Pastorais
A razão para celebrar a vida

21 de fevereiro de 2013

Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” Ef 2.1

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                Entender o estado de morte espiritual não é um processo fácil, muito menos agradável. No entanto, não é possível celebrar a verdadeira Vida sem admitir a corrupção e o engano do coração, da vontade e das emoções. Tudo que é processado no intelecto, experimentado pelos sentimentos está deformado e contaminado com o “vírus” do pecado. Toda percepção humana está distorcida e por isso é incapaz de enxergar com exatidão o verdadeiro sentido da existência. A partir do Éden, não há um justo sequer, todos se extraviaram, não há quem entenda, não há quem busque a Deus, conforme o ensinamento de Paulo em sua carta aos Romanos.

A realidade fúnebre, apontando caminhos sem saídas, com traços que retratam a desesperança, a angústia, a insegurança e a obscuridade da alma é refletida em pinturas magníficas e sombrias, em canções melancólicas e em poesias deprimentes.

Mas quando Jesus entra na história tudo muda! A morte é expulsa para dar lugar a vida, a tristeza cede à verdadeira alegria, as canções que exaltavam o vazio são substituídas pelos hinos que celebram a vitória de Cristo e seus seguidores. Uma paz jamais experimentada torna-se constante e a desconhecida esperança, agora inspira poesias que apontam para eternidade. Isso é amor imerecido, graça irresistível, a quitação de uma dívida impagável.

Jesus não morreu naquela cruz ensanguentada apenas para proporcionar dias melhores aos que creem no seu nome. Ele veio para oferecer uma nova, abundante e plena vida. Os que já foram encontrados por Ele, sabem exatamente o que significa pertencer ao povo da ressurreição, serem consolados pelo Supremo Pastor nos dias de tribulação e terem seus corações enxergando a realidade na perspectiva do Autor de todas as coisas.

E agora, capacitados pelo Espírito, o processo de santificação consiste em extirpar o pecado e experimentar o prazer de agradar Aquele que manifestou tão grande amor. Celebrar a Vida é celebrar o próprio Deus, pois Ele é a Vida. Todos os pensamentos, projetos e ações devem convergir nEle. A razão, a vontade e as emoções sabem exatamente para o que foram criadas, render a Deus todo louvor e glória.

Refletir acerca do deplorável estado de morte espiritual que anteriormente encontrava e a transbordante vida concedida por Cristo gera motivos para festejar todos os dias e o dia todo. Lembre-se de onde você saiu, regozije-se no seu novo status de filho do Deus altíssimo e faça da sua vida uma grande festa.

Rev. Alexandre Sena

 

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