Pastorais
A marca do evangelho

23 de janeiro de 2014

Os setores de marketing e design gráfico nas empresas trabalham para que as imagens de uma determinada marca fiquem registradas na memória dos consumidores. De acordo com especialistas, o êxito ocorre quando este símbolo gráfico remete a um conceito. Por exemplo, a maçã da Apple precisa representar um conceito de renovação e alta tecnologia. O desenho gráfico da Nike tem que propor um conceito de esportividade.

Quando Cristo estabeleceu a sua igreja, ele cuidou para que a marca do evangelho não se deteriorasse ao longo do tempo. Para isso, estabeleceu o seguinte princípio para seus seguidores: “aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama” (João 14.21). O amor ao Senhor é evidenciado pela obediência em santo temor. Este exercício espiritual é possível através da capacitação do Espírito Santo, que habita nos corações dos crentes, possibilitando uma vida semelhante a do Mestre. A marca do evangelho é apresentada ao mundo através das atitudes, pensamentos e palavras dos homens e mulheres que Deus separou para revelar seu amor.

Jesus ensinou que ele é a videira e seus discípulos os ramos (João 15.1). O apóstolo Paulo enfatizou esse tema ao escrever que Cristo é o Cabeça e a igreja, seu corpo (I Coríntios 12.27). Os crentes foram comissionados para resplandecer e propagar a marca do evangelho através das suas vidas. Quem está conectado ao Senhor vive pra sua Glória e se torna uma testemunha visível dele na terra. Este vínculo de amor, vida e luz deve estar estampado nos semblantes dos cristãos.

Apesar do crescimento numérico de evangélicos no país, identifica-se facilmente que algo está errado na imagem que a sociedade tem do que é ser um seguidor de Jesus Cristo. A marca está desconfigurada e isso é um sinal de problema na essência. A mensagem, as ênfases, as exposições na mídia e os eventos em massa estão apresentando um pseudo-evangelho que não se enquadra nas normas estabelecidas pelo Senhor da igreja. É como se fosse uma réplica de um produto; tem a marca e o símbolo semelhante, mas não é o original.

É verdade que muitos discípulos e igrejas entenderam a marca do evangelho e procuram divulga-la com sinceridade e integridade. São persistentes na busca pela santidade e na obediência aos mandamentos do Senhor. Infelizmente, não é este outdoor que chama a atenção, mas sim, aquele que apresenta a marca de um evangelho que se distancia a cada dia mais da mensagem de Cristo.

Que a luz do nosso Salvador Jesus Cristo, a submissão às Escrituras, o testemunho fiel e a obediência na evangelização, continue sendo a marca vista pelos outros na sua vida e na Igreja Presbiteriana da Gávea.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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