Pastorais
DEUS FEZ PROEZAS NA IGREJA DA GÁVEA (2007-2017)

25 de outubro de 2017

Gostaria de pedir sua permissão – querido leitor – para escrever em primeira pessoa. Sou uma testemunha ocular desta verdade bíblica descrita no Salmo 118.15: “Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do SENHOR faz proezas.”

Em 2007, iniciamos o ano louvando a Deus, por aquilo que o crescimento de nossa Igreja trazia como resultado prático na dinâmica de nossa comunidade. A Bíblia nos ensina que Deus é quem nos dá o crescimento (1 Coríntios 3.6). Novas pessoas estavam chegando e todas muito valorosas, sendo assim um tempo de muita alegria e comunhão. Deus estava agregando cristãos cheios de compromisso com Sua Obra.

Iniciei as viagens aos Estados Unidos da América e novas portas se abriram, iniciamos parcerias internacionais com Igrejas Presbiterianas americanas. Rev. Felipe liderava o trabalho com a juventude e o trabalho cresceu. Andando pela rua, orava pedindo um lugar para que pudéssemos comprar e ampliar nossas atividades. Deus abriu as portas, entre os anos de 2008 a 2012, as proezas aconteceram. Deus manteve nossa igreja unida, com um só coração, uma só missão. Foi lindo demais!

Os membros da igreja sonharam juntos e compramos a casa em frente, ganhamos o projeto, contratamos uma construtora e em janeiro de 2013 inauguramos a casa 64! O conselho havia estabelecido a mesma estratégia por ocasião da construção do templo novo, ou seja, dividir a igreja em 12 tribos, representando as tribos de Israel, para arrecadar recursos, comprar e construir. A igreja continuou plantando novas igrejas, investindo em missionários, abençoando milhares de vidas. Nenhum centavo do orçamento destinado a missões foi usado para construir a nova obra da Igreja. Para a obra tivemos orçamento específico!

O departamento infantil, liderado pela Cristiane Sahium, cresceu, tornando-se uma referência no ensino da Palavra e novas obras foram necessárias para abrigar o grande número de crianças. Os materiais antes guardados no fosso do elevador, agora precisavam de uma sala maior, afinal, junto com o crescimento chegou o elevador, a porta do Shopping, o espaço koinonia e muito mais.

A igreja continuou crescendo, o Instituto Bíblico da Gávea se fortaleceu, pregadores internacionais, eventos evangelísticos na cidade durante os Jogos Pan-Americanos/2007, Copa do Mundo/2014 e Olimpíadas/2016. Em todas estas grandes mobilizações evangelísticas a Igreja Presbiteriana da Gávea foi a sede administrativa, o lugar onde os lideres de várias igrejas e denominações se encontravam para orar, planejar e agir com eficiência. Em 2012, convidei o Rev. Alexandre como pastor auxiliar e depois estendi o convite para dividir com ele a titularidade, assim como havia feito com Rev. Felipe. O Rev. Dusi chegou para somar, e assim temos experimentado ao longo desta história, uma unidade abençoada no colégio pastoral da Igreja da Gávea. O ministério de música liderado pela Maria das Graças, e cada líder de departamento e ministério tem servido a Deus com qualidade e excelência.

Deus fez, faz e sempre fará proezas na Igreja Presbiteriana da Gávea! Ele é o Senhor desta obra! Que nosso supremo pastor, Jesus Cristo, pela ação do Espírito Santo, continue derramando bênção sobre esta igreja. A Deus toda Glória!

Parabéns, Igreja Presbiteriana da Gávea, pelos seus 50 anos!

Rev. Leonardo Sahium



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UMA IGREJA QUE ENFATIZA O ENSINO E A PLANTAÇÃO (1998-2007)

20 de outubro de 2017

Ao questionar líderes e pastores acerca das ênfases ministeriais de suas igrejas, alguns não conseguirão definir com clareza. São tantos compromissos, reuniões e atividades que se torna difícil identificar a característica principal. Cada igreja investe tempo e recursos naquilo que estabelece como prioridade. Existem aquelas desinteressadas no crescimento e outras dispostas a crescer a qualquer custo. Algumas igrejas estão focadas em programações e outras em inovações litúrgicas. Enfim, cada igreja destaca aquilo que é importante para a sua trajetória.

O Novo Testamento ensina que as igrejas primitivas possuíam peculiaridades que as distinguiam umas das outras. Por exemplo, a igreja em Corinto enfatizava temas diferentes da igreja de Roma. A igreja em Tessalônica tinha preocupações que não eram identificadas na igreja em Éfeso. As cartas às sete igrejas no Apocalipse evidenciam o quanto Cristo está atento às especificidades de cada uma das suas comunidades.

Existem princípios que não podem ser negociados ou alterados de uma igreja para outra, pois fazem parte dos fundamentos da fé cristã. A Reforma Protestante ressaltou estes alicerces inegociáveis através das cinco solas: sola Scriptura, solo Christus, sola Gratia, sola Fide, Soli Deo Gloria. Estes valores caracterizam as igrejas reformadas espalhadas pelo mundo.

Ao observar a história da IPG entre 1998 e 2007, é possível perceber o quanto a dinâmica e as decisões refletiam a preocupação da igreja em manter-se firme nos pilares da reforma. O investimento no ministério de ensino e a dedicação na obra missionária ressaltam o compromisso de uma igreja que deseja se aprofundar no conhecimento da Palavra e ao mesmo tempo cumprir o IDE de Cristo. O tema de celebração pelos 40 anos reflete isso: “40 anos firmados na graça, servindo ao Senhor”.

A criação de uma biblioteca com literatura evangélica e a preocupação em consolidar nos adolescentes o gosto e o prazer pelo estudo da palavra demonstram o zelo para com a instrução bíblica. A ampliação do trabalho com pequenos grupos nos lares proporcionou a possibilidade de dezenas de irmãos se reunirem semanalmente para fortalecer a fé através do estudo da Palavra, da oração e da comunhão.

Este também foi um tempo de expansão do Reino através da plantação de novas igrejas. Foram organizadas quatro igrejas presbiterianas: Freguesia (2001), Recreio dos Bandeirantes (2002), 3ª de Angra dos Reis (2004) e Colorado-Bangu (2004). Em 2003 foi realizado o I Encontro de Plantadores de igrejas com a presença de 160 pessoas.

A oração é para que a Igreja Presbiteriana da Gávea mantenha na sua genética a firmeza na Palavra e o amor pela plantação de novas igrejas. Que estas ênfases tão facilmente identificadas até aqui, permaneçam nas futuras gerações.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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UMA IGREJA EM TRANSFORMAÇÃO (1988-1998)

11 de outubro de 2017

Um dos maiores desafios de qualquer organização empresarial é preparar-se para crescer em sua área de atuação, transformando-se diante das novas demandas de mercado que surgem como resultado de um mundo em constantes mudanças. Apesar de uma igreja não ser uma empresa, experimentamos os mesmos desafios por sermos uma organização com uma missão. Juntos cooperamos para um objetivo comum, o de anunciar o evangelho de Jesus Cristo a toda criatura. Continuamente buscamos ser capazes de comunicar a Nova do Evangelho de forma relevante e contemporânea, em sintonia com as demandas do nosso tempo.

A Gávea, entre os anos de 1988 e 1998, viveu um período de transformação. A igreja alcançara um patamar de consolidação, com entidades internas bem estruturadas e funcionando com bastante vigor. Eu pessoalmente tive o prazer de testemunhar isso estando à frente da UMP e também envolvido com o trabalho da Junta Diaconal. A grande transformação começou a partir da sensibilidade do Rev. Elias Medeiros em perceber a necessidade de preparar a igreja para caminhar em direção a novos desafios. Em 1988, após ter servido por 22 anos na Gávea, ele iniciou um processo de transição pastoral. Imaginem irmãos, quantas aflições e preocupações passaram pelo coração do Rev. Elias e Dóris. Ele com muita firmeza, liderança e habilidade pastoral buscou e encontrou a pessoa certa para a transformação: Rev. Samuel Vieira. Em 11/03/1990 o Rev. Samuel assumiu o pastorado efetivo na Gávea. O Rev. Samuel Vieira trouxe uma nova dinâmica para a igreja, estruturando-a em ministérios. Nessa perspectiva, a igreja avançou sob o lema “Uma Igreja em ação”, com as áreas de ênfase como Oração, Administração e Finanças, Evangelização, Missões, Ação Social, Ensino, Música e Arte, Integração e Discipulado. Neste tempo surgiram iniciativas como a criação da livraria, do Encontro de Casais com Cristo, do IBG, e etc. Em 1991, o Rev. Eduardo (Badú) Rosa Pedreira se juntou ao ministério na Gávea como pastor auxiliar. Em 1993, sob a liderança do Rev. Samuel e Rev. Badú, a igreja foi desafiada a construir o novo templo, que ora ocupamos. A igreja respondeu ao desafio com vigor e fé. Dividida em 12 grupos, segundo as 12 tribos de Israel, iniciou em janeiro de 1994 as campanhas para levantamento dos recursos para a construção do novo templo. Ao longo de todo este período a igreja ficou marcada pela demonstração de engajamento, perseverança e liberalidade de seus membros.

Em um novo momento de transição e dando continuidade à visão ministerial, em 22/05/94, a igreja elegeu o Rev. Badú para o pastorado efetivo na Gávea, que por sua vez convidou para ladeá-lo como pastor auxiliar o Rev. Marcos Antonio Farias de Azevedo. Durante o pastorado do Rev. Badú, e após 2 anos e 8 meses de muito trabalho, em 11/08/96 o novo templo foi inaugurado. Sob a liderança do Rev. Eduardo e Rev. Marcos, a igreja permaneceu vibrante em sua dinâmica, tendo sua estrutura organizacional baseada em Dons e Ministérios. A última transição deste período foi a eleição do Rev. Marcos Azevedo que passou a ser pastor efetivo a partir de 08/06/97. Há muitos outros fatos a relatar, mas em todos eles, o que podemos constatar é boa mão do Senhor conduzindo a história da nossa querida Igreja da Gávea. Que continuemos comprometidos com a história de nossa igreja, certos de que somos cooperadores com Deus nela.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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Uma história de adoração, expansão e visão de Reino (1977-1987)

5 de outubro de 2017

A biografia de uma pessoa revela as suas ênfases e prioridades ao longo da vida. A narrativa separa os destaques que enaltecem a singularidade da jornada. Com a história de uma igreja não é diferente, afinal, as decisões, os projetos e as execuções das atividades expõem o que realmente é importante para tal comunidade. Este artigo pinça alguns eventos que aconteceram na segunda década da IP Gávea e que expressam os valores sustentados pela igreja ao longo da sua existência.

Uma igreja que ama o ministério de música. Em 1979, ocorreu a primeira aquisição das togas para o coral da igreja. Neste mesmo período, aconteceu a organização do coral jovem, que chegou a contar com cerca de 50 pessoas. A atividade musical da IPG continua firme e pujante tanto com o coral Vozes em Louvor, como também com o coral jovem/adolescente Frutificanto, o coral infantil e os demais grupos de louvor. O envolvimento de tantos irmãos neste ministério demonstra o quanto a igreja sempre amou e valorizou a adoração ao Senhor.

Uma igreja em expansão. A partir do ano de 1977, iniciou-se a campanha para a construção do prédio de educação religiosa. Este projeto manifesta a visão de uma igreja que não se acomoda, afinal, foi vocacionada para o crescimento. Através da fidelidade dos membros com os seus dízimos e ofertas a obra foi concluída em 1981. Outras aquisições, construções e reformas continuaram acontecendo para atender às novas demandas e desafios de uma igreja avessa à estagnação.

Uma igreja com visão de Reino. Se tem algo que faz parte da genética da IPG é a sua dedicação com a proclamação do Reino de Cristo no país. A década de 80 foi marcada por inúmeras contribuições para a construção de templos, casas pastorais e outras instalações. Em 1982, a IPG contribuiu para a edificação de templos presbiterianos em Patrocínio de Muriaé e São João do Oriente. Neste mesmo ano, a igreja auxiliou na construção da casa da viúva Etel Neves Sathler, esposa do Rev. Cicero Satler. Em 1983, o auxílio foi para a construção dos templos presbiterianos em Itaitindiba, São Gonçalo e Petrópolis. Em 1984, a igreja destinou uma oferta especial para a construção do Centro Social da Igreja Presbiteriana de Cartéis, Ceará. Ainda neste ano, a IPG contribuiu para a construção do templo da Igreja Presbiteriana de Taguará, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Em 1986, a igreja colaborou com a construção do templo da Igreja Presbiteriana de Bom Jesus da Lapa, Bahia. É importante destacar que em 1983, a IPG realizou campanhas para auxiliar os atingidos pelas enchentes em Santa Catarina e também contribuiu numa campanha em prol do nordeste brasileiro. Estes são apenas alguns destaques que evidenciam o amor da igreja pela propagação do evangelho.

Que Deus ilumine, fortaleça e anime a IPG para continuar adorando com alegria, entusiasmo e sinceridade. Que o desejo por expansão jamais acabe e que o amor pelo Reino de Deus continue sendo uma marca daqueles que congregam na Rua dos Oitis 63/64.

Rev Alexandre Rodrigues Sena



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IGREJA DA GÁVEA 1967 a 1977

27 de setembro de 2017

Este mês queremos lembrar nossos 50 anos de caminhada como Igreja Presbiteriana da Gávea. Temos uma linda história que se inicia na Reforma Protestante no dia 31 de outubro de 1517, quando Martinho Lutero protesta pedindo a volta da Igreja aos princípios bíblicos. Nossa Igreja da Gávea foi organizada pelo Presbitério do Rio de Janeiro, no dia 31 de outubro de 1967. Portanto, celebramos em 2017, os 500 anos da Reforma Protestante e os 50 anos de nossa Igreja Presbiteriana da Gávea.

Os primeiros 10 anos da Igreja da Gávea foram marcados pelos humildes começos, afinal, no dia da organização havia apenas 64 membros comungantes e 40 não comungantes. Os primeiros oficiais foram eleitos e a presença de 400 pessoas neste culto de organização da Igreja, já anunciava que estes 64 membros estavam dispostos a evangelizar e transformar a Igreja Presbiteriana da Gávea em uma comunidade forte e participativa na expansão do evangelho.

A SAF que havia sido organizada em 11 de junho de 1967, contava com 27 sócias e sua primeira presidente foi Dóris Werner Medeiros, esposa do Rev. Elias Medeiros, então pastor da Igreja. Estes primeiros 10 anos foram marcados pela organização das outras sociedades internas. O Coral Vozes em Louvor foi organizado em 04/03/1966. Esta igreja já mostrava sua vocação para a boa música.

Entre 1967 e 1977 a Igreja se consolidou, com a eleição de líderes em todos os departamentos, coral, compra de instrumentos musicais e até a celebração de seus 10 anos de organização com um hino da igreja, especialmente composto na ocasião pela irmã Zilda Cormack.

Rev. Elias era um homem preocupado com a excelência, nos mínimos detalhes, e desde o início, cada boletim e publicação da igreja, tinha como característica o esmero no acabamento. Moveis de qualidade e objetos para decoração do templo, eram escolhidos entre os melhores e tinham sua história preservada.

A Igreja se consolidou e em breve estas histórias serão conhecidas em um livro de autoria do Dc Nelson de Paula Pereira. Queremos anunciar ao mundo o testemunho da ação de Deus na vida de pessoas que por amor a Cristo tem feito desta Igreja uma grande proclamadora da verdade do Evangelho que salva e transforma a vida de homens, mulheres e crianças.

Que Deus abençoe nossa Igreja!

Rev. Leonardo Sahium



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Cristo na Viagem

23 de setembro de 2017

“Então, eles, de bom grado, o receberam, e logo o barco chegou ao seu destino” João 6.21

Viajar é uma bênção! Conhecer lugares novos, desfrutar de novas sensações, conhecer pessoas, culturas e comidas diferentes. O nascer do sol em uma cidade pequena é completamente diferente, cheio de silêncio e paz. Descobrir parques calmos no meio de um grande centro urbano e ver pássaros voando entre árvores e prédios enormes. Muitas viagens marcam nossa vida. Algumas pela beleza, outras pelas companhias e poucas pelos apuros e dificuldades. Viajar de avião é ver o mundo de cima, perceber os caminhos dos rios, mas viajar de carro é sentir o cheiro da natureza, ter a liberdade de poder parar a qualquer hora e experimentar uma comida local. Uma viagem de barco é sempre repleta de algo novo. Em uma embarcação as referências são outras, o mundo é visto sob uma nova perspectiva. As belas águas podem ser tranquilas ou ameaçadoras. Nas profundezas dos oceanos, nas curvas dos rios ou até mesmo nos grandes lagos existem muitos perigos e belezas.
Às vezes, nossa vida se parece com uma viagem de avião, onde as horas voam e não temos tempo para parar e contemplar; olhamos tudo de maneira superficial. Outras vezes nossa vida se parece com uma viagem de carro, onde as pausas são necessárias, para reabastecer, e neste momento, nos alimentamos, restauramos nossas forças e seguimos em frente. Outras vezes nossa vida é uma viagem de barco. Olhamos a vida em outra perspectiva, somos levados pelas correntezas, pelo vento que sopra a vela. Mas, às vezes, somos lançados aos perigos.
Os discípulos estavam em um barco, e já era noite quando o mar começou a se tornar revolto. João nos conta que um vento forte soprava e neste momento Jesus Cristo se aproximou do barco, andando sobre as águas. O medo tomou conta dos discípulos, mas Jesus avisou: “Sou eu. Não temais!”. João descreve a alegria que os discípulos tiveram ao receber Jesus no barco. O versículo 21 começa: “Então, eles, de bom grado o receberam, e logo o barco chegou ao seu destino”. Devemos nos lembrar sempre, que Cristo está conosco em nossa viagem pela vida. Quando Cristo entrou no barco, os discípulos tiveram a convicção de que sua viagem seria tranquila. Hoje, receba Jesus em seu barco da vida, com muita alegria, e sua viagem será maravilhosa!

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



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O QUE ESPERAR?

18 de setembro de 2017

Queridos irmãos, parece que o estoque de novidades e revelações horripilantes a respeito dos bastidores de nossa pátria amada é infindável. A cada dia que passa não sabemos o que sairá nos noticiários; e para piorar (ou não), há muito mais ainda por vir. Daí, olhamos o cenário macroeconômico nacional, e a figura também é intrigante: PIB subindo, inflação baixa, Bolsa de Valores batendo recorde, super safras, mas a violência e o caos urbano só aumentam. Além mar, catástrofes assolando nações – furacões, terremotos – e como se não bastasse toda apreensão com o terrorismo islâmico, surge um lunático brincando de bomba atômica e colocando a ONU para suar a camisa.

Fica a pergunta irmãos: o que esperar de um mundo tão complicado? A humanidade segue uma rota consciente dando as costas para Deus e ignorando o próximo! Ama as obras das trevas porque é próprio de sua natureza caída. Celebra a liberdade de expressão, ainda que isso implique em expor crianças à blasfêmias e ao mais depravado nível de moral em obras de arte que retratam, pasmem, até cenas de zoofilia, como foi o caso recente em Porto Alegre. Isto nos lembra a palavra do Senhor Jesus ao nos dizer: “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.” (Mc 7:21-22). O mundo precisa conhecer o poder libertador, transformador e restaurador do Evangelho de Cristo. Precisamos anunciar que a Luz de Cristo está presente e ilumina toda a escuridão dos corações. No entanto amados, não podemos nos esquecer que estamos caminhando para a consumação da história, e que nossa pátria não é neste mundo caído e sim numa nova terra restaurada.

O que esperar deste mundo, irmãos? Não se trata de escapismo escatológico, nem clichê cristão, mas se nossa esperança se limitar a esta vida somos os mais infelizes de todos os homens. Foi assim que o apóstolo Paulo exortou os irmãos de Corinto no 1º Século da Era Cristã! (1Co 15:19). Quando Jesus foi assunto aos céus ele inaugurou o que a teologia reformada chama de “os últimos dias”. Jesus nos exortou a que tivéssemos nosso foco na eternidade. Para o cristão, alimentar expectativas sobre a eternidade não decepcionará. Queridos, nunca nos esqueçamos que somos peregrinos aqui. Aqui seguimos brilhando a Luz de Cristo, mas segundo sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra nos quais habita a justiça. (1Pe 3:13)

Soli Deo Gloria.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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POUCO TEMPO?

8 de setembro de 2017

“Ensina-nos, Senhor, a contar os nossos dias” Salmo 90.12

A palavra do salmista nunca foi tão atual. Vivemos hoje sob a pressão do tempo. Não são poucos os dias em que não conseguimos completar as tarefas de um dia. Em 1870, nasceu em Recife um menino simples, seu nome era Martinho de Oliveira. Cresceu longe do evangelho até o dia, em que ainda jovem, foi convidado por um amigo para conhecer a Igreja Presbiteriana. Foi, amou, voltou e se batizou com o coração rendido o senhorio de Jesus Cristo.

Aos 26 anos, foi ordenado pastor presbiteriano, depois de estudar aos pés do grande médico e pastor presbiteriano Rev. George Butler que, entre outros frutos ministeriais, tem as famílias Gueiros e Leitão. Famílias que a Igreja Presbiteriana da Gávea tem o privilégio de ter descendentes como membros.

O Rev. Martinho de Oliveira teve um ministério curto, pois, faleceu de uma enfermidade fulminante, aos 33 anos. Mas este homem de Deus foi um verdadeiro reformador no Brasil. Em seus curtíssimos anos como pastor se dedicou à formação de novos pastores, o que na época era a grande carência brasileira, principalmente no nordeste brasileiro. Sob a liderança do jovem Rev. Martinho foi criado o Seminário Presbiteriano do Norte, e no momento que escrevo esta pastoral, estou voando para pregar no aniversário de 118 anos deste importante e histórico Seminário.

Milhares de pastores foram instruídos nos caminhos da Palavra de Deus, e outros tantos são e ainda serão, como fruto da visão e trabalho deste homem de Deus que viveu tão pouco, teve pouco tempo, mas produziu a milhares por um.
Quando investimos nosso tempo, dons, talentos e recursos na Obra do Senhor, produzimos frutos eternos que atravessam tempos e épocas e glorificam a Deus.

Como dizia Fernando Pessoa: O que mata o sonhador é não viver quando sonha; o que fere o agente […] é não sonhar quando vive.

Precisamos aprender a sonhar com a missão de Deus revelada no Evangelho, onde encontramos uma sociedade repleta de amor, paz, esperança, solidariedade e devoção a Deus. Uma igreja repleta de adoração em espirito e em verdade, que realiza a missão como algo natural, como acontecia na igreja primitiva em Atos dos Apóstolos.

Rev. Martinho de Oliveira sonhou alto, percebeu que o trabalho deveria ser multiplicado, e o tempo não deveria ser desperdiçado. Seu sonho se tornou realidade e através do seu trabalho mais pessoas tiveram o privilegio de ouvir sobre o evangelho de Cristo.

Seja sábio e aproveite o tempo e as oportunidades para compartilhar do grande amor de Deus a todos em todo tempo, em todo lugar. Faça isso com seu testemunho de vida, com palavras cheias de amor, com atitudes repletas de misericórdia.

Deus nos abençoe,

Rev Leonardo Sahium



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THEODORO DE BEZA – UM ESCRITOR FAMOSO A SERVIÇO DA REFORMA PROTESTANTE

2 de setembro de 2017

Theodoro Beza foi um teólogo protestante francês que desempenhou um papel importante no início da Reforma Protestante. Foi discípulo de João Calvino e o sucedeu na liderança da Igreja em Genebra. Theodoro nasceu em 24 de junho de 1519 em Vézelay, Borgonha, França. Ele era filho de Pierre de Beza e Burderot Marie, ambos da baixa nobreza. Sua mãe, uma mulher inteligente e caridosa, teve sete filhos, dos quais Theodoro foi o último. Ainda criança, com a morte de sua mãe, foi levado a Paris por seu tio Nicolas de Besze. Ali ele foi educado pelas mentes mais brilhantes da cidade. Aos 9 anos foi levado por seu tio à Orléans para estudar com Melchior Wolmar, um eminente erudito em grego, que também foi professor de Calvino e que mais tarde se juntaria ao movimento da reforma. Wolmar trouxe Beza para sua própria família onde ele ficou 7 anos. Theodoro almejava a carreira de direito, e com esse fim começou seus estudos na Universidade de Orléans e obteve sua graduação em 1539, aos 20 anos. Retornando a Paris, voltou sua atenção para o estudo da literatura e para o romance. Em 1544, casou-se com Claudine Denosse. Com o passar dos anos, começou a alcançar um nível alto da fama com um celebrado trabalho de poesia (Juvenilia), e já era considerado como o melhor escritor de poesia latina do seu tempo.

Em 1548, Beza foi trazido à conversão através de uma grave doença durante a qual teve bastante tempo para refletir sobre os caminhos inescrutáveis da providência e lembrar da fiel instrução de seu antigo tutor, Melchior Wolmar. Humilhado e castigado, ele se recuperou de sua doença como um protestante firme, que resolveu entregar a sua vida à propagação do Evangelho. Convertidos a Cristo, ele e sua esposa resolveram deixar o círculo literário de Paris para se dedicarem à causa da Reforma Protestante.

Ao chegarem em Genebra foram bem-recebidos pelo reformador João Calvino. Beza tornou-se professor de teologia na academia que Calvino havia fundado, a qual se tornou uma das mais importantes escolas em toda a Europa calvinista. Ele foi pastor da igreja de Genebra de 1559 a 1605, retirando-se apenas quando sua idade avançada o forçou a fazê-lo. De 1564 a 1580, Beza serviu como moderador do concílio de pastores após a morte de Calvino. Quando Calvino faleceu em 1564, Beza pregou o sermão no funeral e logo depois escreveu uma biografia de seu mentor e querido amigo. Beza dedicou-se à publicação da Bíblia em grego, tendo publicado em vida 9 edições do Novo Testamento, das quais as de 1588 e 1589 foram usadas pelos tradutores da versão King James da Bíblia. Beza faleceu em 23 de outubro de 1605, aos oitenta e seis anos.

“Onde não há a Palavra de Deus, mas apenas a palavra do homem, seja em quem for, não há fé ali, mas apenas um sonho ou uma opinião que não pode deixar de nos enganar.” Theodoro de Beza
(Adaptado – Fonte: site “Voltemos ao Evangelho”)



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ULRICH ZWINGLIO E OS 500 ANOS DA REFORMA

23 de agosto de 2017

Após as 95 teses de Lutero fixadas na capela Wittenberg, a Reforma Protestante se espalhou da Alemanha para diversos países da Europa. Os valores e princípios fundamentados nas Sagradas Escrituras aqueceram milhares de corações que estavam adaptados a uma religiosidade fria e vazia. A salvação pela graça, independente de qualquer boa obra humana para ser adquirida, produzia alento e esperança àqueles que já estavam exaustos de uma espiritualidade que impunha um jugo baseado na meritocracia.

Ulrich Zwinglio foi um dos responsáveis pela propagação da Palavra de Deus na suíça. Ele nasceu em 1484 no cantão suíço de Sankt Gallen, era filho de um juiz e fazendeiro da cidade. Zwinglio se formou em artes pela Universidade de Basileia e em seguida se tornou pároco de Glarus. Em 1516, ele se mudou para a cidade de Einsiendeln, onde teve a oportunidade de ler todo o Novo Testamento em latim. A partir desta experiência, Zwinglio se tornou um expositor bíblico e escreveu: “Dirigido pela Palavra e pelo Espírito de Deus, vi a necessidade de deixar de lado todos os ensinamentos humanos e aprender a doutrina de Deus diretamente de sua Palavra”.

Em 1º de janeiro de 1518, Zwinglio foi reconhecido na Catedral de Zurique como o sacerdote do povo. O papa Adriano VI, então, o proíbe de pregar e exige que o consistório de Zurique o condene como herege. No entanto, com o apoio do Conselho de Zurique, Zwinglio propôs as suas teses enfatizando a supremacia de Cristo na igreja, a salvação somente pela graça, a autoridade das Escrituras, o sacerdócio dos fieis, o direito dos sacerdotes ao casamento, a proibição do uso de imagens e relíquias e o ataque ao primado do papa e à missa. O acolhimento destes princípios pelas autoridades fez de Zurique o primeiro estado protestante por iniciativa magistral.

Após as mudanças chanceladas pelo Conselho de Zurique, os monastérios foram transformados em hospitais, o uso de imagens e as missas foram eliminados dos templos e apenas o batismo e a santa ceia foram adotados como sacramentos. A Bíblia Sagrada foi traduzida para a língua do povo.

Os ensinamentos zwinglianos se espalharam por inúmeros cantões da Suiça e exigiu a formação de um sínodo das igrejas evangélicas reformadas no país. De acordo com Earle E. Cairns, embora Calvino tenha se tornado o herói da fé reformada, a igreja não pode esquecer o papel de Zwinglio, erudito, democrático e sincero, na libertação da Suíça das garras do papa; apesar de mais liberal que Lutero, foi tão corajoso quanto o grande reformador.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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