Pastorais
O PERDÃO TRAZ ALEGRIA

27 de fevereiro de 2015

“Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.”(Lucas 17.3,4)

O perdão é um processo espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros, fracassos e cessar a exigência de castigo ou restituição.

O teólogo Tomás de Aquino escreveu: “Cristo, ao padecer por amor e obediência, ofereceu a Deus algo muito maior do que poderia ser pago em compensação por toda ofensa causada pela humanidade; primeiro em função da grandeza do amor pelo qual ele padeceu; segundo, devido ao valor da vida que ele entregou por essa satisfação, que era uma vida divina e humana; terceiro, devido à amplitude de sua paixão e a profundidade da dor que ele tomou sobre si.”

Cristo é o grande exemplo de perdão, mas Ele nos ensinou que diante de uma ofensa existem dois caminhos:

1º) o arrependimento e consequentemente o perdão.

2º) não arrependimento e consequentemente a exclusão. Em ambos os casos devem ser incentivados o dialogo, o amor, a esperança e o respeito. Os números representam o interesse de Deus em que haja o perdão e a reconciliação. Em Mateus encontramos o seguinte dialogo de Jesus com Pedro: “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Encontramos na Bíblia a tristeza de Jesus, Paulo e João quando enfrentaram barreiras em seus relacionamentos onde o perdão não foi o caminho da reconciliação. Fica evidente que alguns recusaram caminhar juntos destes homens de Deus por simples rebeldia a Palavra do Senhor. Isso nos conduz a triste realidade, mas mesmo assim não deve ser um empecilho para vivermos a maravilhosa alegria que o perdão nos traz.

Reconhecemos ao longo da história de homens e mulheres que o amor de Deus curou relacionamentos, restaurou vidas e trouxe a alegria. Jesus perdoou a Pedro, quando este arrependido, chorou amargamente por ter negado a Cristo. Paulo perdoou Marcos que havia abandonado o fervor missionário e arrependido voltou a aceitar a liderança de Paulo como pastor. João perdoou aqueles que afrontaram sua autoridade e doutrina como pastor da igreja, preferindo seguir o ensino de falsos religiosos, mas que depois foram buscar arrependidos a reconciliação. O perdão cura!

Quando pedimos perdão ou quando perdoamos, nosso coração fica leve, nossa relação com Deus fica desimpedida (Mt 6.12), nossos relacionamentos são transformados para melhor e nosso testemunho é mais eficaz.

Que Deus nos abençoe.

Rev. Leonardo Sahium

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O COMPROMISSO DOS PAIS

20 de fevereiro de 2015

Um dos elementos que estimula a assiduidade de alguns pais na igreja é a preocupação com a vida espiritual dos filhos. Muitas vezes, encaram o compromisso dominical como um peso necessário ou um sacrifício compensador em longo prazo. Depositam toda a confiança nos 45 minutos que os professores da igreja terão para “catequizar” suas crianças, seus pré-adolescentes e adolescentes.

De segunda a sábado, estes meninos e meninas são bombardeados com conteúdos, propostas, filosofias e conceitos completamente distorcidos e contrários a tudo aquilo que aprenderam na casa do Senhor. Deus estabeleceu algumas regras importantes que precisam ser exercidas no ambiente familiar, afinal, a igreja não consegue suprir todas as necessidades espirituais dos pequeninos.

Em primeiro lugar, os pais precisam vivenciar uma verdadeira fé, que não é fruto de um conceito abstrato, mas de uma relação pessoal e constante com Deus. Uma fé desenvolvida através do prazer na leitura da Palavra e na oração, que busca a constante iluminação do Senhor e reconhece-O como aquele que provê, direciona e sustenta a casa. Esta é a orientação em Deuteronômio 6.4-9. Os pais devem amar a Deus sobre todas as coisas e chamar a atenção dos filhos para que observem as evidências do cuidado divino tanto na história quanto nas circunstâncias do dia a dia.

Em segundo lugar, o movimento para a casa de Deus deve ser sincero e cheio de alegria. A família está se dirigindo ao principal evento da semana que é estar com os santos para adorar e bendizer o Senhor, que enviou seu único filho para morrer numa cruz, ressuscitar e, desta forma, conceder vida eterna a todos aqueles que creem no seu nome. Por isso, o rei Davi escreve: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR”.

Em terceiro lugar, envolva o seus filhos nos departamentos da igreja para que eles criem vínculos com os amigos que comungam da mesma fé. Crie o hábito de trazê-lo nas programações aos sábados. Faça isso com alegria e gratidão, pois Deus levantou líderes espirituais e conselheiros para somar com você neste desafio. A igreja e a família cristã têm a incumbência de fazer com que o nome do Senhor seja glorificado nas gerações futuras, como ensina o Sl 45.17:  “O teu nome, eu o farei celebrado de geração a geração, e, assim, os povos te louvarão para todo o sempre”.

Em último lugar, participe dos seminários para pais, esmere-se na missão que Deus lhe concedeu de criar os filhos impactados pelo Seu amor e também submetidos a Ele com temor. Esta é a maior herança que você pode deixar para eles.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



NÃO SE DEIXE ENGANAR…

Algumas características do distanciamento espiritual é a maneira sutil como ele começa. A ideia de que já sei o suficiente, e, portanto, não preciso mais ouvir tantos sermões, estudos bíblicos e “gastar” tanto tempo lendo a Bíblia é um dos pontos deste distanciamento. Outro fator que contribui para o distanciamento espiritual é o grande número de amigos, não crentes e até crentes que deverão contribuir com palavras de desânimo e falta de compromisso com Deus, com a igreja e sua missão. Por outro lado, estes mesmos, serão os maiores incentivadores para uma agenda cheia de programas “alternativos” para o seu domingo.

Neste universo confuso, de proclamação de verdades individuais, de busca do prazer pelo prazer, existe um forte ingrediente, a mídia. Os meios de comunicação estão o tempo todo enviando mensagens, conceitos seculares, dúvidas sobre a espiritualidade cristã, em uma tentativa clara de desconstruir a nossa fé. O pior é que ao mesmo tempo, enviam doutrina de uma nova confissão, desprovida de pudor e ética, carregada de preconceitos e violência, mas pintada com a falsa cara da felicidade pecaminosa.

Chegamos no fim de semana do Carnaval. Vale a pena lembrar duas coisas. Somos todos pecadores, nossa inclinação é para as coisas da carne, mas a Bíblia nos alerta, não se deixe enganar, este caminho é de dor e morte.

Em segundo lugar, devemos nos lembrar sempre daquilo que Deus nos instrui: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. “(Gálatas 5.19-21)

Neste Carnaval, ore, busque a Deus, leia a Bíblia ou então um bom livro cristão. Aproveite o tempo livre e faça um momento de meditação na presença de Deus. Algumas pessoas que você conhece poderão chegar ao final deste Carnaval cansados, ressaquiados, pois buscaram prazeres passageiros. Se você aproveitar este tempo para ser edificado, este será o melhor feriado de sua vida.

Viva com sua família, celebre a felicidade de ter sido escolhido por Deus, ter recebido a fé salvadora em seu coração através da graça de Deus. Fale desta verdadeira alegria cristã. Cante a leveza de sua alma em Jesus Cristo. Não se deixe enganar, as pessoas estão buscando a verdadeira felicidade, mas ela só pode ser encontrada em Jesus Cristo.

Deus te abençoe.

Rev Leonardo Sahium



Carnaval 2015 com pano de saco e cinzas

6 de fevereiro de 2015

Uma descrença se estende no país proveniente de diversas fontes. Uma aguçada desesperança com a política, a desenfreada e incontrolável impunidade, impostos ainda mais pesados, desemprego, escassez de água, apagões, proliferação das drogas, banalização sexual e tudo mais que é noticiado diariamente.

A mídia se esforça para minimizar o caos com seus programas humorísticos, reality shows, novelas e futebol. No entanto, a sensação é que está tudo sem brilho, opaco e amargo. Em 2014, nem mesmo a Copa do Mundo conseguiu promover entusiasmo na nação. As eleições também contribuíram para gerar ainda mais desânimo, afinal, eram os mesmos políticos com suas promessas descaradamente enganosas.

Agora todos os holofotes miram para o carnaval 2015, com suas apresentações alegóricas e seus carros e músicas celebrando uma alegria que não existe. É inacreditável a mobilidade dos brasileiros para festejar diante do caos e cantar em meio a tanta tragédia. Isso revela o descompasso da vida, a aniquilação do bom senso e a incoerência inata de um povo que festeja quando tem e também quando não tem, qualquer motivo para se exibir com danças e cores extravagantes.

O Brasil precisa admitir que a sua imersão nas densas trevas e a sua cegueira espiritual são responsáveis por este desânimo coletivo que agrava com o passar do tempo. Identificar o seu estado e recorrer ao tratamento que está na completa rendição Àquele que pode reverter qualquer caos social. Por isso o salmista escreveu: “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança”. (Sl 33.12).

A solução está no arrependimento contrito e na busca pelo Deus das nações que elimina todo o mal com a sua santa presença. Este carnaval não deveria ser marcado por roupas coloridas e bandinhas animadas, mas por uma multidão vestida de pano de saco, lançando cinzas em suas próprias cabeças como sinal de dor e tristeza pela degradação que foi pulverizada sobre a nação.

Precisamos clamar pelo auxílio de Deus, assim como Israel em meio às adversidades e perseguições: “Em todas as províncias aonde chegava a palavra do rei e a sua lei, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos se deitavam em pano de saco e em cinza.” (Et 4.3).

Enquanto Deus não for adorado, reverenciado e temido neste país, as pessoas terão fôlego, recursos e ânimo para se alegrar diante do caos. Por isso, a oração é para que o Senhor derrame do seu Espírito sobre esta nação, promovendo cura, libertação e salvação.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



PROSPERIDADE FINANCEIRA

30 de janeiro de 2015

Quando falamos em vida financeira na igreja, sempre encontramos o desafio de recebermos

certos “rótulos”. Para alguns a questão financeira na Bíblia é uma Lei que deve ser cumprida

integralmente. Outro grupo acredita que as contribuições devem ser espontâneas e, portanto sem

um valor determinado, como os dízimos, por exemplo. Outros acreditam que quanto mais você contribuir com fé, mais Deus estará obrigado a honrar a Palavra de prosperidade dele com a pessoa que ofertou. Finalmente, existem aqueles que acreditam que podem governar sua contribuição para a obra de Deus, através de doações a projetos de assistência sociais, obras humanitárias, sem consagrar seu dízimo na Igreja.

Diante de tantas propostas e pensamentos, devemos perguntar de maneira bem simples: O que a Bíblia nos ensina sobre o caminho da fidelidade e prosperidade financeira?

1º) Deus é o criador de todas as coisas e de todas as pessoas (Isaías 45.12);

2º) Deus é o dono do ouro e da prata e Ele abençoa com riquezas quem Ele desejar abençoar (Ageu 2.8).

3º) O cristão no Antigo Testamento é chamado por Deus para devolver a décima parte de seu salário ao Senhor (dízimo significa 10%). Isto era feito no Templo, onde havia uma sala chamada “casa do tesouro” (Malaquias 3.10).

4º) Jesus Cristo falou que não veio revogar a Lei (Antigo Testamento) mas cumprir e disse que ninguém deveria deixar de consagrar o seu dízimo na Igreja (Mateus 5.17-20 e Lucas 11.42).

5º) Os dízimos (10%) e as ofertas (aquilo que estiver proposto em seu coração) devem ser consagrados com alegria, pois, quem é cristão sabe que tudo o que tem vem da graça de Deus. Deus nos faz mordomos de nosso dinheiro e isso deve ser feito com alegria e não por constrangimento ( 2 Coríntios 9.7).

Quais são as promessas de Deus, para quem observa estes pontos acima descritos?

Deus que sonda mente e corações, não aceita trocas com Seu povo. Não existe uma relação de negócio com Deus. Nosso SENHOR abençoará aqueles que entenderem e forem fiéis por amor a Deus. Ele abençoará com alegria aqueles que consagrarem com generosidade e desprendimento, porque fazem isso por gratidão ao SENHOR. A Lei não foi revogada assim como as Promessas também não foram revogadas. Ao contribuir na Igreja, nós mostramos um coração cheio de fé no Deus que nos criou, salvou e sustenta em todas as coisas. A Igreja com estes recursos abençoa milhares de vidas. Nós desfrutamos do conforto de uma Igreja organizada, e da alegria de ver os recursos sendo usados na proclamação do evangelho, no sustento de famílias que servem a Deus (pastores e missionários) e na assistência aos carentes.

“Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará” (2 Coríntios 9.6)

“Provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (Malaquias 3.10).

Que Deus nos abençoe.

Rev. Leonardo Sahium



CRISTO ELIMINA A SENSAÇÃO DE AUSÊNCIA

23 de janeiro de 2015

A sensação de falta de tempo é uma das grandes queixas da sociedade. De manhã, a família se espalha para os seus respectivos redemoinhos de responsabilidades e retorna apenas à noite num estado de exaustão absoluta. Esta agenda é estabelecida por um sistema onde quem faz muito é destacado e quem faz pouco é descartado.

Por outro lado, aumenta o número dos expectadores que cansam apenas por observar a correria frenética dos milhares que procuram uma posição neste competitivo mundo globalizado. Eles enveredam pelo caminho da alienação e do tédio. Estão descomprometidos com o futuro e desejam o máximo de prazer e satisfação no presente.

É óbvio que não existem apenas estes extremos. Há uma variedade de comportamentos que são regidos pela personalidade, formação e contexto social de cada um. No entanto, todos estão em busca de sentido e desejam domar o terrível vazio existencial que ruge incessantemente em suas consciências.

Os vícios no trabalho, nas drogas ou em quaisquer outras coisas são os subterfúgios para aplacar esta desoladora e angustiante situação. As almas possuem uma poderosa sensação de ausência e não existem códigos ou mapas que as guiem a uma presença completa.

Esta dolorosa ausência decorre do rompimento do homem com o seu Criador. Sendo assim, o grande e poderoso Deus, ciente da total incapacidade dos seus filhos recorrerem a Ele e movido pelo seu infinito amor e pela sua eterna bondade, envia Jesus Cristo para trazer luz aos que estavam em trevas, direção aos perdidos e vida aos mortos.

Através de sua morte e ressurreição, Jesus reconcilia o homem com Deus. Por isso, a sensação de ausência desaparece e a poderosa presença do seu Santo Espírito faz dissipar todo vazio existencial. Os que creem em Jesus recebem a vida eterna e encontram sentido para prosseguirem na jornada.

O evangelho promove equilíbrio, satisfação e alegria. O desespero cede lugar à esperança, a certeza do cuidado de Deus expulsa toda ansiedade e assim, os verdadeiros cristãos conseguem desfrutar de uma qualidade de vida incomparável a qualquer outra. São orientados pela Palavra a trabalharem como que para o Senhor, mas também não devem esquecer que o descanso é um mandamento de Deus e que a noite foi feita para o sono.

Os seguidores de Cristo não estão em busca de sentido, pelo contrário, já o encontraram e por isso transitam livres e sorridentes por esta vida, certos de que no futuro, terão uma vida incomparavelmente melhor!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



OUVIR A CRISTO

15 de janeiro de 2015

“quem tem ouvidos para ouvir, ouça” Mateus 11.15

Algumas semanas atrás li um livro muito interessante, daqueles que prendem sua atenção do início ao fim. O livro se chama Espiritualidade Subversiva, e o autor é um pastor muito conhecido por sua profundidade e coerência, o nome dele é Eugene Peterson.

Dentre as várias afirmações interessantes do livro, duas linhas de raciocínio chamaram minha atenção e gostaria de dividir com você querido leitor desta pastoral.

A primeira foi a maneira profunda que Peterson descreve a espiritualidade quando ela se perde nas entranhas de uma alma confusa e que não percebe o mar de lama que se encontra. Talvez esta seja uma das características mais elementares de uma alma enferma, o fato de não perceber o quanto ela precisa de Deus, mesmo achando estar próxima a Ele. Peterson diz; Na prática a espiritualidade muitas vezes se desenvolve na neurose, degenera-se em egoísmo, torna-se pretensiosa, passa a ser violenta. Isso acontece quando substituímos o texto sagrado pelas nossas opiniões.

A segunda linha de raciocínio que chamou minha atenção foi a proposta de se ouvir a Cristo como alguém que esta contando uma história. Ver o evangelho sob esta perspectiva é desafiador. O autor afirma; Mesmo as histórias mais complexas tendem a evocar a criança que há em nós – expectante, maravilhada, responsiva, encantada – razão por que, naturalmente, a história é a forma favorita de expressão para a criança, razão também por que é a forma dominante de revelação do Espírito Santo, e por que nós, adultos, que gostamos de bancar os peritos e gerentes da vida, tão frequentemente preferimos a explicação e a informação.

Concluindo as duas linhas de raciocínio compõe o mesmo quadro, sendo partes que se completam, onde a histeria confusa da alma humana enferma, depois de devidamente revelada, tem o seu encontro transformador nas palavras doces, simples, mas extremamente poderosas de Cristo.

Ouvir a Cristo, faz toda diferença. Fica para nós este santo desafio, de mergulhar em nossa espiritualidade e descobrir nas entranhas das profundezas que a simplicidade de Cristo é a mais bela forma de viver a vida.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



A REAL PERSPECTIVA NA RETROSPECTIVA

5 de janeiro de 2015

Queridos irmão mais um ano se foi. Gostemos ou não, queiramos ou não, neste período de festas é inevitável sermos confrontados com um balanço do que realizamos no ano que passou e as expectativas a respeito do novo ano que se inicia. É interessante que normalmente as perguntas que são feitas nesta retrospectiva variam entre alguns poucos temas: Consegui pagar minhas dívidas? Consegui perder peso? Consegui resolver meu problema de saúde? Consegui melhorar a qualidade nos meus relacionamentos? Consegui fazer a viagem que tanto sonhava? Consegui um emprego melhor? Consegui comprar o carro? Consegui adquirir um imóvel próprio? Consegui fazer a sonhada reforma? Consegui ampliar meu patrimônio? Não há nada de errado em avaliar as metas estabelecidas no inicio de um determinado ano.  O ponto é que esta dimensão de interesses não traz a nossa alma a real perspectiva, a que possui significado sublime e é eternamente valiosa.

A perspectiva de Deus, a qual me refiro como sendo a REAL perspectiva, estabelece um outro patamar de questionamentos feitos pelo próprio Espírito Santo aos nossos corações: Consegui ter a Cristo como o centro do meu existir ? Consegui orar por aqueles que me perseguiram? Consegui caminhar a segunda milha com aqueles que me importunaram? Consegui conter minha língua contra aqueles que me injuriaram? Consegui honrar a Deus com as primícias do que ele me concedeu em termos de recursos? Consegui aumentar o meu tempo de oração e leitura da Palavra? Consegui amar incondicionalmente? Consegui sentir fome de Deus?

Percebam irmãos que a real perspectiva na retrospectiva não é constatar que as coisas melhoram para nós e nossas famílias, mas sim se ficamos mais crentes! Não falo aqui do jargão crentão e crentinho. Falo sim do desenvolvimento de nossa salvação com temor e tremor! Falo aqui daquele fogo interior crescente, fruto da atuação do Espírito Santo em nós, transformando-nos em pessoas mais CONSAGRADAS, mais SANTAS, mais DEDICADAS AO OUTRO. É isto que conta no balanço irmãos. O Senhor Jesus já nos exortou dizendo: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6:33)

Em 2015 deseje, almeje, anseie por aumentar a qualidade de seu relacionamento com o Senhor Jesus. Trace alvos mensuráveis: ler um verso da Bíblia e meditar nele uma vez por dia, fazer um culto doméstico familiar no meio da semana, orar por um irmão a cada semana que se inicia. Comece pequeno, mas COMECE!!! Certamente nos sentiremos mais realizados, pois Ele é que efetua em nós tanto o querer como o realizar segundo a sua boa vontade (Fp 2:13)

Que venha 2015!!

Rev Dusi



EM 2015 SERÁ MELHOR!

23 de dezembro de 2014

Nesta época do ano os sentimentos de otimismo e pessimismo oscilam quanto às expectativas futuras. O primeiro, pelo menos intuitivamente, ainda

sobrepõe ao segundo. Na maior parte dos casos, é possível perceber indivíduos tomados por um positivismo que os faz acreditar em dias melhores,

onde as dificuldades serão vencidas e os obstáculos transpostos. Milhares de pessoas estão convictas de que o futuro será melhor do que o passado

recente.

Geralmente, esta euforia efêmera tem fôlego apenas para os primeiros dias do novo ano. As festividades acabam e os compromissos corriqueiros

retomam os seus lugares nas agendas e tudo volta à rotina. O rei Salomão escreveu sobre esta mesmice que rege a sociedade: “O que foi é o que há de

ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol.” Ec 1.9.

Sem garantias de que o novo ano será menos ou mais tranquilo e ciente de que existe uma tendência natural de se repedir os mesmos erros, como

mudar a realidade para melhor em 2015? A primeira atitude é priorizar o relacionamento com Deus. Separe um tempo diário para meditação na Palavra

e oração, frequente os trabalhos da igreja que vão promover a sua edificação, se envolva com uma célula para aumentar a sua comunhão e leia bons livros

evangélicos que podem solidificar a sua fé.

Mude os seus hábitos, priorize Deus e todas as coisas que envolvem o Seu reino, conforme ensinou Jesus: “Buscai, antes de tudo, o seu reino, e

estas coisas vos serão acrescentadas.” (Lc 12.31). Isso acontece quando há disposição para desapegar-se daquilo que ameaça a centralidade do Senhor

na vida dos seus filhos. O próprio Jesus ensinou que o alvo para o próximo ano e toda a vida é: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de

toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.”

Se você quer melhorar a sua vida em 2015, intensifique a intimidade com Aquele que está com você em todo tempo, orientando e apascentando o

seu coração. Certamente, Ele direcionará seus passos diante das novas situações que estão por vir Experimente a companhia dele em todo momento e

usufrua do privilégio de ser conduzido pela sua soberana vontade que é boa, perfeita e agradável.

Feliz 2015

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



MARIA, UM EXEMPLO DE AMOR

18 de dezembro de 2014

LUCAS 2.6,7   Estando eles ali, aconteceu completarem-se lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

A Bíblia está repleta de exemplos maravilhosos de vida cristã vivida com muito amor. Quando olho para a vida de Maria vejo um destes exemplos. Esta jovem viu seus planos de vida mudar radicalmente, mas pela fé, em amor aceitou o plano de Deus para ela.

Não encontramos Maria reclamando do peso de sua missão. Não encontramos Maria pensando ser alguém superior a Cristo. Ela creu, se submeteu e serviu a Deus, desde o primeiro momento quando recebeu a mensagem vinda do Senhor de sua vida.

Não encontramos Jesus Cristo nos ensinando a orar em nome de Maria, muito pelo contrário, fica evidente a primazia de Deus no ensino de toda Bíblia sobre a vida de oração. Jesus quando foi perguntado sobre qual a oração deveríamos fazer, nos ensinou a oração do “Pai nosso” (Mt. 6.9) e disse; “quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.6).

Não fazemos nossos pedidos à Maria, porque Jesus nos ensinou que devemos orar exclusivamente ao Pai, em nome de Jesus Cristo, nosso único e suficiente mediador, conforme descrito em 1 Timóteo 2.5: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus”.

Maria é um exemplo de amor a Deus e a sua missão. Quando Jesus nasceu, era seu primeiro filho, o texto diz “primogênito”, e não “único”, porque depois de Cristo, Maria teve o privilégio de ter outros filhos. No momento do nascimento, Maria, em meio às dores de um parto em um lugar improvisado, ainda sim, manifesta seu amor a Deus e a missão.

Observemos os gestos de Maria no texto de Lucas 2. Ela enfaixa o bebê, isso mostra que o inevitável, que era a gravidez, não ficou sem o envolvimento amoroso. Ela ama a Deus e manifesta seu amor ao envolvê-lo e logo depois, “deita o bebê Jesus na manjedoura”. Estes gestos de Maria revelam que seu cuidado com a missão de cuidar de Cristo ainda criança, seria para ela uma missão ao longo da caminhada.

Maria é um exemplo de amor, pois, recebeu uma missão inevitável, aceitou sem revolta, amou apesar de todo sacrifício e cuidou com todo compromisso que uma maternidade exige.

Que Deus nos faça cristãos com testemunho como o de Maria, José, Isabel, Zacarias, Moisés e tantos outros homens e mulheres que amaram a Deus e a sua missão.

Feliz Natal! Que Deus nos abençoe!

Rev Leonardo Sahium