional – seja o responsável por ele, planeje-o, execute-o. Prossiga para o alvo. Teste suas motivações pois sua profissão não pode ser egoísta, e dizer respeito apenas a você.
Para os irmãos que não estão trabalhando no momento, igualmente sugiro tais princípios para que apliquem os tais no serviço ao Senhor, pois os mesmos também são válidos.

Que Deus nos ajude nesta jornada.

Soli Deo Gloria.

Rev. Dusi



PLANEJANDO COM SEGURANÇA

14 de janeiro de 2017

Recentemente vimos o que um planejamento errado pode fazer, quando o Brasil descobriu que um piloto de avião, de forma irresponsável, tirou a sua própria vida e a de dezenas de pessoas. Ele decidiu, apesar de todos os avisos, apesar de sua formação técnica, realizar uma viagem sem margem de segurança alguma quanto ao combustível. Seu planejamento sem segurança foi fatal!

Estamos iniciando um novo ano, é tempo de aprender com os nossos erros e acertos. É tempo de olhar para o nosso projeto de vida e perguntar se estamos planejando com segurança, pois, a experiência já revelou que se queremos chegar bem é preciso dar os primeiros passos certos em direção aos nossos objetivos.

A primeira coisa é definir o que é prioritário, isto é indispensável em sua caminhada. Iniciar um planejamento significa um grande passo para a realização, pois, o simples fato de considerar um alvo, um objetivo de vida, já revela seu interesse em progredir e alcançar seus sonhos. O que é prioritário na vida é a definição do “porque”. Certamente, alguns dirão que você deve se preocupar com o “como”, ou “quando”, mas o propósito de seu planejamento é o mais importante.

Um texto muito conhecido é o de João 3.16, que diz: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Perceba que a primeira coisa que Deus deixa claro é o “porque” de toda a Sua obra de salvação. “Porque” Deus amou ao mundo, toda a história da salvação aconteceu.

Ao planejar seu ano de 2017, pergunte ao seu coração onde está e qual é o seu “porque”, pois, isto irá revelar o seu propósito de vida.

Porque você crê que sem Jesus Cristo nada pode ser realizado, pois, Jesus mesmo disse: “sem mim nada podeis fazer”(João 15.5). Porque você sabe que Deus pode realizar todos os seus sonhos e projetos quando eles estão de acordo com a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”(Romanos 12.2). Porque você sabe que é Deus quem efetua em sua vida tanto o querer quanto o realizar (Filipenses 2.13) . Porque você sabe que para ser realizado você precisa fazer tudo para a glória de Deus (1 Coríntios 10.31). Então inicie seu ano planejando com segurança, na certeza de que o seu relacionamento com Deus deve ser o seu grande “porque”. Quando chegar o final do ano, e alguém te perguntar, como você alcançou suas bênçãos, você possa testemunhar com alegria dizendo: “porque Deus foi prioridade em minha vida e Ele abriu as portas para tantas bênçãos!”.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



50 anos unidos em Cristo

6 de janeiro de 2017

É com muito entusiasmo e disposição que a Igreja Presbiteriana da Gávea inicia o ano do cinquentenário. A celebração é daqueles que estão na igreja há muito tempo e também dos que chegaram recentemente. É um momento especial para os irmãos que reconhecem este lugar como casa de oração, onde Deus é glorificado e a sua Palavra exposta. Uma igreja marcada pela maturidade que decorre da experiência, o vigor presente na juventude e a vitalidade encontrada em adolescentes e crianças.
Uma característica marcante da I. P. Gávea é o desejo de viver um cristianismo que ultrapassa os portões e se estende a diversas regiões da cidade, do país e do mundo. Uma igreja que se empenha para cumprir a proclamação das boas novas do evangelho através do investimento na plantação de novas igrejas e outros trabalhos missionários. A atenção aos institutos sociais expressa a sensibilidade para auxiliar os necessitados e revelar o amor de Cristo aos seus corações.
Durante estes 50 anos, centenas de irmãos congregaram na Rua dos Oitis 63/64. Um lugar receptivo e acolhedor, frequentado por adultos, jovens, adolescentes e crianças que amam a Jesus e desejam conhece-Lo a cada dia mais. Pessoas do Rio de Janeiro, de diversas regiões do Brasil e também de outros países, encontraram e encontram na I. P. Gávea o lugar para desenvolver a alegria da unidade em Cristo Jesus.
Esta unidade cristã é adquirida somente quando os interesses pessoais e coletivos se submetem à vontade soberana de Jesus. Não importa o que um ou outro pensa, mas sim o que o Senhor da igreja diz nas Sagradas Escrituras. Ao tratar sobre a importância dessa unidade, o apóstolo Paulo escreve: “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”Gálatas 3:26-29.
O boletim do ano do cinquentenário expõe na sua capa o tema: Cinquenta anos unidos em Cristo. A saúde de uma igreja depende da centralidade de Cristo e do seu senhorio absoluto na vida dos membros que compõem o seu Corpo. Se a I. P. Gávea deseja continuar pujante, alegre, amorosa e centrada na missão, é fundamental que os discípulos de Cristo que nela congregam estejam unidos e submetidos aos interesses daquele que é o Proprietário, Senhor e Salvador da Igreja.
Rev. Alexandre Rodrigues Sena



VAMOS CELEBRAR 2017

31 de dezembro de 2016

“Fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que se não vêem”. Hb 11.1

Vamos começar 2017 dizendo: “Deus seja Louvado!”. Não aceite as palavras sem fé, desprovidas de esperança, carregadas de amargura e ressentimentos, sejam políticos, sociais, religiosos ou pessoais!

Vamos iniciar 2017 celebrando, sonhando, sorrindo e cheios de esperança na graça, no amor, na misericórdia e no poder de Deus!

Iniciamos aqui as celebrações dos 500 anos da Reforma Protestante, que trouxe a beleza da Escritura Sagrada as nossas mãos, em nossa língua! Um resumo de nossa fé protestante pode ser encontrado naquilo que chamamos os “Cinco Solas da Reforma”.

1) Sola Scriptura (Somente a Escritura) Os reformadores criam, e nós também cremos, que Deus se revela na Escritura Sagrada, e que a Bíblia é nossa única regra de fé e prática. Somente a Escritura é a Palavra de Deus, não aceitamos qualquer outro livro como revelação divina (2 Timóteo 3.16-17)

2) Sola Gratia (Somente a Graça) Os reformadores criam, e nós também cremos, que somos salvos da ira de Deus, pela graça, como fruto do imenso amor e misericórdia de Deus por nós (Efésios 2.8-10).

3) Sola Fide (Somente a Fé) Os reformadores criam, e nós também cremos, que somos salvos pela fé somente em Jesus Cristo, fruto da ação do Espírito Santo ao nos regenerar e nos capacitar a crer que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia nos garantindo vida eterna. (João 14.1-6)

4) Solus Christus ( Somente Cristo) Os reformadores criam, e nós também cremos, que nossa salvação só é possível por causa da vida e obra do Jesus Cristo histórico, que veio como Messias prometido e nos reconciliou com Deus. (João 12.44-50).

5) Soli Deo Gloria (Glórias Somente a Deus).Os reformadores criam, e nós também cremos, que Deus nos criou, nos salvou e que Ele sustenta nossa vida todos os dias através de Sua providência. Devemos portanto glorificá-lo com nossas vidas. Toda glória deve ser dada somente a Deus. (Efésios 1.3-14)

Sim, este ano vai ser cheio de bênçãos! Nós vamos celebrar 50 anos da Igreja Presbiteriana da Gávea, 500 anos da Reforma Protestante e com muito júbilo nos lábios contaremos e cantaremos as maravilhas daquele que nos chamou das trevas para luz, que nos resgatou de um mundo tenebroso, para os pastos verdejantes. Jesus Cristo nosso salvador e Senhor, Ele tem nos abençoado e nos abençoará em 2017!

Que Deus nos abençoe!
Rev Leonardo Sahium



A CELEBRAÇÃO DO NATAL

22 de dezembro de 2016

As celebrações natalinas fazem parte do calendário de diversos países do mundo. Uma oportunidade singular para o ajuntamento familiar regado a banquetes e presentes. A expectativa do comércio nesta época é sempre alta, principalmente, em tempos de crise.

Apesar de ser um momento de confraternização com os mais variados e deliciosos cardápios, não são poucas as críticas a este acontecimento anual. Alguns vão argumentar que o natal se tornou um tempo para aflorar o consumismo. Outros dirão que as figuras do papai Noel, da árvore de natal, dos presentes e das refeições ofuscaram o significado religioso e original da festa.

Quando o assunto se restringe ao campo eclesiástico, as divisões de opinião não deixam de acontecer. Existem aqueles que afirmam ser um equívoco comemorar o nascimento de Cristo numa data que não corresponde ao dia exato. Nenhum estudioso garante sequer o mês em que Cristo nasceu. Por isso, a data de 25 de dezembro é simbólica e o dia em si não pode ser mais importante do que a magnitude do evento celebrado.

Muitos argumentam que os crentes não podem solenizar este acontecimento, pois, a sua origem se deu no quarto século, quando o natal substituiu a festividade dos romanos ao deus sol. Se o império romano oficializou a religião cristã neste período, nada mais óbvio do que o abandono de práticas politeístas e o acolhimento às celebrações cristãs.

Alguns ainda ensinam que não há qualquer ordenança bíblica para festejar o nascimento de Cristo. Quais das festas do Antigo Testamento têm maior relevância do que a celebração da encarnação do filho de Deus? Para os cristãos, o nascimento, a obra, a morte e a ressurreição de Cristo revela o maior advento da humanidade, ou seja, a encarnação e missão do filho de Deus que visa resgatar o perdido.

Sobre esse assunto, John MacArthur escreve: “celebrar o natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14.5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não os dias especiais: ‘Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus’”.

Natal é tempo de celebrar o Deus encarnado e adorá-lo com sincera devoção. É um momento especial para refletir nesta verdade que alimenta o povo de Deus todos os dias e enche de alegria os santos em toda a terra. Regozije-se com o nascimento daquele que veio ao mundo para cumprir as profecias, promover esperança aos povos, curar os enfermos, ressuscitar os mortos e, principalmente, se manifestar como Senhor e Salvador.
Feliz Natal!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



DEZEMBRO, MÊS DE BOA NOTÍCIA!

Irmãos, às vezes me parece que tratamos a questão do pecado como algo bastante abstrato e filosófico. As pessoas ficam discutindo se isso é pecado, se aquilo é pecado, e assim a discussão torna-se totalmente relativizada. Pecado é errarmos o alvo que Deus tem para nós. Pecado é qualquer coisa que o ser humano faz e que ofende a Deus. O fato é que todos somos vítimas dessa palavra. O pecado escravizou o gênero humano e nos matou espiritualmente. Encerrou toda a humanidade no desespero: não conseguimos nos relacionar com o Criador porque não acreditamos nesta comunicação, não conseguimos nos relacionar uns com os outros, pois queremos sempre preservar nossos interesses em detrimento do outro, não conseguimos nos relacionar com a criação sem a explorarmos de forma irresponsável e desregrada. O pecado mata a existência! A Bíblia Sagrada nos revela que todos somos pecadores e carecemos da Glória de Deus (Rm 3:23). É impressionante como o ser humano está refém desta condição. Basta olharmos ao redor. É desesperador constatarmos como caminhamos para a construção de uma sociedade cada vez mais desprovida de amor, misericórdia, pureza e bondade.

Aí, chega Dezembro! Tempo do Advento! A celebração do nascimento daquele que veio para nos transportar das trevas para a luz. Nas palavras do evangelista João, “A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” (Jo 1:4-5). Irmãos, que boa notícia! Nossa esperança é renovada. Nós não somos mais reféns do pecado e não andamos mais na escuridão. O pecado não tem mais jurisdição sobre nós. Não somos mais filhos da ira! Não estamos mais submissos ao príncipe da potestade do ar! Fomos libertos! Saímos da morte eterna para a vida eterna. Irmãos, percebam, estamos perdoados! Tudo isto porque Cristo veio para morrer e nos dar redenção, comprando-nos através do derramamento do seu próprio sangue. Ele cancelou o escrito de dívida registrado contra nós, o qual ninguém seria capaz de saldar através de obras. Será que este fato não é capaz de nos encher de gozo e satisfação? De transformar a expectativa a respeito do novo ano que se aproxima? De trazer um novo foco sobre a vida? Na minha visão, não fazem muito sentido algumas discussões por aí sobre a estética dos símbolos de Natal, sobre a origem pagã do dia 25 de Dezembro que drenam tempo e energia por causa de um legalismo inócuo, e desperdiçam a oportunidade de celebrarmos o nascimento do Messias, a salvação, a redenção, a libertação do pecado. É tempo de anunciar!

Queridos, é tempo de Advento! Esta é a GRANDE NOTÍCIA!!! Vamos celebrar e dizer lá nos montes e em qualquer lugar!!!

Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



A PREPARAÇÃO DO MUNDO PARA A CHEGADA DO REI

3 de dezembro de 2016

Um grande evento necessita de organização meticulosa, preparação antecipada e ambiente propício para sediar o acontecimento. A preocupação de uma noiva ilustra bem essa situação. Ela checa cada um dos detalhes à medida que se aproxima um dos momentos mais importantes da sua vida.

O nascimento de Cristo foi o evento mais importante e impactante da história. O minucioso cuidado divino para a encarnação do seu filho revela a sublimidade e a grandiosidade do que estava para acontecer. O Todo-Poderoso domina soberanamente sobre reis e sábios e estabelece os seus desígnios eternos na preparação do cenário para a chegada de Cristo.

A contribuição do império romano merece destaque neste processo. O poder político de Roma foi estendido sobre grande parte da humanidade e promoveu a unificação de várias nações. Uma consequência importante deste fato foi a pax romana, que aplacava a possibilidade de guerra entre estes povos. O mundo estava pacificado para a chegada do Salvador.

Se os romanos detinham o poder político, a formação intelectual daquele momento pertencia aos gregos. Através dos seus grandes e influentes filósofos, eles eram instigados a buscar soluções racionais para os diversos problemas e enigmas da vida. A pujança do comércio grego possibilitou a ramificação não apenas do conteúdo filosófico, mas também da língua por todo o império romano.

Acerca da preparação do povo judeu para a chegada de Cristo, o historiador Robert Nichols escreve: “Em parte alguma do mundo, ao surgir o Cristianismo, havia uma vida religiosa tão pura e tão forte como a existente entre os melhores representantes da religião judaica, cujos característicos essenciais eram dois: a mais alta concepção conhecida entre os homens, como resultado do ensino do Velho Testamento; e o mais alto ideal de vida moral que se conhecia, resultante dessa sublime concepção de Deus”. Além disso, havia uma forte expectativa pela chegada do Rei dos judeus, o Messias e Redentor que viria redimir seu povo.

Apesar dos esforços do imperador Augusto, a religião dos deuses gregos e romanos estava em declínio. A filosofia não conseguia responder aos dilemas e anseios das pessoas. O império havia degradado nos seus vícios e perversões. Por outro lado, existia paz para o livre trânsito, uma língua universal e um povo preparado espiritualmente para receber o Messias. Chegou a plenitude dos tempos para o nascimento daquele que veio transformar a história de milhares de pessoas em todo o mundo: Nasceu Jesus de Nazaré!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena