Pastorais
POR QUE CREIO? PORQUE CREIO!

13 de dezembro de 2019

Por que creio? Com angustia n´alma face ao inexplicável;
Por que creio? Uma vida vivida sem saber o imponderável;
Por que creio? Um vazio pleno, coração escuro, sem rumo e sem tato;
Por que creio? Esforçando-me em vão, sem controlar fato por fato.

Por que creio? Se não há como silenciar por tal historia registrada;
Por que creio? Num quiasmo intencional toda raça foi desviada!
Por que creio? Perdição se fez presente, rebeldia desgraçada…
Por que creio? Se a quem amo perderei, vida breve e expirada.

Por que creio? Se está escrito que o amor manifestou-se em carne e osso;
Por que creio? Um profeta? Arruaceiro? Charlatão? Quem sabe um louco?
Por que creio? Se uma resposta honesta, sua vida demanda de cada douto;
Por que creio? Ou Cristo é um mito, ou é Emanuel, o Deus conosco.

Por que creio? Se nem um louco, à cruz, iria por um amigo ou por um outro?
Por que creio? Se sua morte expiou toda culpa humana e mais um pouco?
Por que creio? Se assim agiu a resgatar a humanidade de suas mazelas?
Por que creio? Se seu sangue vertido é eficaz em todas as eras?

Porque creio, não necessito mais explicar o inexplicável;
Porque creio, descanso sempre em Suas mãos em face ao certo e imponderável;
Porque creio, me sinto pleno da existência , vida que encontrou sentido;
Porque creio, espero vê-lo face a face, e eternamente usufruí-lo.

Porque creio, lhe digo, vale a pena meu amigo refletir e experimentar;
Porque creio, insisto, sua vida carece de um novo brilho, de um novo despertar;
Porque creio, lhe aviso, de braços abertos está Ele sempre, por sua alma a velar;
Porque creio, confirmo, Ele o ama e o aguarda, por que a Ele não se entregar?

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho

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