Pastorais
RESPEITO É BOM E DEUS GOSTA!

12 de fevereiro de 2016

Dos vários fatores responsáveis pela saúde nas interações sociais, o respeito merece destaque. O ocidente experimenta uma profunda crise nesta área. O desrespeito atinge todos os segmentos da sociedade. Os idosos não são tratados com dignidade, os pais estão com a autoridade enfraquecida e muitos professores experimentam um colapso emocional decorrente do estresse em sala de aula. Ao observar as instituições públicas como hospital, educação e segurança são nítidos o maltrato e a desconsideração com o ser humano.

Na busca pelos motivos que determinam este cenário deprimente está o desprezo do homem pelo seu Criador. O ataque frontal e insistente a Deus e aos princípios que Ele estabeleceu produz uma sociedade cruel, perversa e desorientada. Se não há respeito e temor Àquele que governa todas as coisas e se suas regras não atendem aos tempos modernos, o resultado não pode ser outro senão este caos nas relações interpessoais. Perdeu-se o respeito a Deus! Isso pode ser constatado tanto na tentativa de ignorá-Lo como nas aberrações que são ditas em Seu nome. Uma época de incredulidade e heresias revela a ausência de reverência Àquele que é Santo, Santo, Santo.

No entanto, esta realidade não passa despercebida daquele que tudo vê. O Senhor está atento aos movimentos dos corações e aos caminhos dos povos. Ele conhece as intenções e disposições dos que não cansam de ridicularizar a sua Palavra e insultar os seus princípios. As Escrituras revelam que Deus não é estático, pelo contrário, quando afrontado reage com juízo.

O rei Salomão escreveu: “Vi ainda debaixo do sol que no lugar do juízo reinava a maldade e no lugar da justiça, maldade ainda. Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo proposito e para toda obra” (Ec 3.16). O profeta Jeremias registrou que a rejeição ao Senhor e à sua lei o faz cansar de ter compaixão: “Tu me rejeitaste, diz o Senhor, voltaste para trás; por isso, levantarei a mão contra ti e te destruirei; estou cansado de ter compaixão” (Jr 15.6).

Se a felicidade de um país está em reconhecer Deus como Senhor (Sl 33.12), naturalmente, a sua infelicidade é resultado do não reconhecimento. Nesta perspectiva, as desordens, as crises e os problemas do Brasil e do ocidente são plenamente explicáveis. Diante deste cenário paganizado, cabe à igreja persistir na intercessão, no testemunho inegociável e na evangelização, com sabedoria e prudência, mostrando que em todas as épocas, a solução está em crer que Jesus é o Cristo e viver com respeito e santo temor ao seu nome.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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INCENTIVO DIVINO, QUER MELHOR?

5 de fevereiro de 2016

“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia,
mas de poder, amor e de moderação”. 2 Timóteo 1.7

O pastor John Maxwell escreveu: “Ainda não encontrei uma pessoa, seja qual for o estágio da vida em que se encontre, que não tenha melhor desempenho num clima de aprovação do que sob críticas. Já existem críticos demais no mundo.”

Quando todas as pessoas ao nosso redor estiverem de cabeça baixa, olhando para o chão, murmurando os problemas da vida, devemos levantar os olhos e contemplar as maravilhas de Deus. Jesus nos ensinou a contemplar a natureza e perceber o cuidado dele com a Sua criação. Disse Jesus: “observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” Mateus 6.26

As palavras de Jesus em toda a Bíblia sempre foram recheadas deste elemento único chamado, incentivo. Quando Noé foi convocado para uma obra completamente sem sentido, aos olhos humanos, ele não vacilou, ele caminhou com a certeza de que o Senhor iria cumprir o que havia dito e assim aconteceu. Quando José olhou para tudo o que havia acontecido em sua vida, as dores e as injustiças mais pesadas, ainda sim, testemunhou que em todas as coisas ele percebia a mão de Deus conduzindo-o em triunfo. Quando Moisés foi chamado por Deus para tirar o povo da terra da escravidão e os conduzir, por quarenta anos pelo deserto, até chegar na terra prometida, ele aceitou o desafio. Homens e mulheres, que não se dobraram diante das adversidades. Uma jovem Maria, grávida, empreendeu todos os esforços, sem murmurar, até completar sua missão.

Hoje, olhamos para a Bíblia e somos novamente lembrados daquilo que Paulo queria deixar como ensino eterno no coração de Timóteo. Deus nos capacitou e continua agindo em nós para enfrentarmos qualquer adversidade.
Paulo era um homem que buscava em Deus a força para enfrentar suas lutas nesta terra. A Palavra de Deus nos garante uma santa capacitação, afinal o texto afirma: Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, amor e de moderação. Não permita que as ameaças deste mundo apaguem o incentivo divino.

Se você tem o incentivo divino, quer algo melhor? Impossível! Deus está ao nosso lado, abençoando, guardando, capacitando para que tudo o que fizermos seja para Sua honra e glória!

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



SAMBA, FOLIA E REFLEXÃO

31 de janeiro de 2016

Queridos irmãos, não há como negarmos: somos o país do Carnaval! Mais que isso, somos a cidade, o bairro do Carnaval! Ruas fechadas, transito engarrafado, alegria de fachada, um mar de gente para todo o lado. Almas escancaradas à folia exagerada. Hedonismo aloprado, nesta festa cultural, hotéis superlotados, o Rio é o tal! Sujeira para todo o lado, bebedeira é o refrão. Sexo desenfreado é a experiência do folião. Dentro da nossa própria casa, com a mídia em ação, assistimos entorpecidos, uma mulher mostrando nua o seu corpo em devassidão. Banalizando em horário nobre aquilo que Deus santificou, ditando a regra pobre da lascívia do coração. Ao olharmos este quadro somos levados a uma reflexão. Seria o Carnaval apenas um festa, uma mera tradição? Receio que olhando por um outro lado, diria: infelizmente não. O que vejo são corações vazios de significado em busca de um rumo para o existir, porém sem o prumo manifestado, perdidos tateando para não colidir. Uma festa que movimenta a economia, mas que com sua proposta carnal, só leva ao fim do dia, a pessoas para mais perto do mal.

Espero a este ponto, ter capturado sua atenção, pois precisamos reagir diante desse mar de perdição. Não me entenda mal, irmão, não se trata de legalismo, muito menos religião; trata-se de fazer aquilo que convém ao coração. Um coração regenerado que na vida tem direção, por que foi alcançado por tão grande Salvação. Salvação em Jesus Cristo que se entregando por nossos pecados nos permite discernir aquilo para o qual fomos comprados. Uma vida de santidade que repudia a tentação, que busca em Deus sabedoria para transformar sua geração. Somos todos compungidos a experimentar a santificação, sem a qual não nos é conferido experimentar de Deus comunhão. Deus quer de nós uma atitude destemida que não confia no próprio braço, mas nos Seus ensinamentos que levam à vida. Experimentar aquela alegria que não depende da festança, uma experiência única daqueles que em Deus tem sua esperança. Precisamos elevar, nesses dias de confusão, o padrão de vidas santas que não engolem qualquer “refeição”. Assim nos resta tão somente alimentar mais e mais nossa alma da Palavra eminente que opera em nós a Redenção.

Mt 5:13 – “Vós sois o sal da terra”

Que Deus nos ajude.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



A SUPERABUNDANTE GRAÇA

13 de março de 2015

A mente humana não tem condições de absorver a intensidade da queda. Apesar da facilidade em identificar inúmeras consequências do pecado no dia a dia, a punição correspondente à quebra do pacto do homem com Deus era a morte física, espiritual e eterna. Ao comerem o fruto do bem e do mal, os primeiros pais optaram por um caminho trágico de desespero e caos. A lei do Senhor tem o propósito de apresentar esta realidade e esclarecer que a situação do homem é insustentável e promove a perdição completa.

Somente Deus é maior do que o estrago causado pela desobediência dos primeiros pais, por isso, somente Ele poderia proporcionar a solução. É neste momento que a sua graça se manifesta através da salvação em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo escreve sobre esse tema aos romanos: “mas, onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20b). Ele também trata deste assunto com Timóteo: “e a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em Cristo Jesus”.

Graça é receber um presente imerecidamente. Ninguém era digno da reconciliação que foi proporcionada através do sacrifício de Cristo Jesus. Sua encarnação, morte e ressurreição manifestam o maravilhoso e surpreendente amor de Deus ao mundo. Por outro lado, revela também a profundidade do dano causado pela queda humana. Jesus cumpre a sua obra para promover vida aos que estavam mortos, esperança aos desesperados, alegria aos que estavam arrasados pela tristeza e luz para os que viviam em trevas.

Jesus é a revelação visível da graça de Deus e por meio dele a perspectiva da vida é transformada. Ao perceber o peso da merecida punição e o grande amor de Deus revelado em Cristo para salvar, surge nos corações dos cristãos uma profunda gratidão e uma indescritível alegria, afinal, esse amor é infinito e jamais poderá ser compreendido plenamente por mentes limitadas e corrompidas.

A graça de Deus produz salvação e também todos os cuidados decorrentes desta nova relação de Pai e filhos. Tudo o que produz vida verdadeira é fruto desta maravilhosa graça. Por isso, o coração do crente é marcado por gratidão, afinal, ele sabe do estado de morte que saiu e também da vida que adquiriu pelos méritos de Cristo.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



MULHERES FELIZES

6 de março de 2015

O desejo narcisista do homem em sobrepor à mulher causou um grande malefício ao longo da história e ainda é um comportamento que precisa ser observado como contrário aos princípios de Deus para vida em comunidade. O Dia Internacional da Mulher surge como consequência de inúmeras manifestações femininas nos Estados Unidos e na Europa que visavam, especialmente, a obtenção de direitos iguais.

O movimento feminista pode ser dividido em três principais ondas: a primeira no início do século XX, a segunda a partir da década de 1960 e a terceira de 1990 até os dias atuais. Após este tempo de busca sistemática por seus direitos, as mulheres celebram importantes conquistas e continuam numa persistente caminhada pela equivalência dos sexos.

Este rearranjo social proporcionou desdobramentos e modificações em todas as esferas do comportamento ocidental. O indivíduo, a família, a escola, o mercado, a universidade, a igreja e todos os demais núcleos de interações foram impactados pelas ondas do feminismo. Novos valores foram estabelecidos gerando uma infinidade de estudos, seminários e teses.

A mulher do século XXI tem independência financeira, emprego, poder, status e um mercado mobilizado para atendê-la. Existe, hoje, uma mulher que busca, corre, faz acontecer, produz, lê, analisa, pensa, posiciona, exige e questiona. Conquistas legítimas, mas a pergunta é o quanto ela está verdadeiramente feliz. Movimentos sociais podem produzir benefícios necessários e autênticos, mas não conseguem gerar a verdadeira felicidade.

A única fonte de verdadeira felicidade é a fé em Cristo Jesus. O encontro com Ele promove vida abundante e eterna, mas também uma transformação real nos corações de homens e mulheres para que caminhem por princípios de amor e respeito jamais identificados na literatura secular. Por exemplo, a Palavra de Deus ensina que o homem deve amar a sua esposa como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5.25). Homens que seguem este princípio alegraram os corações de suas esposas independente do tempo e das tendências sociais.

Mulheres felizes são aquelas que têm prazer na lei do Senhor, zelam pela paz em seus lares, são exemplos de amor a Deus sobre todas as coisas, seguem os passos de Jesus Cristo, são moderadas no falar, misericordiosas no agir e amam a casa de Deus. Estes mesmos princípios podem ser aplicados aos homens, pois na fé cristã não há predominância de um sobre o outro (Gl 3.28), mas todos prostrados aos pés de Cristo, servindo com alegria ao próximo.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



O PERDÃO TRAZ ALEGRIA

27 de fevereiro de 2015

“Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.”(Lucas 17.3,4)

O perdão é um processo espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros, fracassos e cessar a exigência de castigo ou restituição.

O teólogo Tomás de Aquino escreveu: “Cristo, ao padecer por amor e obediência, ofereceu a Deus algo muito maior do que poderia ser pago em compensação por toda ofensa causada pela humanidade; primeiro em função da grandeza do amor pelo qual ele padeceu; segundo, devido ao valor da vida que ele entregou por essa satisfação, que era uma vida divina e humana; terceiro, devido à amplitude de sua paixão e a profundidade da dor que ele tomou sobre si.”

Cristo é o grande exemplo de perdão, mas Ele nos ensinou que diante de uma ofensa existem dois caminhos:

1º) o arrependimento e consequentemente o perdão.

2º) não arrependimento e consequentemente a exclusão. Em ambos os casos devem ser incentivados o dialogo, o amor, a esperança e o respeito. Os números representam o interesse de Deus em que haja o perdão e a reconciliação. Em Mateus encontramos o seguinte dialogo de Jesus com Pedro: “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Encontramos na Bíblia a tristeza de Jesus, Paulo e João quando enfrentaram barreiras em seus relacionamentos onde o perdão não foi o caminho da reconciliação. Fica evidente que alguns recusaram caminhar juntos destes homens de Deus por simples rebeldia a Palavra do Senhor. Isso nos conduz a triste realidade, mas mesmo assim não deve ser um empecilho para vivermos a maravilhosa alegria que o perdão nos traz.

Reconhecemos ao longo da história de homens e mulheres que o amor de Deus curou relacionamentos, restaurou vidas e trouxe a alegria. Jesus perdoou a Pedro, quando este arrependido, chorou amargamente por ter negado a Cristo. Paulo perdoou Marcos que havia abandonado o fervor missionário e arrependido voltou a aceitar a liderança de Paulo como pastor. João perdoou aqueles que afrontaram sua autoridade e doutrina como pastor da igreja, preferindo seguir o ensino de falsos religiosos, mas que depois foram buscar arrependidos a reconciliação. O perdão cura!

Quando pedimos perdão ou quando perdoamos, nosso coração fica leve, nossa relação com Deus fica desimpedida (Mt 6.12), nossos relacionamentos são transformados para melhor e nosso testemunho é mais eficaz.

Que Deus nos abençoe.

Rev. Leonardo Sahium



O COMPROMISSO DOS PAIS

20 de fevereiro de 2015

Um dos elementos que estimula a assiduidade de alguns pais na igreja é a preocupação com a vida espiritual dos filhos. Muitas vezes, encaram o compromisso dominical como um peso necessário ou um sacrifício compensador em longo prazo. Depositam toda a confiança nos 45 minutos que os professores da igreja terão para “catequizar” suas crianças, seus pré-adolescentes e adolescentes.

De segunda a sábado, estes meninos e meninas são bombardeados com conteúdos, propostas, filosofias e conceitos completamente distorcidos e contrários a tudo aquilo que aprenderam na casa do Senhor. Deus estabeleceu algumas regras importantes que precisam ser exercidas no ambiente familiar, afinal, a igreja não consegue suprir todas as necessidades espirituais dos pequeninos.

Em primeiro lugar, os pais precisam vivenciar uma verdadeira fé, que não é fruto de um conceito abstrato, mas de uma relação pessoal e constante com Deus. Uma fé desenvolvida através do prazer na leitura da Palavra e na oração, que busca a constante iluminação do Senhor e reconhece-O como aquele que provê, direciona e sustenta a casa. Esta é a orientação em Deuteronômio 6.4-9. Os pais devem amar a Deus sobre todas as coisas e chamar a atenção dos filhos para que observem as evidências do cuidado divino tanto na história quanto nas circunstâncias do dia a dia.

Em segundo lugar, o movimento para a casa de Deus deve ser sincero e cheio de alegria. A família está se dirigindo ao principal evento da semana que é estar com os santos para adorar e bendizer o Senhor, que enviou seu único filho para morrer numa cruz, ressuscitar e, desta forma, conceder vida eterna a todos aqueles que creem no seu nome. Por isso, o rei Davi escreve: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR”.

Em terceiro lugar, envolva o seus filhos nos departamentos da igreja para que eles criem vínculos com os amigos que comungam da mesma fé. Crie o hábito de trazê-lo nas programações aos sábados. Faça isso com alegria e gratidão, pois Deus levantou líderes espirituais e conselheiros para somar com você neste desafio. A igreja e a família cristã têm a incumbência de fazer com que o nome do Senhor seja glorificado nas gerações futuras, como ensina o Sl 45.17:  “O teu nome, eu o farei celebrado de geração a geração, e, assim, os povos te louvarão para todo o sempre”.

Em último lugar, participe dos seminários para pais, esmere-se na missão que Deus lhe concedeu de criar os filhos impactados pelo Seu amor e também submetidos a Ele com temor. Esta é a maior herança que você pode deixar para eles.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



NÃO SE DEIXE ENGANAR…

Algumas características do distanciamento espiritual é a maneira sutil como ele começa. A ideia de que já sei o suficiente, e, portanto, não preciso mais ouvir tantos sermões, estudos bíblicos e “gastar” tanto tempo lendo a Bíblia é um dos pontos deste distanciamento. Outro fator que contribui para o distanciamento espiritual é o grande número de amigos, não crentes e até crentes que deverão contribuir com palavras de desânimo e falta de compromisso com Deus, com a igreja e sua missão. Por outro lado, estes mesmos, serão os maiores incentivadores para uma agenda cheia de programas “alternativos” para o seu domingo.

Neste universo confuso, de proclamação de verdades individuais, de busca do prazer pelo prazer, existe um forte ingrediente, a mídia. Os meios de comunicação estão o tempo todo enviando mensagens, conceitos seculares, dúvidas sobre a espiritualidade cristã, em uma tentativa clara de desconstruir a nossa fé. O pior é que ao mesmo tempo, enviam doutrina de uma nova confissão, desprovida de pudor e ética, carregada de preconceitos e violência, mas pintada com a falsa cara da felicidade pecaminosa.

Chegamos no fim de semana do Carnaval. Vale a pena lembrar duas coisas. Somos todos pecadores, nossa inclinação é para as coisas da carne, mas a Bíblia nos alerta, não se deixe enganar, este caminho é de dor e morte.

Em segundo lugar, devemos nos lembrar sempre daquilo que Deus nos instrui: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. “(Gálatas 5.19-21)

Neste Carnaval, ore, busque a Deus, leia a Bíblia ou então um bom livro cristão. Aproveite o tempo livre e faça um momento de meditação na presença de Deus. Algumas pessoas que você conhece poderão chegar ao final deste Carnaval cansados, ressaquiados, pois buscaram prazeres passageiros. Se você aproveitar este tempo para ser edificado, este será o melhor feriado de sua vida.

Viva com sua família, celebre a felicidade de ter sido escolhido por Deus, ter recebido a fé salvadora em seu coração através da graça de Deus. Fale desta verdadeira alegria cristã. Cante a leveza de sua alma em Jesus Cristo. Não se deixe enganar, as pessoas estão buscando a verdadeira felicidade, mas ela só pode ser encontrada em Jesus Cristo.

Deus te abençoe.

Rev Leonardo Sahium



Carnaval 2015 com pano de saco e cinzas

6 de fevereiro de 2015

Uma descrença se estende no país proveniente de diversas fontes. Uma aguçada desesperança com a política, a desenfreada e incontrolável impunidade, impostos ainda mais pesados, desemprego, escassez de água, apagões, proliferação das drogas, banalização sexual e tudo mais que é noticiado diariamente.

A mídia se esforça para minimizar o caos com seus programas humorísticos, reality shows, novelas e futebol. No entanto, a sensação é que está tudo sem brilho, opaco e amargo. Em 2014, nem mesmo a Copa do Mundo conseguiu promover entusiasmo na nação. As eleições também contribuíram para gerar ainda mais desânimo, afinal, eram os mesmos políticos com suas promessas descaradamente enganosas.

Agora todos os holofotes miram para o carnaval 2015, com suas apresentações alegóricas e seus carros e músicas celebrando uma alegria que não existe. É inacreditável a mobilidade dos brasileiros para festejar diante do caos e cantar em meio a tanta tragédia. Isso revela o descompasso da vida, a aniquilação do bom senso e a incoerência inata de um povo que festeja quando tem e também quando não tem, qualquer motivo para se exibir com danças e cores extravagantes.

O Brasil precisa admitir que a sua imersão nas densas trevas e a sua cegueira espiritual são responsáveis por este desânimo coletivo que agrava com o passar do tempo. Identificar o seu estado e recorrer ao tratamento que está na completa rendição Àquele que pode reverter qualquer caos social. Por isso o salmista escreveu: “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança”. (Sl 33.12).

A solução está no arrependimento contrito e na busca pelo Deus das nações que elimina todo o mal com a sua santa presença. Este carnaval não deveria ser marcado por roupas coloridas e bandinhas animadas, mas por uma multidão vestida de pano de saco, lançando cinzas em suas próprias cabeças como sinal de dor e tristeza pela degradação que foi pulverizada sobre a nação.

Precisamos clamar pelo auxílio de Deus, assim como Israel em meio às adversidades e perseguições: “Em todas as províncias aonde chegava a palavra do rei e a sua lei, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos se deitavam em pano de saco e em cinza.” (Et 4.3).

Enquanto Deus não for adorado, reverenciado e temido neste país, as pessoas terão fôlego, recursos e ânimo para se alegrar diante do caos. Por isso, a oração é para que o Senhor derrame do seu Espírito sobre esta nação, promovendo cura, libertação e salvação.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



PROSPERIDADE FINANCEIRA

30 de janeiro de 2015

Quando falamos em vida financeira na igreja, sempre encontramos o desafio de recebermos

certos “rótulos”. Para alguns a questão financeira na Bíblia é uma Lei que deve ser cumprida

integralmente. Outro grupo acredita que as contribuições devem ser espontâneas e, portanto sem

um valor determinado, como os dízimos, por exemplo. Outros acreditam que quanto mais você contribuir com fé, mais Deus estará obrigado a honrar a Palavra de prosperidade dele com a pessoa que ofertou. Finalmente, existem aqueles que acreditam que podem governar sua contribuição para a obra de Deus, através de doações a projetos de assistência sociais, obras humanitárias, sem consagrar seu dízimo na Igreja.

Diante de tantas propostas e pensamentos, devemos perguntar de maneira bem simples: O que a Bíblia nos ensina sobre o caminho da fidelidade e prosperidade financeira?

1º) Deus é o criador de todas as coisas e de todas as pessoas (Isaías 45.12);

2º) Deus é o dono do ouro e da prata e Ele abençoa com riquezas quem Ele desejar abençoar (Ageu 2.8).

3º) O cristão no Antigo Testamento é chamado por Deus para devolver a décima parte de seu salário ao Senhor (dízimo significa 10%). Isto era feito no Templo, onde havia uma sala chamada “casa do tesouro” (Malaquias 3.10).

4º) Jesus Cristo falou que não veio revogar a Lei (Antigo Testamento) mas cumprir e disse que ninguém deveria deixar de consagrar o seu dízimo na Igreja (Mateus 5.17-20 e Lucas 11.42).

5º) Os dízimos (10%) e as ofertas (aquilo que estiver proposto em seu coração) devem ser consagrados com alegria, pois, quem é cristão sabe que tudo o que tem vem da graça de Deus. Deus nos faz mordomos de nosso dinheiro e isso deve ser feito com alegria e não por constrangimento ( 2 Coríntios 9.7).

Quais são as promessas de Deus, para quem observa estes pontos acima descritos?

Deus que sonda mente e corações, não aceita trocas com Seu povo. Não existe uma relação de negócio com Deus. Nosso SENHOR abençoará aqueles que entenderem e forem fiéis por amor a Deus. Ele abençoará com alegria aqueles que consagrarem com generosidade e desprendimento, porque fazem isso por gratidão ao SENHOR. A Lei não foi revogada assim como as Promessas também não foram revogadas. Ao contribuir na Igreja, nós mostramos um coração cheio de fé no Deus que nos criou, salvou e sustenta em todas as coisas. A Igreja com estes recursos abençoa milhares de vidas. Nós desfrutamos do conforto de uma Igreja organizada, e da alegria de ver os recursos sendo usados na proclamação do evangelho, no sustento de famílias que servem a Deus (pastores e missionários) e na assistência aos carentes.

“Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará” (2 Coríntios 9.6)

“Provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (Malaquias 3.10).

Que Deus nos abençoe.

Rev. Leonardo Sahium