Pastorais
NÃO SÃO POUCOS OS PROBLEMAS

19 de abril de 2018

“Em meio a tribulação, invoquei o SENHOR, e o SENHOR me ouviu e me deu folga”
Sl 118.5

O livro de Salmos é um daqueles livros que nos sentimos parte dele quando lemos. Existem livros que nos distanciam de nós mesmos, outros livros nos conduzem a pensar na vida de seus personagens e alguns são extremamente cansativos. Livros podem nos fazer viajar sem sair da poltrona, ou simplesmente nos fazer rir ou chorar como se um processo de emoções escondidas fosse de súbito revelado.

O livro de Salmos é diferente, afinal, como Palavra inspirada de Deus para nossa vida, este livro nos inspira. Esta palavra “inspirar” é muito importante, afinal de contas, tem como objetivo nos encher de ar, fazer circular o sangue, trazer vida!

Não são poucos os problemas deste salmista, ele diz que passou por momentos de tribulação, e esta não passou ao largo, mas o “engoliu” e ele se viu “em meio à tribulação”. O versículo 6 diz que “o homem” trouxe inquietações e ameaças. Um problema com uma pessoa. Quantas vezes já enfrentamos problemas em nossa vida que uma só pessoa causou? Com o salmista não foi diferente.

No v. 7 ele diz que o problema também aconteceu no seu relacionamento com várias pessoas. Estas pessoas odiavam e desejavam seu mal. Imagine, como se não bastasse ter uma pessoa trazendo problemas para a vida do salmista, agora ele nos diz que havia várias pessoas que odiavam sua presença.

Mas, parece que sempre um problema chama outro e nesta luta com uma pessoa e depois com várias outras, encontramos o salmista dizendo no v.10; “todas as nações me cercaram”. Alguns comentaristas bíblicos atribuem este Salmo a Moisés, afinal, a linguagem e a semelhança histórica com os fatos vividos por Moisés são muito grandes. Para nós, o que realmente interessa é que os problemas aqui descritos são muito parecidos com as avalanches em nossa vida cotidiana. Um pequeno problema que sugere outro maior e por fim uma grande quantidade de situações adversas nos leva para uma tribulação que pode ser percebida por todos os lados.

E quando tudo parece perdido, o salmista escreve: “e o SENHOR me ouviu e me deu folga” (Sl. 118.5). Este testemunho de livramento do salmista é um testemunho de resposta de oração que deve inundar nossa alma de gratidão. Deus não mudou! Deus continua respondendo nossas orações através de Sua graça trazendo livramento e nos conduzindo em amor!

Deus seja louvado, pois, não são poucos os problemas, mas Deus é maior e nos dá a vitória em nome de Jesus Cristo, para glória de Deus!

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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A segurança mora no andar de cima

13 de abril de 2018

Queridos irmãos, creio que possa afirmar com certa precisão que diante do difícil quadro social que assola nossa cidade e estado, e por que não dizer país, vivemos todos, indistintamente, uma sensação de constante insegurança e medo diante da escalada da criminalidade. Para todo lado que olhamos vemos em maior ou menor intensidade as facetas da violência. Até mesmo em nossa própria rua dos Oitis temos testemunhado tais episódios. A despeito de tomarmos os devidos cuidados, e devemos fazê-lo se necessário até mudando nossas rotinas, por mais que possamos considerar tais sentimentos de medo e insegurança normais, há por detrás deles um risco enorme de desviarmos nosso coração a uma atitude de duvida a respeito da proteção de Deus. A Palavra de Deus tem que ser o fiel da balança em tais momentos.

Salomão escreveu: “Quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave. Não temas o pavor repentino, nem a arremetida dos perversos, quando vier. Porque o SENHOR será a tua segurança e guardará os teus pés de serem presos.” (Pv 3:24-26) Isto nos mostra que neste mundo mal, a arremetida dos perversos poderá vir. E se ela vier devemos manter firmes nossas convicções de que é o Senhor Deus quem nos guarda e nos livra. Podemos dormir e ter sono tranquilo. O Salmista escreveu: “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.” (Sl 34:7) “E ainda: “Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos.” (Sl 91:11) Nada nos acontece sem que esteja debaixo do plano soberano e do olhar protetor do nosso Deus.

A Bíblia contém muitos exemplos de homens e mulheres amedrontados e intimidados pelo contexto de violência e iniquidade que os cercava. Mas era do Senhor que vinha o livramento. Precisamos entender e crer que nossa proteção vem do alto. Nossa segurança vem do andar de cima. Este será um exercício frequente em nossos dias. Precisamos desenvolver maior intimidade com o Senhor. Buscar sua presença em oração e experimentar sua proteção. Alimentar nossas almas com Sua palavra que nos assegura que Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação (Sl 46:1). Que Ele é o escudo para todos os que nele se refugiam (Sl 18:30).

Meus irmãos, que nossa atitude ao final seja como a do salmista: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.”(Sl 4:8)

Que o Senhor nos ajude.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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VOLTA PRA DEUS

6 de abril de 2018

A partir da era moderna, no final do século XV, a razão se estabeleceu como o elemento predominante para que o homem pudesse entender a si mesmo e tudo o que acontecia à sua volta. As inúmeras descobertas científicas na astronomia, matemática, física e nas ciências naturais impulsionaram a crença de que todos os elementos deveriam ser julgados pelo crivo racional. A filosofia e até algumas escolas da teologia se submeteram ao senhorio da razão. O acesso à verdade dependeria do convencimento intelectual.

O período pós-moderno questionou a arbitrariedade e exclusividade do critério racional e estabeleceu uma era de relativismo e pluralismo. Não há absoluto, não há verdade e as conclusões dependem de uma série de fatores que podem ser questionados e desacreditados de acordo com as vantagens e prejuízos em jogo.

Este pensamento pós-moderno vigora nos dias de hoje e afeta a ética, a educação, a política, a filosofia, a religião, a comunicação e a arte. Os tribunais se articulam de acordo com a conveniência, a academia se ajusta para atender aos interesses ideológicos de um grupo e os governantes se tornam doutos na elaboração dos seus enfadonhos discursos enganosos.

O racionalismo se estagnou na sua limitação para decifrar os mistérios da subjetividade humana. Por outro lado, o pós-modernismo implodiu qualquer possibilidade de coerência, sanidade e bom senso. A incapacidade humana de gerir a sua própria existência está exposta em praça pública, ou melhor, no Facebook e Instagram.
É para esta geração atordoada e perplexa com as suas próprias mazelas que o convite para olhar para Deus deve ser feito. O ser humano é como um recém-nascido conduzindo um automóvel em alta velocidade. A tragédia é uma questão de tempo!

A igreja precisa proclamar insistentemente a mesma mensagem dos profetas: “Arrependam-se! Desviem-se de todos os seus males, para que o pecado não cause a queda de vocês.” Ez 18.30b. “Lavem-se! Limpem-se! Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal” (Is 1.16). “Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus.” (At 3.19,20).

A esperança não está na razão e nem no relativismo pós-moderno. Deus sempre foi a solução para aqueles que não conseguem conduzir a própria vida. É tempo de recorrer a Ele e crer que somente pela sua graça e misericórdia, a história pessoal e social pode ser transformada. Ele é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16). Ele é o soberano Deus, capaz de produzir a verdadeira alegria tanto para um individuo como para a nação (Sl 33.12)!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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AÍ JÁ É DEMAIS!

28 de março de 2018

Quando os principais líderes religiosos daquela época se uniram em torno de uma proposta político-religiosa de domínio, eles começaram a usufruir de certos benefícios econômicos que só uma relação impura poderia proporcionar. Durante o tempo em que Jesus Cristo exerceu seu ministério, percebemos que as diferenças entre o que Ele pregava e vivia, com aquilo que era ensinado pelos líderes político-religiosos da época, ficava evidente a cada dia que passava. A população percebia que ensino de Jesus estava carregado de amor e de uma autoridade diferente, um exemplo, é quando Ele termina o sermão do monte e Mateus afirma: “estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mateus 7.28-29)

Curas, milagres, sinais, sabedoria e a proclamação das verdades bíblicas fizeram com que o ministério de Jesus se solidificasse, mas ainda não incomodava os líderes político-religiosos ao ponto de tramarem algo realmente efetivo contra sua vida, até que, Jesus ressuscita a Lázaro!

Quando Jesus ressuscitou Lázaro, os homens maus pensaram: “Aí já é demais!”. O texto de João 11.53 diz: “desde aquele dia, resolveram matá-lo”.

Lázaro era um homem conhecido, suas irmãs eram pessoas especiais e a sociedade amava aquela família. No evangelho de João lemos que a ressurreição de Lázaro ganhou destaque na ocasião. A cidade comentava, e o impacto se devia em especial, pelo tempo, afinal, Lázaro estava morto há quatro dias! Em João 12.9-11, lemos que depois da ressurreição de Lázaro, numerosa multidão dos judeus começou a crer em Jesus Cristo. A revolta dos líderes político-religiosos da época era inevitável em seus corações, e resolveram matar também a Lázaro.

Hoje é domingo de Páscoa! Jesus Cristo ao ressuscitar Lázaro, bem como tantas outras pessoas, fez uma declaração final e inequívoca da vitória sobre a morte, que garante também a nossa vitória sobre a morte, pela fé em Jesus Cristo.

Hoje é domingo de Páscoa! O mundo tentará, como aqueles líderes maus da época de Jesus, abafar o enorme significado desta data. Afinal, um líder religioso qualquer, existiu e existem aos montes, mas apenas um venceu a morte e ressuscitou, Jesus Cristo! Esta realidade histórica é para eles algo que ainda continua incomodando suas mentes, afinal: “Ressurreição! Aí já é demais!”.

Hoje é domingo de Páscoa, Jesus Cristo ressuscitou e todo aquele que crer nele como Senhor e Salvador ressuscitará no último dia para glória de Deus!

Feliz Páscoa! Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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OLHAR O ETERNO

23 de março de 2018

Passam dias e os anos voam, e nós sempre a contemplar
A saga humana, em cada plano, um sentido a indagar.
Levando a vida em cada lide, sem saber o que virá;
De um lado para o outro, quase sempre a se alienar.

Almas secas e esgotadas, de tanto, tanto buscar
Um sentido e relevância tão difíceis de encontrar.
Agenda intensa, vida tensa, corações a palpitar;
Frustações a cada passo: melhor saber onde se quer chegar.

Será que a vida é isso mesmo? Trabalho? Dinheiro? Diversão?
E as mazelas dos nossos erros nos levando à depressão?
Seguindo alheios ao nosso próximo, não fazendo mais questão!
Do amor singelo a cada dia; tão sublime relação.

Não era assim quando o Eterno da terra úmida nos criou
Nos mostrando com seu toque terno o quanto Ele nos amou.
Mas nós, rebeldes, aleivosos, decidimos abraçar
A ideia tola da serpente que a todos fez matar.

E mortos, cegos, sem direção, seguindo a vida, olhando à frente
Como se toda condição fosse apenas o aparente.
Será que a vida é isso mesmo? Trabalho? Dinheiro? Diversão?
E as mazelas dos nossos erros nos levando à depressão?

Olhemos firmes para o Mestre que nos ensina com atenção;
“Não construa aqui o seu tesouro” porque ele é perdição;
Sigamos sempre sem vacilar para nossa terra redimida.
Povo livre a celebrar a razão de toda a vida.

Meus amigos, meus irmãos, foquemos os olhos no Deus Bondoso!
Porque Ele em Seu poder nos sustenta sempre. Poderoso!
Ele, do seu trabalho, fez vocação para o anuncio estrondoso!
De que somente em Jesus Cristo somos feitos homem novo!



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EU SEI…EU NÃO SEI…

15 de março de 2018

“Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” João 11.24

Marta se aproxima de Cristo, o momento é triste, Lázaro havia morrido há quatro dias. Havia no coração dela uma certeza, seu irmão haveria de um dia ressuscitar. Sua fé era convicta, seu coração estava consolado, mas suas palavras revelavam um pouco de frustração, afinal, segundo ela mesmo afirmou diante de Jesus: “Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão” (João 11.21). Maria, irmã de Marta, pensava da mesma forma (João 11.32). Elas disseram com toda certeza aquilo que seus corações havia aprendido através do ministério de Jesus, afinal, Ele tinha o poder de curar e ressuscitar pessoas, e sua fama espalhara por todos os lados.

Quando Jesus inicia sua conversa com Marta, e em determinado momentos Ele afirma: “Teu irmão há de ressurgir” (João 11.23), ela afirma com toda convicção: “Eu sei…”, mas sua certeza, seu conhecimento estava ainda longe daquilo que Cristo havia acabado de afirmar. Ele vai até o túmulo de Lázaro e ordena que seja removida a pedra. Marta novamente fala de suas certezas; “já cheira mal, porque já é de quatro dias”. Mas Jesus não quer pautar Seu ministério e Sua ação nas certezas de Marta, mas sim, em Seu projeto de vida para Lázaro e toda sua família.

Mudando um pouco o ambiente, encontramos um profeta chamado Zacarias, em um diálogo com o anjo, em momento de especial comunhão espiritual, o profeta diante das revelações de Deus, ao ser questionado se havia entendido, diz: “Eu não sei” (Zacarias 4.5). Nesta mesma conversa o profeta Zacarias responde novamente: “Eu não sei”. As revelações de Deus para o profeta estavam além de sua compreensão, e quando ele diz que “não sabe”, Deus manifesta Sua imensa graça e misericórdia e explica o significado de todas as coisas.

Voltemos para o diálogo de Jesus com Marta, onde encontramos aquela mulher afirmando o que sabia, dizendo claramente: “eu sei…”. Mas Jesus Cristo mostra naquele momento que o que ela sabia estava aquém dos projetos de Deus para ela e sua família. A misericórdia, o amor e a graça de Deus foram ali manifestados de maneira espetacular quando Jesus chama Lázaro para fora do túmulo, e naquele momento ele ressuscita!

Muitas vezes em nossas vidas afirmamos, assim como Marta: “eu sei…”, mas em outros momentos, somos como o profeta Zacarias dizendo: “eu não sei…”. Assim como Marta e Zacarias foram surpreendidos com o cuidado e a graça de Deus, ainda hoje da mesma forma, somos surpreendidos com as bênçãos de Deus derramadas sobre nós, além de nossas expectativas ou acima de nossa incapacidade de entender. Desta forma somos conduzidos sempre por este Deus cheio de paciência e bondade, como pai que ama seus filhos e filhas.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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A MUDANÇA QUE MUDA TUDO

A vida é marcada por transformações que se sobrepõem. O desafio dos estudos, a inserção no mercado de trabalho, o namoro, o casamento, os filhos e os netos são alguns exemplos de fases que provocam grandes mudanças na jornada. As pessoas estão cercadas de acontecimentos que exigem novas configurações e adequações. Com a revolução tecnológica, este processo se tornou ainda mais estimulado e acelerado. Tudo muda a todo momento e a dificuldade de acompanhar este processo produz uma geração que facilmente se sente ultrapassada e inadequada.

Algumas mudanças são mais marcantes do que outras. As experiências de rompimentos e conexões, encontros e desencontros, acertos e equívocos, ganhos e perdas que se alojam na memória são fundamentais para redirecionar as decisões no presente. Outros elementos importantes neste processo são os conteúdos acumulados através de interações sociais. A cultura, as crenças, as experiências familiares e os traumas pessoais são balizadores para as escolhas de um indivíduo.

Os que obtiveram a nova vida através da fé em Cristo Jesus, geralmente, tratam este evento como o mais importante de suas vidas. O encontro com o Senhor e Salvador provoca uma ressignificação completa. Tudo é reconfigurado como consequência deste sublime evento. Os projetos, os sonhos, os princípios éticos e os desejos são moldados segundo o querer de um Deus que é bondoso e amoroso.

Jesus Cristo provoca a maior de todas as mudanças no coração de uma pessoa. Através dEle, a preocupação é convidada a se retirar para que a confiança se estabeleça (Fp 4.6); as atividades ordinárias como estudo e trabalho não são mais demandas naturais, mas instrumentos para glorificar a Deus (1 Co 10.31); a vida não se prende apenas ao que é visível, pois também transita pelo invisível (Cl 1.15,16); a vida é cheia de alegria e gratidão, afinal, os salvos em Cristo receberam a vida eterna (Jo 3.16).

Outras mudanças importantes acontecem à medida que o cristão observa a vida de acordo com a perspectiva do alto: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus” Cl 3.1-3.

Descongestione a sua mente das preocupações deste mundo e estreite o seu relacionamento com Deus. Crie o hábito de meditar na Palavra regularmente. Aprenda a colocar todas as coisas na presença de Deus em oração. Desenvolva a prática do louvor, da gratidão, da adoração, da comunhão e da devoção. Estas mudanças serão capazes de transformar você de uma maneira surpreendente. Comece o processo de mudança em direção a Deus e perceba tudo na sua vida se transformando para melhor!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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“… Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.”

1 de março de 2018

“… Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.”
Salmo 30:5

Cristão! Se você está numa noite de provação, pense no amanhã; anime seu coração com a ideia da volta do seu Senhor. Seja paciente, pois

Eis que Ele vem descendo em nuvens.

Seja paciente! O Lavrador espera até colher a safra. Seja paciente: pois você saquem quem falou: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo sias obras.” Se nunca esteve tão infeliz como agora, lembre-se de que

No máximo mais alguns sóis passarão,
E pousarás na terra de Canaã.

Sua cabeça pode estar coroada com problemas espinhosos agora, mas ela usará uma coroa de estrelas em breve; sua mão pode estar cheia de preocupações – logo ela tocará as cordas das harpas do céu. Suas vestes podem estar sujas de poeira agora, mas elas ficarão brancas aos poucos. Espere um pouco mais. Ah! Quão desprezíveis parecerão nossos problemas e provações quando olharmos para trás! Olhando para eles aqui, nessa perspectiva, parecem imensos, mas quando chegarmos ao céu, iremos então

Com alegria arrebatadora relembrar,
Os labores de nossos pés.

Nossas provações parecerão então aflições leves e momentâneas. Prossigamos com ousadia; porque se a noite nunca foi tão escura, a manhã virá. Isso é mais do que aqueles que estão trancados na escuridão do inferno podem dizer. Você sabe o que é viver no futuro – viver na expectativa – antecipar o céu? Bem-aventurado cristão, por ter uma esperança tão certa e tão consoladora. Pode estar tudo escuro agora, mas logo haverá luz; tudo pode ser provação agora, mas em breve tudo será alegria. O que importa se “ao anoitecer, poder vir o choro”, quando “a alegria vem pela manhã”?

Charles Haddon SPURGEON



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DESCANSE NA SOBERANIA

23 de fevereiro de 2018

Precisamos resgatar o estudo da pessoa de Deus em nossa agenda diária. Muitas vezes nos detemos apenas naquilo que Deus pode realizar, mas devemos nos lembrar que Deus é uma pessoa, que tem atributos e que Ele, em Sua infinita misericórdia, se revelou ao Seu povo através da Sua Palavra.

Hoje, com a falência do conceito de autoridade, com o surgimento de várias propostas religiosas, com o mundanismo contagiante e um sincretismo alucinante, precisamos voltar nossos corações para o conhecimento da pessoa de Deus e descansar em Sua soberania. Como diz J.I. Packer: “despreze o conhecimento de Deus e você estará sentenciando a si mesmo a passar a vida aos tropeções”. (Citado por Franklin Ferreira e Alan Myatt – Teologia Sistemática).

A Bíblia descreve a soberania de Deus como algo fundamental na vida do cristão, seja na adoração, seja na experiência de descansar no cuidado protetor deste Deus Todo-Poderoso. L. Berkhof define assim o poder soberano de Deus: “A soberania de Deus acha expressão, não somente na vontade divina, mas também na onipotência de Deus, ou em Seu poder de executar a Sua vontade. Pode-se denominar o poder de Deus, a eficaz energia da Sua natureza, ou a perfeição do Seu Ser pela qual Ele é a causalidade absoluta e suprema”. (L.Berkhof, Teologia Sistemática)

Este conceito de absoluto, talvez seja hoje, o que mais agride aos ouvidos da sociedade que não crê em Deus. Para o mundo o “absoluto” não existe, pois, tudo é “relativo”, sem perceber que ao definir o “relativo” como norma, isso faz dele um conceito “absoluto”.

O teólogo Charles Hodge diz: “Soberania não é uma propriedade da natureza divina, mas uma prerrogativa oriunda das perfeições do Ser Supremo. Se Deus é Espírito e, portanto uma pessoa infinita, eterna e imutável em suas perfeições, o Criador e Preservador do universo, a soberania absoluta é um direito seu. A infinita sabedoria, bondade e poder, com o direito de posse que pertence a Deus no tocante às suas criaturas, são o fundamento imutável de seu domínio. ‘No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada’(Sl 115.3)”. (C. Hodge, Teologia Sistemática).

Portanto, a soberania de Deus deve ser uma doutrina que inunda seu coração de alegria e paz. Deus está no controle de todas as coisas e nada escapa ao Seu domínio! Quando percebemos o universo carregado de notícias ruins e catástrofes em tantas áreas diferentes, temos uma tendência à insegurança e ao medo. Mas quando voltamos os nossos olhos para o Deus que é Soberano, devemos adorá-lo, tranquilizar nosso coração e compartilhar com o nosso próximo esta maravilhosa doutrina do Deus que nos ama.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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O QUE A VIDA TEM DE MELHOR

19 de fevereiro de 2018

Terminar o dia e ter a sensação de que as horas não foram suficientes para cumprir tudo o que era importante. Por vezes, os pensamentos caminham em direção ao turbilhão de coisas que estão pelo caminho para serem realizadas. Quantas tentativas de por a casa em ordem? Quantos inícios de ano marcados por uma disciplina de fôlego curto? Uma verdadeira impotência para transformar os dominadores hábitos que estão profundamente enraizados. Parece que a vontade está escravizada e destinada a fluir pelo seu caminho rotineiro e natural. Qualquer mudança exigirá um consumo de energia não disponível no momento. Tudo parece trilhar por uma permanente mesmice com pequenas variações!

Já faz tempo que a sociedade reclama da falta de tempo! No entanto, após a criação de diversos canais de comunicação virtual, percebe-se que havia estoque de tempo armazenado em algum lugar. Nas redes sociais, muitos encontram espaço na agenda diária para perguntar e responder, curtir e compartilhar, elogiar e criticar, defender e atacar. Um mundo sedutor e atraente que envolve por horas os mesmos que não conseguem estabelecer tempo para as prioridades. O desperdício da vida pode acontecer não somente através do investimento nas frivolidades virtuais, mas também nas inúmeras fontes estéreis da existência humana.

O livro de Eclesiastes trata acerca do perigo de uma vida tão vazia e efêmera como uma bolha de sabão. O rei Salomão usa a palavra vaidade para expressar esta condição: “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol”. A jornada humana pode ser estabelecida como um constante investimento em coisas infrutíferas e sem valor. No seu livro, Não jogue a sua vida fora, John Piper escreve que em algum momento as pessoas terão que responder se a vida realmente valeu à pena.

A Palavra de Deus oferece todos os princípios necessários para uma vida útil, produtiva, abençoada e com propósito. No próprio livro de Eclesiastes, Salomão ensina que o temor e a obediência ao Senhor formam a base de todo o processo (Ec 12.13). Jesus ensina que a obediência precisa ser desenvolvida como resposta ao amor a Deus sobre todas as coisas (Mc 12.33). Não é possível amar, temer e obedecer sem conhecer. Desta forma, para conhece-Lo, é necessário construir um relacionamento íntimo através da meditação na Palavra e da oração. A execução destas disciplinas espirituais exige tempo de uma geração tão habituada e envolvida às distrações do universo virtual e real.

A conexão íntima com Deus através dos exercícios espirituais exige uma desconexão do barulho ensurdecedor que tem como objetivo enfraquecer este relacionamento. Por isso, o próprio Senhor Jesus ensinou: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.6). Transforme os seus hábitos, desconecte-se, priorize os exercícios espirituais e usufrua do que a vida tem de melhor que é a companhia do próprio Deus!
Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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