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A IMORTALIDADE

O primeiro mês de 2021 já caminha para o fim, o programa de vacinação começa e um misto de esperança e cansaço marca os 10 meses de um redemoinho descontrolado que tirou tudo do lugar. A jornada continua, muitas dúvidas permanecem, os cautelosos mantêm as precauções e os inconsequentes se aglomeram, indiscriminadamente. A toxidade política atinge um nível abissal e as narrativas polarizadas desprezam o princípio da razoabilidade.

A pandemia e os incontáveis temas que a orbitam podem paralisar a capacidade de avaliar o momento a partir da Palavra de Deus. Os crentes em Jesus estão habituados aos textos bíblicos que tratam da fragilidade humana, do sofrimento e da morte. Os solavancos provocados pelas circunstâncias atuais não se desconectam das inúmeras provações e adversidades que os personagens bíblicos enfrentaram.

Por outro lado, uma geração “evitacionista” que não poupou esforços, recursos e discursos para ignorar ou esconder estes temas precisa encará-los face a face. Ao tratar especificamente da morte, Eleny Vassão diz que a partir da contaminação no século XVIII, a morte deixou de acontecer no ambiente familiar para se tornar um ato solitário nos hospitais. No entanto, os hospitais enfatizam cura e vida, por isso, também não estabelecem um ambiente propício para o morrer.

A Bíblia sempre tratou deste desconfortável assunto de maneira incisiva e direta, afinal, era a consequência da desobediência dos primeiros pais (Gênesis 2.17). Este versículo trata da morte espiritual e também física que afeta todos os homens.

O rompimento com Deus provoca uma desordem completa no universo e enche a terra do insuportável odor da morte (Romanos 8). Por mais que circos, parques, poetas e atores promovam momentos de entretenimento, a realidade cruel e silenciosa da morte atinge sorrateiramente a todos.

Somente os que cansaram dos enganos deste mundo e compreenderam o estrago da morte podem acessar a solução que Cristo oferece. A filosofia ou as demais religiões podem divagar em tentativas de explicações subjetivas para os males que atingem os seres humanos. A Bíblia apresenta Cristo, sua vida, morte e ressurreição para anunciar Aquele que esmagou o inimigo que tira a paz dos homens, ou seja, a morte.

Ao escrever para Timóteo, o apóstolo Paulo diz que a graça de Deus foi dada “e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2 Timóteo 1.10). O apóstolo João escreve: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida” (1 João 3:14). Os discípulos do Cristo ressurreto sabem quem e o que os aguarda após a morte, por isso, Paulo diz que o viver é Cristo e o morrer é lucro (Filipenses 1.21).

Neste momento onde tantos estão apavorados com a morte, a igreja de Cristo é convocada para pregar a vida eterna. É tempo de anunciar o poderoso evangelho que traz esperança aos corações escravizados pelos enganos deste mundo. Numa época em que a morte se apresenta com imponência e poder, a igreja precisa anunciar Jesus Cristo, aquele que venceu a morte com a sua crucificação e ressurreição. É tempo de anunciar a vida que Cristo concede aos que crerem no seu nome!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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