Pastorais
ENTRE OS MITOS E A VERDADE

24 de março de 2016

Qual a certeza que a religião pode trazer em um mundo de incertezas? Esta é uma pergunta crucial para quem entende o quanto é importante o equilíbrio espiritual em nossa vida. Na história da humanidade a expressão religiosa sempre foi parte relevante na vida de pessoas, famílias, políticas públicas e até internacionais.

Nesta rica história religiosa encontramos povos inteiros acreditando nas mais diferentes divindades, das mais simples às mais complexas. Encontramos tribos no mundo todo, crendo que deus era o sol, a lua, as estrelas, a chuva, o vento e assim por diante. O mundo urbano desenvolve formas mais poderosas em seus mitos, crendo em um deus que mora no trovão, que domina o mar, que luta no cosmos com outros deuses.

Neste conjunto de crenças uma questão sempre incomodou, não importando se nas tribos, vilas ou grandes centros urbanos como a Roma antiga. A questão era e continua sendo, a vida depois da morte. Algumas religiões defendiam que depois da morte o ser humano seria levado para uma estrela distante, outros acreditavam que o ser humano simplesmente deixava de existir, outros acreditavam que ele voltaria na forma de animais, vegetais, minerais ou como ser humano em outro corpo, em outro lugar e tempo. As religiões, os mitos, foram sendo destruídos, afinal, nada foi comprovado e com o tempo perdeu força.

Jesus Cristo rompeu com todos estes paradigmas religiosos, sua vida, ministério e poder, destruiu todos os falsos conceitos espirituais, religiosos e mitológicos. Mas o que realmente transformou todos os conceitos e provou a suprema realidade da presença de Deus entre nós, suas criaturas, foi a vitória de Jesus Cristo sobre a morte. Quando Jesus Cristo ressuscitou, todos os mitos foram destruídos. É muito fácil pregar que depois da morte uma pessoa pode se transformar em qualquer coisa, ou até mesmo viver outra vida em outra realidade, mas a ressurreição de Cristo é algo único, que foi profetizado e realizado dentro do prazo anunciado, seguindo cada pequeno detalhe de todas as profecias do Antigo Testamento.

Qual a certeza que a religião pode trazer em um mundo de incertezas? A certeza de que a ressurreição de Jesus Cristo e de tantas outras pessoas depois dele, como narra o evangelho, foi a prova cabal que não era um mito, mas o fato mais concreto de toda a história da humanidade. Por isso a história, querendo ou não, será sempre dividida da seguinte forma, antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.). A ressurreição não foi apenas uma experiência passada, é uma promessa para todo cristão. Haverá o dia em que, segundo as Escrituras, todo cristão passará pela mesma ressurreição. Aleluia!

Feliz Páscoa! Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium

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A PÁSCOA CHEGOU

18 de março de 2016

O cenário político dos últimos dias pode ser considerado um dos mais tumultuados da história recente. Quantas informações expõem as incoerências, armações e sujeiras dos representantes do país. Um quadro com desdobramentos aterrorizantes a cada noticiário. A nação está estarrecida e sua vergonha exposta ao mundo.
O fato destes acontecimentos antecederem a Páscoa possibilita uma correlação dos elementos que regiam a política tanto na época de Cristo como nos dias de hoje. Naquela ocasião, ocorreu uma reunião nos bastidores do Superior Tribunal dos Judeus (Sinédrio) para tirar a vida de Jesus (Mt 26.1-3). Quantas decisões antiéticas e injustas também não foram tomadas às portas fechadas pelos que detém o poder no Brasil. As delações premiadas permitem que a sociedade seja informada de uma ínfima quantidade desses acordos indevidos.

Outro destaque é a corrupção enraizada nas duas situações. Judas negociou a entrega de Jesus com os líderes corruptos por trinta moedas de prata (Mt 26.14-16). Isso revela que a propina para atingir os propósitos mais ESPÚRIOS e cruéis ultrapassa eras, culturas e situações. Quantas transações totalizando bilhões já não foram realizadas indevidamente na política brasileira!

Quando o caso é transferido para o governador Pilatos, percebe-se o quanto a justiça pode ser prejudicada para manter a governabilidade. Para não promover desagrados que irão afetar a sua popularidade, o governador inocenta o criminoso Barrabás e sentencia o santo de Israel, Jesus Cristo (Mt 27.20-23). Os “barrabases” brasileiros se esforçam desesperadamente e recorrem a todos os meios possíveis para se esquivarem da merecida punição. Estes momentos políticos que precedem a Páscoa ilustram a corrupção entranhada na humanidade desde que o pecado se apropriou do coração humano. No entanto, onde abundou o pecado, superabundou a graça (Rm 5.20). A Páscoa chegou e trouxe libertação, vitória e esperança para aqueles que estão cansados de tantas injustiças, mentiras, corrupções, enganos e falsidades. A Páscoa chegou e com ela o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, a quem os seus discípulos devem tributar, honra, louvor e glória. Jesus não falha e no devido tempo julgará vivos e mortos.

Deus está no controle de todas as coisas e estabelece os seus desígnios com absoluta precisão. Jesus precisava chegar até a cruz para morrer, ressuscitar e conceder vida eterna a todos aqueles que cressem no seu nome. Os que se renderam ao seu senhorio devem viver na justiça e no temor a Deus, cumprindo com todos os seus compromissos como cidadãos da pátria terrena. No entanto, em momentos de turbulência política, econômica, social e pessoal, a igreja é convidada a pensar e buscar as coisas do alto, onde Cristo vive e está assentando a direita de Deus (Cl 3.1). A Páscoa chegou para aqueles que encontraram em Cristo a única esperança para suas vidas.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



VALORIZE AS PAUSAS

5 de março de 2016

“Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com seus discípulos” João 6.3

Jesus Cristo é nosso grande exemplo. Tudo o que ele fez e falou é o modelo padrão para todos nós, por isso, somos chamados de cristãos. No versículo 2, ou seja, o versículo imediatamente anterior ao que está descrito em nossa pastoral, encontramos Jesus cercado pela multidão que havia testemunhado os sinais e curas que ele havia realizado. Mesmo neste contexto com uma agenda complexa, Jesus nos ensina a importância da pausa. Observe que Ele sobe ao monte e tira um tempo com seus discípulos.

Jesus sabe equilibrar a ação missionária com a reflexão devocional em comunhão. Porque a comunhão devocional não é apenas na solitude, em um tempo individual, mas é também vivida coletivamente, na relação eclesiástica.

Um dos perigos de nossa agenda lotada é a superposição de tarefas quando iniciamos algo sem ter concluído o anterior. Este tipo de atitude gera estresse e acaba por reduzir qualidade daquilo que se está fazendo. Outro perigo é a ausência da reflexão, da contemplação do que se acabou de realizar. Devemos aprender com Cristo mais este princípio de vida. Ele sempre observava o resultado de sua obra, de suas palavras. Jesus sempre perguntava a opinião dos que estavam com ele, sobre suas palavras, conceitos, valores e missão. Não era por insegurança que ele agia assim, mas para nos ensinar um princípio. Nada na vida de Cristo é fruto do acaso. Estas pausas para ouvir proporcionavam uma maior reflexão entre os discípulos e como resultado disso, um maior aprofundamento nas verdades ensinadas.

No ministério de Jesus Cristo havia tempo para a pausa, mas ele também nos ensinou a ter este momento em um lugar especial. Encontramos Jesus, em suas pausas, no deserto, no jardim, às margens de um lago, em cima de um pequeno monte ou mesmo dentro de uma casa. Eram lugares diferentes, afinal, ele não queria sacralizar um lugar geográfico. Mas eram lugares separados para aquela pausa para reflexão e comunhão.

Finalmente, percebemos o quanto estas pausas foram aprendidas pelos discípulos de Jesus Cristo. Depois da ressurreição de Jesus, encontramos várias vezes os discípulos reunidos para pensar a sua relação com Deus, para discutir estratégias para a vida comunitária e também para que cada um dos servos do Senhor pudesse ter o seu próprio momento com Deus.

Precisamos aprender a valorizar as pausas e fazer delas um momento de reflexão individual e também comunitária.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



APARECE LÁ EM CASA!

28 de fevereiro de 2016

Os tempos mudaram e o convite para encontros entre amigos nas casas se tornaram raros, principalmente nas grandes cidades. As residências se estabeleceram como ambientes restritos e privados. Depois de um razoável período no trânsito após o trabalho, não há energia, disposição e espaço na agenda para receber alguém ou até mesmo sair para uma visita amigável, afinal, o despertador tocará cedo no dia seguinte. Os membros da família possuem entre si poucas horas noturnas para o cumprimento das responsabilidades domésticas e para o mínimo de convivência.

Esta remodelação social criou distâncias entre amigos, vizinhos, familiares e irmãos em Cristo. As pessoas estão mais isoladas, individualizadas e acomodadas com este novo cenário. Não estão dispostas a afetos, abraços, risos e lágrimas! Todas estas reações são vivenciadas de maneira distante e superficial pelas redes sociais e podem ser expressas por ícones virtuais. A geração atual tem muitas conquistas para celebrar, mas o empobrecimento relacional é um dos seus grandes males.

É neste difícil contexto que Deus convoca a sua igreja para experimentar a comunhão dos santos enfatizada em toda a Escritura. O autor do livro de atos escreve que esta era uma prática dos primeiros convertidos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” At 2.42. O apóstolo João escreve na sua primeira carta: “Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I Jo 1.7). O Corpo de Cristo foi separado para suportar uns aos outros (Cl 3.13), sujeitar uns aos outros (Ef 5.21), consolar uns aos outros (I Ts 4.18), edificar uns aos outros (I Ts 5.11), confessar uns aos outros (Tg 5.16) e amar, de coração e ardentemente uns aos outros (I Pe 1.22).

Para que a igreja vivencie estes textos é necessário romper os cordões de isolamento e estabelecer vínculos com aqueles que professam a mesma fé. Para que isso se torne possível, vários irmãos da Igreja Presbiteriana da Gávea abriram as portas de suas casas para as reuniões semanais das células. São momentos de adoração, conversas espirituais, pastoreio mútuo, intercessão e comunhão. Um tempo para abraçar e ser abraçado, falar e ouvir, alegrar e chorar, enfim, para viver na unidade do povo de Deus. Procure os líderes das diversas células da IPG e se prepare para ouvir a cordial e amigável frase: “aparece lá em casa”!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



OBRA COMPLETA

19 de fevereiro de 2016

Olá, queridos irmãos. Esta semana que passou encontrei uma irmã muito querida no mercado e tivemos uma daquelas conversas rápidas, entre amigos apressados, porém sintonizados na vida um do outro. Apesar da pressa, tivemos um bate-papo suficientemente longo para compartilhamos a respeito dos desafios em comum que temos enfrentado, situações de saúde, incertezas a respeito do futuro e a necessidade de confiarmos em Deus. Ao final da conversa ela me disse algo muito importante: “Deus não faz sua obra pela metade.”

Fiquei pensando naquilo depois pelo resto da noite. Como somos frágeis em nossa estrutura espiritual! Como somos vacilantes nas nossas afirmações. No domingo bendizemos a Deus e na segunda duvidamos do Seu cuidado. No domingo descansamos em Deus, mas na segunda rolamos de um lado para o outro da cama sem conseguir dormir de ansiedade ou preocupação. Isto me levou a meditar em o quanto é necessário termos em mente aquela palavra de Paulo aos crentes em Éfeso a respeito da soberania de Deus, na qual ele diz: “fomos predestinados segundo o proposito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade.” (Ef 1:11)

Irmãos, Deus tem Vontade! Deus tem Planos! A Bíblia nos ensina que a sua vontade pode ser experimentada por nós e que ela é boa, agradável e perfeita (Rm 12:2). Precisamos enfrentar os desafios a nós propostos com a certeza de estarmos sob o controle soberano do nosso Pai, e no centro de sua Vontade. Nosso alvo, queridos, deve ser o de buscar um nível tal de comunhão com Deus, que quando estivermos diante das dificuldades, todo o nosso ser, corpo, mente e alma estejam sintonizados com a graça que vem do trono de Deus, e que nos assiste diuturnamente. Esta graça nos faz crer que o nosso Senhor tem grandes coisas preparadas para aqueles que o amam. Esta graça nos faz confiar que, a despeito de nossas limitações, Deus levará a cabo o Plano que Ele tem para cada um de nós.

Não ande aflito, meu irmão, minha irmã. Creia nisso! Deus não faz sua obra
pela metade.

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará.” (Sl 37:5)

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



RESPEITO É BOM E DEUS GOSTA!

12 de fevereiro de 2016

Dos vários fatores responsáveis pela saúde nas interações sociais, o respeito merece destaque. O ocidente experimenta uma profunda crise nesta área. O desrespeito atinge todos os segmentos da sociedade. Os idosos não são tratados com dignidade, os pais estão com a autoridade enfraquecida e muitos professores experimentam um colapso emocional decorrente do estresse em sala de aula. Ao observar as instituições públicas como hospital, educação e segurança são nítidos o maltrato e a desconsideração com o ser humano.

Na busca pelos motivos que determinam este cenário deprimente está o desprezo do homem pelo seu Criador. O ataque frontal e insistente a Deus e aos princípios que Ele estabeleceu produz uma sociedade cruel, perversa e desorientada. Se não há respeito e temor Àquele que governa todas as coisas e se suas regras não atendem aos tempos modernos, o resultado não pode ser outro senão este caos nas relações interpessoais. Perdeu-se o respeito a Deus! Isso pode ser constatado tanto na tentativa de ignorá-Lo como nas aberrações que são ditas em Seu nome. Uma época de incredulidade e heresias revela a ausência de reverência Àquele que é Santo, Santo, Santo.

No entanto, esta realidade não passa despercebida daquele que tudo vê. O Senhor está atento aos movimentos dos corações e aos caminhos dos povos. Ele conhece as intenções e disposições dos que não cansam de ridicularizar a sua Palavra e insultar os seus princípios. As Escrituras revelam que Deus não é estático, pelo contrário, quando afrontado reage com juízo.

O rei Salomão escreveu: “Vi ainda debaixo do sol que no lugar do juízo reinava a maldade e no lugar da justiça, maldade ainda. Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo proposito e para toda obra” (Ec 3.16). O profeta Jeremias registrou que a rejeição ao Senhor e à sua lei o faz cansar de ter compaixão: “Tu me rejeitaste, diz o Senhor, voltaste para trás; por isso, levantarei a mão contra ti e te destruirei; estou cansado de ter compaixão” (Jr 15.6).

Se a felicidade de um país está em reconhecer Deus como Senhor (Sl 33.12), naturalmente, a sua infelicidade é resultado do não reconhecimento. Nesta perspectiva, as desordens, as crises e os problemas do Brasil e do ocidente são plenamente explicáveis. Diante deste cenário paganizado, cabe à igreja persistir na intercessão, no testemunho inegociável e na evangelização, com sabedoria e prudência, mostrando que em todas as épocas, a solução está em crer que Jesus é o Cristo e viver com respeito e santo temor ao seu nome.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



INCENTIVO DIVINO, QUER MELHOR?

5 de fevereiro de 2016

“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia,
mas de poder, amor e de moderação”. 2 Timóteo 1.7

O pastor John Maxwell escreveu: “Ainda não encontrei uma pessoa, seja qual for o estágio da vida em que se encontre, que não tenha melhor desempenho num clima de aprovação do que sob críticas. Já existem críticos demais no mundo.”

Quando todas as pessoas ao nosso redor estiverem de cabeça baixa, olhando para o chão, murmurando os problemas da vida, devemos levantar os olhos e contemplar as maravilhas de Deus. Jesus nos ensinou a contemplar a natureza e perceber o cuidado dele com a Sua criação. Disse Jesus: “observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” Mateus 6.26

As palavras de Jesus em toda a Bíblia sempre foram recheadas deste elemento único chamado, incentivo. Quando Noé foi convocado para uma obra completamente sem sentido, aos olhos humanos, ele não vacilou, ele caminhou com a certeza de que o Senhor iria cumprir o que havia dito e assim aconteceu. Quando José olhou para tudo o que havia acontecido em sua vida, as dores e as injustiças mais pesadas, ainda sim, testemunhou que em todas as coisas ele percebia a mão de Deus conduzindo-o em triunfo. Quando Moisés foi chamado por Deus para tirar o povo da terra da escravidão e os conduzir, por quarenta anos pelo deserto, até chegar na terra prometida, ele aceitou o desafio. Homens e mulheres, que não se dobraram diante das adversidades. Uma jovem Maria, grávida, empreendeu todos os esforços, sem murmurar, até completar sua missão.

Hoje, olhamos para a Bíblia e somos novamente lembrados daquilo que Paulo queria deixar como ensino eterno no coração de Timóteo. Deus nos capacitou e continua agindo em nós para enfrentarmos qualquer adversidade.
Paulo era um homem que buscava em Deus a força para enfrentar suas lutas nesta terra. A Palavra de Deus nos garante uma santa capacitação, afinal o texto afirma: Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, amor e de moderação. Não permita que as ameaças deste mundo apaguem o incentivo divino.

Se você tem o incentivo divino, quer algo melhor? Impossível! Deus está ao nosso lado, abençoando, guardando, capacitando para que tudo o que fizermos seja para Sua honra e glória!

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



SAMBA, FOLIA E REFLEXÃO

31 de janeiro de 2016

Queridos irmãos, não há como negarmos: somos o país do Carnaval! Mais que isso, somos a cidade, o bairro do Carnaval! Ruas fechadas, transito engarrafado, alegria de fachada, um mar de gente para todo o lado. Almas escancaradas à folia exagerada. Hedonismo aloprado, nesta festa cultural, hotéis superlotados, o Rio é o tal! Sujeira para todo o lado, bebedeira é o refrão. Sexo desenfreado é a experiência do folião. Dentro da nossa própria casa, com a mídia em ação, assistimos entorpecidos, uma mulher mostrando nua o seu corpo em devassidão. Banalizando em horário nobre aquilo que Deus santificou, ditando a regra pobre da lascívia do coração. Ao olharmos este quadro somos levados a uma reflexão. Seria o Carnaval apenas um festa, uma mera tradição? Receio que olhando por um outro lado, diria: infelizmente não. O que vejo são corações vazios de significado em busca de um rumo para o existir, porém sem o prumo manifestado, perdidos tateando para não colidir. Uma festa que movimenta a economia, mas que com sua proposta carnal, só leva ao fim do dia, a pessoas para mais perto do mal.

Espero a este ponto, ter capturado sua atenção, pois precisamos reagir diante desse mar de perdição. Não me entenda mal, irmão, não se trata de legalismo, muito menos religião; trata-se de fazer aquilo que convém ao coração. Um coração regenerado que na vida tem direção, por que foi alcançado por tão grande Salvação. Salvação em Jesus Cristo que se entregando por nossos pecados nos permite discernir aquilo para o qual fomos comprados. Uma vida de santidade que repudia a tentação, que busca em Deus sabedoria para transformar sua geração. Somos todos compungidos a experimentar a santificação, sem a qual não nos é conferido experimentar de Deus comunhão. Deus quer de nós uma atitude destemida que não confia no próprio braço, mas nos Seus ensinamentos que levam à vida. Experimentar aquela alegria que não depende da festança, uma experiência única daqueles que em Deus tem sua esperança. Precisamos elevar, nesses dias de confusão, o padrão de vidas santas que não engolem qualquer “refeição”. Assim nos resta tão somente alimentar mais e mais nossa alma da Palavra eminente que opera em nós a Redenção.

Mt 5:13 – “Vós sois o sal da terra”

Que Deus nos ajude.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



A SUPERABUNDANTE GRAÇA

13 de março de 2015

A mente humana não tem condições de absorver a intensidade da queda. Apesar da facilidade em identificar inúmeras consequências do pecado no dia a dia, a punição correspondente à quebra do pacto do homem com Deus era a morte física, espiritual e eterna. Ao comerem o fruto do bem e do mal, os primeiros pais optaram por um caminho trágico de desespero e caos. A lei do Senhor tem o propósito de apresentar esta realidade e esclarecer que a situação do homem é insustentável e promove a perdição completa.

Somente Deus é maior do que o estrago causado pela desobediência dos primeiros pais, por isso, somente Ele poderia proporcionar a solução. É neste momento que a sua graça se manifesta através da salvação em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo escreve sobre esse tema aos romanos: “mas, onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20b). Ele também trata deste assunto com Timóteo: “e a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em Cristo Jesus”.

Graça é receber um presente imerecidamente. Ninguém era digno da reconciliação que foi proporcionada através do sacrifício de Cristo Jesus. Sua encarnação, morte e ressurreição manifestam o maravilhoso e surpreendente amor de Deus ao mundo. Por outro lado, revela também a profundidade do dano causado pela queda humana. Jesus cumpre a sua obra para promover vida aos que estavam mortos, esperança aos desesperados, alegria aos que estavam arrasados pela tristeza e luz para os que viviam em trevas.

Jesus é a revelação visível da graça de Deus e por meio dele a perspectiva da vida é transformada. Ao perceber o peso da merecida punição e o grande amor de Deus revelado em Cristo para salvar, surge nos corações dos cristãos uma profunda gratidão e uma indescritível alegria, afinal, esse amor é infinito e jamais poderá ser compreendido plenamente por mentes limitadas e corrompidas.

A graça de Deus produz salvação e também todos os cuidados decorrentes desta nova relação de Pai e filhos. Tudo o que produz vida verdadeira é fruto desta maravilhosa graça. Por isso, o coração do crente é marcado por gratidão, afinal, ele sabe do estado de morte que saiu e também da vida que adquiriu pelos méritos de Cristo.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



MULHERES FELIZES

6 de março de 2015

O desejo narcisista do homem em sobrepor à mulher causou um grande malefício ao longo da história e ainda é um comportamento que precisa ser observado como contrário aos princípios de Deus para vida em comunidade. O Dia Internacional da Mulher surge como consequência de inúmeras manifestações femininas nos Estados Unidos e na Europa que visavam, especialmente, a obtenção de direitos iguais.

O movimento feminista pode ser dividido em três principais ondas: a primeira no início do século XX, a segunda a partir da década de 1960 e a terceira de 1990 até os dias atuais. Após este tempo de busca sistemática por seus direitos, as mulheres celebram importantes conquistas e continuam numa persistente caminhada pela equivalência dos sexos.

Este rearranjo social proporcionou desdobramentos e modificações em todas as esferas do comportamento ocidental. O indivíduo, a família, a escola, o mercado, a universidade, a igreja e todos os demais núcleos de interações foram impactados pelas ondas do feminismo. Novos valores foram estabelecidos gerando uma infinidade de estudos, seminários e teses.

A mulher do século XXI tem independência financeira, emprego, poder, status e um mercado mobilizado para atendê-la. Existe, hoje, uma mulher que busca, corre, faz acontecer, produz, lê, analisa, pensa, posiciona, exige e questiona. Conquistas legítimas, mas a pergunta é o quanto ela está verdadeiramente feliz. Movimentos sociais podem produzir benefícios necessários e autênticos, mas não conseguem gerar a verdadeira felicidade.

A única fonte de verdadeira felicidade é a fé em Cristo Jesus. O encontro com Ele promove vida abundante e eterna, mas também uma transformação real nos corações de homens e mulheres para que caminhem por princípios de amor e respeito jamais identificados na literatura secular. Por exemplo, a Palavra de Deus ensina que o homem deve amar a sua esposa como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5.25). Homens que seguem este princípio alegraram os corações de suas esposas independente do tempo e das tendências sociais.

Mulheres felizes são aquelas que têm prazer na lei do Senhor, zelam pela paz em seus lares, são exemplos de amor a Deus sobre todas as coisas, seguem os passos de Jesus Cristo, são moderadas no falar, misericordiosas no agir e amam a casa de Deus. Estes mesmos princípios podem ser aplicados aos homens, pois na fé cristã não há predominância de um sobre o outro (Gl 3.28), mas todos prostrados aos pés de Cristo, servindo com alegria ao próximo.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena