Pastorais
OLHAR O ETERNO

23 de março de 2018

Passam dias e os anos voam, e nós sempre a contemplar
A saga humana, em cada plano, um sentido a indagar.
Levando a vida em cada lide, sem saber o que virá;
De um lado para o outro, quase sempre a se alienar.

Almas secas e esgotadas, de tanto, tanto buscar
Um sentido e relevância tão difíceis de encontrar.
Agenda intensa, vida tensa, corações a palpitar;
Frustações a cada passo: melhor saber onde se quer chegar.

Será que a vida é isso mesmo? Trabalho? Dinheiro? Diversão?
E as mazelas dos nossos erros nos levando à depressão?
Seguindo alheios ao nosso próximo, não fazendo mais questão!
Do amor singelo a cada dia; tão sublime relação.

Não era assim quando o Eterno da terra úmida nos criou
Nos mostrando com seu toque terno o quanto Ele nos amou.
Mas nós, rebeldes, aleivosos, decidimos abraçar
A ideia tola da serpente que a todos fez matar.

E mortos, cegos, sem direção, seguindo a vida, olhando à frente
Como se toda condição fosse apenas o aparente.
Será que a vida é isso mesmo? Trabalho? Dinheiro? Diversão?
E as mazelas dos nossos erros nos levando à depressão?

Olhemos firmes para o Mestre que nos ensina com atenção;
“Não construa aqui o seu tesouro” porque ele é perdição;
Sigamos sempre sem vacilar para nossa terra redimida.
Povo livre a celebrar a razão de toda a vida.

Meus amigos, meus irmãos, foquemos os olhos no Deus Bondoso!
Porque Ele em Seu poder nos sustenta sempre. Poderoso!
Ele, do seu trabalho, fez vocação para o anuncio estrondoso!
De que somente em Jesus Cristo somos feitos homem novo!



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EU SEI…EU NÃO SEI…

15 de março de 2018

“Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” João 11.24

Marta se aproxima de Cristo, o momento é triste, Lázaro havia morrido há quatro dias. Havia no coração dela uma certeza, seu irmão haveria de um dia ressuscitar. Sua fé era convicta, seu coração estava consolado, mas suas palavras revelavam um pouco de frustração, afinal, segundo ela mesmo afirmou diante de Jesus: “Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão” (João 11.21). Maria, irmã de Marta, pensava da mesma forma (João 11.32). Elas disseram com toda certeza aquilo que seus corações havia aprendido através do ministério de Jesus, afinal, Ele tinha o poder de curar e ressuscitar pessoas, e sua fama espalhara por todos os lados.

Quando Jesus inicia sua conversa com Marta, e em determinado momentos Ele afirma: “Teu irmão há de ressurgir” (João 11.23), ela afirma com toda convicção: “Eu sei…”, mas sua certeza, seu conhecimento estava ainda longe daquilo que Cristo havia acabado de afirmar. Ele vai até o túmulo de Lázaro e ordena que seja removida a pedra. Marta novamente fala de suas certezas; “já cheira mal, porque já é de quatro dias”. Mas Jesus não quer pautar Seu ministério e Sua ação nas certezas de Marta, mas sim, em Seu projeto de vida para Lázaro e toda sua família.

Mudando um pouco o ambiente, encontramos um profeta chamado Zacarias, em um diálogo com o anjo, em momento de especial comunhão espiritual, o profeta diante das revelações de Deus, ao ser questionado se havia entendido, diz: “Eu não sei” (Zacarias 4.5). Nesta mesma conversa o profeta Zacarias responde novamente: “Eu não sei”. As revelações de Deus para o profeta estavam além de sua compreensão, e quando ele diz que “não sabe”, Deus manifesta Sua imensa graça e misericórdia e explica o significado de todas as coisas.

Voltemos para o diálogo de Jesus com Marta, onde encontramos aquela mulher afirmando o que sabia, dizendo claramente: “eu sei…”. Mas Jesus Cristo mostra naquele momento que o que ela sabia estava aquém dos projetos de Deus para ela e sua família. A misericórdia, o amor e a graça de Deus foram ali manifestados de maneira espetacular quando Jesus chama Lázaro para fora do túmulo, e naquele momento ele ressuscita!

Muitas vezes em nossas vidas afirmamos, assim como Marta: “eu sei…”, mas em outros momentos, somos como o profeta Zacarias dizendo: “eu não sei…”. Assim como Marta e Zacarias foram surpreendidos com o cuidado e a graça de Deus, ainda hoje da mesma forma, somos surpreendidos com as bênçãos de Deus derramadas sobre nós, além de nossas expectativas ou acima de nossa incapacidade de entender. Desta forma somos conduzidos sempre por este Deus cheio de paciência e bondade, como pai que ama seus filhos e filhas.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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A MUDANÇA QUE MUDA TUDO

A vida é marcada por transformações que se sobrepõem. O desafio dos estudos, a inserção no mercado de trabalho, o namoro, o casamento, os filhos e os netos são alguns exemplos de fases que provocam grandes mudanças na jornada. As pessoas estão cercadas de acontecimentos que exigem novas configurações e adequações. Com a revolução tecnológica, este processo se tornou ainda mais estimulado e acelerado. Tudo muda a todo momento e a dificuldade de acompanhar este processo produz uma geração que facilmente se sente ultrapassada e inadequada.

Algumas mudanças são mais marcantes do que outras. As experiências de rompimentos e conexões, encontros e desencontros, acertos e equívocos, ganhos e perdas que se alojam na memória são fundamentais para redirecionar as decisões no presente. Outros elementos importantes neste processo são os conteúdos acumulados através de interações sociais. A cultura, as crenças, as experiências familiares e os traumas pessoais são balizadores para as escolhas de um indivíduo.

Os que obtiveram a nova vida através da fé em Cristo Jesus, geralmente, tratam este evento como o mais importante de suas vidas. O encontro com o Senhor e Salvador provoca uma ressignificação completa. Tudo é reconfigurado como consequência deste sublime evento. Os projetos, os sonhos, os princípios éticos e os desejos são moldados segundo o querer de um Deus que é bondoso e amoroso.

Jesus Cristo provoca a maior de todas as mudanças no coração de uma pessoa. Através dEle, a preocupação é convidada a se retirar para que a confiança se estabeleça (Fp 4.6); as atividades ordinárias como estudo e trabalho não são mais demandas naturais, mas instrumentos para glorificar a Deus (1 Co 10.31); a vida não se prende apenas ao que é visível, pois também transita pelo invisível (Cl 1.15,16); a vida é cheia de alegria e gratidão, afinal, os salvos em Cristo receberam a vida eterna (Jo 3.16).

Outras mudanças importantes acontecem à medida que o cristão observa a vida de acordo com a perspectiva do alto: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus” Cl 3.1-3.

Descongestione a sua mente das preocupações deste mundo e estreite o seu relacionamento com Deus. Crie o hábito de meditar na Palavra regularmente. Aprenda a colocar todas as coisas na presença de Deus em oração. Desenvolva a prática do louvor, da gratidão, da adoração, da comunhão e da devoção. Estas mudanças serão capazes de transformar você de uma maneira surpreendente. Comece o processo de mudança em direção a Deus e perceba tudo na sua vida se transformando para melhor!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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“… Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.”

1 de março de 2018

“… Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.”
Salmo 30:5

Cristão! Se você está numa noite de provação, pense no amanhã; anime seu coração com a ideia da volta do seu Senhor. Seja paciente, pois

Eis que Ele vem descendo em nuvens.

Seja paciente! O Lavrador espera até colher a safra. Seja paciente: pois você saquem quem falou: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo sias obras.” Se nunca esteve tão infeliz como agora, lembre-se de que

No máximo mais alguns sóis passarão,
E pousarás na terra de Canaã.

Sua cabeça pode estar coroada com problemas espinhosos agora, mas ela usará uma coroa de estrelas em breve; sua mão pode estar cheia de preocupações – logo ela tocará as cordas das harpas do céu. Suas vestes podem estar sujas de poeira agora, mas elas ficarão brancas aos poucos. Espere um pouco mais. Ah! Quão desprezíveis parecerão nossos problemas e provações quando olharmos para trás! Olhando para eles aqui, nessa perspectiva, parecem imensos, mas quando chegarmos ao céu, iremos então

Com alegria arrebatadora relembrar,
Os labores de nossos pés.

Nossas provações parecerão então aflições leves e momentâneas. Prossigamos com ousadia; porque se a noite nunca foi tão escura, a manhã virá. Isso é mais do que aqueles que estão trancados na escuridão do inferno podem dizer. Você sabe o que é viver no futuro – viver na expectativa – antecipar o céu? Bem-aventurado cristão, por ter uma esperança tão certa e tão consoladora. Pode estar tudo escuro agora, mas logo haverá luz; tudo pode ser provação agora, mas em breve tudo será alegria. O que importa se “ao anoitecer, poder vir o choro”, quando “a alegria vem pela manhã”?

Charles Haddon SPURGEON



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DESCANSE NA SOBERANIA

23 de fevereiro de 2018

Precisamos resgatar o estudo da pessoa de Deus em nossa agenda diária. Muitas vezes nos detemos apenas naquilo que Deus pode realizar, mas devemos nos lembrar que Deus é uma pessoa, que tem atributos e que Ele, em Sua infinita misericórdia, se revelou ao Seu povo através da Sua Palavra.

Hoje, com a falência do conceito de autoridade, com o surgimento de várias propostas religiosas, com o mundanismo contagiante e um sincretismo alucinante, precisamos voltar nossos corações para o conhecimento da pessoa de Deus e descansar em Sua soberania. Como diz J.I. Packer: “despreze o conhecimento de Deus e você estará sentenciando a si mesmo a passar a vida aos tropeções”. (Citado por Franklin Ferreira e Alan Myatt – Teologia Sistemática).

A Bíblia descreve a soberania de Deus como algo fundamental na vida do cristão, seja na adoração, seja na experiência de descansar no cuidado protetor deste Deus Todo-Poderoso. L. Berkhof define assim o poder soberano de Deus: “A soberania de Deus acha expressão, não somente na vontade divina, mas também na onipotência de Deus, ou em Seu poder de executar a Sua vontade. Pode-se denominar o poder de Deus, a eficaz energia da Sua natureza, ou a perfeição do Seu Ser pela qual Ele é a causalidade absoluta e suprema”. (L.Berkhof, Teologia Sistemática)

Este conceito de absoluto, talvez seja hoje, o que mais agride aos ouvidos da sociedade que não crê em Deus. Para o mundo o “absoluto” não existe, pois, tudo é “relativo”, sem perceber que ao definir o “relativo” como norma, isso faz dele um conceito “absoluto”.

O teólogo Charles Hodge diz: “Soberania não é uma propriedade da natureza divina, mas uma prerrogativa oriunda das perfeições do Ser Supremo. Se Deus é Espírito e, portanto uma pessoa infinita, eterna e imutável em suas perfeições, o Criador e Preservador do universo, a soberania absoluta é um direito seu. A infinita sabedoria, bondade e poder, com o direito de posse que pertence a Deus no tocante às suas criaturas, são o fundamento imutável de seu domínio. ‘No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada’(Sl 115.3)”. (C. Hodge, Teologia Sistemática).

Portanto, a soberania de Deus deve ser uma doutrina que inunda seu coração de alegria e paz. Deus está no controle de todas as coisas e nada escapa ao Seu domínio! Quando percebemos o universo carregado de notícias ruins e catástrofes em tantas áreas diferentes, temos uma tendência à insegurança e ao medo. Mas quando voltamos os nossos olhos para o Deus que é Soberano, devemos adorá-lo, tranquilizar nosso coração e compartilhar com o nosso próximo esta maravilhosa doutrina do Deus que nos ama.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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O QUE A VIDA TEM DE MELHOR

19 de fevereiro de 2018

Terminar o dia e ter a sensação de que as horas não foram suficientes para cumprir tudo o que era importante. Por vezes, os pensamentos caminham em direção ao turbilhão de coisas que estão pelo caminho para serem realizadas. Quantas tentativas de por a casa em ordem? Quantos inícios de ano marcados por uma disciplina de fôlego curto? Uma verdadeira impotência para transformar os dominadores hábitos que estão profundamente enraizados. Parece que a vontade está escravizada e destinada a fluir pelo seu caminho rotineiro e natural. Qualquer mudança exigirá um consumo de energia não disponível no momento. Tudo parece trilhar por uma permanente mesmice com pequenas variações!

Já faz tempo que a sociedade reclama da falta de tempo! No entanto, após a criação de diversos canais de comunicação virtual, percebe-se que havia estoque de tempo armazenado em algum lugar. Nas redes sociais, muitos encontram espaço na agenda diária para perguntar e responder, curtir e compartilhar, elogiar e criticar, defender e atacar. Um mundo sedutor e atraente que envolve por horas os mesmos que não conseguem estabelecer tempo para as prioridades. O desperdício da vida pode acontecer não somente através do investimento nas frivolidades virtuais, mas também nas inúmeras fontes estéreis da existência humana.

O livro de Eclesiastes trata acerca do perigo de uma vida tão vazia e efêmera como uma bolha de sabão. O rei Salomão usa a palavra vaidade para expressar esta condição: “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol”. A jornada humana pode ser estabelecida como um constante investimento em coisas infrutíferas e sem valor. No seu livro, Não jogue a sua vida fora, John Piper escreve que em algum momento as pessoas terão que responder se a vida realmente valeu à pena.

A Palavra de Deus oferece todos os princípios necessários para uma vida útil, produtiva, abençoada e com propósito. No próprio livro de Eclesiastes, Salomão ensina que o temor e a obediência ao Senhor formam a base de todo o processo (Ec 12.13). Jesus ensina que a obediência precisa ser desenvolvida como resposta ao amor a Deus sobre todas as coisas (Mc 12.33). Não é possível amar, temer e obedecer sem conhecer. Desta forma, para conhece-Lo, é necessário construir um relacionamento íntimo através da meditação na Palavra e da oração. A execução destas disciplinas espirituais exige tempo de uma geração tão habituada e envolvida às distrações do universo virtual e real.

A conexão íntima com Deus através dos exercícios espirituais exige uma desconexão do barulho ensurdecedor que tem como objetivo enfraquecer este relacionamento. Por isso, o próprio Senhor Jesus ensinou: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.6). Transforme os seus hábitos, desconecte-se, priorize os exercícios espirituais e usufrua do que a vida tem de melhor que é a companhia do próprio Deus!
Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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Os Foliões e a Alegria

7 de fevereiro de 2018

Há muitos anos, numa terra bem distante, nascia o primeiro Folião! Obra perfeita do Autor de todas as Alegrias. Vivia o Folião cheio de satisfação na alma, pois a Alegria do Autor permeava sua vida e todas as obras de arte criadas. O Folião passeava pelas avenidas, ruas e becos festejando todos os dias. Ele e sua companheira, a Foliã, viviam uma vida plena de Alegrias. A Alegria deles era desfrutar de tudo o que o Autor lhes proporcionava. Gozavam de uma vida vibrante e contagiante.

Num dia comum, durante um dos seus passeios pela Festa da Alegria, ouviram uma voz suave e doce vinda de um beco escuro. Esta voz os chamava para uma conversa. Ao se aproximarem do beco, um tanto quanto reticentes, tudo o que conseguiam vislumbrar em meio à escuridão eram dois olhos brilhantes e firmes, que os cativaram de imediato. A doce voz lhes propunha uma nova experiência de alegria, uma folia, nunca antes vivida. Uma folia que lhes faria tão criativos e plenos como o Autor. A despeito de todos os avisos dados pelo Autor para que não se entregassem à outras folias, eles entusiasmados e curiosos, decidiram ouvir o conselho daquela voz agradável. Experimentaram a tal folia proposta pelos olhos brilhantes. Desde este momento em diante, o Folião e a Foliã, cheios daquela nova folia, não mais experimentavam as alegrias da Festa da Alegria. Andavam errantes, de avenidas em avenidas, de becos em becos, insaciáveis, procurando cada vez mais outras folias que lhes pudessem preencher o vazio da alma. A intimidade com essa nova folia era tal que tornou-se a roupa oficial dos Foliões. Essa folia, porém nada tinha da Alegria do Autor, e causara um sentimento de solidão, uma ruptura completa no relacionamento entre o Autor e os Foliões. Os Foliões não mais ouviam a voz do Autor.

Desde essa época, multidões inumeráveis de Foliões, parentes daqueles primeiros, têm andado desesperadamente à procura de uma folia que lhes possa preencher a existência. Se entregam de corpo e alma à folia do álcool e das drogas, do sexo e da lascívia, do dinheiro e do prazer, ouvindo em cada beco, em cada rua por onde passam os aplausos daquele cujos olhos brilham a cada nova folia proposta.

Numa bela manhã, após vários dias de festa da folia, o Autor decidiu visitar os Foliões. Apresentou-se entre eles como um Folião igual a todos os demais, mas vestido de uma Alegria que desde o princípio jamais se vira em qualquer das festas. Uma Alegria que só se testemunhara na Festa da Alegria. Uma Alegria que inexplicavelmente trazia uma sensação de plenitude e reconciliação. O Autor, vestido de Alegria, caminhou por avenidas, ruas e becos, chamando de volta aqueles Foliões para que se vestissem novamente da Alegria que Ele trazia. Muitos ouviram a voz do Autor, e se vestiram daquela verdadeira Alegria. Nunca mais se sentiram sós, vazios e sem paz.

Que você seja um desses que se vestiu da Alegria de Cristo, o Autor.

Deus te abençoe.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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Quando Jesus observa…

4 de fevereiro de 2018

“E, quando entrou em Jerusalém, no templo, tendo observado tudo, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze.” (Marcos 11.11)

Alguém observou Jesus observando! O dia havia sido cheio de fortes emoções, Jesus havia designado dois de seus discípulos, para que entrassem na aldeia de Betfagé e buscassem um jumentinho para Ele. Jesus deu instruções detalhadas, precisas de como, onde e quem estaria na aldeia. Eles foram e encontraram tudo conforme Jesus havia orientado. A cidade de Jerusalém estava animada com a chegada de Jesus, para muitos, aquela entrada triunfal, representava o início de um novo tempo político. Assim como hoje as carreatas políticas de vitória chamam atenção dos que passam perto do movimento, a entrada de Jesus significava um novo momento. Havia canto e gritos de alegria; “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!”( Marcos 11.9,10).
Neste contexto de festa, gritos de alegria e desfile pelas ruas o texto termina de uma forma diferente. Não encontramos Jesus discursando! Jesus entra em Jerusalém, vai ao templo e observa tudo.
Existe neste gesto de Jesus Cristo um ensino. Observar não significa fugir da realidade, muito pelo contrário, é o envolvimento pleno naquilo que está em questão, do assunto em pauta, da direção a seguir, dos sonhos a realizar, do coração que sente, pulsa, pensa e repensa! Só observa quem descobriu o valor da serenidade, da contemplação, da reflexão e sobriedade!
Jesus observou! Ele estava digerindo tudo o que acontecera naquele dia e refletia sobre o que viria acontecer.
Mas, alguém observou Jesus no momento exato em que Ele estava observando tudo. Na visão desta pessoa, provavelmente Pedro, esta atitude de Jesus também se tornaria uma prática em sua própria vida. Cristo é o modelo, tudo o que Ele diz, ensina, tudo o que Ele faz, importa!
Precisamos aprender a observar! Assim como Jesus Cristo, ao final de um dia cheio de emoções, devemos parar e observar. O templo foi o lugar escolhido por Jesus, e com certeza existe algo muito importante nesta escolha.
Neste mundo cheio de conexões e informações, parar e observar é algo que muitos simplesmente não conseguem. Mas nós devemos olhar para o exemplo de Jesus, de quem observou Jesus, e seguir o modelo. Faça isso hoje mesmo! Observe, contemple, aproveite o momento e fale com Deus. A serenidade pode ser alcançada pelo ato de observar e ela nos faz muito bem!

Que Deus nos abençoe!
Rev Leonardo Sahium



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VOCE É UM BOM OUVINTE?

22 de janeiro de 2018

Recentemente estive conversando com executivos de uma importante empresa multinacional e me surpreendi com uma afirmação feita por eles a respeito da dificuldade de encontrarem um determinado tipo de profissional: pessoas que saibam ouvir. Diziam eles que a esmagadora maioria das pessoas entrevistadas não eram bons ouvintes. Invariavelmente tinham sempre muito a dizer e pouca capacidade de ouvir. O que é curioso é que isso parece representar uma atitude comum a muitos de nós, pois sempre temos algo a dizer, e raramente a paciência e o tempo para ouvir. Até porque vivemos numa sociedade barulhenta, ruidosa, de muitas vozes, onde muitas vezes, por questões de sobrevivência, somos levados a falar muito para nos mantermos na liderança de uma discussão, nos protegermos, ou mesmo criarmos uma blindagem ao nosso redor de modo a não mostrarmos quem realmente somos em nossos relacionamentos.

A habilidade de ouvir é algo tão importante em nossas vidas que a Epístola de Tiago nos exorta a sermos praticantes da palavra de Deus estando prontos a ouvir. Diz o texto: “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” (Tg 1:19). Não é novidade irmãos que um dos grandes problemas da humanidade é a comunicação, e portanto uma boa parte dos problemas está no lado de quem ouve. Ouvimos mal. Ouvimos o que queremos ouvir, pois não estamos muitas vezes interessados em o quê o outro tem a dizer. Numa comunicação eficaz, o emissor consegue transmitir através de um canal de comunicação um conteúdo de forma que o receptor o receba clara e integralmente. Falhamos na comunicação quando somos maus receptores. Ouvir exige disciplina, atenção, empatia, interesse. O problema é que nossa recepção se efetiva com uso de filtros – nossas opiniões, conceitos, preconceitos e até de vez em quando antipatia pelo emissor.

Queridos irmãos precisamos orar pedindo ao Senhor esta capacidade de ouvir. Nossos filhos precisam de pais que tenhamos ouvidos interessados. Nossos cônjuges precisam que tenhamos ouvidos atentos. Nossos familiares e amigos precisam de nossa empatia no ouvir. Ouvir bem define muito a qualidade dos nossos relacionamentos.

Sintamo-nos desafiados a ser bons ouvintes em 2018. Que Deus nos ajude.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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O DESAFIO DOS SEGUIDORES DE CRISTO PARA 2018

5 de janeiro de 2018

O ano começa e a expectativa de dias melhores aquece os cumprimentos nos diversos núcleos de relacionamentos. Todos desejam um 2018 com saúde, paz, estabilidade, sucesso e tantos outros adjetivos positivos que expressam a esperança de uma realidade superior para o novo ciclo.

Os céticos e incrédulos depositam a confiança no acaso, na sorte e no pensamento positivo. Eles não possuem qualquer garantia ou segurança de que 2018 será melhor do que 2017. Os seguidores de Cristo precisam checar se a expectativa dos seus corações por dias melhores não está fundamentada nestes pressupostos instáveis, inseguros e enganosos.

O amanhã é um mistério que foge do controle humano. A Bíblia faz referência quanto à incerteza que todos devem ter a respeito do futuro: “Ouçam agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro’. Vocês nem sabem o que acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa” (Tg 4.13,14). Ninguém pode controlar e domar a imprevisibilidade das situações ainda não acessadas.

Por outro lado, a Escritura também enfatiza a importância do planejamento: “Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua” (Pv 16.1). O mistério futuro não justifica a ausência de organização e falta de elaboração de projetos. É natural estabelecer alvos, estratégias, metas e propósitos para o amanhã. O livro de Provérbios ensina que existe um governo divino e superior aos nossos planos pessoais. A vontade de Deus prevalece em relação aos desejos e projetos individuais.

A felicidade para 2018 consiste em buscar e compreender a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Às vezes, os caminhos estabelecidos pelo Senhor para manifestar a sua vontade assustam, incomodam e promovem dor e sofrimento. Estes elementos são utilizados para provar e moldar os cristãos. O propósito de Deus é tornar cada filho semelhante a Jesus Cristo: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se, mas esvaziou a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante a homens” (Fp. 2.5-7).

A alegria para o ano que se inicia não está estruturada nas variáveis e imprevisíveis circunstâncias, mas sim na busca pela vontade de Deus. Ele estabelece o seu querer e os seus servos apenas respondem positiva e alegremente. A fé confiante em um Deus amoroso, santo, justo e bondoso produzirá descanso, paz, conforto e disposição para prosseguir com organização e planejamento, sem jamais esquecer que a doce e bondosa vontade divina irá prevalecer.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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