Pastorais
Consagração diante do caos

13 de março de 2014

Copa do mundo e eleições são os grandes eventos que ditam a agenda nacional este ano. Soma-se a isso protestos, greves, criminalidade em alta e estiagem prolongada com possibilidade de racionamento, que não estava na agenda nem do governo e nem da sociedade. Sem contabilizar tantas outras situações inesperadas que comumente ocorrem tanto na esfera pública como pessoal.

O tempo presente é marcado por um barulho ensurdecedor que dispersa a atenção e evita a reflexão, criando assim, um ambiente eufórico e desprovido de avaliação. Esta é a receita para manter satisfeita uma grande parte da nação que evita pensar na trágica realidade. São pessoas que amam a folia e ignoram o caos na educação, na saúde e na segurança. A derrota do time de futebol no final de semana deprime mais do que a enxurrada de notícias desastrosas.

No campo ético, a inversão dos valores, o relativismo moral, a banalização do sagrado, a ridicularização dos preceitos cristãos, a naturalidade na defesa de drogas ilícitas, a degradação da instituição familiar, animais recebendo mais afeto do que seres humanos, bandidos sendo mais protegidos do que os cidadãos de bem, impostos abusivos, deboche com a classe política, ditadura das minorias, extinção da privacidade e mais uma infinidade de situações que estampam o caos social.

No meio desta assolação, diante das ruínas e dos escombros com cenário de pós-guerra, Deus colocou um povo santo. Pessoas chamadas e escolhidas para resplandecer a luz nas trevas, falar sobre o caminho de vida àqueles que estão mortos, dizer que existe uma fonte abundante de água para todos os sedentos. Estes santos são os embaixadores de Deus numa terra devastada pelo pecado. Eles não possuem luz própria, mas resplandecem a glória do seu Senhor e Rei. Não são perfeitos, mas caminham rumo à perfeição. Não são imaculados, mas focam na pureza de mente e coração.

Deus colocou seu povo neste mundo para testemunhar e proclamar o seu grande amor. Esse é o papel de todo membro da Igreja Presbiteriana da Gávea, que professa Jesus como Senhor e Salvador. Para isso, faz-se necessário a vida piedosa, marcada pela devoção e consagração. A busca pelo Senhor no silêncio da alma, no sossego do quarto e nas vigílias da noite. É tempo de estudar com esmero as Sagradas Escrituras, aperfeiçoar e intensificar o exercício da oração e viver de modo digno do evangelho. Deus separou você para ser sal e luz nesta geração, por isso, aprimore-se no exercício da consagração, para que assim, o Rei Jesus o qualifique como servo bom e fiel.

 

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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