Pastorais
POR QUE CREIO? PORQUE CREIO!

13 de dezembro de 2019

Por que creio? Com angustia n´alma face ao inexplicável;
Por que creio? Uma vida vivida sem saber o imponderável;
Por que creio? Um vazio pleno, coração escuro, sem rumo e sem tato;
Por que creio? Esforçando-me em vão, sem controlar fato por fato.

Por que creio? Se não há como silenciar por tal historia registrada;
Por que creio? Num quiasmo intencional toda raça foi desviada!
Por que creio? Perdição se fez presente, rebeldia desgraçada…
Por que creio? Se a quem amo perderei, vida breve e expirada.

Por que creio? Se está escrito que o amor manifestou-se em carne e osso;
Por que creio? Um profeta? Arruaceiro? Charlatão? Quem sabe um louco?
Por que creio? Se uma resposta honesta, sua vida demanda de cada douto;
Por que creio? Ou Cristo é um mito, ou é Emanuel, o Deus conosco.

Por que creio? Se nem um louco, à cruz, iria por um amigo ou por um outro?
Por que creio? Se sua morte expiou toda culpa humana e mais um pouco?
Por que creio? Se assim agiu a resgatar a humanidade de suas mazelas?
Por que creio? Se seu sangue vertido é eficaz em todas as eras?

Porque creio, não necessito mais explicar o inexplicável;
Porque creio, descanso sempre em Suas mãos em face ao certo e imponderável;
Porque creio, me sinto pleno da existência , vida que encontrou sentido;
Porque creio, espero vê-lo face a face, e eternamente usufruí-lo.

Porque creio, lhe digo, vale a pena meu amigo refletir e experimentar;
Porque creio, insisto, sua vida carece de um novo brilho, de um novo despertar;
Porque creio, lhe aviso, de braços abertos está Ele sempre, por sua alma a velar;
Porque creio, confirmo, Ele o ama e o aguarda, por que a Ele não se entregar?

Rev. Antonio Alvim Dusi Filho



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A IDOLATRIA DA PÓS-VERDADE

6 de dezembro de 2019

A revolução virtual possibilitou o acesso a uma infinidade de conteúdos. As informações se sobrepõem e podem ser adquiridas instantaneamente sem qualquer necessidade de reflexão. O cérebro absorve os retalhos de notícias que, por vezes, reforçam os posicionamentos conceituais, religiosos, políticos e ideológicos. As opiniões divergentes são descartadas ou utilizadas para alimentar polêmicas improdutivas. A avaliação sistemática, inquiridora e profunda não encontra muitos adeptos neste cenário de conhecimento superficial e horizontal.

As mídias sociais refletem o pensamento de uma época que banaliza a verdade, o sagrado e a coerência. Os temas abordados dispensam o exame acurado e se sustentam através de defesas apaixonadas e desprovidas de bom senso. O império da vontade pessoal se estabeleceu! O desejo de indivíduos ou de grupos é suficiente para a manutenção de uma causa que afronta a lógica, a tradição histórica e as crenças milenares. A simples vontade é suficiente para justificar qualquer conceito e prática neste contexto de implosão moral e racional.

Este confuso e contraditório cenário se estabelece a partir de um movimento social denominado por Steve Tesich de pós-verdade. A Universidade de Oxford escolheu o termo pós-verdade como a palavra do ano de 2016. A ideia é que os apelos emocionais e as crenças pessoais são mais influentes para moldar a opinião pública do que os fatos objetivos. Ao explicar a pós-verdade, Leandro Karnal diz que existe hoje uma seleção afetiva de identidade, ou seja, o indivíduo acredita, acolhe e divulga apenas as informações que fazem parte do seu repertório de valores pessoais, independente de ser verdade ou não.

A energia, o esforço intelectual e o tempo são desperdiçados quando Deus é ignorado nas reflexões sobre crenças, valores e atitudes de uma época. Nesta perspectiva, a pós-verdade precisa ser observada à luz das Sagradas Escrituras. O homem possui uma busca obsessiva por qualquer elemento ou conteúdo capaz de suprir a sua idolatria. A pós-verdade denuncia que a ênfase idólatra atual não está mais na religião (idade média), na razão (iluminismo) e nem mesmo na verdade relativa (pós-modernismo). O ídolo da pós-verdade se estabelece a partir do vínculo afetivo descomprometido com a verdade e com os fatos. Esse deus falso precisa ser nutrido e defendido a qualquer custo, afinal, é fraco, ilusório e mentiroso como todos os que lhe antecede.

A Bíblia diz que o Deus verdadeiro não se submete aos modismos das eras, pelo contrário, Ele reina soberanamente e governa sobre terra e céus (At 4.24-31). A sua vontade é cumprida e os seus desígnios estabelecidos com precisão (Ef 1.3-14). Ele é a verdade e o seu povo foi separado para viver de acordo com os princípios claramente estabelecidos (Jo 1.17). Desta forma, os seguidores de Cristo são convocados a interpretar o contexto a partir das Sagradas Escrituras (2 Tm 3.16). O afeto, a vontade, a razão e a atitude estão comprometidos e submetidos ao senhorio de Jesus. Os conteúdos virtuais publicados, as conversas familiares e os embates ocasionais precisam ser direcionados pela verdade eterna. Os remidos em Cristo não podem utilizar os critérios da pós-verdade para expor suas posições acerca dos inúmeros temas discutidos nas redes sociais e também na sociedade.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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ADVENTO: TEMPO DE CELEBRAÇÃO

30 de novembro de 2019

Todos os anos, em dezembro, temos um momento especial em nossa liturgia, celebramos o advento! Eu sempre escrevo esta pastoral para explicar a relevância desta tradição.

Iniciamos os preparativos para a grande festa. Vamos comemorar o momento mais importante da história: Jesus nasceu! O Advento é um tempo litúrgico de alegre expectativa quando os fieis esperam o Natal. Este é o tempo da fraternidade e da paz.

A palavra Advento vem do Latim adventu que significa “chegada” ou “que está por vir”. No calendário religioso este tempo antecede o Natal em quatro semanas. Várias igrejas o comemoram. Historicamente, começou a ser comemorado entre os séculos IV e VII, com um início provável na França e depois na Espanha e se espalhou por toda Europa.
Alguns símbolos foram incorporados na liturgia para representar a importância deste tempo. Entre eles está a coroa que é feita de galhos verdes entrelaçados formando um círculo, no qual são colocadas 4 velas grandes representando as 4 semanas do Advento. A cada domingo uma vela é acesa; no primeiro domingo uma, no segundo domingo a segunda vela é acesa e assim sucessivamente até completar a coroa, com todas as velas acesas indicando que o nascimento de Jesus está próximo. A coroa tem sua origem na tradição pagã europeia. O “fogo ao deus sol” era um sinal de esperança de que depois do inverno a luz do sol retornaria. Os primeiros missionários aproveitaram esta tradição para evangelizar as pessoas e usando a figura da luz, proclamaram a salvação em Jesus Cristo. A conversão dos povos pagãos fez com que se mantivesse a coroa como símbolo da vitória da obra missionária que anuncia a Cristo. As velas da coroa recordam ao cristão que sua vida sem Cristo era uma escuridão espiritual causada pelo pecado. À medida que se aproxima o natal, as velas simbolizam a realização dos eventos históricos de nossa fé. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé da Abraão e dos Patriarcas. A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os Profetas e o anuncio da chegada do Salvador.

Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida (João 14.6). É, também, a segunda pessoa da santíssima trindade. O Advento anuncia que Aquele criador de todas as coisas, que estava presente no Gênesis e disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26), está chegando.
Nossa vida só tem sentido porque Jesus Cristo nasceu.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium



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GRATIDÃO PERMANENTE

22 de novembro de 2019

Os filhos são estimulados pelos pais desde os primeiros anos de vida a agradecer por tudo que ganham. É educado falar “muito obrigado” nas interações e este hábito precisa ser reforçado em casa, no trabalho, na escola e em todos os lugares. Em 17 de janeiro de 2015, Lívia Breves e Meilna Dalboni publicaram no jornal O Globo uma matéria sobre a febre do #gratidão nas redes sociais. Famosos incentivaram o uso da hashtag que ultrapassou 430 mil posts no Brasil e mais de 4 milhões na versão em inglês (#grateful). Uma curiosidade destacada no texto é que a palavra gratidão tem uma conotação mais religiosa que obrigado.

O risco de expressar gratidão apenas para cumprir um padrão familiar de educação ou um modismo virtual é iminente. A gratidão diante de momentos prazerosos, circunstâncias especiais, presentes inesperados e conquistas relevantes é um sentimento comum à maioria das pessoas. No entanto, na perspectiva cristã, a gratidão não se estabelece apenas por meio de um processo superficial e automático como resposta aos eventos positivos. A Bíblia mostra que o estabelecimento da gratidão verdadeira acontece através da íntima relação com Deus e com os seus mandamentos. Por isso, ao tratar do tema é importante observar alguns importantes conceitos teológicos que o cerca.

Ao escrever à igreja em Colossos, o apóstolo Paulo diz: “…e sede agradecidos”. A partir desta orientação é possível deduzir que a gratidão não é uma condição provisória, momentânea e circunstancial, mas permanente. O cristão precisa ter a alma constantemente agradecida, independente das circunstâncias. A causa desta condição é o amor de Deus revelado em Jesus. O coração que estava putrefato pelo pecado, foi lavado pelo sangue de Cristo. O império da morte deu lugar ao reino de vida. As trevas foram expulsas pela poderosa luz. A salvação de Deus revelada ao coração do homem, então, produz uma fonte inesgotável de profunda gratidão.

Por isso, o apóstolo Paulo também repreende com veemência a murmuração (I Co 10.10). Israel sofreu duras consequências divinas em decorrência da ingratidão. O descontentamento repetitivo e duradouro está em descompasso com as boas novas de salvação e também com a confiança em Deus. A insatisfação revela que a espiritualidade está desfocada e as preocupações deste mundo estão ocupando o centro da vida. A ansiedade pode comunicar a descrença no Deus soberano que governa sobre todas as coisas e promete cuidar dos seus filhos.

O raciocínio dos discípulos de Cristo acontece da seguinte forma: “Eu merecia a morte como consequência pelos pecados, desta forma, tudo o que produz vida é fruto da graça e do amor de Deus.” Um cristão grato, não depende das circunstâncias para se alegrar, afinal, ele sabe que já recebeu infinitamente mais do que merecia (Fp 4.11). O dia de Ações de Graças está se aproximando e com ele o convite para uma vida de gratidão permanente!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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O REINO DE DEUS NO PRESENTE E NO FUTURO

8 de novembro de 2019

As referências do Senhor Jesus quanto ao Reino de Deus nos evangelhos ocupam lugar de destaque (Mt 4.17; Mc 1.15; Lc 4.43). Ao afirmar que, “[…] é chegado o Reino de Deus” (Lc 1.15), Jesus deixa claro que este assunto era do conhecimento dos seus ouvintes judeus, que aguardavam o cumprimento das profecias. Acerca deste assunto Geerhardus Vos comenta: “A expectativa do Reino de Deus torna-se equivalente à esperança messiânica de Israel”. No texto de Lucas 16.16, Jesus esclarece que João Batista é o profeta da história da redenção, pois, depois dele, começa a dispensação na qual o Reino de Deus não é mais tema de profecias, mas da pregação do evangelho; portanto, não é mais futuro e sim presente. No sermão do monte, o Senhor Jesus fala acerca desta realidade: “[…] buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

Outro texto que trata da realidade presente do reino de Deus é Mt. 12.28,29: “Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então o Reino de Deus é chegado a vós. Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhes os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa.” A expulsão de demônios foi um dos milagres mais exercitados por Jesus (Mc.1.28). Quando acusado pelos fariseus de expelir demônios, pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios (Mt 12.25), Cristo responde que tais atos eram provas de que o reino de Deus havia chegado. Este era um dos propósitos no ministério de Jesus; restringir o poder de Satanás na terra até o dia da consumação em que ele será completamente derrotado.

Na era atual o cidadão do reino de Deus continua com sua natureza caída, militando contra o Espírito de Deus, ou seja, moralmente ainda pratica males. Estes atos pecaminosos são vencidos gradualmente por meio da intimidade com Deus e da submissão à sua vontade. Porém, mesmo que o crente persista na busca da perfeição, como Cristo orienta no sermão do monte, (Mt.5.48), é impossível que a alcance nesta era. A libertação da natureza pecaminosa somente ocorrerá na era vindoura, onde impureza alguma entrará (Ap 21.27).

O reino de Deus na era vindoura será inaugurado com a segunda vinda de Cristo, quando o diabo e seus anjos serão, finalmente, e, totalmente, destruídos. O povo de Deus gozará da abençoada imortalidade da vida eterna formando uma sociedade redimida, isenta do mal e, consequentemente, com comunhão perfeita com Deus. Na realidade vindoura do Reino todos os males morais e físicos definitivamente desaparecerão, ou seja, seus cidadãos serão livres do pecado, da pobreza, da enfermidade e da guerra. É por esta razão que Paulo afirma em Romanos 8 que toda criação e todos os filhos de Deus gemem aguardando a inauguração desta era.

Ao retornar à era presente observa-se a evidente tensão do “já e ainda não”. Por um lado, Satanás já foi derrotado, porém, não eliminado. Ao mesmo tempo em que a Escritura ensina que o crente está vivo, assentado e reinando com Cristo, ela o adverte a revestir das armaduras do Senhor para lutar contra as obras da carne e contra os poderes espirituais do mal. No entanto, a esperança da segunda vinda de Cristo e a consumação plena do Reino de Deus produz a alegria nas lutas e adversidades no presente.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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NOSSA REFORMA

2 de novembro de 2019

“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim;
e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no
Filho de Deus, que me amou e a si mesmo
se entregou por mim.” Gálatas 2.20

Algumas vezes olhamos para nossa vida e pensamos em mudanças. Percebemos que nosso coração não está plenamente feliz, que nossa agenda diária tem excluído aquilo que é realmente importante, e que temos colocado muito esforço naquilo que não produz resultado. Precisamos de uma reforma!

Paulo neste texto fala de sua reforma! Ele olha para seu coração e responde aos seus leitores, contando como ele experimentou os benefícios de uma vida nova pela fé em Jesus Cristo. A graça de Deus, o presente divino, foi concedido para aquele homem comum e ele percebeu que o Espírito Santo abriu seus olhos, não por causa de suas boas obras ou por guardar a Lei de Deus, mas pela graça do Senhor, ele, Paulo, nasceu de novo! A consequência deste novo nascimento pode ser percebida quando obedecemos a Lei de Deus e fazemos boas obras por gratidão e amor ao nosso Senhor. Desta forma Paulo abre seu coração e conta sua história, sua reforma!

Paulo olha para o amor de Cristo manifestado na cruz do calvário e percebe o quanto este sacrifício foi pessoal, onde o Senhor Jesus sabia por quem Ele estava morrendo. Quando Cristo ressuscitou, Ele abriu um novo e vivo caminho de reconciliação entre Deus e os homens. Agora, consciente deste relacionamento maravilhoso, gracioso e transformador, Paulo diz: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.

Nesta semana comemoramos a Reforma Protestante que nos levou de volta a Palavra de Deus, acima das tradições religiosas vazias, que ao longo dos anos havia distanciado o povo da Palavra. Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero deu início ao movimento corajoso e transformador da Reforma Protestante. Estamos hoje aqui, com a Bíblia em nosso idioma por causa de Lutero, temos vários comentários bíblicos e teológicos por causa de Calvino e tantos outros reformadores. Em resumo, a Reforma Protestante deles se tornou a nossa Reforma!

Será sempre produtivo olhar para a nossa vida e buscar nos princípios bíblicos a nossa reforma individual! Olhar para Cristo como autor e consumador de nossa fé! Olhar para a Igreja e ver nela uma expressão do amor de Deus por nós e viver aqui o amor nosso por Deus, com alegria e compromisso para ser um reformador na vida de outras pessoas também, levando sempre a Palavra de Deus.

Que Deus veja em nossos corações a mesma palavra: “vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”.

Que Deus nos abençoe.
Rev. Leonardo Sahium



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O PROPÓSITO DE DEUS PARA VOCÊ

18 de outubro de 2019

Nossa geração tira foto o tempo todo! Somos a geração que produz mais imagens em toda história da humanidade. Em 2016, uma pesquisa (allaperon.com) revelou que a cada minuto eram postadas 136.000 fotos e vídeos no Facebook. Hoje, as pesquisas mostram (exame.com.br) que o fenômeno do Instagram tem uma interação 15 vezes maior que qualquer outra rede social. Estes são alguns dados que nos fazem pensar sobre esta sociedade da informação que vivemos. Mas toda postagem tem um propósito!

Qual é o nosso propósito maior? Jesus veio com um propósito, nos reconciliar com Deus através de Sua morte sacrificial em nosso lugar. Estávamos longe de Deus, pecamos em pensamentos, palavras e atitudes. Viramos as costas para Deus e nos afundamos no lamaçal de uma vida egoísta e longe dos propósitos de Deus. Mas Deus veio em nosso resgate e pagou o preço da justiça divina para nossa salvação. O ser perfeito, Jesus, morreu pelos pecadores: nós! Cristo ressuscitou e nos garantiu a ressurreição! Ele nos deu vida e vida em abundância. Jesus abriu os nossos olhos para a verdade, os valores e a visão sobre amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos! Este é o nosso propósito!

Jesus Cristo revolucionou nossa maneira de viver! Pela graça que gera a fé em nossos corações (Efésios 2.1-10), somos conscientes de que pecamos, nos arrependemos, pedimos perdão, somos perdoados e nos sentimos plenos de alegria e paz.

O grande teólogo David Bosch (Missão Transformadora p.58) escreveu: “No judaísmo da época de Jesus, o talmid (estudioso da Lei) tinha a prerrogativa de escolher seu próprio mestre e ligar-se a ele. Nenhum dos discípulos de Jesus, entretanto, se liga a ele a partir de sua própria vontade. Alguns tentaram fazer isso, mas são desencorajados em termos nada ambíguos (Mt 8.19s., Lc 9.57s, 61s.). Aqueles que o seguem podem fazê-lo simplesmente porque são chamados por ele, porque respondem à ordem: “Segue-me!” A escolha é Jesus quem faz, não são os discípulos”. Bosch conclui: “A meta de um discípulo era tornar-se ele próprio um rabino”.

Nós fomos chamados por Cristo para espalharmos a Palavra de Deus por todo o mundo. Jesus disse que nossa missão é fazer discípulos em todo tempo e no mundo todo. Jesus Cristo nos disse que o inimigo tentaria nos desviar o tempo todo desta missão, mas nós deveríamos perseverar e proclamar a única Palavra de Salvação para o ser humano perdido.

Usemos todos os nossos recursos para espalhar a mensagem de Jesus Cristo. Individualmente, aproveite o que você tem em suas mãos, compartilhe textos da Bíblia pelas redes sociais como Igreja da Gávea! Vamos continuar com as portas abertas, em comunhão, oferecendo ensino bíblico de qualidade através dos cultos, escolas dominicais, discipulados, reuniões, grupos pequenos, entre tantas outras atividades. Continuemos fazendo boas obras amando e atendendo aos necessitados. Vamos continuar plantando Igrejas em todo mundo para multiplicar o povo de Deus através de Sua graça e para a Sua glória.

Que Deus nos abençoe.

Rev. Leonardo Sahium



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PERSEVERANÇA NOS HÁBITOS ESPIRITUAIS

13 de outubro de 2019

O dicionário Michaelis define o hábito como uma inclinação por alguma ação ou disposição de agir constantemente de certo modo, adquirida pela frequente repetição de um ato. O filósofo William James Durant escreveu: “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.” De acordo com Aristóteles, a virtude é uma arte obtida com o treinamento e o hábito. Nós somos aquilo que fazemos repetidas vezes. A virtude, então, não é um ato, mas um hábito. Para David Hume, o hábito é o grande guia da vida humana.

O hábito é capaz de modular o pensamento, a ação e a vontade do indivíduo. O cultivo de hábitos ruins pode produzir incontáveis prejuízos para a saúde física, emocional e espiritual. Por outro lado, os bons hábitos são capazes de promover a longevidade, o bem-estar e tantos outros benefícios ao longo da vida. É importante ressaltar que alguns hábitos prejudiciais podem atingir a categoria de vícios e a vontade já não os domina mais.

Os hábitos são adquiridos através das preferências pessoais, dos relacionamentos familiares e também das relações nos diversos grupos de convivência. As crenças e os valores de um determinado contexto sociocultural são importantes para o estabelecimento dos hábitos. Para muitos, o ritmo frenético, a agenda transbordante, as incontáveis opções de entretenimento, as metas a serem atingidas, as interações virtuais e a overdose de informações se tornaram hábitos incontroláveis.

Os exercícios espirituais não se tornam naturalmente habituais, afinal, o coração humano tem uma resistência implacável para desenvolver a intimidade com Deus. Por outro lado, mesmo quando alguns hábitos religiosos são implantados, corre-se o risco de utiliza-los como fonte de orgulho e arrogância. Jesus repreendeu esta atitude em muitos líderes religiosos no seu tempo: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.” (Mt 6.5).

O desenvolvimento de hábitos espirituais saudáveis depende da submissão aos princípios da Palavra de Deus. A Bíblia estabelece regras para os exercícios que devem se tornar rotina na vida do cristão. A perseverança é essencial no processo. Os deveres espirituais não podem ser estabelecidos aleatoriamente, sem critérios ou de acordo com a intuição. É necessário sistematização, disciplina e persistência para que se tornem um hábito regular, prazeroso e progressivo.

O livro de Atos apresenta algumas áreas que exigem perseverança para que se tornem hábitos consolidados: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” At 2.42. A meditação na Palavra, a participação nos cultos públicos e a vida de oração são elementos essenciais para o cuidado com a alma. A prática regular destas atividades é o caminho para o crescimento e desenvolvimento da maturidade na fé. Por isso, identifique o tempo dedicado para estes compromissos que devem se tornar habituais e assim, promover a alegria, a segurança, a direção e a paz que vem de Deus.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena



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GÁVEA, 52 ANOS!

4 de outubro de 2019

“Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico. Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.” Salmo 100.1-3

Em outubro celebramos mais um aniversário de nossa amada Igreja Presbiteriana da Gávea. Como diz o Salmo 100, estamos aqui para “celebrar com júbilo ao SENHOR”, e fazemos isso com alegria e nos apresentamos diante dele com cântico. Deus tem enchido nossos corações desta santa felicidade. Vivemos e servimos a Cristo em uma igreja cheia de alegria e paz. Sim, enfrentamos dores, perdas, problemas, mas acima de tudo superamos, vencemos, seguimos em frente, renovados na força do Espírito Santo, pela graça de Deus, e por isso, celebramos!

Sabemos que toda boa dádiva, todas as coisas maravilhosas que temos vivido, vem de Deus, Ele é nosso criador, salvador e sustentador. Os membros da Igreja da Gávea são pessoas fieis a Deus, e com o coração cheio de gratidão oram, consagram, ofertam e realizam uma grande obra para glória de nosso SENHOR.

Nosso pastor é Jesus Cristo, somos o rebanho de Seu pastoreio, nada escapa aos seus olhos de amor e bondade. Deus nos instrui dia a dia através de Sua palavra que tem sido fielmente proclamada ao longo destes 52 anos. Nossa Igreja não vacila doutrinariamente, não segue modismos, não se rende ao apelo dos shows travestidos de culto. Somos uma Igreja feliz de coração, nossa celebração não precisa ser induzida, ela nasce de corações alegres na comunhão com Deus.

Foi um ano muito especial! Celebramos o nascimento espiritual de novas pessoas que pela graça de Deus confessaram sua fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador! Celebramos a chegada de novos membros que vieram de outras Igrejas, de outras cidades e se encontraram aqui em nosso meio, que privilégio para a Gávea! Celebramos nossos missionários e plantadores de Igrejas que sustentados pela fidelidade dos membros da Gávea, estão proclamando o Evangelho da salvação em tantos lugares pelo mundo! Celebramos o privilégio de atender pessoas carentes e dar o suporte a várias instituições sérias de apoio aos necessitados, levando o amor de Cristo! Celebramos cada departamento e ministério de nossa Igreja que tem promovido o conhecimento da Palavra, a comunhão e o serviço cristão com enorme excelência para Deus!

Acima de tudo, louvamos a Deus pela alegria de vivermos juntos nossa vida cristã com irmãos amados em Jesus Cristo. Deus seja louvado! Parabéns, Igreja Presbiteriana da Gávea!

Que Deus nos abençoe!
Rev. Leonardo Sahium



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PARA NOS TRAZER À FÉ E NOS MANTER FIÉIS

27 de setembro de 2019

A Bíblia fala de uma “antiga aliança” e de uma “nova aliança”. O termo “aliança” se refere a um contrato solene entre duas partes, que leva obrigações para ambos os lados e é reforçado por um juramento. Na Bíblia, as alianças que Deus faz com o homem são iniciadas pelo próprio Deus. Ele é quem coloca os termos. Suas obrigações são determinadas por seus próprios propósitos.

A “antiga aliança” se refere ao contrato estabelecido com Israel na lei de Moisés. Sua fraqueza é que não foi acompanhada de uma transformação espiritual. Assim, não foi obedecida e não leva à vida. Foi escrita com letras sobre pedra, não pelo Espírito sobre o coração. Os profetas prometeram “uma nova aliança” que seria diferente: “não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” (2Co 3.6).

A nova aliança é radicalmente mais efetiva do que a antiga aliança. Foi fundamentada sobre o sofrimento e morte de Jesus. “Ele é o Medidor da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (Hb 9.15). Jesus disse que seu sangue era “o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos” (Mc 14.24). Isso significa que o sangue de Jesus comprou o poder e as promessas da nova aliança. É supremamente eficaz porque Cristo morreu para realizar isso.

Quais são, então, os termos da aliança que ele assegurou infalivelmente por seu sangue? O profeta Jeremias descreve alguns deles: “firmarei nova aliança… esta é a aliança que firmarei… lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei… perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31. 31 – 34). O sofrimento e morte de Cristo garantem a transformação interior das pessoas (a lei escrita no coração) e o perdão de seus pecados.

Para garantir que essa aliança não falhará, Cristo toma a iniciativa de criar a fé e assegurar a fidelidade de seu povo. Ele traz à existência um novo povo que guarda a aliança, porque a lei não está apenas escrita em pedra, mas no coração. Em contraste com a “letra” na pedra, diz ele, o “Espírito dá vida” (2Co 3.6). “Estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos” (Ef 2.5). Essa é a vida espiritual que nos capacita a ver e crer na glória de Cristo. Esse milagre cria um povo da nova aliança. É certo e verdadeiro, porque Cristo o comprou com seu próprio sangue.

O milagre não está apenas na criação de nossa fé, mas na segurança de nossa fidelidade. “Farei com eles aliança eterna… porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40). Quando Cristo morreu, garantiu para seu povo não apenas um novo coração como também nova segurança. Ele não permitirá que se desviem dele. Ele os guardará. Eles hão de perseverar. O sangue da aliança o garante.

Texto extraído do livro A Paixão de Cristo – John Piper



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