Pastorais
O DESAFIO DOS SEGUIDORES DE CRISTO PARA 2018

5 de Janeiro de 2018

O ano começa e a expectativa de dias melhores aquece os cumprimentos nos diversos núcleos de relacionamentos. Todos desejam um 2018 com saúde, paz, estabilidade, sucesso e tantos outros adjetivos positivos que expressam a esperança de uma realidade superior para o novo ciclo.

Os céticos e incrédulos depositam a confiança no acaso, na sorte e no pensamento positivo. Eles não possuem qualquer garantia ou segurança de que 2018 será melhor do que 2017. Os seguidores de Cristo precisam checar se a expectativa dos seus corações por dias melhores não está fundamentada nestes pressupostos instáveis, inseguros e enganosos.

O amanhã é um mistério que foge do controle humano. A Bíblia faz referência quanto à incerteza que todos devem ter a respeito do futuro: “Ouçam agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro’. Vocês nem sabem o que acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa” (Tg 4.13,14). Ninguém pode controlar e domar a imprevisibilidade das situações ainda não acessadas.

Por outro lado, a Escritura também enfatiza a importância do planejamento: “Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua” (Pv 16.1). O mistério futuro não justifica a ausência de organização e falta de elaboração de projetos. É natural estabelecer alvos, estratégias, metas e propósitos para o amanhã. O livro de Provérbios ensina que existe um governo divino e superior aos nossos planos pessoais. A vontade de Deus prevalece em relação aos desejos e projetos individuais.

A felicidade para 2018 consiste em buscar e compreender a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Às vezes, os caminhos estabelecidos pelo Senhor para manifestar a sua vontade assustam, incomodam e promovem dor e sofrimento. Estes elementos são utilizados para provar e moldar os cristãos. O propósito de Deus é tornar cada filho semelhante a Jesus Cristo: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se, mas esvaziou a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante a homens” (Fp. 2.5-7).

A alegria para o ano que se inicia não está estruturada nas variáveis e imprevisíveis circunstâncias, mas sim na busca pela vontade de Deus. Ele estabelece o seu querer e os seus servos apenas respondem positiva e alegremente. A fé confiante em um Deus amoroso, santo, justo e bondoso produzirá descanso, paz, conforto e disposição para prosseguir com organização e planejamento, sem jamais esquecer que a doce e bondosa vontade divina irá prevalecer.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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