Pastorais
50 anos unidos em Cristo

6 de janeiro de 2017

É com muito entusiasmo e disposição que a Igreja Presbiteriana da Gávea inicia o ano do cinquentenário. A celebração é daqueles que estão na igreja há muito tempo e também dos que chegaram recentemente. É um momento especial para os irmãos que reconhecem este lugar como casa de oração, onde Deus é glorificado e a sua Palavra exposta. Uma igreja marcada pela maturidade que decorre da experiência, o vigor presente na juventude e a vitalidade encontrada em adolescentes e crianças.
Uma característica marcante da I. P. Gávea é o desejo de viver um cristianismo que ultrapassa os portões e se estende a diversas regiões da cidade, do país e do mundo. Uma igreja que se empenha para cumprir a proclamação das boas novas do evangelho através do investimento na plantação de novas igrejas e outros trabalhos missionários. A atenção aos institutos sociais expressa a sensibilidade para auxiliar os necessitados e revelar o amor de Cristo aos seus corações.
Durante estes 50 anos, centenas de irmãos congregaram na Rua dos Oitis 63/64. Um lugar receptivo e acolhedor, frequentado por adultos, jovens, adolescentes e crianças que amam a Jesus e desejam conhece-Lo a cada dia mais. Pessoas do Rio de Janeiro, de diversas regiões do Brasil e também de outros países, encontraram e encontram na I. P. Gávea o lugar para desenvolver a alegria da unidade em Cristo Jesus.
Esta unidade cristã é adquirida somente quando os interesses pessoais e coletivos se submetem à vontade soberana de Jesus. Não importa o que um ou outro pensa, mas sim o que o Senhor da igreja diz nas Sagradas Escrituras. Ao tratar sobre a importância dessa unidade, o apóstolo Paulo escreve: “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”Gálatas 3:26-29.
O boletim do ano do cinquentenário expõe na sua capa o tema: Cinquenta anos unidos em Cristo. A saúde de uma igreja depende da centralidade de Cristo e do seu senhorio absoluto na vida dos membros que compõem o seu Corpo. Se a I. P. Gávea deseja continuar pujante, alegre, amorosa e centrada na missão, é fundamental que os discípulos de Cristo que nela congregam estejam unidos e submetidos aos interesses daquele que é o Proprietário, Senhor e Salvador da Igreja.
Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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VAMOS CELEBRAR 2017

31 de dezembro de 2016

“Fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que se não vêem”. Hb 11.1

Vamos começar 2017 dizendo: “Deus seja Louvado!”. Não aceite as palavras sem fé, desprovidas de esperança, carregadas de amargura e ressentimentos, sejam políticos, sociais, religiosos ou pessoais!

Vamos iniciar 2017 celebrando, sonhando, sorrindo e cheios de esperança na graça, no amor, na misericórdia e no poder de Deus!

Iniciamos aqui as celebrações dos 500 anos da Reforma Protestante, que trouxe a beleza da Escritura Sagrada as nossas mãos, em nossa língua! Um resumo de nossa fé protestante pode ser encontrado naquilo que chamamos os “Cinco Solas da Reforma”.

1) Sola Scriptura (Somente a Escritura) Os reformadores criam, e nós também cremos, que Deus se revela na Escritura Sagrada, e que a Bíblia é nossa única regra de fé e prática. Somente a Escritura é a Palavra de Deus, não aceitamos qualquer outro livro como revelação divina (2 Timóteo 3.16-17)

2) Sola Gratia (Somente a Graça) Os reformadores criam, e nós também cremos, que somos salvos da ira de Deus, pela graça, como fruto do imenso amor e misericórdia de Deus por nós (Efésios 2.8-10).

3) Sola Fide (Somente a Fé) Os reformadores criam, e nós também cremos, que somos salvos pela fé somente em Jesus Cristo, fruto da ação do Espírito Santo ao nos regenerar e nos capacitar a crer que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia nos garantindo vida eterna. (João 14.1-6)

4) Solus Christus ( Somente Cristo) Os reformadores criam, e nós também cremos, que nossa salvação só é possível por causa da vida e obra do Jesus Cristo histórico, que veio como Messias prometido e nos reconciliou com Deus. (João 12.44-50).

5) Soli Deo Gloria (Glórias Somente a Deus).Os reformadores criam, e nós também cremos, que Deus nos criou, nos salvou e que Ele sustenta nossa vida todos os dias através de Sua providência. Devemos portanto glorificá-lo com nossas vidas. Toda glória deve ser dada somente a Deus. (Efésios 1.3-14)

Sim, este ano vai ser cheio de bênçãos! Nós vamos celebrar 50 anos da Igreja Presbiteriana da Gávea, 500 anos da Reforma Protestante e com muito júbilo nos lábios contaremos e cantaremos as maravilhas daquele que nos chamou das trevas para luz, que nos resgatou de um mundo tenebroso, para os pastos verdejantes. Jesus Cristo nosso salvador e Senhor, Ele tem nos abençoado e nos abençoará em 2017!

Que Deus nos abençoe!
Rev Leonardo Sahium



A CELEBRAÇÃO DO NATAL

22 de dezembro de 2016

As celebrações natalinas fazem parte do calendário de diversos países do mundo. Uma oportunidade singular para o ajuntamento familiar regado a banquetes e presentes. A expectativa do comércio nesta época é sempre alta, principalmente, em tempos de crise.

Apesar de ser um momento de confraternização com os mais variados e deliciosos cardápios, não são poucas as críticas a este acontecimento anual. Alguns vão argumentar que o natal se tornou um tempo para aflorar o consumismo. Outros dirão que as figuras do papai Noel, da árvore de natal, dos presentes e das refeições ofuscaram o significado religioso e original da festa.

Quando o assunto se restringe ao campo eclesiástico, as divisões de opinião não deixam de acontecer. Existem aqueles que afirmam ser um equívoco comemorar o nascimento de Cristo numa data que não corresponde ao dia exato. Nenhum estudioso garante sequer o mês em que Cristo nasceu. Por isso, a data de 25 de dezembro é simbólica e o dia em si não pode ser mais importante do que a magnitude do evento celebrado.

Muitos argumentam que os crentes não podem solenizar este acontecimento, pois, a sua origem se deu no quarto século, quando o natal substituiu a festividade dos romanos ao deus sol. Se o império romano oficializou a religião cristã neste período, nada mais óbvio do que o abandono de práticas politeístas e o acolhimento às celebrações cristãs.

Alguns ainda ensinam que não há qualquer ordenança bíblica para festejar o nascimento de Cristo. Quais das festas do Antigo Testamento têm maior relevância do que a celebração da encarnação do filho de Deus? Para os cristãos, o nascimento, a obra, a morte e a ressurreição de Cristo revela o maior advento da humanidade, ou seja, a encarnação e missão do filho de Deus que visa resgatar o perdido.

Sobre esse assunto, John MacArthur escreve: “celebrar o natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14.5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não os dias especiais: ‘Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus’”.

Natal é tempo de celebrar o Deus encarnado e adorá-lo com sincera devoção. É um momento especial para refletir nesta verdade que alimenta o povo de Deus todos os dias e enche de alegria os santos em toda a terra. Regozije-se com o nascimento daquele que veio ao mundo para cumprir as profecias, promover esperança aos povos, curar os enfermos, ressuscitar os mortos e, principalmente, se manifestar como Senhor e Salvador.
Feliz Natal!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



DEZEMBRO, MÊS DE BOA NOTÍCIA!

Irmãos, às vezes me parece que tratamos a questão do pecado como algo bastante abstrato e filosófico. As pessoas ficam discutindo se isso é pecado, se aquilo é pecado, e assim a discussão torna-se totalmente relativizada. Pecado é errarmos o alvo que Deus tem para nós. Pecado é qualquer coisa que o ser humano faz e que ofende a Deus. O fato é que todos somos vítimas dessa palavra. O pecado escravizou o gênero humano e nos matou espiritualmente. Encerrou toda a humanidade no desespero: não conseguimos nos relacionar com o Criador porque não acreditamos nesta comunicação, não conseguimos nos relacionar uns com os outros, pois queremos sempre preservar nossos interesses em detrimento do outro, não conseguimos nos relacionar com a criação sem a explorarmos de forma irresponsável e desregrada. O pecado mata a existência! A Bíblia Sagrada nos revela que todos somos pecadores e carecemos da Glória de Deus (Rm 3:23). É impressionante como o ser humano está refém desta condição. Basta olharmos ao redor. É desesperador constatarmos como caminhamos para a construção de uma sociedade cada vez mais desprovida de amor, misericórdia, pureza e bondade.

Aí, chega Dezembro! Tempo do Advento! A celebração do nascimento daquele que veio para nos transportar das trevas para a luz. Nas palavras do evangelista João, “A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” (Jo 1:4-5). Irmãos, que boa notícia! Nossa esperança é renovada. Nós não somos mais reféns do pecado e não andamos mais na escuridão. O pecado não tem mais jurisdição sobre nós. Não somos mais filhos da ira! Não estamos mais submissos ao príncipe da potestade do ar! Fomos libertos! Saímos da morte eterna para a vida eterna. Irmãos, percebam, estamos perdoados! Tudo isto porque Cristo veio para morrer e nos dar redenção, comprando-nos através do derramamento do seu próprio sangue. Ele cancelou o escrito de dívida registrado contra nós, o qual ninguém seria capaz de saldar através de obras. Será que este fato não é capaz de nos encher de gozo e satisfação? De transformar a expectativa a respeito do novo ano que se aproxima? De trazer um novo foco sobre a vida? Na minha visão, não fazem muito sentido algumas discussões por aí sobre a estética dos símbolos de Natal, sobre a origem pagã do dia 25 de Dezembro que drenam tempo e energia por causa de um legalismo inócuo, e desperdiçam a oportunidade de celebrarmos o nascimento do Messias, a salvação, a redenção, a libertação do pecado. É tempo de anunciar!

Queridos, é tempo de Advento! Esta é a GRANDE NOTÍCIA!!! Vamos celebrar e dizer lá nos montes e em qualquer lugar!!!

Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



A PREPARAÇÃO DO MUNDO PARA A CHEGADA DO REI

3 de dezembro de 2016

Um grande evento necessita de organização meticulosa, preparação antecipada e ambiente propício para sediar o acontecimento. A preocupação de uma noiva ilustra bem essa situação. Ela checa cada um dos detalhes à medida que se aproxima um dos momentos mais importantes da sua vida.

O nascimento de Cristo foi o evento mais importante e impactante da história. O minucioso cuidado divino para a encarnação do seu filho revela a sublimidade e a grandiosidade do que estava para acontecer. O Todo-Poderoso domina soberanamente sobre reis e sábios e estabelece os seus desígnios eternos na preparação do cenário para a chegada de Cristo.

A contribuição do império romano merece destaque neste processo. O poder político de Roma foi estendido sobre grande parte da humanidade e promoveu a unificação de várias nações. Uma consequência importante deste fato foi a pax romana, que aplacava a possibilidade de guerra entre estes povos. O mundo estava pacificado para a chegada do Salvador.

Se os romanos detinham o poder político, a formação intelectual daquele momento pertencia aos gregos. Através dos seus grandes e influentes filósofos, eles eram instigados a buscar soluções racionais para os diversos problemas e enigmas da vida. A pujança do comércio grego possibilitou a ramificação não apenas do conteúdo filosófico, mas também da língua por todo o império romano.

Acerca da preparação do povo judeu para a chegada de Cristo, o historiador Robert Nichols escreve: “Em parte alguma do mundo, ao surgir o Cristianismo, havia uma vida religiosa tão pura e tão forte como a existente entre os melhores representantes da religião judaica, cujos característicos essenciais eram dois: a mais alta concepção conhecida entre os homens, como resultado do ensino do Velho Testamento; e o mais alto ideal de vida moral que se conhecia, resultante dessa sublime concepção de Deus”. Além disso, havia uma forte expectativa pela chegada do Rei dos judeus, o Messias e Redentor que viria redimir seu povo.

Apesar dos esforços do imperador Augusto, a religião dos deuses gregos e romanos estava em declínio. A filosofia não conseguia responder aos dilemas e anseios das pessoas. O império havia degradado nos seus vícios e perversões. Por outro lado, existia paz para o livre trânsito, uma língua universal e um povo preparado espiritualmente para receber o Messias. Chegou a plenitude dos tempos para o nascimento daquele que veio transformar a história de milhares de pessoas em todo o mundo: Nasceu Jesus de Nazaré!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



SALMO DA CONTEMPLAÇÃO

26 de novembro de 2016

Queridos irmãos,

O tempo de oração e meditação a sós com Deus gera importantes frutos em nossa vida espiritual. Todos sabemos da importância da prática devocional para caminharmos na direção de um coração em sintonia com o coração de Deus. Gostaria de incentivar você a criar uma oportunidade onde você possa ir a um local seguro, sem grandes movimentos e barulho, e experimentar algumas horas a sós na presença de Deus, com o texto bíblico em mãos, e um desejo de experimentar uma maior comunhão com o Eterno. Eu fiz isso há alguns anos atrás e foi muito marcante. Ao longo daquelas horas a sós, num belo dia de verão com céu azul e brisa constante, após um dia de tempo fechado em uma praia de Mangaratiba, que estava vazia, eu fui escrevendo aquilo que sentia fluir em minha alma. Transcrevo abaixo o que chamei de Salmo da Contemplação. Este exercício de espiritualidade foi uma experiência incrível. Que tal você tentar?

SALMO DA CONTEMPLAÇÃO

Assim como sopra o vento e o mar se acalma, assim também nossa alma tranquiliza-se com o sopro do Teu Espírito; pois manifesta, Senhor, o alívio na hora da tribulação, como a brisa suave que sopra sob o forte calor do Sol.

Como azul tornam-se os céus, após o soprar dos ventos dissipando toda escuridão das nuvens, assim também tornam-se nossas vidas após a travessia de tempos difíceis.

Assim, impossível seria, Senhor, contar todos os Teus atos de misericórdia, pois qual grãos de areia dos oceanos, se contados, aproximar-se-iam do infinito.

Como ilhas cercadas por mar, assim somos nós cercados por Tua graça. Nada poderia afastar-nos dela.

Como saltam de alegria os peixes quando encontram águas límpidas, assim nossa alma festeja quando Te encontramos, quando somos envolvidos por Tua unção.

Quando meditamos na Tua palavra, Senhor, Tua voz é constante em nossos corações, tal qual o som das ondas quando chegam à praia.

Que sejam assim, Senhor, nossas vidas, qual o mar que espelha a glória do firmamento, assim também sejam elas o espelho de Tua Glória. Amém.

Rev. Antônio Alvim Dusi Filho



OS SONHOS DE JOSÉ

18 de novembro de 2016

Todos nós sonhamos, planejamos, pensamos sobre nosso passado, presente e futuro. Esta é uma característica muito própria do ser humano. Viver pensando como seria nossa vida se tivéssemos escolhido outros caminhos, e ao mesmo tempo pensamos em como será o amanhã!

Planejar é muito bom! José tinha seus projetos pessoais, imaginava como seria sua vida profissional, pois, agora estava próximo o seu casamento. Será que ele teria condições de sustentar sua casa? Dar segurança e estabilidade para sua mulher e futuros filhos e filhas? Com certeza, José encontrava alguns minutos em seu dia para pensar nestas coisas e também como seria maravilhoso viver neste amor.

A Bíblia relata que José recebeu a notícia da gravidez de sua futura esposa, e secretamente saiu para pensar um pouco sobre a questão, afinal, não era uma notícia simples, natural, tudo era muito diferente.

Refletindo sobre a vida, seus projetos, José adormeceu, sonhou um sonho diferente, um sonho vindo da parte de Deus. Mateus relata: “eis que lhe apareceu em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo” (Mt 1.20).

E assim começa a história dos sonhos revelados de José. Ao contrário dos nossos sonhos, que geralmente ficam no secreto de nossa alma, ou são revelados a poucas pessoas amadas, os sonhos de José ficaram registrados para todos nós. Literalmente, um livro aberto!

José tem outro sonho (Mt 2.13) e neste Deus envia um anjo para avisar sobre a perseguição de Herodes. José foge para o Egito com sua família, conforme o sonho, e assim preserva em segurança sua vida, a vida de Maria e do menino Jesus.
Mateus continua abrindo o livro dos sonhos de José e nos conta mais uma vez que um anjo apareceu a José mandando a família regressar para Israel, pois, o perigo já não mais existia (Mt 2.19). José seguiu seus sonhos.
O que aprendemos com José?

Deus conhece nossa vida, nossos projetos, nossos planos e sonhos. Mas Deus também pode trabalhar através deles. Não da mesma forma que fez com José, afinal, neste caso específico foram revelações especiais, para guardar a vida de Jesus Cristo.

Mas Deus pode encher nossos sonhos com os sonhos dele para nós, quando ouvimos Sua Palavra, conhecemos sua vontade e descansamos debaixo de Seu amor e graça.

Desenvolva uma intimidade com Deus, com uma vida devocional verdadeira, e você verá como Ele conduzirá seus sonhos ao centro de Sua vontade, onde é o melhor lugar para estar!

A Deus toda Glória!
Deus nos abençoe!
Rev Leonardo Sahium



A VERDADE BÍBLICA SEMPRE PREVALECERÁ

11 de novembro de 2016

O desenvolvimento de um indivíduo apresenta as suas particularidades e complexidades desde o período da gestação. Estudiosos se esforçam para compreender os detalhes físicos, emocionais e psicológicos dos humanos e descortinam muitas descobertas importantes. Por outro lado, persistindo nesta investigação, se deparam com enigmas que não se submeterão à logica, como por exemplo, a origem da alma humana.

O surgimento do homem é um fato, mas a maneira como isso aconteceu continua sendo indagada pelos acadêmicos que tentam encontrar explicações racionais para algo que é suprarracional. Assim como um recém-nascido não tem condições de entender as complexas fórmulas matemáticas, os seres humanos jamais completarão as peças para explicar os mistérios da sua origem por meio da razão.

A narrativa bíblica da criação do universo e do homem é objeto de desprezo por aqueles que anseiam por deduções lógicas para todos os processos. O interessante é que qualquer tentativa de explicação apresentada por eles está aquém do texto bíblico, afinal, ou a pessoa admite que um Ser soberano fez tudo a partir do nada, ou atesta que do nada surgiu tudo espontaneamente. Certamente, é necessário mais fé para acreditar na força espontânea do nada do que na existência de um Deus que cria e sustenta todas as coisas.

A Bíblia é verdade absoluta e inquestionável. As palavras inseridas nela foram sopradas por Deus. Toda a Escritura é inspirada pelo Espírito Santo e duvidar deste livro sagrado é duvidar do próprio Deus. Paulo escreveu a Timóteo: “Toda Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16-17). Jesus Cristo disse no sermão do monte: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5:18).

Enquanto a ciência se desenvolve num campo pragmático, muitas vezes manipulada por pressupostos filosóficos equivocados, movida por interesses ideológicos, políticos e econômicos, a Palavra de Deus atravessa serenamente os séculos, promovendo vida, conforto, segurança, alegria e, especialmente, esperança de salvação para aqueles que confessam Jesus como Senhor de suas vidas. Milhares de bíblias já foram destruídas por opositores da fé cristã, porém, nenhuma ciência ou conhecimento humano foi capaz de invalidar o seu conteúdo.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A IGREJA?

29 de outubro de 2016

As revistas escrevem sobre a igreja, os jornais anunciam reportagens contando a vida nas igrejas e muita reportagem especial na televisão já falou sobre algumas denominações e grupos religiosos. O dicionário designa “igreja” como um substantivo feminino que significa “templo cristão.”.

O Novo Testamento nos ensina que a Igreja local, embora unida a todo povo de Deus, é uma igreja completa. Todas as promessas de Deus se aplicam a ela, e Cristo, o cabeça e Senhor da igreja (A.Myatt & F. Ferreira).

A igreja no Novo Testamento é chamada de povo de Deus, salvo pela obra de Jesus Cristo na cruz do calvário; “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9). Deus tem um projeto especial para seu povo. A igreja é o lugar onde encontramos o povo de Deus reunido, em qualquer lugar do mundo. É uma bênção fazer parte deste grupo que se reúne semanalmente para adorar a Deus, ouvir Sua Palavra e viver em comunhão.

A igreja é também chamada de herdeira das promessas do Antigo Testamento; “Por isso mesmo, ele é o Mediador (Jesus Cristo) da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados”. (Hb 9.15)

Deus olha para a Igreja como Seu Corpo; “assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.”(Romanos 12.5).

A igreja tem seus atributos, como um organismo invisível e também como uma organização visível. São três os atributos da igreja; a) Unidade: que é de caráter interno e espiritual. É a unidade do corpo místico de Jesus Cristo, do qual todos os crentes são membros; b) Santidade: Em virtude da justificação do mediador Jesus Cristo, a igreja é tida por santa perante Deus; c) Catolicidade: esta palavra significa “universal”, ou seja, a igreja está presente em todas as nações. A igreja não está restrita a uma nação específica. Ela compreende todos os crentes na terra toda. (L. Berkhof).

Ao falar sobre a igreja, o grande Teólogo Hermann Bavinck escreveu: “o crente, portanto, nunca está sozinho. No mundo natural, cada ser humano nasce na comunhão, com seus pais e, portanto, sem qualquer esforço de sua parte, ele se torna membro de uma família, de um povo e de toda uma humanidade. Isso acontece também na esfera espiritual. O crente nasce de cima, de Deus, mas ele recebe uma nova vida somente na comunhão da Aliança da Graça, da qual Cristo é o cabeça e também o conteúdo.

Deus nos deu o privilégio de viver como Igreja Presbiteriana da Gávea, todas as mais ricas bênçãos desta comunhão, como Deus e com o próximo. Louvado seja Deus por mais um ano de vida e missão de nossa igreja.

Que Deus nos abençoe! Parabéns Igreja Presbiteriana da Gávea!

Rev. Leonardo Sahium



A NOBREZA DE UMA IGREJA

20 de outubro de 2016

O crescimento exponencial do número de igrejas evangélicas no Brasil produziu um emaranhado de doutrinas, liturgias e crenças que dificilmente podem ser catalogadas. Qualquer pessoa tem condições de iniciar um trabalho religioso e chamá-lo de evangélico, mesmo que esteja completamente descomprometido com os pilares da fé cristã.

A teologia da prosperidade, por exemplo, enfatiza que o objetivo central da obra de Cristo foi promover riquezas materiais e saúde plena aos conversos enquanto vivem nesta terra. Outras igrejas colocam a experiência pessoal como algo mais importante do que o texto bíblico. Ainda tem aquelas que priorizam as inúmeras atividades para entreter e agradar os membros.

No outro extremo está a teologia liberal com o discurso de que a revelação divina deve se submeter aos critérios racionais e culturais. Este princípio dilacera igrejas históricas na Europa, nos Estados Unidos e atinge muitas denominações brasileiras que a cada dia se tornam menos expressivas e apáticas espiritualmente.

No meio deste confuso e contraditório cenário com vertentes religiosas tão divergentes, encontrar igrejas comprometidas com a mensagem do evangelho pode se tornar um árduo desafio. Por isso, a própria Bíblia estabelece o critério para averiguar a idoneidade de uma igreja. Um exemplo está no livro de Atos dos apóstolos: “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.” Atos 17.11.

A fidelidade à Palavra de Deus, independente das tendências culturais, filosóficas e morais do momento, é o critério que eleva a igreja ao status de nobre. Uma igreja pode se destacar em todas as suas áreas e ministérios, no entanto, se a Palavra estiver sendo negligenciada, não passa de uma religião vazia e sem sentido. O texto de Atos ensina que é dever de cada membro se interessar ardentemente pela mensagem e examinar as Escrituras todos os dias.

A Igreja Presbiteriana da Gávea completa 49 anos e a saúde espiritual para chegar até aqui dependeu de irmãos que foram fervorosos na meditação da Palavra e firmes para combater ensinos estranhos que, certamente, rondaram a comunidade. Se os membros desta igreja desejam continuar sendo reconhecidos como nobres, é necessário manter o exame atento e sistemático das Sagradas Escrituras.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena