Pastorais
VOLTA PRA DEUS

6 de Abril de 2018

A partir da era moderna, no final do século XV, a razão se estabeleceu como o elemento predominante para que o homem pudesse entender a si mesmo e tudo o que acontecia à sua volta. As inúmeras descobertas científicas na astronomia, matemática, física e nas ciências naturais impulsionaram a crença de que todos os elementos deveriam ser julgados pelo crivo racional. A filosofia e até algumas escolas da teologia se submeteram ao senhorio da razão. O acesso à verdade dependeria do convencimento intelectual.

O período pós-moderno questionou a arbitrariedade e exclusividade do critério racional e estabeleceu uma era de relativismo e pluralismo. Não há absoluto, não há verdade e as conclusões dependem de uma série de fatores que podem ser questionados e desacreditados de acordo com as vantagens e prejuízos em jogo.

Este pensamento pós-moderno vigora nos dias de hoje e afeta a ética, a educação, a política, a filosofia, a religião, a comunicação e a arte. Os tribunais se articulam de acordo com a conveniência, a academia se ajusta para atender aos interesses ideológicos de um grupo e os governantes se tornam doutos na elaboração dos seus enfadonhos discursos enganosos.

O racionalismo se estagnou na sua limitação para decifrar os mistérios da subjetividade humana. Por outro lado, o pós-modernismo implodiu qualquer possibilidade de coerência, sanidade e bom senso. A incapacidade humana de gerir a sua própria existência está exposta em praça pública, ou melhor, no Facebook e Instagram.
É para esta geração atordoada e perplexa com as suas próprias mazelas que o convite para olhar para Deus deve ser feito. O ser humano é como um recém-nascido conduzindo um automóvel em alta velocidade. A tragédia é uma questão de tempo!

A igreja precisa proclamar insistentemente a mesma mensagem dos profetas: “Arrependam-se! Desviem-se de todos os seus males, para que o pecado não cause a queda de vocês.” Ez 18.30b. “Lavem-se! Limpem-se! Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal” (Is 1.16). “Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus.” (At 3.19,20).

A esperança não está na razão e nem no relativismo pós-moderno. Deus sempre foi a solução para aqueles que não conseguem conduzir a própria vida. É tempo de recorrer a Ele e crer que somente pela sua graça e misericórdia, a história pessoal e social pode ser transformada. Ele é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16). Ele é o soberano Deus, capaz de produzir a verdadeira alegria tanto para um individuo como para a nação (Sl 33.12)!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

Share