Em 18 de junho de 2017 | Pastorais

As amizades podem ser duradouras ou passageiras. Existem os amigos da infância, aqueles que nos acompanharam nas primeiras travessuras e aventuras. Os amigos dos passeios de bicicleta, dos jogos em casa e dependendo do lugar onde você nasceu e época, os amigos que brincavam na rua. Algum tempo atrás os amigos davam apelidos uns aos outros, não existia a ditadura do “politicamente correto” ou o foco social no “bullying”. Os amigos eram chamados de “quatro olhos”, “manco”, “vareta”, “cabeleira” e por aí vai… verdade! Ninguém ficava constrangido, a única regra era; “não fique irritado com o apelido, senão ele vai te acompanhar por toda vida”.

Os anos passam e na adolescência os amigos conversam baixo, trocam fotos, guardam segredos e iniciam os primeiros casos amorosos mais sérios. Um bom amigo ou uma boa amiga é aquele que ajuda fielmente a descoberta deste novo universo. Com a mocidade, as amizades começam a ganhar contornos profissionais, os assuntos às vezes se tornam mais densos, e entre uma diversão e outra a vida mostra seu ritmo, imprime a velocidade que distancia os amigos e em muitos casos para sempre.

Quando nos tornamos adultos de fato, descobrimos a beleza das amizades simples, e também, a tristeza das falsas amizades. Mas a maturidade nos dá independência social e financeira. Podemos planejar viagens, jantares e passeios incríveis com nossos amigos. Alguns têm a sorte de encontrar na esposa ou no marido aquele amor-amigo.

Entre um compromisso e outro é sempre bom ter momentos de pausas. A vida necessita de pausas! Nestas horas vale uma reflexão sobre as amizades ao longo da vida. Os números não são grandes, afinal, bons amigos são raros. Mas é maravilhoso quando olhamos para nossa história e percebemos que foram muitos os dias felizes com os amigos, familiares, vizinhos, pessoas queridas que entraram e saíram, mas que sempre foram música em nossa vida.

Mas existe um amigo, o nosso amigo, que nunca nos abandona ou nos desaponta. Este sempre esteve, ainda está e sempre estará ao nosso lado. Jesus Cristo, amigo verdadeiro. Ele chegou e se apresentou com palavras doces dizendo: “já não vos chamo servos…. mas tenho-vos chamado amigos” (João 15.15)

Não desprezemos este amigo, pelo contrário, vamos conversar com ele todos os dias, relembrar as histórias onde ele nos salvou, abriu portas e guardou nossos segredos. Vamos nos lembrar de que nos valoriza, acredita em nós e sabe do nosso tremendo potencial. Jesus Cristo é amigo verdadeiro!

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium

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