Pastorais
ENCONTROS COM JESUS

28 de maio de 2016

A essência do que diferencia o cristianismo das demais religiões e formas de pensamento é: todas as outras religiões dizem que, se quiser encontrar Deus, se quiser se aperfeiçoar, se quiser ter uma consciência mais elevada, se quiser conectarse com o divino, não importa como ele seja definido, você tem de fazer alguma coisa. Tem de reunir suas forças, seguir as regras, libertar a mente para então enchê-la e tem de ficar acima da média. Todas as outras religiões ou filosofias humanas dizem que, se quiser consertar o mundo ou a si mesmo, reúna toda sua razão e força e viva de determinada maneira.

O cristianismo diz exatamente o oposto. Todas as outras religiões e filosofias afirmam: “Você tem de fazer alguma coisa para se conectar com Deus”, enquanto o cristianismo diz: “Não, Jesus veio fazer em seu lugar o que você não podia fazer por si próprio”. Todas as outras religiões dizem: “Eis as respostas para os grandes questionamentos”, ao passo que o cristianismo diz: “Jesus é a resposta para todos eles”. Muitos sistemas de pensamento apelam para pessoas fortes e bem-sucedidas, pois agem diretamente sobre a crença de que, se você for forte e der duro o suficiente, vencerá. Mas cristianismo não é só para os fortes; é para todos, acima de tudo para aqueles que reconhecem que, naquilo que de fato importa, eles são frágeis. É para as pessoas que tem uma força específica, capaz de reconhecer que suas falhas não são superficiais, que seu coração se encontra em profunda desordem e que são incapazes de se corrigir. É para aqueles que conseguem enxergar a necessidade de um salvador, de Jesus Cristo morrendo na cruz, para reconecta-los com Deus.

Pense no que acabo de escrever. Soa contrário ao senso comum na melhor das hipóteses e desconcertante na pior. A genialidade do cristianismo está justamente no fato de ele não ter nada a ver com: “Eis o que você precisa fazer para encontrar Deus”. O cristianismo tem a ver com Deus vindo à terra na forma de Jesus Cristo, morrendo na cruz para encontrar você. Essa é a verdade radical, genuína e única com que o cristianismo tem contribuído para o mundo. Todas as outras ideiasrevolucionárias sobre cuidar dos fracos e necessitados, viver para o amor e o serviço em lugar de buscar o poder e o sucesso, amar sacrificialmente inclusive os inimigos – tudo flui do próprio evangelho. Isto é, devido à profundidade de nosso pecado, Deus veio na pessoa de Jesus Cristo fazer o que não podíamos fazer por nós mesmos: salvar-nos.

Pastor Tim Keller

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O AMOR FAMILIAR QUE RESISTE AO TEMPO

21 de maio de 2016

Os vínculos familiares são muito importantes no desenvolvimento da personalidade do indivíduo. Os membros de uma casa constroem vivências, experiências e interações que jamais poderiam ser reproduzidas com exatidão em outro ambiente. É evidente que a estabilidade ou instabilidade de uma residência irá interferir na vida dos seus integrantes.

A decisão do homem em romper-se com Deus provocou um desajuste pessoal e relacional na primeira família da terra. O trágico assassinato de Abel pelo seu irmão Caim fornece os indícios de como seriam os lares após a queda humana. A partir deste momento, as famílias se tornaram verdadeiros campos de batalhas, marcadas por discórdias, provocações, desrespeitos, agressões e tantos outros males. Poucos ambientes são capazes de gerar feridas mais profundas!

Além destas crises familiares que ocorrem desde sempre, parte da sociedade atual decidiu apostar em caminhos alternativos que dispensam o matrimônio e a criação de filhos. Como consequência, muitos governantes estão desesperados para que os jovens se despertem para a concepção de filhos. Os decréscimos da população em vários países da Europa e também no Japão revelam que o culto ao individualismo começa a apresentar as suas desastrosas consequências. É importante registrar que a Palavra de Deus não condena a decisão de permanecer solteiro, no entanto, esta é a exceção e não a regra.

A Bíblia estabelece de maneira simples, óbvia e direta que a família é a matriz invariável para o bem estar do indivíduo e para a sobrevivência da raça: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a.” Gênesis 1.27,28a.

Tanto a indisposição para casar e ter filhos como os incessantes conflitos das famílias na atualidade são consequências do desamor ou do equivocado conceito de amor que permeia uma sociedade que trata Deus com descaso e, por outro lado, cultua o prazer pessoal.

A Bíblia ensina que Deus é amor (I Jo 4.8) e para que o homem experimente deste verdadeiro amor é necessário um encontro com Cristo, o filho de Deus que veio ao mundo transformar toda a realidade. A sua entrega na cruz para salvar o homem perdido, o seu exemplo de serviço, humildade e compaixão revelam o âmago do amor divino. Cristo é o exemplo e a referência de amor para todos aqueles que desejam edificar as suas casas sobre a rocha.

Esposas, maridos e filhos precisam observar a maneira amorosa com que Cristo tratava as pessoas, precisam orar e clamar ao Espírito Santo para que as relações sejam sedimentadas com o mesmo amor. Este é o caminho para que a alegria e a harmonia se estabeleçam na família cristã que visa a glória de Deus e não a busca pelos seus próprios interesses.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



Mães missionárias

6 de maio de 2016

“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes
a instrução de tua mãe” Provérbios. 6.20

É muito comum ouvirmos que a educação deve ser prioridade na formação de uma pessoa. Existe a educação formal, aquela recebida nas escolas e universidades que são objeto constante de investimento e preocupação dos pais, mas também existe uma outra educação, não encontrada nos ambientes acadêmicos, mas de relevância tão grande que só pode ser encontrada em casa.

Na casa que teme a Deus encontramos a escola de Deus. Neste universo íntimo todos nós somos conduzidos ao aprendizado nos relacionamentos. Encontramos as matérias da vida, seja o amor, a paz, a alegria, a diversão, o prazer de conviver com pessoas diferentes e ao mesmo tempo iguais a nós em tantas coisas. Este é o lugar certo para aprender os valores da família de maneira prática. Corre-se também o risco de se viver em uma escola ruim, uma família destruída pelos pecados e distanciamento de Deus. Mas por outro lado, podemos também ver que mesmo nos lares mais sombrios, Deus pode manifestar sua graça transformadora fazendo algo belo e novo naquele lugar.

Portanto, é indiscutível a importância da família. Este lugar nobre, com pessoas especiais e grandemente amadas. É neste ambiente que Deus deseja que haja aprendizado constante. Pais e mães ensinam seus filhos as verdades absolutas da Palavra de Deus.

O texto de provérbios é uma advertência para a preservação do lar. Inimigos e armadilhas externas são apresentados sem qualquer constrangimento do politicamente correto, muito pelo contrário, o autor deixa claro que as ameaças à família só podem ser vencidas quando esta busca o conhecimento no temor do Senhor.

Quem poderá ensinar? Quem poderá conduzir uma tarefa tão nobre? O texto responde os pais. A mãe é reconhecidamente aquela que instrui e, portanto, detém uma boa parte do conhecimento da vida e para a vida.

Uma mãe que sabe que deve conduzir seus filhos no caminho do Senhor, não negocia valores, não guarda ensinamentos, mas investe tempo e todos os recursos para conduzir seus filhos à presença de Deus e ao conhecimento da Palavra de Deus. São mães missionárias, pessoas nobres que abdicam de muitas horas livres para investir na educação espiritual de seus filhos.

O futuro é brilhante para os filhos de mães cristãs, pois, ao priorizar a educação cristã de seus amados, elas constroem uma futura família bem sucedida em tudo o que fizer.

Hoje queremos parabenizar estas mulheres extraordinárias que não olharam para o cristianismo como uma tradição vazia, mas como uma universidade da fé que salva, conduz e vive a alegria da salvação em Jesus cristo.

Que abençoe as mães missionárias de nossa Igreja.
Rev. Leonardo Sahium



O PODER DO ELOGIO

22 de abril de 2016

Provérbios 16:24 – Palavras agradáveis são como favo de mel:
doces para a alma e medicina para o corpo.

Depois de certo tempo de vida e observação não é difícil concluirmos que um dos maiores problemas do mundo é a comunicação. Em geral, não nos damos conta do poder que há por detrás daquilo que falamos. Não me refiro aqui a um poder místico como querem crer os adeptos da confissão positiva, que afirmam que basta declarar algo que assim sucederá conosco. Não é isto! Me refiro aqui ao poder de influência que há em nossas palavras. Com nossos lábios podemos exaltar ou humilhar alguém. Podemos fazer alguém feliz ou levarmos alguém à depressão. Podemos iniciar uma briga ou mesmo acalmar um conflito. Podemos consolar ou entristecer alguém. Podemos motivar ou desanimar alguém.

Quando experimentamos um ambiente de palavras agradáveis, de palavras que edificam, isto cura as nossas almas. É o que Salomão descobriu há mais de mil anos atrás. É remédio para a depressão, medicina para o corpo. Um exemplo disso é quando fazemos um elogio a alguém. O elogio é capaz de reacender uma brasa de esperança que já estava quase apagada. O elogio é capaz de restaurar rachaduras num relacionamento desgastado. É capaz de construir uma autoconfiança saudável. É capaz de erguer alguém que desanimou. O elogio trás um novo fôlego para alguém que cansou de lutar.

Por onde então começamos? Comece a elogiar em família. Precisamos dizer “muito bem” aos nossos filhos. Precisamos dizer “ficou bem nesta roupa” para os nossos cônjuges. Ou mesmo está cheiroso ou você está cheirosa. Precisamos dizer “ficou uma delícia esta comida”, “ ficou bonita a arrumação da casa”, “parabéns pela nota”, “você fez um bom trabalho”, “assim ficou ótimo”, “você é uma bênção de Deus pra mim”. Elogie seu cônjuge, seu filho, seu parente, seu amigo, seu irmão, seu funcionário, seu próximo.

O elogio é a graxa de uma engrenagem chamada relacionamento. Pense nisto.

E que Deus nos ajude.
Rev. Antônio Alvim Dusi Filho



O QUE É PAZ?

15 de abril de 2016

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Fp.4.7

É muito interessante experimentar a paz! Este sentimento de que tudo está certo e tudo vai bem. A paz não depende de um lugar especifico, uma certa condição financeira ou uma outra pessoa de nosso relacionamento.

A paz aparece nos discursos de políticos experientes, conhecidos internacionalmente, ou em pequenos discursos nas escolas mais humildes. A paz é sempre lembrada nas passeatas e nas passarelas, quando uma candidata à miss diz que deseja a “paz mundial”.

É muito comum abrirmos uma revista e encontrarmos as fotos de lugares maravilhosos, com paisagens que enchem os olhos e o coração de esperança de que ali, naquele lugar, encontraremos a paz.

Muitas pessoas projetam suas vidas para alcançar uma condição financeira que lhes traga a desejada paz. A tranquilidade de quem sabe que terá sempre mais que o suficiente para se manter. Mas no fundo de nossa alma, sabemos que nenhum destes projetos, discursos e sonhos de paz serão de fato alcançados em sua totalidade. Pode-se até experimentar um momento de paz relativa, de sossego de alma, descanso para os ouvidos, das preocupações e assim por diante, mas não será possível experimentar a paz que estará sempre presente em qualquer lugar ou circunstância.

A paz que preenche todos os vazios, que cala os gritos mais intensos de nosso mundo interior, só pode ser conquistada através de relacionamento de fé em Jesus Cristo.

Nosso Deus nos prometeu uma “paz acima de toda comparação e entendimento”, isso significa, um grau de profundidade onde as palavras, por melhor que sejam não conseguem descrever.

Este relacionamento com Deus, cheio de paz, é aquele onde sentimos que todas as coisas estão debaixo do seu controle soberano e que Ele nos ama e deseja o melhor para as nossas vidas.

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



ENTRE OS MITOS E A VERDADE

24 de março de 2016

Qual a certeza que a religião pode trazer em um mundo de incertezas? Esta é uma pergunta crucial para quem entende o quanto é importante o equilíbrio espiritual em nossa vida. Na história da humanidade a expressão religiosa sempre foi parte relevante na vida de pessoas, famílias, políticas públicas e até internacionais.

Nesta rica história religiosa encontramos povos inteiros acreditando nas mais diferentes divindades, das mais simples às mais complexas. Encontramos tribos no mundo todo, crendo que deus era o sol, a lua, as estrelas, a chuva, o vento e assim por diante. O mundo urbano desenvolve formas mais poderosas em seus mitos, crendo em um deus que mora no trovão, que domina o mar, que luta no cosmos com outros deuses.

Neste conjunto de crenças uma questão sempre incomodou, não importando se nas tribos, vilas ou grandes centros urbanos como a Roma antiga. A questão era e continua sendo, a vida depois da morte. Algumas religiões defendiam que depois da morte o ser humano seria levado para uma estrela distante, outros acreditavam que o ser humano simplesmente deixava de existir, outros acreditavam que ele voltaria na forma de animais, vegetais, minerais ou como ser humano em outro corpo, em outro lugar e tempo. As religiões, os mitos, foram sendo destruídos, afinal, nada foi comprovado e com o tempo perdeu força.

Jesus Cristo rompeu com todos estes paradigmas religiosos, sua vida, ministério e poder, destruiu todos os falsos conceitos espirituais, religiosos e mitológicos. Mas o que realmente transformou todos os conceitos e provou a suprema realidade da presença de Deus entre nós, suas criaturas, foi a vitória de Jesus Cristo sobre a morte. Quando Jesus Cristo ressuscitou, todos os mitos foram destruídos. É muito fácil pregar que depois da morte uma pessoa pode se transformar em qualquer coisa, ou até mesmo viver outra vida em outra realidade, mas a ressurreição de Cristo é algo único, que foi profetizado e realizado dentro do prazo anunciado, seguindo cada pequeno detalhe de todas as profecias do Antigo Testamento.

Qual a certeza que a religião pode trazer em um mundo de incertezas? A certeza de que a ressurreição de Jesus Cristo e de tantas outras pessoas depois dele, como narra o evangelho, foi a prova cabal que não era um mito, mas o fato mais concreto de toda a história da humanidade. Por isso a história, querendo ou não, será sempre dividida da seguinte forma, antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.). A ressurreição não foi apenas uma experiência passada, é uma promessa para todo cristão. Haverá o dia em que, segundo as Escrituras, todo cristão passará pela mesma ressurreição. Aleluia!

Feliz Páscoa! Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



A PÁSCOA CHEGOU

18 de março de 2016

O cenário político dos últimos dias pode ser considerado um dos mais tumultuados da história recente. Quantas informações expõem as incoerências, armações e sujeiras dos representantes do país. Um quadro com desdobramentos aterrorizantes a cada noticiário. A nação está estarrecida e sua vergonha exposta ao mundo.
O fato destes acontecimentos antecederem a Páscoa possibilita uma correlação dos elementos que regiam a política tanto na época de Cristo como nos dias de hoje. Naquela ocasião, ocorreu uma reunião nos bastidores do Superior Tribunal dos Judeus (Sinédrio) para tirar a vida de Jesus (Mt 26.1-3). Quantas decisões antiéticas e injustas também não foram tomadas às portas fechadas pelos que detém o poder no Brasil. As delações premiadas permitem que a sociedade seja informada de uma ínfima quantidade desses acordos indevidos.

Outro destaque é a corrupção enraizada nas duas situações. Judas negociou a entrega de Jesus com os líderes corruptos por trinta moedas de prata (Mt 26.14-16). Isso revela que a propina para atingir os propósitos mais ESPÚRIOS e cruéis ultrapassa eras, culturas e situações. Quantas transações totalizando bilhões já não foram realizadas indevidamente na política brasileira!

Quando o caso é transferido para o governador Pilatos, percebe-se o quanto a justiça pode ser prejudicada para manter a governabilidade. Para não promover desagrados que irão afetar a sua popularidade, o governador inocenta o criminoso Barrabás e sentencia o santo de Israel, Jesus Cristo (Mt 27.20-23). Os “barrabases” brasileiros se esforçam desesperadamente e recorrem a todos os meios possíveis para se esquivarem da merecida punição. Estes momentos políticos que precedem a Páscoa ilustram a corrupção entranhada na humanidade desde que o pecado se apropriou do coração humano. No entanto, onde abundou o pecado, superabundou a graça (Rm 5.20). A Páscoa chegou e trouxe libertação, vitória e esperança para aqueles que estão cansados de tantas injustiças, mentiras, corrupções, enganos e falsidades. A Páscoa chegou e com ela o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, a quem os seus discípulos devem tributar, honra, louvor e glória. Jesus não falha e no devido tempo julgará vivos e mortos.

Deus está no controle de todas as coisas e estabelece os seus desígnios com absoluta precisão. Jesus precisava chegar até a cruz para morrer, ressuscitar e conceder vida eterna a todos aqueles que cressem no seu nome. Os que se renderam ao seu senhorio devem viver na justiça e no temor a Deus, cumprindo com todos os seus compromissos como cidadãos da pátria terrena. No entanto, em momentos de turbulência política, econômica, social e pessoal, a igreja é convidada a pensar e buscar as coisas do alto, onde Cristo vive e está assentando a direita de Deus (Cl 3.1). A Páscoa chegou para aqueles que encontraram em Cristo a única esperança para suas vidas.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



VALORIZE AS PAUSAS

5 de março de 2016

“Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com seus discípulos” João 6.3

Jesus Cristo é nosso grande exemplo. Tudo o que ele fez e falou é o modelo padrão para todos nós, por isso, somos chamados de cristãos. No versículo 2, ou seja, o versículo imediatamente anterior ao que está descrito em nossa pastoral, encontramos Jesus cercado pela multidão que havia testemunhado os sinais e curas que ele havia realizado. Mesmo neste contexto com uma agenda complexa, Jesus nos ensina a importância da pausa. Observe que Ele sobe ao monte e tira um tempo com seus discípulos.

Jesus sabe equilibrar a ação missionária com a reflexão devocional em comunhão. Porque a comunhão devocional não é apenas na solitude, em um tempo individual, mas é também vivida coletivamente, na relação eclesiástica.

Um dos perigos de nossa agenda lotada é a superposição de tarefas quando iniciamos algo sem ter concluído o anterior. Este tipo de atitude gera estresse e acaba por reduzir qualidade daquilo que se está fazendo. Outro perigo é a ausência da reflexão, da contemplação do que se acabou de realizar. Devemos aprender com Cristo mais este princípio de vida. Ele sempre observava o resultado de sua obra, de suas palavras. Jesus sempre perguntava a opinião dos que estavam com ele, sobre suas palavras, conceitos, valores e missão. Não era por insegurança que ele agia assim, mas para nos ensinar um princípio. Nada na vida de Cristo é fruto do acaso. Estas pausas para ouvir proporcionavam uma maior reflexão entre os discípulos e como resultado disso, um maior aprofundamento nas verdades ensinadas.

No ministério de Jesus Cristo havia tempo para a pausa, mas ele também nos ensinou a ter este momento em um lugar especial. Encontramos Jesus, em suas pausas, no deserto, no jardim, às margens de um lago, em cima de um pequeno monte ou mesmo dentro de uma casa. Eram lugares diferentes, afinal, ele não queria sacralizar um lugar geográfico. Mas eram lugares separados para aquela pausa para reflexão e comunhão.

Finalmente, percebemos o quanto estas pausas foram aprendidas pelos discípulos de Jesus Cristo. Depois da ressurreição de Jesus, encontramos várias vezes os discípulos reunidos para pensar a sua relação com Deus, para discutir estratégias para a vida comunitária e também para que cada um dos servos do Senhor pudesse ter o seu próprio momento com Deus.

Precisamos aprender a valorizar as pausas e fazer delas um momento de reflexão individual e também comunitária.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



APARECE LÁ EM CASA!

28 de fevereiro de 2016

Os tempos mudaram e o convite para encontros entre amigos nas casas se tornaram raros, principalmente nas grandes cidades. As residências se estabeleceram como ambientes restritos e privados. Depois de um razoável período no trânsito após o trabalho, não há energia, disposição e espaço na agenda para receber alguém ou até mesmo sair para uma visita amigável, afinal, o despertador tocará cedo no dia seguinte. Os membros da família possuem entre si poucas horas noturnas para o cumprimento das responsabilidades domésticas e para o mínimo de convivência.

Esta remodelação social criou distâncias entre amigos, vizinhos, familiares e irmãos em Cristo. As pessoas estão mais isoladas, individualizadas e acomodadas com este novo cenário. Não estão dispostas a afetos, abraços, risos e lágrimas! Todas estas reações são vivenciadas de maneira distante e superficial pelas redes sociais e podem ser expressas por ícones virtuais. A geração atual tem muitas conquistas para celebrar, mas o empobrecimento relacional é um dos seus grandes males.

É neste difícil contexto que Deus convoca a sua igreja para experimentar a comunhão dos santos enfatizada em toda a Escritura. O autor do livro de atos escreve que esta era uma prática dos primeiros convertidos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” At 2.42. O apóstolo João escreve na sua primeira carta: “Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I Jo 1.7). O Corpo de Cristo foi separado para suportar uns aos outros (Cl 3.13), sujeitar uns aos outros (Ef 5.21), consolar uns aos outros (I Ts 4.18), edificar uns aos outros (I Ts 5.11), confessar uns aos outros (Tg 5.16) e amar, de coração e ardentemente uns aos outros (I Pe 1.22).

Para que a igreja vivencie estes textos é necessário romper os cordões de isolamento e estabelecer vínculos com aqueles que professam a mesma fé. Para que isso se torne possível, vários irmãos da Igreja Presbiteriana da Gávea abriram as portas de suas casas para as reuniões semanais das células. São momentos de adoração, conversas espirituais, pastoreio mútuo, intercessão e comunhão. Um tempo para abraçar e ser abraçado, falar e ouvir, alegrar e chorar, enfim, para viver na unidade do povo de Deus. Procure os líderes das diversas células da IPG e se prepare para ouvir a cordial e amigável frase: “aparece lá em casa”!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



OBRA COMPLETA

19 de fevereiro de 2016

Olá, queridos irmãos. Esta semana que passou encontrei uma irmã muito querida no mercado e tivemos uma daquelas conversas rápidas, entre amigos apressados, porém sintonizados na vida um do outro. Apesar da pressa, tivemos um bate-papo suficientemente longo para compartilhamos a respeito dos desafios em comum que temos enfrentado, situações de saúde, incertezas a respeito do futuro e a necessidade de confiarmos em Deus. Ao final da conversa ela me disse algo muito importante: “Deus não faz sua obra pela metade.”

Fiquei pensando naquilo depois pelo resto da noite. Como somos frágeis em nossa estrutura espiritual! Como somos vacilantes nas nossas afirmações. No domingo bendizemos a Deus e na segunda duvidamos do Seu cuidado. No domingo descansamos em Deus, mas na segunda rolamos de um lado para o outro da cama sem conseguir dormir de ansiedade ou preocupação. Isto me levou a meditar em o quanto é necessário termos em mente aquela palavra de Paulo aos crentes em Éfeso a respeito da soberania de Deus, na qual ele diz: “fomos predestinados segundo o proposito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade.” (Ef 1:11)

Irmãos, Deus tem Vontade! Deus tem Planos! A Bíblia nos ensina que a sua vontade pode ser experimentada por nós e que ela é boa, agradável e perfeita (Rm 12:2). Precisamos enfrentar os desafios a nós propostos com a certeza de estarmos sob o controle soberano do nosso Pai, e no centro de sua Vontade. Nosso alvo, queridos, deve ser o de buscar um nível tal de comunhão com Deus, que quando estivermos diante das dificuldades, todo o nosso ser, corpo, mente e alma estejam sintonizados com a graça que vem do trono de Deus, e que nos assiste diuturnamente. Esta graça nos faz crer que o nosso Senhor tem grandes coisas preparadas para aqueles que o amam. Esta graça nos faz confiar que, a despeito de nossas limitações, Deus levará a cabo o Plano que Ele tem para cada um de nós.

Não ande aflito, meu irmão, minha irmã. Creia nisso! Deus não faz sua obra
pela metade.

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará.” (Sl 37:5)

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho