Em 8 de novembro de 2017 | Pastorais

Queridos irmãos, o culto de comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante promovido pela IPB no último sábado dia 28 na Arena Carioca 1 e Arena do Futuro do Parque Olímpico foi uma experiência emblemática. Estima-se que ali estiveram presentes cerca de 16 mil pessoas. Que clima vibrante! Que culto maravilhoso! Que louvores bem ministrados! Que pregações poderosas! Que coral! Que manifestação de respeito! O Rev. Leonardo ficou responsável pela diplomacia no evento, com a coordenação da recepção e acompanhamento de autoridades. Vários irmãos da Gávea estiveram ali apoiando esta e outras áreas como comunicação, música, etc. A organização de um evento com tal complexidade foi muito bem sucedida. Uma grande festa!

Mas o que quero dizer com igreja VIVA? Ali presenciei uma Igreja Presbiteriana que entende sua missão, se envolve com a visão, serve de forma incansável. Uma igreja viva que vibra com a presença do Espírito Santo, se alegra com a união entre os irmãos. Uma igreja viva, que respeita as diferenças, discerne o momento. Éramos muitos ali, de muitas igrejas, presbitérios e sínodos diferentes. Havia a presença de irmãos de outras denominações também. Muita diversidade e estilos, mas todos ao redor de um propósito comum: exaltar o nome de Cristo naquele lugar. Me fez lembrar as palavras de Lucas no relato do livro de Atos 4:32: “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma.” Senti que realmente éramos um único coração e alma. Um Esprit de Corps (espírito de corpo), que nos fez sair dali revigorados, animados, vibrantes com o anúncio do Evangelho de Cristo que é o único caminho para um mundo em trevas.

Ainda no momento pós-culto, nas palavras finais, o povo de Deus manifestou grande respeito pela presença de autoridades, dentre outras, em destaque o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella. Irmãos, confesso que me deu um “frio na barriga” quando ele recebeu o microfone das mãos do presidente do Supremo Concílio da IPB, Rev. Roberto Brasileiro, e deu uma breve palavra ao público. A igreja de Cristo presente soube discernir o momento, manifestando seu respeito pelas autoridades e políticos presentes, e não promovendo qualquer esboço de manifestação. Afinal, como legado da Reforma, sabemos que Igreja e Estado não se misturam! E ali estava a Igreja reunida.
Por fim, e não menos importante, tantos destaques foram dados pela mídia neste tempo de celebração dos 500 anos da Reforma, e foi muito bom constatar que em quase todas as coberturas os presbiterianos estavam presentes marcando posição com uma palavra sóbria e sábia. Que essas celebrações nos motivem a continuar na missão, ancorados na Escritura, firmes na Fé, confiantes na Graça, sendo Cristo o centro da nossa vida.

Soli Deo Gloria.
Rev. Antonio Alvim Dusi Filho

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