Pastorais
VOCE É UM BOM OUVINTE?

22 de janeiro de 2018

Recentemente estive conversando com executivos de uma importante empresa multinacional e me surpreendi com uma afirmação feita por eles a respeito da dificuldade de encontrarem um determinado tipo de profissional: pessoas que saibam ouvir. Diziam eles que a esmagadora maioria das pessoas entrevistadas não eram bons ouvintes. Invariavelmente tinham sempre muito a dizer e pouca capacidade de ouvir. O que é curioso é que isso parece representar uma atitude comum a muitos de nós, pois sempre temos algo a dizer, e raramente a paciência e o tempo para ouvir. Até porque vivemos numa sociedade barulhenta, ruidosa, de muitas vozes, onde muitas vezes, por questões de sobrevivência, somos levados a falar muito para nos mantermos na liderança de uma discussão, nos protegermos, ou mesmo criarmos uma blindagem ao nosso redor de modo a não mostrarmos quem realmente somos em nossos relacionamentos.

A habilidade de ouvir é algo tão importante em nossas vidas que a Epístola de Tiago nos exorta a sermos praticantes da palavra de Deus estando prontos a ouvir. Diz o texto: “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” (Tg 1:19). Não é novidade irmãos que um dos grandes problemas da humanidade é a comunicação, e portanto uma boa parte dos problemas está no lado de quem ouve. Ouvimos mal. Ouvimos o que queremos ouvir, pois não estamos muitas vezes interessados em o quê o outro tem a dizer. Numa comunicação eficaz, o emissor consegue transmitir através de um canal de comunicação um conteúdo de forma que o receptor o receba clara e integralmente. Falhamos na comunicação quando somos maus receptores. Ouvir exige disciplina, atenção, empatia, interesse. O problema é que nossa recepção se efetiva com uso de filtros – nossas opiniões, conceitos, preconceitos e até de vez em quando antipatia pelo emissor.

Queridos irmãos precisamos orar pedindo ao Senhor esta capacidade de ouvir. Nossos filhos precisam de pais que tenhamos ouvidos interessados. Nossos cônjuges precisam que tenhamos ouvidos atentos. Nossos familiares e amigos precisam de nossa empatia no ouvir. Ouvir bem define muito a qualidade dos nossos relacionamentos.

Sintamo-nos desafiados a ser bons ouvintes em 2018. Que Deus nos ajude.

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho

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