Pastorais
O RESGATE DA TERNURA

27 de julho de 2018

Ao todo, mais de mil pessoas estão na recepção do hotel. Existe uma fila para credenciamento, uma fila para verificação de inscrição e uma última fila para o check in do hotel. Assim começou a reunião ordinária do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Uma coisa chamou minha atenção, a ternura! Sim, fiquei observando as pessoas, na imensa maioria, pastores e presbíteros, calmos, nas filas, com as malas nas mãos, conversando, com bom humor, enquanto caminhávamos lentamente à medida que a fila avançava. Que liturgia de vida, que celebração!

Foi interessante observar os gestos de carinho, atenção e humildade. Pessoas se ajudando, abrindo caminho com agilidade, carregando as malas uns dos outros. Neste momento me lembrei do texto de Colossenses 3.12 “revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”.

Quando a Bíblia fala destes “ternos afetos de misericórdia”, ela estabelece um novo padrão de comportamento para cada cristão. No livro de Teologia Sistemática do Rev. Oadi Salum, ele lembra seus leitores que a graça de Deus produz em nós uma “união transformadora”, e afirma: “Mediante a união com Cristo, seus eleitos são transformados na semelhança de Cristo. Passam a viver segundo o caráter do seu Senhor, sofrem com ele, carregam a cruz por amor a ele: nascem em Cristo, morrem por Cristo, ressuscitam em Cristo para uma nova vida: ‘Porque, se fomos unidos com Ele na semelhança de Sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição’ ”(Rm. 6.5).

Esta transformação deve ser percebida nas atitudes comuns do dia a dia. A vida cristã autêntica é cheia de ternos afetos de misericórdia, bondade e mansidão!

Como resgatar a ternura em um mundo que insiste em nos tornar brutos? Olhe para Cristo! Veja nos evangelhos os seus gestos de amor para com o próximo. Perceba o quanto Jesus era terno em suas palavras e gestos. Ele observava a dor do outro e chorava com todo seu ser em plena compaixão. Mas não era uma vida triste, era uma vida cheia de esperança e paz. Jesus sempre transformou a vida das pessoas com sua presença.

Somos cristãos, portanto, precisamos nos perguntar sempre: “eu estou me tornando uma pessoa mais terna? Mais leve? Mais simpática e agradável? Tenho transmitido um testemunho de uma pessoa que está a cada dia mais parecida com o seu Senhor e Salvador?”

A simples reflexão sobre estas perguntas acima, demonstrarão que você está no caminho certo para ser uma pessoa mais terna e feliz.

Que Deus nos abençoe.
Rev. Leonardo Sahium

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