Pastorais
A IGREJA E OS APLICATIVOS

17 de outubro de 2014

O italiano Antonio Meucci criou em 1860 um dos instrumentos mais utilizados na atualidade: o aparelho telefônico. A motivação para essa invenção era o contato com a esposa enferma e acamada no andar superior da casa. Enquanto ele trabalhava em seu laboratório no térreo, ela podia se comunicar com ele sem ter a necessidade de levantar ou gritar.

Um século e meio depois, percebe-se que poucas coisas evoluíram tanto como os aparelhos telefônicos. Com a telefonia móvel, o celular tornou-se praticamente um membro do corpo humano. É impressionante o quanto os inúmeros aplicativos desfocaram o celular do seu propósito primário. Os smartphones são usados para tudo, pouco para fazer e receber ligações!

O projeto de Deus com a criação do homem era estabelecer uma relação de amor e vida. O homem quebrou o pacto e o pecado entrou no mundo impossibilitando qualquer vínculo da criatura com o seu Criador. No entanto, Deus na sua infinita bondade e misericórdia, revelou o seu amoroso plano de salvação e entregou Jesus Cristo para morrer numa cruz maldita, ressuscitar e garantir salvação a todos os que creem no seu nome. Os apóstolos iniciaram a divulgação desta poderosa e redentora mensagem.

A Escritura estabelece com clareza que Deus criou a igreja: “…para o louvor da sua glória” (Ef. 1.6,12 e 14). Os crentes em Cristo foram separados para glorificar a Deus com os seus pensamentos e obras, tendo como desafio satisfazer o coração de Deus incessantemente. Por isso, o apóstolo Paulo escreve em I Co 10.31 “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. Este exercício de fé torna-se possível apenas quando a pessoa busca em submissão amar a Deus sobre todas as coisas (Mt 22.37).

A igreja corre o risco de se perder entretida nos inúmeros “aplicativos” que estão ao seu dispor. Os inimigos do povo de Deus (carne, mundo e diabo) se organizam para apresentar muitas distrações fascinantes para igreja e assim, desvia-la do propósito para o qual foi criada. Por isso, faz-se necessário checar com regularidade se as atividades, os programas e as agendas estão, realmente, promovendo a glória de Deus e manifestando o amor dos seus filhos a Ele.

A Igreja Presbiteriana da Gávea completa 47 anos e tem o desafio de continuar existindo para a glória de Deus, sem jamais se perder nas inúmeras propostas que surgem para desvia-la da sua razão de ser, um organismo vivo, que honra a Deus, anuncia o evangelho e busca a consagração constante.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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