Em 18 de setembro de 2017 | Pastorais

Queridos irmãos, parece que o estoque de novidades e revelações horripilantes a respeito dos bastidores de nossa pátria amada é infindável. A cada dia que passa não sabemos o que sairá nos noticiários; e para piorar (ou não), há muito mais ainda por vir. Daí, olhamos o cenário macroeconômico nacional, e a figura também é intrigante: PIB subindo, inflação baixa, Bolsa de Valores batendo recorde, super safras, mas a violência e o caos urbano só aumentam. Além mar, catástrofes assolando nações – furacões, terremotos – e como se não bastasse toda apreensão com o terrorismo islâmico, surge um lunático brincando de bomba atômica e colocando a ONU para suar a camisa.

Fica a pergunta irmãos: o que esperar de um mundo tão complicado? A humanidade segue uma rota consciente dando as costas para Deus e ignorando o próximo! Ama as obras das trevas porque é próprio de sua natureza caída. Celebra a liberdade de expressão, ainda que isso implique em expor crianças à blasfêmias e ao mais depravado nível de moral em obras de arte que retratam, pasmem, até cenas de zoofilia, como foi o caso recente em Porto Alegre. Isto nos lembra a palavra do Senhor Jesus ao nos dizer: “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.” (Mc 7:21-22). O mundo precisa conhecer o poder libertador, transformador e restaurador do Evangelho de Cristo. Precisamos anunciar que a Luz de Cristo está presente e ilumina toda a escuridão dos corações. No entanto amados, não podemos nos esquecer que estamos caminhando para a consumação da história, e que nossa pátria não é neste mundo caído e sim numa nova terra restaurada.

O que esperar deste mundo, irmãos? Não se trata de escapismo escatológico, nem clichê cristão, mas se nossa esperança se limitar a esta vida somos os mais infelizes de todos os homens. Foi assim que o apóstolo Paulo exortou os irmãos de Corinto no 1º Século da Era Cristã! (1Co 15:19). Quando Jesus foi assunto aos céus ele inaugurou o que a teologia reformada chama de “os últimos dias”. Jesus nos exortou a que tivéssemos nosso foco na eternidade. Para o cristão, alimentar expectativas sobre a eternidade não decepcionará. Queridos, nunca nos esqueçamos que somos peregrinos aqui. Aqui seguimos brilhando a Luz de Cristo, mas segundo sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra nos quais habita a justiça. (1Pe 3:13)

Soli Deo Gloria.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho

Compartilhar