Pastorais
COMPAIXÃO POR ESTA GERAÇÃO

17 de julho de 2014

A desordem humana é um dos grandes prejuízos oriundos da entrada do pecado no mundo. Os relatos bíblicos e históricos estampam com nitidez as mazelas que os homens estão sujeitos. Uma confusão social, cultural, econômica, psicológica e ética que afeta do oriente ao ocidente. Guerras que têm como alvo específico crianças e adolescentes num lugar, animais e objetos recebendo mais afeto do que crianças em outro. A religião justificando crimes em alguns povos e ausência da religião promovendo uma frieza sem precedentes em outros.

Alguns crentes em Cristo, naturalmente, se apavoram diante dos princípios que agridem frontalmente os postulados da fé cristã. Assim como na tentação no Éden (Gn 3.1-7), existe uma poderosa máquina de distorção, um esforço acadêmico e popular para divulgar o imoral como natural, o profano como sagrado, o irracional como intelectual e os vícios degradantes como manjares. Insistem na operação do erro, besuntando a liberdade com a libertinagem, afrouxando os limites e as regras em nome de um momento de prazer inconsequente. São incansáveis na propagação de males físicos, emocionais e espirituais envoltos de uma linda capa.

Longe dos festivais estão as mães pranteando o definhamento dos seus filhos imersos nas drogas, as crises familiares promovendo profundas feridas na alma, muitos com a autoestima estraçalhada devido a coisificação nas relações, as clínicas de recuperação aplicando seus esforços para limpar pelo menos um dos seus internos, as penitenciárias lotadas, idosos frustrados e amargurados com suas descendências e os jazigos recebendo como nunca os jovens desta era.

Diante deste lamentável cenário, Deus instituiu a igreja para resplandecer a sua luz, apontar o caminho aos perdidos, levar consolo aos que choram, auxiliar os fracos e espalhar a boa notícia de salvação. Todas estas práticas precisam ser regadas pela compaixão. Uma dor profunda que resulta da observação dos males vigentes. Jesus expressou esse sentimento em Mateus 9.36: “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor”. Ele não fez vistas grossas e nem reagiu com insensibilidade diante do caos do seu tempo. Pelo contrário, se compadeceu. A igreja não pode se acostumar com as tragédias do século 21, mas precisa compadecer-se, interceder e agir, afinal é o Corpo de Cristo e precisa demostrar seu amor nesta geração.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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