Pastorais
A CELEBRAÇÃO DO NATAL

22 de dezembro de 2016

As celebrações natalinas fazem parte do calendário de diversos países do mundo. Uma oportunidade singular para o ajuntamento familiar regado a banquetes e presentes. A expectativa do comércio nesta época é sempre alta, principalmente, em tempos de crise.

Apesar de ser um momento de confraternização com os mais variados e deliciosos cardápios, não são poucas as críticas a este acontecimento anual. Alguns vão argumentar que o natal se tornou um tempo para aflorar o consumismo. Outros dirão que as figuras do papai Noel, da árvore de natal, dos presentes e das refeições ofuscaram o significado religioso e original da festa.

Quando o assunto se restringe ao campo eclesiástico, as divisões de opinião não deixam de acontecer. Existem aqueles que afirmam ser um equívoco comemorar o nascimento de Cristo numa data que não corresponde ao dia exato. Nenhum estudioso garante sequer o mês em que Cristo nasceu. Por isso, a data de 25 de dezembro é simbólica e o dia em si não pode ser mais importante do que a magnitude do evento celebrado.

Muitos argumentam que os crentes não podem solenizar este acontecimento, pois, a sua origem se deu no quarto século, quando o natal substituiu a festividade dos romanos ao deus sol. Se o império romano oficializou a religião cristã neste período, nada mais óbvio do que o abandono de práticas politeístas e o acolhimento às celebrações cristãs.

Alguns ainda ensinam que não há qualquer ordenança bíblica para festejar o nascimento de Cristo. Quais das festas do Antigo Testamento têm maior relevância do que a celebração da encarnação do filho de Deus? Para os cristãos, o nascimento, a obra, a morte e a ressurreição de Cristo revela o maior advento da humanidade, ou seja, a encarnação e missão do filho de Deus que visa resgatar o perdido.

Sobre esse assunto, John MacArthur escreve: “celebrar o natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14.5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não os dias especiais: ‘Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus’”.

Natal é tempo de celebrar o Deus encarnado e adorá-lo com sincera devoção. É um momento especial para refletir nesta verdade que alimenta o povo de Deus todos os dias e enche de alegria os santos em toda a terra. Regozije-se com o nascimento daquele que veio ao mundo para cumprir as profecias, promover esperança aos povos, curar os enfermos, ressuscitar os mortos e, principalmente, se manifestar como Senhor e Salvador.
Feliz Natal!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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