Em 13 de abril de 2017 | Pastorais

O desenvolvimento tecnológico dos últimos 20 anos proporcionou uma profunda transformação no comportamento das pessoas. Adultos, jovens e crianças experimentam uma intensa e singular comunicação virtual capaz de reconfigurar completamente as interações sociais. Ao observar o mundo real, a agitada vida metropolitana em nada pode ser comparada ao pacato contexto das gerações anteriores. A dinâmica familiar também se submete a alterações significativas na sua formatação. Pode-se afirmar que em nenhuma outra época aconteceram tantas frentes de mudanças numa velocidade tão acelerada.

Apesar de muitos benefícios e conquistas da atualidade, percebe-se facilmente que o aparente desenvolvimento propõe também um esvaziamento do significado humano, uma implosão na saúde das relações, potencializa o culto ao prazer, coroa o individualismo e enobrece qualquer pensamento que exclui Cristo e os seus princípios. É a era da pós-verdade, do pós-cristianismo e da desconstrução de todos os elementos que apontam para o transcendente. O homem é o normatizador das suas próprias regras e senhor das suas decisões. O problema é que não há alinhamento nos discursos e as contradições ideológicas e filosóficas expõem a limitação humana para produzir solução aos seus próprios dilemas.

Neste cenário de turbulência, inquietude e insegurança, o evangelho de Cristo se apresenta de maneira doce e suave. Independente das ênfases contextuais, dos pensamentos vigentes e das tendências culturais, a mensagem salvadora é a solução para os que buscam paz, liberdade e vida. A Bíblia é um livro que ultrapassa gerações e supera as críticas e os ataques daqueles que não se conformam com um ensinamento tão poderoso, resistente e absoluto. As Sagradas Escrituras revelam todo o cuidado de Deus para promover a retirada do povo de Israel da escravidão no Egito. Este processo prefigurava a vinda de Cristo, sua morte e ressurreição para libertar os homens do pecado e da sua mortal consequência. A Páscoa é o convite para depositar a confiança no Deus que é libertador, guia e sustentador.

A tecnologia muda os hábitos das pessoas, os valores culturais recebem novas embalagens e a dinâmica social se transforma, no entanto; somente a verdade de Cristo celebrada na Páscoa é capaz de promover o verdadeiro descanso para a alma. A Páscoa revela a amorosa história da redenção divina e por isso precisa ser celebrada com alegria e devoção. Esta festa informa que o escravo foi liberto, o perdido foi encontrado e o morto foi ressuscitado por meio da obra salvífica de Cristo.
Feliz Páscoa!
Rev Alexandre Rodrigues Sena

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