Em 20 de outubro de 2017 | Pastorais

Ao questionar líderes e pastores acerca das ênfases ministeriais de suas igrejas, alguns não conseguirão definir com clareza. São tantos compromissos, reuniões e atividades que se torna difícil identificar a característica principal. Cada igreja investe tempo e recursos naquilo que estabelece como prioridade. Existem aquelas desinteressadas no crescimento e outras dispostas a crescer a qualquer custo. Algumas igrejas estão focadas em programações e outras em inovações litúrgicas. Enfim, cada igreja destaca aquilo que é importante para a sua trajetória.

O Novo Testamento ensina que as igrejas primitivas possuíam peculiaridades que as distinguiam umas das outras. Por exemplo, a igreja em Corinto enfatizava temas diferentes da igreja de Roma. A igreja em Tessalônica tinha preocupações que não eram identificadas na igreja em Éfeso. As cartas às sete igrejas no Apocalipse evidenciam o quanto Cristo está atento às especificidades de cada uma das suas comunidades.

Existem princípios que não podem ser negociados ou alterados de uma igreja para outra, pois fazem parte dos fundamentos da fé cristã. A Reforma Protestante ressaltou estes alicerces inegociáveis através das cinco solas: sola Scriptura, solo Christus, sola Gratia, sola Fide, Soli Deo Gloria. Estes valores caracterizam as igrejas reformadas espalhadas pelo mundo.

Ao observar a história da IPG entre 1998 e 2007, é possível perceber o quanto a dinâmica e as decisões refletiam a preocupação da igreja em manter-se firme nos pilares da reforma. O investimento no ministério de ensino e a dedicação na obra missionária ressaltam o compromisso de uma igreja que deseja se aprofundar no conhecimento da Palavra e ao mesmo tempo cumprir o IDE de Cristo. O tema de celebração pelos 40 anos reflete isso: “40 anos firmados na graça, servindo ao Senhor”.

A criação de uma biblioteca com literatura evangélica e a preocupação em consolidar nos adolescentes o gosto e o prazer pelo estudo da palavra demonstram o zelo para com a instrução bíblica. A ampliação do trabalho com pequenos grupos nos lares proporcionou a possibilidade de dezenas de irmãos se reunirem semanalmente para fortalecer a fé através do estudo da Palavra, da oração e da comunhão.

Este também foi um tempo de expansão do Reino através da plantação de novas igrejas. Foram organizadas quatro igrejas presbiterianas: Freguesia (2001), Recreio dos Bandeirantes (2002), 3ª de Angra dos Reis (2004) e Colorado-Bangu (2004). Em 2003 foi realizado o I Encontro de Plantadores de igrejas com a presença de 160 pessoas.

A oração é para que a Igreja Presbiteriana da Gávea mantenha na sua genética a firmeza na Palavra e o amor pela plantação de novas igrejas. Que estas ênfases tão facilmente identificadas até aqui, permaneçam nas futuras gerações.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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