Pastorais
AMANHÃ É 2ª FEIRA, E AGORA?

15 de outubro de 2016

Quantas vezes você se viu na situação de iniciar uma 2ª feira com a sensação de que já está atrasado(a) devido a quantidade de problemas que você tem para resolver? São questões de um filho doente, uma entrevista de emprego, da dispensa vazia, de uma reunião importante, ou até mesmo de um conflito familiar. Nos sentimos muitas vezes incapazes, indecisos, inábeis, impotentes, completamente desorientados, sem saber por onde começar, para onde ir ou qual caminho tomar.

Davi nos escreve no Salmo 25 que “Bom e reto é o Senhor, por isso, aponta o caminho aos pecadores. Guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho“ (Sl 25:8-9). É maravilhoso percebermos que a Palavra de Deus endereça as nossas questões. Ela diz “aponta o caminho aos pecadores”. Está falando da gente, irmãos. Está falando que Deus é bom e reto e por esta razão se preocupa com a gente, com as nossas decisões, com as nossas escolhas, com as nossas ações, com os nossos dilemas. No entanto o texto é muito claro. Para que experimentemos este guiar de Deus necessitamos de humildade. O texto sagrado nos confronta com nossa realidade, com nosso orgulho e autossuficiência, próprios de um pecador. Percebam, irmãos, o Senhor guia os humildes na justiça. Creio que uma qualidade que qualquer ser humano normal deseja experimentar é a de ser justo. Fazer aquilo que é justo. Ter o senso de justiça. Queridos, é impossível experimentarmos direção de Deus se estivermos vestidos de arrogância. É necessário nos humilharmos e declararmos nossa total incompetência em fazer escolhas acertadas à parte de Deus, de executarmos nossa própria justiça. Deus tem que estar no processo. Da mesma forma, o texto nos diz que Deus nos mostra o caminho. Mas há uma qualificação. Precisamos buscar a mansidão. Quantos conflitos nossa personalidade, muitas vezes impulsiva, nos tem gerado em família, no trabalho, na escola, faculdade e igreja? Somos prontos a responder, e parece que temos uma facilidade enorme de amontoar rancor, que ao cabo só gera em nós ira, discórdia, e dissenções. Precisamos buscar esta mansidão, fruto do Espírito, para encontrarmos o caminho. Precisamos de corações serenos, transformados pelo Espirito Santo, capazes de ouvir a voz do Senhor nos ensinando o Seu caminho.

Pois é, da próxima vez que sua 2ª feira começar com cara de que você já iniciou o dia devendo, lembre-se da necessidade de ser humilde e manso, pois assim os caminhos se abrirão.
Que Deus nos ajude.
Rev. Antonio Alvim Dusi Filho

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Mudança de Hábito

2 de outubro de 2016

Os hábitos são comportamentos repetitivos que expressam os valores, as crenças e as prioridades de uma pessoa. Fazer exercícios físicos, ir ao teatro e cinema, dormir e acordar numa determinada hora, assistir um noticiário, ler jornais, revistas e livros são alguns dos inúmeros condicionamentos que podem ser adquiridos durante a vida.

Existe uma ética do hábito, afinal, ele pode ser positivo ou negativo. Em muitos casos, acolher um significa excluir o outro. A influência religiosa, social, familiar e as características individuais direcionam este processo seletivo de atitudes que podem ser adequadas ou inadequadas.

O poder de um hábito se manifesta quando há a intenção de abandoná-lo ou substitui-lo. É neste momento que a profundidade das suas raízes é identificada. Uma enorme indisposição se impõe para evitar qualquer mudança naquilo que está sedimentado, estagnado e estabelecido. Provavelmente, consome-se mais energia procrastinando a alteração de um hábito do que tentando efetiva-lo.

A inserção de práticas que caracterizam uma verdadeira vida cristã requer o rompimento com velhos hábitos e a reorganização de outros, tendo o amor a Deus sobre todas as coisas como o princípio motivador para este reajuste. Dizer que Deus é a prioridade e permanecer inerte diante de costumes que mantém a fé atrofiada é incoerente.

O progresso em direção à maturidade cristã acontece quando as atitudes habituais são transformadas com o propósito de glorificar a Deus em todo o tempo. A meditação na Palavra, a vida de oração e a comunhão com os irmãos são alguns dos instrumentos espirituais que promovem a percepção necessária e as ferramentas adequadas para lidar com a exclusão dos maus hábitos.

O Espírito de Deus fornece o poder necessário para aqueles que estão dispostos a fortalecer a fé, no entanto, é necessário dedicação no exercício das disciplinas espirituais. O autor de Hebreus escreve: “Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb 4.11).

A obediência a Cristo depende da observância dos conceitos bíblicos e também das atitudes que revelam a sincronia da fé com as obras. Os crentes verdadeiros precisam se esforçar para produzir santos hábitos que alegram o coração de Deus e autenticam a salvação daqueles que professaram Jesus como Senhor de suas vidas.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



ADMINISTRAR O TEMPO

16 de setembro de 2016

“Ensina-nos a contar os nossos dias,
para que alcancemos coração sábio” Salmo 90.12

Um dos maiores problemas que enfrentamos em nossa vida é a administração de nosso tempo. Como gostaríamos de ter mais tempo para realizar tudo aquilo que planejamos ou sonhamos. Mais tempo para ler um bom livro, orar, fazer uma caminhada na praia, ouvir uma boa musica, conversar com os amigos, almoçar com a família.

Ao escrever sobre a administração do tempo, Christian Barbosa disse: “você vai descobrir que gerenciar seu tempo nada mais é do que a habilidade de fazer escolhas. A todo momento você faz escolhas entre o que é importante, o que é urgente e o que é circunstancial. Se você acha que não tem tempo, isso é efeito da sua escolha de não ter tempo, talvez inconsciente ou até mesmo consciente. Essas escolhas levam a ações para concretizar seus sonhos. Afinal de contas, é para isto que vivemos e fazemos uso do tempo: para sonhar e realizar”.

O salmista reconhece algo fundamental ao escrever sobre a necessidade de aprender a contar os seus dias. João Calvino nos diz que o salmista nos ensina que aplicamos nosso coração à sabedoria quando compreendemos a brevidade da vida humana. Assim o salmista busca em Deus sabedoria para administrar sua vida.

Barbosa cita um princípio muito interessante ao dizer: A Lei de Pareto (também conhecida como princípio 80-20), que afirma que, para muitos fenômenos, 80% das consequências advêm de 20% das causas. Na prática, podemos sugerir que 80% dos resultados que você obtêm durante a semana vem de 20% do tempo que gastou nesse período.”

Quando observamos o ensino de Jesus Cristo, percebemos que Ele nos ensinou a determinar as prioridades em nossa vida em Mateus 6.31-34. Fica claro que no ensino de Cristo, quando investimos em nossa relação com Deus o efeito deste tempo de comunhão com Ele é multiplicado nos resultados em todas as outras áreas de nossa vida.

Na administração do tempo estabeleça como prioridade sua vida espiritual!

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



LECTIO DIVINA

2 de setembro de 2016

Queridos irmãos, como parte da nossa prática cristã a Bíblia nos ensina a meditar constantemente na palavra de Deus. O verbo meditar é fácil de conjugar, porém difícil de praticar, especialmente para nós ocidentais. Gostaria de compartilhar com vocês um texto que recebi recentemente que apresenta uma metodologia prática para o ato de meditar. A chamada lectio divina é um método de leitura-orante da Bíblia. É ler a Bíblia não tanto para acumular conhecimento, mas como uma forma de diálogo com Deus. Basicamente, a lectio divina consiste em preparação (statio), leitura (lectio), meditação (meditatio), oração (oratio), contemplação (contemplatio), discernimento (discretio), comunicação (comunicatio) e ação (actio). É preciso prática para penetrar na riqueza que a lectio divina pode trazer para sua vida espiritual. “Seja diligente nessas coisas, dedique-se a elas”.

A prática da lectio divina requer que você separe um tempo para estar a sós, num local tranquilo (talvez o seu quarto), sem distrações. Selecione o texto (os Salmos se encaixam bem) que deseja ler, de preferência não muito longo. Os elementos centrais da lectio divina são:

LER – atentamente, com prazer e com fome, saboreando as palavras como alimento espiritual. Leia o texto em voz alta várias vezes, dando especial atenção aos versos ou palavras que lhe chamam atenção. Escute o que o texto fala com você.

PENSAR – o quê esse texto significa para você? Que versos ou palavras falam mais a sua situação hoje? Como você tem vivido em relação a ele?

ORAR – Orar é responder ao chamado no profundo do seu coração para falar com Deus. Além de suas palavras, essa resposta pode ser também escrita em um diário espiritual, ser acompanhada com gestos (ajoelhar-se) e cânticos.

VIVER – Você pode ler, pensar e orar o dia todo, mas a menos que você pratique a Palavra de Deus, não terá valido nada. É preciso colocar em prática o que Deus falou com você durante esse tempo de leitura e reflexão. Sua vida será o maior testemunho que você poderá dar.

Desafio você a experimentar! É maravilhoso! Você pode fazê-lo até mesmo em apenas 15 minutos.

Que Deus nos ajude.
Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



E O SEU LEGADO?

23 de agosto de 2016

“Depois das Olimpíadas o Rio de Janeiro terá o seu legado”.

A praia de Copacabana lotada de gente vestia as cores verde e amarelo, o povo com muita expectativa assistia pelo enorme telão a reunião que decidiria sobre a cidade que seria escolhida. O Brasil parou para ver o nome que sairia do envelope do Comitê Olímpico Internacional (COI). Outras cidades estavam na mesma expectativa, e eram candidatas fortes; em 04 de junho de 2008, além do Rio de Janeiro, disputavam o privilégio de sediar a Olimpíada de 2016: Chicago (EUA), Tóquio (Japão) e Madri (Espanha). Mais de um ano se passará desde a definição das cidades finalistas. Estávamos em outubro de 2009 e o mundo olhava para Copenhague na Dinamarca esperando o nome da cidade escolhida. Quando nossa cidade foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos em 2016, houve uma enorme festa! Pessoas se abraçavam, choravam de alegria, o Brasil vibrou!

Um dos grandes benefícios de uma cidade receber os Jogos Olímpicos está no legado que este evento deixa para a população. O legado é tudo aquilo que ficou como aprendizado, como projeção da imagem da cidade, o investimento em toda parte física através das construções de áreas esportivas, hotéis, espaços para turismo e melhorias no transporte e comunicação.

Obviamente não teremos uma Olimpíada perfeita e infelizmente não iremos usufruir de um legado espetacular como poderíamos, mas por outro lado, ao final dos jogos, algum legado positivo ficará e o Rio de Janeiro se lembrará disto por toda sua existência.

Com este exemplo, fica uma pergunta: qual será o seu legado?

Quando você olha para sua vida, que tipo de investimento você fez? Como você se preparou para seus desafios e principalmente para o seu futuro? O que você tem acumulado de aprendizado com os sabores e dissabores da vida? Quando você partir, quem irá se lembrar de você e como?

A Palavra de Deus nos ensina que colhemos aquilo que plantamos. No livro de Deuteronômio no capítulo 6, encontramos Deus instruindo seu povo para que eles observassem o seu legado. Ele diz: “estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração”(Dt 6.6).

O texto continua dizendo que nosso melhor legado não é a educação, herança financeira ou uma boa imagem na sociedade. Nosso melhor legado é aquele que colhemos hoje, e para todo sempre, quando ensinamos em nossa casa e mostramos aos nossos amigos e ao mundo todo que Jesus Cristo é nosso Senhor e Salvador. Como fazer isso? Invista em sua vida espiritual, através de uma vida devocional diária e na comunhão com o povo de Deus na Igreja. Vivendo assim seu legado será maravilhoso!

Que Deus te abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



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AS OLIMPÍADAS RIO 2016 ACABAM HOJE

19 de agosto de 2016

A abertura das Olimpíadas Rio 2016 foi capaz de evocar em muitos brasileiros um orgulho patriótico adormecido. Até aquele momento um pessimismo generalizado, uma desconfiança completa e uma profunda sensação de que não era o momento do mundo voltar a sua atenção para o Brasil. A sociedade se arrastava exausta econômica e politicamente. A imprensa era nutrida apenas por notícias que expunham a crise e o caos nacional.

Os jogos começaram e todos se surpreenderam com a qualidade da estrutura física e com o preparo das equipes que trabalharam para acomodar o maior acontecimento esportivo da terra. Os brasileiros e, especialmente, os cariocas estão radiantes por perceber que tudo ocorreu tão bem no país das gambiarras e dos jeitinhos.

Ao observar este evento que chancelou a capacidade de promover espetáculos para o planeta, surge a pergunta: o que falta para esta prática permear o dia a dia dos brasileiros? Parece que existe um abismo intransponível entre a vila olímpica e as incontáveis vilas e comunidades que alojam os filhos desta nação. O que fazer para diminuir esta discrepância?

A resposta é oferecida por Jesus Cristo. Ele observa o comportamento dos líderes religiosos da sua época e pontua distorções que estão entranhadas na cultura brasileira. Uma delas é a capacidade de viver como atores, onde o que é visto por todos não corresponde aos fatos. Uma dicotomia dotada da habilidade de esconder as mazelas internas e encenar o irreal para uma plateia que já se adequou ao jogo das aparências. O texto que melhor descreve esta realidade está em Mateus 23. 27: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como lápides das sepulturas: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície.”.

A alegria experimentada nos jogos olímpicos ou nos diversos eventos culturais tem data e hora para terminar e os expectadores são convidados a sair do mundo da fantasia e voltar para o árduo cotidiano. Uma vida real e coerente, destituída de enganosas encenações é possível apenas quando indivíduos, famílias e sociedades se deparam com a verdade do evangelho e se submetem ao cuidado e pastoreio do Espírito Santo.

A proposta que Deus oferece por meio de seu filho Jesus Cristo não depende das megaestruturas para produzir um período de alívio e paz, afinal, jorra internamente e gera a alegria que excede a todo entendimento. Os jogos olímpicos acabam hoje, mas para os fieis em Cristo Jesus, a vida abundante e a paz real permanecem para sempre.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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É SEMPRE BOM LEMBRAR

22 de julho de 2016

“Honroso para o homem o desviar-se de contendas,
mas todo insensato se mete em rixas” Provérbios 20.3

Sabedoria para viver bem, com saúde, alegria, paz e muito amor. Sabedoria para buscar a Deus da maneira correta, andar no centro de Sua vontade para nossas vidas e assim adorá-lo na beleza de Sua santidade. Sabedoria para ter relacionamentos saudáveis, duradouros, fraternos e cheios de comunhão verdadeira. Estes são princípios buscados pelos cristãos para uma vida bem sucedida.

O livro de Provérbios é uma biblioteca de conselhos onde podemos andar por entre suas prateleiras cheias de sabedoria. Cada versículo é como se fosse um livro onde ao lermos descortina uma nova paisagem, uma nova maneira de ver a vida. Encontramos ensinos claros sobre saúde física e emocional. Aprendemos com a história e muitos personagens novos nos são apresentados. Existe o sábio, o tolo, o sensato, o insensato, a mulher tola e a mulher sábia e assim por diante.

Neste texto que lemos acima existem dois personagens. Um é o homem que se desvia das contendas. Ele não segue o caminho proposto pelo confronto, a discussão, a maledicência e a ira. Seus pés, sua agenda, suas conversas evitam o mal, não caminha na companhia de quem deseja o erro ou tem prazer naquilo que Deus condena. O resultado na vida deste homem é a honra. Não existe dúvida alguma que esta honra vem como fruto de um ouvido atento à sabedoria de Deus, que está registrada na Palavra e que é fruto da graça de Deus e deve ser para glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Esta honra é resultado natural, não é uma busca desenfreada, auto-produzida nas redes sociais ou nos ambientes politicamente preparados para tal. É honra que flui como ribeiros de água regando a terra, abençoando as plantas e mostrando seus frutos.

O segundo personagem deste texto é o insensato, que não tem senso, lhe falta a sabedoria. É sempre bom lembrar que a sabedoria está disponível desde o primeiro capítulo de provérbios. Salomão abriu o livro dizendo: “Para aprender a sabedoria e o ensino; para entender as palavras de inteligência” Provérbios 1.2. Mas o insensato não quer buscar a sabedoria de Deus.

É muito interessante observar que nos dois casos, tanto o homem que se desvia quanto o insensato que “se mete em rixas”, percebemos que a ação é da própria pessoa, ou seja, ela escolheu o seu caminho, sua agenda de vida e, portanto irá colher as consequências por suas escolhas. O que se desviou foi honrado, mas o insensato foi atrás do problema e “se meteu em rixas”. A palavra hebraica usada neste texto é uma palavra que significa que aquela pessoa é “inclinada a criar problemas com outros em seus relacionamentos”.

É sempre bom lembrar que a qualidade de nossa vida e os compromissos de nossa agenda dependem de nossa sabedoria em escolher quando caminhar para longe dos conflitos e quando nos aproximarmos do ambiente de paz, amor e fé.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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OS PROFETAS FALAM DA CRISE POLÍTICA

8 de julho de 2016

As inúmeras gravações e delações que foram expostas recentemente à sociedade brasileira revelam as entranhas de um sistema político e empresarial altamente corrupto e que alimenta a ganância pelo poder e pela aquisição de riquezas ilícitas. Homens que deveriam somar forças para tornar o país mais justo, estável e próspero perverteram as suas funções e maquinaram o mal para o benefício próprio.
O Brasil implode estarrecido por imaginar que as informações acessadas são ínfimas diante das reais transações de propinas que alimentam diariamente este sistema, desde as menores prefeituras a mais alta cúpula política.

Os sentimentos de impotência, desesperança, vergonha, indignação e tristeza se sobrepõem. Aqueles que carregam algum fragmento de justiça, verdade e honestidade estão rendidos, abatidos e exaustos. Se por um lado é animador observar parte do judiciário trabalhando com seriedade para expor o caos, por outro é estarrecedora a conclusão de que o problema é endêmico e institucionalizado. Os raios de esperança oriundos da possibilidade dos políticos corruptos serem devidamente punidos e banidos da vida pública, são ofuscados pela ausência de líderes que, realmente, representam os anseios daqueles que almejam por uma transformação.

Este cenário é avaliado por economistas, sociólogos, juristas, filósofos, cientistas políticos, jornalistas e também por todos os brasileiros que expõem as suas percepções de acordo com a construção sociocultural. Outros países estão atentos aos acontecimentos que alvoroçam a realidade nacional. Mas o que os profetas bíblicos dizem? O profeta Habacuque afirma: “fazem-se culpados estes cujo poder é o seu deus” (Hc 1.11). Miquéias profetiza: “Com as mãos prontas para fazer o mal, o governante exige presentes, o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem; todos tramam em conjunto” (Mq 7.3). Isaias diz que este mal resulta de uma nação que despreza o Senhor: “Ai, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao Senhor, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás.” (Is 1.4).

O problema não é apenas brasileiro. A maldade impera em todo o mundo e entristece indivíduos, lares e nações. No entanto, felizmente, a Bíblia revela a solução para esta amarga questão: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33.12). Deus é a fonte que faz jorrar a verdadeira alegria sobre as nações, por isso, Ele mesmo orientou o rei Salomão quanto ao caminho para que isso ocorra: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. (2 Cr 7.14). Este sempre foi o convite do Senhor através dos profetas: “arrependei-vos!”.

Que a igreja obedeça esta instrução e que o Senhor visite a nação promovendo contrição, cura e restauração.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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MAIS CLARO, IMPOSSÍVEL!

11 de junho de 2016

Quem está falando a verdade? O que está sendo dito muda minha vida? Quando pensamos em relacionamentos, política, investimento financeiro e principalmente, vida espiritual, uma coisa deve ser objeto de nossa atenção constante, a verdade. Será que estou em um ambiente realmente seguro, de tal forma, que eu possa confiar nas informações que estou recebendo?

Quando as pessoas começaram a ficar muito impactadas com a palavra de Jesus Cristo, os questionamentos sobre ele também começaram a aumentar. Seria Cristo uma pessoa digna de confiança? Suas palavras eram de
fato verdade?

Encontramos em João 7.17-18 as seguintes palavras de Jesus Cristo: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se falo por mim mesmo. Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória; mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há injustiça”.

Observe que Jesus Cristo associa a vontade de Deus e a sua doutrina. Só é possível fazer a vontade de Deus observando Sua doutrina. Não existe outra maneira de viver a vida cristã. A palavra grega formada pelo prefixo EU (traduzimos em português para “bom” ou “boa” e pela raiz ANGELION (traduzimos em português para “mensagem”) quando unidas forma a palavra EVANGELHO (EU+ANGELION). Esta palavra é a boa notícia da salvação. A boanotícia (evangelho) é o anuncio que Jesus Cristo veio e habitou entre nós, morreu por nós e ressuscitou.

O Dr Martin Lloyd Jones afirma: “O evangelho de Jesus Cristo confronta e desafia o mundo moderno com a declaração de que somente ele tem a resposta para as perguntas do homem, bem como a solução para todos os seus problemas. Em um mundo que está procurando saída para suas tragédias e tribulações, o evangelho anuncia que a solução já está disponível. Em um mundo que olha ansiosamente para o futuro, que fala em planos relativos ao futuro, o evangelho proclama que a busca humana está equivocada não somente quanto à sua direção, como também perfeitamente desnecessária”.

Portanto, Jesus Cristo nos ensina a identificar o verdadeiro evangelho do falso evangelho. Basta olhar para as motivações de cada pessoa que se diz cristão. O que fala mentira busca a sua própria glória, trabalha para construir seu nome, suas amizades, seus relacionamentos. Quem é verdadeiro diante de Deus produz frutos para a glória de Deus. O objetivo das amizades é ter comunhão na ação evangelizadora para o mundo.

Concluindo: quem está falando a verdade? A pessoa que busca glorificar a Jesus Cristo. Devemos buscar conhecer a Jesus Cristo, cada vez mais, para entender e viver dentro do projeto de Deus para todos nós. Quem assim viver será feliz! Mais claro, impossível!

Que Deus nos abençoe.
Rev. Leonardo Sahium



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DEUS TE ESPERA NO JARDIM

4 de junho de 2016

A sociedade experimenta uma overdose de comunicação virtual. O uso de aplicativos como o WhatsApp, que contabilizou recentemente a quantia de 1 bilhão de usuários no mundo e 100 milhões apenas no Brasil, é o responsável por esta mudança de comportamento. Todos estão atentos ao sinal que informa a chegada de uma nova mensagem. É alguém no grupo da família desejando um bom dia, o amigo divulgando piadas políticas ou o chefe marcando uma importante reunião. Se as conversas no WhatsApp estão escassas, não tem problema, o Facebook trás uma galeria de acontecimentos para manter qualquer pessoa entretida por um tempo indeterminado. Cansado de conversas e curtidas no Facebook, chega a hora dos desafiadores jogos que instigam a superação. Depois dos jogos, nada melhor do que ver um seriado no Netflix. Não duvide da capacidade daqueles que conseguem fazer tudo ao mesmo tempo!

A utilização adequada e moderada destes meios pode ser benéfica e útil para trabalhos, estudos, entretenimentos e relacionamentos com familiares e amigos. No entanto, existe o risco da compulsão pela conectividade, a ânsia para descolar do real e fazer a vida girar em torno do virtual. É o desejo desenfreado de encontrar sentido no outro, naquilo que é externo e que de alguma forma corresponde e promove satisfação. Existe um império de propostas para manter as pessoas conectadas a elementos que são efêmeros, superficiais e descartáveis. Há uma poderosa indústria do inútil e supérfluo alimentando uma geração vazia e entediada.

O silêncio, a solitude e a introspecção são termos agressivos para uma geração que está sempre acessando algo para impedir o encontro consigo. Os olhares focam em telas e teclados e o convite para mergulhar na própria alma é desconfortante e amedrontador. A mente está condicionada para se suprir de um turbilhão de informações e o rompimento com este ciclo é quase uma tortura. Esta fuga de si mesmo não é um mal apenas desta era, afinal, em todos os períodos da história o homem resistiu o encontro com a sua angustiante realidade interna.

Para os redimidos em Cristo Jesus, o coração se tornou a residência do Espírito Deus (Rm 8.9) e por isso, os momentos de desconexão direcionados à oração e a meditação na Palavra não são caminhadas em direção aos assombrosos escombros da alma deteriorada pelo pecado, mas um passeio pelo jardim de Deus, afinal a graça salvadora trouxe luz onde havia trevas, vida onde reinava a morte, alegria num lugar de tristeza. Diante de tantas vozes e conexões, os cristãos precisam buscar o silêncio e convidar Deus para um encontro íntimo, sincero e profundo, longe dos ruídos externos que visam apenas a distração. Priorize a comunicação com o Senhor e perceba o quanto as demais conexões são secundárias e muitas vezes, desnecessárias.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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