Pastorais
AÇÕES DE GRAÇAS

19 de novembro de 2014

São incontáveis os acontecimentos que contrariam a vontade humana. Irritações ínfimas no dia a dia, desgastes em relacionamentos, frustrações profissionais e limitações físicas são alguns exemplos justificáveis das queixas de milhares de pessoas. Aliás, dificilmente alguém consegue atravessar um único dia sem queixume.

Inseridos neste contexto de natural e hipnotizante reclamação, as Sagradas Escrituras orientam os discípulos de Cristo a serem marcados pela gratidão permanente: “…dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo…” Ef 5.20. A concretização desta instrução acontece somente quando alguns postulados da fé estão bem estabelecidos.

O primeiro deles trata acerca da soberania de Deus. Jesus ensinou que os lírios do campo, as folhas das árvores e o alimento dos pássaros estão sob o controle de Deus e, por isso, os seus filhos podem descansar seguros. O rei Davi escreve nos Salmos 139 acerca deste controle absoluto de Deus sobre todos os dias dos homens na terra. A Bíblia revela em cada uma das suas páginas que o Senhor governa a história e manifesta constantemente a sua bondade para com o seu povo (Sl 23.6).

Em segundo lugar, o apóstolo Paulo desenvolve um raciocínio muito importante em Romanos 8.32:   “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”. Deus movido pelo seu imenso amor ofereceu Jesus Cristo como sacrifício para salvação dos perdidos. Desta forma, os salvos podem ter certeza de que o Supremo Pastor cuidará de todas as necessidades dos seus filhos.

Sendo assim, a murmuração revela desconfiança quanto ao governo de Deus e distorção acerca do seu grande amor revelado em seu Filho. Por isso, Jesus repreendeu os discípulos para que não fossem insatisfeitos como o povo de Israel no deserto: “Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós” (Jo 6.43). Este ensino ecoa nos escritos do apóstolo Paulo à igreja de Corinto “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador” (I Co 10.10).

A gratidão surge quando o querer pessoal é substituído pela alegria de se submeter à vontade de Deus (Fp 1.21). A gratidão se destaca quando o coração se satisfaz mais com as infinitas bênçãos já recebidas do que com aquelas que ainda não se tornaram realidade (I Tm 6.7-10). Um coração grato é marcado pelo prazer em servir e contribuir na casa de Deus (At 2.44-46). Aqueles que são tomados pelas ações de graças entendem que os momentos difíceis estão debaixo do soberano propósito de Deus e tem um fim proveitoso (Rm 8.28).

Na próxima quinta-feira, a Igreja Presbiteriana da Gávea estará reunida para render graças ao Senhor. Venha se colocar na presença dAquele que cuida da sua vida e supre todas as suas necessidades. Prepare-se durante a semana, conte as bênçãos, enumere os livramentos e prepare o seu coração para agradecer a Deus por tudo, a começar da salvação em Cristo Jesus.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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