Pastorais
A PREPARAÇÃO DO MUNDO PARA A CHEGADA DO REI

3 de dezembro de 2016

Um grande evento necessita de organização meticulosa, preparação antecipada e ambiente propício para sediar o acontecimento. A preocupação de uma noiva ilustra bem essa situação. Ela checa cada um dos detalhes à medida que se aproxima um dos momentos mais importantes da sua vida.

O nascimento de Cristo foi o evento mais importante e impactante da história. O minucioso cuidado divino para a encarnação do seu filho revela a sublimidade e a grandiosidade do que estava para acontecer. O Todo-Poderoso domina soberanamente sobre reis e sábios e estabelece os seus desígnios eternos na preparação do cenário para a chegada de Cristo.

A contribuição do império romano merece destaque neste processo. O poder político de Roma foi estendido sobre grande parte da humanidade e promoveu a unificação de várias nações. Uma consequência importante deste fato foi a pax romana, que aplacava a possibilidade de guerra entre estes povos. O mundo estava pacificado para a chegada do Salvador.

Se os romanos detinham o poder político, a formação intelectual daquele momento pertencia aos gregos. Através dos seus grandes e influentes filósofos, eles eram instigados a buscar soluções racionais para os diversos problemas e enigmas da vida. A pujança do comércio grego possibilitou a ramificação não apenas do conteúdo filosófico, mas também da língua por todo o império romano.

Acerca da preparação do povo judeu para a chegada de Cristo, o historiador Robert Nichols escreve: “Em parte alguma do mundo, ao surgir o Cristianismo, havia uma vida religiosa tão pura e tão forte como a existente entre os melhores representantes da religião judaica, cujos característicos essenciais eram dois: a mais alta concepção conhecida entre os homens, como resultado do ensino do Velho Testamento; e o mais alto ideal de vida moral que se conhecia, resultante dessa sublime concepção de Deus”. Além disso, havia uma forte expectativa pela chegada do Rei dos judeus, o Messias e Redentor que viria redimir seu povo.

Apesar dos esforços do imperador Augusto, a religião dos deuses gregos e romanos estava em declínio. A filosofia não conseguia responder aos dilemas e anseios das pessoas. O império havia degradado nos seus vícios e perversões. Por outro lado, existia paz para o livre trânsito, uma língua universal e um povo preparado espiritualmente para receber o Messias. Chegou a plenitude dos tempos para o nascimento daquele que veio transformar a história de milhares de pessoas em todo o mundo: Nasceu Jesus de Nazaré!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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SALMO DA CONTEMPLAÇÃO

26 de novembro de 2016

Queridos irmãos,

O tempo de oração e meditação a sós com Deus gera importantes frutos em nossa vida espiritual. Todos sabemos da importância da prática devocional para caminharmos na direção de um coração em sintonia com o coração de Deus. Gostaria de incentivar você a criar uma oportunidade onde você possa ir a um local seguro, sem grandes movimentos e barulho, e experimentar algumas horas a sós na presença de Deus, com o texto bíblico em mãos, e um desejo de experimentar uma maior comunhão com o Eterno. Eu fiz isso há alguns anos atrás e foi muito marcante. Ao longo daquelas horas a sós, num belo dia de verão com céu azul e brisa constante, após um dia de tempo fechado em uma praia de Mangaratiba, que estava vazia, eu fui escrevendo aquilo que sentia fluir em minha alma. Transcrevo abaixo o que chamei de Salmo da Contemplação. Este exercício de espiritualidade foi uma experiência incrível. Que tal você tentar?

SALMO DA CONTEMPLAÇÃO

Assim como sopra o vento e o mar se acalma, assim também nossa alma tranquiliza-se com o sopro do Teu Espírito; pois manifesta, Senhor, o alívio na hora da tribulação, como a brisa suave que sopra sob o forte calor do Sol.

Como azul tornam-se os céus, após o soprar dos ventos dissipando toda escuridão das nuvens, assim também tornam-se nossas vidas após a travessia de tempos difíceis.

Assim, impossível seria, Senhor, contar todos os Teus atos de misericórdia, pois qual grãos de areia dos oceanos, se contados, aproximar-se-iam do infinito.

Como ilhas cercadas por mar, assim somos nós cercados por Tua graça. Nada poderia afastar-nos dela.

Como saltam de alegria os peixes quando encontram águas límpidas, assim nossa alma festeja quando Te encontramos, quando somos envolvidos por Tua unção.

Quando meditamos na Tua palavra, Senhor, Tua voz é constante em nossos corações, tal qual o som das ondas quando chegam à praia.

Que sejam assim, Senhor, nossas vidas, qual o mar que espelha a glória do firmamento, assim também sejam elas o espelho de Tua Glória. Amém.

Rev. Antônio Alvim Dusi Filho



OS SONHOS DE JOSÉ

18 de novembro de 2016

Todos nós sonhamos, planejamos, pensamos sobre nosso passado, presente e futuro. Esta é uma característica muito própria do ser humano. Viver pensando como seria nossa vida se tivéssemos escolhido outros caminhos, e ao mesmo tempo pensamos em como será o amanhã!

Planejar é muito bom! José tinha seus projetos pessoais, imaginava como seria sua vida profissional, pois, agora estava próximo o seu casamento. Será que ele teria condições de sustentar sua casa? Dar segurança e estabilidade para sua mulher e futuros filhos e filhas? Com certeza, José encontrava alguns minutos em seu dia para pensar nestas coisas e também como seria maravilhoso viver neste amor.

A Bíblia relata que José recebeu a notícia da gravidez de sua futura esposa, e secretamente saiu para pensar um pouco sobre a questão, afinal, não era uma notícia simples, natural, tudo era muito diferente.

Refletindo sobre a vida, seus projetos, José adormeceu, sonhou um sonho diferente, um sonho vindo da parte de Deus. Mateus relata: “eis que lhe apareceu em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo” (Mt 1.20).

E assim começa a história dos sonhos revelados de José. Ao contrário dos nossos sonhos, que geralmente ficam no secreto de nossa alma, ou são revelados a poucas pessoas amadas, os sonhos de José ficaram registrados para todos nós. Literalmente, um livro aberto!

José tem outro sonho (Mt 2.13) e neste Deus envia um anjo para avisar sobre a perseguição de Herodes. José foge para o Egito com sua família, conforme o sonho, e assim preserva em segurança sua vida, a vida de Maria e do menino Jesus.
Mateus continua abrindo o livro dos sonhos de José e nos conta mais uma vez que um anjo apareceu a José mandando a família regressar para Israel, pois, o perigo já não mais existia (Mt 2.19). José seguiu seus sonhos.
O que aprendemos com José?

Deus conhece nossa vida, nossos projetos, nossos planos e sonhos. Mas Deus também pode trabalhar através deles. Não da mesma forma que fez com José, afinal, neste caso específico foram revelações especiais, para guardar a vida de Jesus Cristo.

Mas Deus pode encher nossos sonhos com os sonhos dele para nós, quando ouvimos Sua Palavra, conhecemos sua vontade e descansamos debaixo de Seu amor e graça.

Desenvolva uma intimidade com Deus, com uma vida devocional verdadeira, e você verá como Ele conduzirá seus sonhos ao centro de Sua vontade, onde é o melhor lugar para estar!

A Deus toda Glória!
Deus nos abençoe!
Rev Leonardo Sahium



A VERDADE BÍBLICA SEMPRE PREVALECERÁ

11 de novembro de 2016

O desenvolvimento de um indivíduo apresenta as suas particularidades e complexidades desde o período da gestação. Estudiosos se esforçam para compreender os detalhes físicos, emocionais e psicológicos dos humanos e descortinam muitas descobertas importantes. Por outro lado, persistindo nesta investigação, se deparam com enigmas que não se submeterão à logica, como por exemplo, a origem da alma humana.

O surgimento do homem é um fato, mas a maneira como isso aconteceu continua sendo indagada pelos acadêmicos que tentam encontrar explicações racionais para algo que é suprarracional. Assim como um recém-nascido não tem condições de entender as complexas fórmulas matemáticas, os seres humanos jamais completarão as peças para explicar os mistérios da sua origem por meio da razão.

A narrativa bíblica da criação do universo e do homem é objeto de desprezo por aqueles que anseiam por deduções lógicas para todos os processos. O interessante é que qualquer tentativa de explicação apresentada por eles está aquém do texto bíblico, afinal, ou a pessoa admite que um Ser soberano fez tudo a partir do nada, ou atesta que do nada surgiu tudo espontaneamente. Certamente, é necessário mais fé para acreditar na força espontânea do nada do que na existência de um Deus que cria e sustenta todas as coisas.

A Bíblia é verdade absoluta e inquestionável. As palavras inseridas nela foram sopradas por Deus. Toda a Escritura é inspirada pelo Espírito Santo e duvidar deste livro sagrado é duvidar do próprio Deus. Paulo escreveu a Timóteo: “Toda Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16-17). Jesus Cristo disse no sermão do monte: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5:18).

Enquanto a ciência se desenvolve num campo pragmático, muitas vezes manipulada por pressupostos filosóficos equivocados, movida por interesses ideológicos, políticos e econômicos, a Palavra de Deus atravessa serenamente os séculos, promovendo vida, conforto, segurança, alegria e, especialmente, esperança de salvação para aqueles que confessam Jesus como Senhor de suas vidas. Milhares de bíblias já foram destruídas por opositores da fé cristã, porém, nenhuma ciência ou conhecimento humano foi capaz de invalidar o seu conteúdo.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A IGREJA?

29 de outubro de 2016

As revistas escrevem sobre a igreja, os jornais anunciam reportagens contando a vida nas igrejas e muita reportagem especial na televisão já falou sobre algumas denominações e grupos religiosos. O dicionário designa “igreja” como um substantivo feminino que significa “templo cristão.”.

O Novo Testamento nos ensina que a Igreja local, embora unida a todo povo de Deus, é uma igreja completa. Todas as promessas de Deus se aplicam a ela, e Cristo, o cabeça e Senhor da igreja (A.Myatt & F. Ferreira).

A igreja no Novo Testamento é chamada de povo de Deus, salvo pela obra de Jesus Cristo na cruz do calvário; “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9). Deus tem um projeto especial para seu povo. A igreja é o lugar onde encontramos o povo de Deus reunido, em qualquer lugar do mundo. É uma bênção fazer parte deste grupo que se reúne semanalmente para adorar a Deus, ouvir Sua Palavra e viver em comunhão.

A igreja é também chamada de herdeira das promessas do Antigo Testamento; “Por isso mesmo, ele é o Mediador (Jesus Cristo) da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados”. (Hb 9.15)

Deus olha para a Igreja como Seu Corpo; “assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.”(Romanos 12.5).

A igreja tem seus atributos, como um organismo invisível e também como uma organização visível. São três os atributos da igreja; a) Unidade: que é de caráter interno e espiritual. É a unidade do corpo místico de Jesus Cristo, do qual todos os crentes são membros; b) Santidade: Em virtude da justificação do mediador Jesus Cristo, a igreja é tida por santa perante Deus; c) Catolicidade: esta palavra significa “universal”, ou seja, a igreja está presente em todas as nações. A igreja não está restrita a uma nação específica. Ela compreende todos os crentes na terra toda. (L. Berkhof).

Ao falar sobre a igreja, o grande Teólogo Hermann Bavinck escreveu: “o crente, portanto, nunca está sozinho. No mundo natural, cada ser humano nasce na comunhão, com seus pais e, portanto, sem qualquer esforço de sua parte, ele se torna membro de uma família, de um povo e de toda uma humanidade. Isso acontece também na esfera espiritual. O crente nasce de cima, de Deus, mas ele recebe uma nova vida somente na comunhão da Aliança da Graça, da qual Cristo é o cabeça e também o conteúdo.

Deus nos deu o privilégio de viver como Igreja Presbiteriana da Gávea, todas as mais ricas bênçãos desta comunhão, como Deus e com o próximo. Louvado seja Deus por mais um ano de vida e missão de nossa igreja.

Que Deus nos abençoe! Parabéns Igreja Presbiteriana da Gávea!

Rev. Leonardo Sahium



A NOBREZA DE UMA IGREJA

20 de outubro de 2016

O crescimento exponencial do número de igrejas evangélicas no Brasil produziu um emaranhado de doutrinas, liturgias e crenças que dificilmente podem ser catalogadas. Qualquer pessoa tem condições de iniciar um trabalho religioso e chamá-lo de evangélico, mesmo que esteja completamente descomprometido com os pilares da fé cristã.

A teologia da prosperidade, por exemplo, enfatiza que o objetivo central da obra de Cristo foi promover riquezas materiais e saúde plena aos conversos enquanto vivem nesta terra. Outras igrejas colocam a experiência pessoal como algo mais importante do que o texto bíblico. Ainda tem aquelas que priorizam as inúmeras atividades para entreter e agradar os membros.

No outro extremo está a teologia liberal com o discurso de que a revelação divina deve se submeter aos critérios racionais e culturais. Este princípio dilacera igrejas históricas na Europa, nos Estados Unidos e atinge muitas denominações brasileiras que a cada dia se tornam menos expressivas e apáticas espiritualmente.

No meio deste confuso e contraditório cenário com vertentes religiosas tão divergentes, encontrar igrejas comprometidas com a mensagem do evangelho pode se tornar um árduo desafio. Por isso, a própria Bíblia estabelece o critério para averiguar a idoneidade de uma igreja. Um exemplo está no livro de Atos dos apóstolos: “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.” Atos 17.11.

A fidelidade à Palavra de Deus, independente das tendências culturais, filosóficas e morais do momento, é o critério que eleva a igreja ao status de nobre. Uma igreja pode se destacar em todas as suas áreas e ministérios, no entanto, se a Palavra estiver sendo negligenciada, não passa de uma religião vazia e sem sentido. O texto de Atos ensina que é dever de cada membro se interessar ardentemente pela mensagem e examinar as Escrituras todos os dias.

A Igreja Presbiteriana da Gávea completa 49 anos e a saúde espiritual para chegar até aqui dependeu de irmãos que foram fervorosos na meditação da Palavra e firmes para combater ensinos estranhos que, certamente, rondaram a comunidade. Se os membros desta igreja desejam continuar sendo reconhecidos como nobres, é necessário manter o exame atento e sistemático das Sagradas Escrituras.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



AMANHÃ É 2ª FEIRA, E AGORA?

15 de outubro de 2016

Quantas vezes você se viu na situação de iniciar uma 2ª feira com a sensação de que já está atrasado(a) devido a quantidade de problemas que você tem para resolver? São questões de um filho doente, uma entrevista de emprego, da dispensa vazia, de uma reunião importante, ou até mesmo de um conflito familiar. Nos sentimos muitas vezes incapazes, indecisos, inábeis, impotentes, completamente desorientados, sem saber por onde começar, para onde ir ou qual caminho tomar.

Davi nos escreve no Salmo 25 que “Bom e reto é o Senhor, por isso, aponta o caminho aos pecadores. Guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho“ (Sl 25:8-9). É maravilhoso percebermos que a Palavra de Deus endereça as nossas questões. Ela diz “aponta o caminho aos pecadores”. Está falando da gente, irmãos. Está falando que Deus é bom e reto e por esta razão se preocupa com a gente, com as nossas decisões, com as nossas escolhas, com as nossas ações, com os nossos dilemas. No entanto o texto é muito claro. Para que experimentemos este guiar de Deus necessitamos de humildade. O texto sagrado nos confronta com nossa realidade, com nosso orgulho e autossuficiência, próprios de um pecador. Percebam, irmãos, o Senhor guia os humildes na justiça. Creio que uma qualidade que qualquer ser humano normal deseja experimentar é a de ser justo. Fazer aquilo que é justo. Ter o senso de justiça. Queridos, é impossível experimentarmos direção de Deus se estivermos vestidos de arrogância. É necessário nos humilharmos e declararmos nossa total incompetência em fazer escolhas acertadas à parte de Deus, de executarmos nossa própria justiça. Deus tem que estar no processo. Da mesma forma, o texto nos diz que Deus nos mostra o caminho. Mas há uma qualificação. Precisamos buscar a mansidão. Quantos conflitos nossa personalidade, muitas vezes impulsiva, nos tem gerado em família, no trabalho, na escola, faculdade e igreja? Somos prontos a responder, e parece que temos uma facilidade enorme de amontoar rancor, que ao cabo só gera em nós ira, discórdia, e dissenções. Precisamos buscar esta mansidão, fruto do Espírito, para encontrarmos o caminho. Precisamos de corações serenos, transformados pelo Espirito Santo, capazes de ouvir a voz do Senhor nos ensinando o Seu caminho.

Pois é, da próxima vez que sua 2ª feira começar com cara de que você já iniciou o dia devendo, lembre-se da necessidade de ser humilde e manso, pois assim os caminhos se abrirão.
Que Deus nos ajude.
Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



Mudança de Hábito

2 de outubro de 2016

Os hábitos são comportamentos repetitivos que expressam os valores, as crenças e as prioridades de uma pessoa. Fazer exercícios físicos, ir ao teatro e cinema, dormir e acordar numa determinada hora, assistir um noticiário, ler jornais, revistas e livros são alguns dos inúmeros condicionamentos que podem ser adquiridos durante a vida.

Existe uma ética do hábito, afinal, ele pode ser positivo ou negativo. Em muitos casos, acolher um significa excluir o outro. A influência religiosa, social, familiar e as características individuais direcionam este processo seletivo de atitudes que podem ser adequadas ou inadequadas.

O poder de um hábito se manifesta quando há a intenção de abandoná-lo ou substitui-lo. É neste momento que a profundidade das suas raízes é identificada. Uma enorme indisposição se impõe para evitar qualquer mudança naquilo que está sedimentado, estagnado e estabelecido. Provavelmente, consome-se mais energia procrastinando a alteração de um hábito do que tentando efetiva-lo.

A inserção de práticas que caracterizam uma verdadeira vida cristã requer o rompimento com velhos hábitos e a reorganização de outros, tendo o amor a Deus sobre todas as coisas como o princípio motivador para este reajuste. Dizer que Deus é a prioridade e permanecer inerte diante de costumes que mantém a fé atrofiada é incoerente.

O progresso em direção à maturidade cristã acontece quando as atitudes habituais são transformadas com o propósito de glorificar a Deus em todo o tempo. A meditação na Palavra, a vida de oração e a comunhão com os irmãos são alguns dos instrumentos espirituais que promovem a percepção necessária e as ferramentas adequadas para lidar com a exclusão dos maus hábitos.

O Espírito de Deus fornece o poder necessário para aqueles que estão dispostos a fortalecer a fé, no entanto, é necessário dedicação no exercício das disciplinas espirituais. O autor de Hebreus escreve: “Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb 4.11).

A obediência a Cristo depende da observância dos conceitos bíblicos e também das atitudes que revelam a sincronia da fé com as obras. Os crentes verdadeiros precisam se esforçar para produzir santos hábitos que alegram o coração de Deus e autenticam a salvação daqueles que professaram Jesus como Senhor de suas vidas.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



ADMINISTRAR O TEMPO

16 de setembro de 2016

“Ensina-nos a contar os nossos dias,
para que alcancemos coração sábio” Salmo 90.12

Um dos maiores problemas que enfrentamos em nossa vida é a administração de nosso tempo. Como gostaríamos de ter mais tempo para realizar tudo aquilo que planejamos ou sonhamos. Mais tempo para ler um bom livro, orar, fazer uma caminhada na praia, ouvir uma boa musica, conversar com os amigos, almoçar com a família.

Ao escrever sobre a administração do tempo, Christian Barbosa disse: “você vai descobrir que gerenciar seu tempo nada mais é do que a habilidade de fazer escolhas. A todo momento você faz escolhas entre o que é importante, o que é urgente e o que é circunstancial. Se você acha que não tem tempo, isso é efeito da sua escolha de não ter tempo, talvez inconsciente ou até mesmo consciente. Essas escolhas levam a ações para concretizar seus sonhos. Afinal de contas, é para isto que vivemos e fazemos uso do tempo: para sonhar e realizar”.

O salmista reconhece algo fundamental ao escrever sobre a necessidade de aprender a contar os seus dias. João Calvino nos diz que o salmista nos ensina que aplicamos nosso coração à sabedoria quando compreendemos a brevidade da vida humana. Assim o salmista busca em Deus sabedoria para administrar sua vida.

Barbosa cita um princípio muito interessante ao dizer: A Lei de Pareto (também conhecida como princípio 80-20), que afirma que, para muitos fenômenos, 80% das consequências advêm de 20% das causas. Na prática, podemos sugerir que 80% dos resultados que você obtêm durante a semana vem de 20% do tempo que gastou nesse período.”

Quando observamos o ensino de Jesus Cristo, percebemos que Ele nos ensinou a determinar as prioridades em nossa vida em Mateus 6.31-34. Fica claro que no ensino de Cristo, quando investimos em nossa relação com Deus o efeito deste tempo de comunhão com Ele é multiplicado nos resultados em todas as outras áreas de nossa vida.

Na administração do tempo estabeleça como prioridade sua vida espiritual!

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



LECTIO DIVINA

2 de setembro de 2016

Queridos irmãos, como parte da nossa prática cristã a Bíblia nos ensina a meditar constantemente na palavra de Deus. O verbo meditar é fácil de conjugar, porém difícil de praticar, especialmente para nós ocidentais. Gostaria de compartilhar com vocês um texto que recebi recentemente que apresenta uma metodologia prática para o ato de meditar. A chamada lectio divina é um método de leitura-orante da Bíblia. É ler a Bíblia não tanto para acumular conhecimento, mas como uma forma de diálogo com Deus. Basicamente, a lectio divina consiste em preparação (statio), leitura (lectio), meditação (meditatio), oração (oratio), contemplação (contemplatio), discernimento (discretio), comunicação (comunicatio) e ação (actio). É preciso prática para penetrar na riqueza que a lectio divina pode trazer para sua vida espiritual. “Seja diligente nessas coisas, dedique-se a elas”.

A prática da lectio divina requer que você separe um tempo para estar a sós, num local tranquilo (talvez o seu quarto), sem distrações. Selecione o texto (os Salmos se encaixam bem) que deseja ler, de preferência não muito longo. Os elementos centrais da lectio divina são:

LER – atentamente, com prazer e com fome, saboreando as palavras como alimento espiritual. Leia o texto em voz alta várias vezes, dando especial atenção aos versos ou palavras que lhe chamam atenção. Escute o que o texto fala com você.

PENSAR – o quê esse texto significa para você? Que versos ou palavras falam mais a sua situação hoje? Como você tem vivido em relação a ele?

ORAR – Orar é responder ao chamado no profundo do seu coração para falar com Deus. Além de suas palavras, essa resposta pode ser também escrita em um diário espiritual, ser acompanhada com gestos (ajoelhar-se) e cânticos.

VIVER – Você pode ler, pensar e orar o dia todo, mas a menos que você pratique a Palavra de Deus, não terá valido nada. É preciso colocar em prática o que Deus falou com você durante esse tempo de leitura e reflexão. Sua vida será o maior testemunho que você poderá dar.

Desafio você a experimentar! É maravilhoso! Você pode fazê-lo até mesmo em apenas 15 minutos.

Que Deus nos ajude.
Rev. Antonio Alvim Dusi Filho