Pastorais
“… o firme fundamento de Deus permanece…” 2 Timóteo 2:19

21 de junho de 2019

A fundação sobre a qual descansa nossa fé é esta: que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões”. O grande fato no qual a fé genuína se fia é que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”, e que “Cristo também padeceu pelos pecados, o justo pelo injusto, para que Ele nos levasse a Deus”; “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados”; “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Em uma palavra, o grande pilar da esperança do cristão é a substituição. O fato fundamental do evangelho é o sacrifício vicário de Cristo pelo pecado; é Cristo sendo feito pecado por nós para que pudéssemos ser feitos justiça de Deus nele; é Cristo se oferecendo como um verdadeiro e propício sacrifício expiatório e substitutivo no lugar de quantos o Pai lhe deu, que são conhecidos por Deus pelo nome, e são reconhecidos em seu próprio coração pela sua confiança em Jesus. Se essa fundação fosse removida, o que poderíamos fazer? Porém, ela se mantém firme como o trono de Deus. Sabemos disso; descansamos sobre isso; alegramo-nos nisso; e nosso prazer é nos agarrarmos a isso, meditarmos sobre isso e proclamar isso, enquanto desejarmos nos manter atuantes e movidos pela gratidão por este fato em cada parte da nossa vida e do nosso discurso. Hoje em dia um ataque direto é feito sobre a doutrina da expiação. Os homens não podem suportar a substituição. Eles rangem os dentes diante do pensamento do Cordeiro de Deus levando o pecado do homem. Mas nós, que conhecemos por experiência, a preciosidade dessa verdade, vamos proclamá-la, desafiando-os com confiança e incessantemente. Não vamos atenuá-la nem muda-la nem desperdiça-la de forma alguma. Não podemos, não ousamos desistir, pois isso é nossa vida e, apesar de toda a controvérsia, sentimos que “entretanto, o firme fundamento de Deus permanece”.

Charles Haddon Spurgeon

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