Em 16 de agosto de 2017 | Pastorais

A questão última não é quem é você, mas de quem é você. Claro, muitas pessoas pensam que não são escravas de ninguém. Sonham com uma total independência. Como uma água-viva levada pelas marés acha que é livre porque não está presa ao casco de um navio. Mas Jesus tinha uma palavra para pessoas que pensavam assim: “… conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.32-34).

A Bíblia não dá crédito a seres humanos caídos que pensam ser regidos por si mesmos. Não existe autonomia num mundo caído. “… desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?… quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça… Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus… (Rm 6. 16, 20, 22).

Na maioria das vezes, somos livres para fazer o que queremos. Mas não somos livres para desejar o que devemos. Para isso carecemos de um novo poder baseado em uma compra divina. O poder é de Deus. É por essa razão que a Bíblia diz: “graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração” (Rm 6.17). Deus é quem “concede não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade” (2Tm 2.25,26).

A compra que libera esse poder é a morte de Cristo. “Não sabeis que não sois de vós mesmos?…fostes comprados por preço” (1Co 6.19,20). Qual o preço que Cristo pagou por aqueles que nele confiam? “… comprou com seu próprio sangue” (At 20.28).

Agora somos verdadeiramente livres. Não para sermos autônomos, mas para desejar o que é bom. Toda uma nova forma de vida se abre diante de nós quando a morte de Cristo se torna a morte de nossa velha natureza. Em lugar de regras, fica o relacionamento com o Cristo vivo. A liberdade de produzir frutos substitui a escravidão da lei. “Vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus” (Rm 7.4).

Cristo sofreu e morreu para que fôssemos libertos da lei e do pecado e pertencêssemos a ele. É aqui que a obediência deixa de ser um fardo e se torna em liberdade para frutificar. Lembre-se: você não pertence a si mesmo. De quem será? Se for de Cristo, venha e pertença!

John Piper

Compartilhar