Pastorais
APRENDENDO A VIVER CONTENTE

19 de junho de 2020

“porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” Filipenses 4.11b

Existem pessoas que vivem em constante descontentamento. O tempo todo estão reclamando, nada está certo e trazem sempre uma palavra destrutiva. Seus relacionamentos são, geralmente, profissionais, ou mesmo ligados a interesses. As pessoas não desejam estar perto do descontente, porque sabem que o ambiente fica pesado, tenso e contaminado.

Por mais que esse seja apenas um exemplo, certamente você conhece alguém que seja assim. Talvez você mesmo seja assim, ou em algum momento desses nossos dias em quarentena, se viu com atitudes de descontentamento.

Ocorre que, ao olharmos para a Palavra de Deus, observamos que seus personagens já viveram tempos difíceis como os nossos. Na verdade, até piores. O apóstolo Paulo é um deles. Alguém que, antes, perseguia os cristãos, passa de perseguidor a perseguido. Precisou fugir diversas vezes. Em outras, apanhou quase até a morte. Foi preso outras tantas vezes. Se viu, em determinado momento, sozinho. Mesmo diante de tudo isso, ele escreve essa passagem belíssima, que transcrevo aqui: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece”. Fp 4.11-13.

Somente uma fé alicerçada em Cristo consegue enxergar a vida dessa maneira. O mundo não consegue entender como que nós, crentes em Cristo Jesus, continuamos a sorrir, a nos alegrar, a falar palavras doces e abençoadoras. Se existe um tempo em que as pessoas estão com os ânimos mais exaltados, vivendo “a flor da pele”, é o período que estamos enfrentando.

Já o contentamento é um aprendizado. É o que o apóstolo Paulo nos diz. Ele aprendeu a viver contente, seja na fartura, seja na fome. Da mesma forma, o nosso contentamento não pode estar nas coisas, naquilo que é perecível, mas deve estar em Deus. Quando o Senhor é, verdadeiramente, a razão de nossas vidas, passamos de murmuradores a crentes agradecidos. E Paulo sabia que essa força não vinha dele, mas quem o fortalecia era o próprio Deus. Assim devemos ser também. Entender que não conseguiremos nada sozinhos. Que não temos força, capacidade, discernimento, uma vez que somos falhos, pecadores e frágeis. Nossa esperança deve ser depositada naquele que não mente, que não muda, que é fiel, que cuida de nós e que nos ama, a ponto de enviar o Seu próprio filho para morrer em nosso lugar, apesar dos nossos pecados.

Portanto, faça essa autoanálise. Veja como está seu coração. Se você tem vivido dias de murmurações, de brigas, de dissenções, de confrontos. Aprenda, assim como fez o apóstolo Paulo, a viver contente, independentemente das circunstâncias. Esse aprendizado só virá para um coração que se quebranta na presença Daquele que pode, verdadeiramente, fortalecer a nossa fé.

Que Deus te sustente, abençoe e guarde sempre.

Rev. Guilherme Jayme Travassos Esperança

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