Pastorais
Construindo famílias saudáveis (parte 1)

11 de abril de 2013

Queridos irmãos, creio ser evidente a todos o processo de implosão pelo qual a família brasileira vem passando sob a mira de uma sociedade  libertina e apóstata  que tem usado a mídia televisiva como principal ferramenta de promoção desse processo. O que temos visto por aí em novelas, filmes e reality shows vem ditando o rumo tomado pela sociedade quanto ao estímulo de relacionamentos descartáveis, baseados apenas em interesses e na liberação sexual, passando pela redefinição de conceitos fundamentais como família e casamento. Nós como membros desta sociedade não passamos ilesos por tal processo. Pelo contrário, temos sido seriamente afetados e chegamos até a nos questionar a respeito dos verdadeiros valores, confrontando a prática comum do mundo com a dos padrões bíblicos. Alguns de nós até cedemos e passamos a considerar normais certas práticas que são claramente contrárias à vontade de Deus. Temos assim então configurada uma fronteira de tensão constante entre o que o mundo diz ser o normal e o que a Bíblia ensina ser o correto.

 

Muitas de nossas famílias têm lutado ferrenhamente contra esta correnteza para mostrar ao mundo que o projeto de Deus para a família é um projeto viável. No entanto, esta luta, em alguns momentos, não tem sido vitoriosa especialmente pelo fato de que até mesmo nossas famílias cristãs tem se apresentado para este embate dilaceradas, doentes e desequilibradas. Precisamos buscar de Deus este equilíbrio saudável para sermos capazes de vencer esta batalha. Para tal, há alguns pilares que precisam ser construídos em nossas famílias de modo a que experimentemos esta saúde e equilíbrio tão desejados.

 

O livro de Jó nos conta no capítulo 1 a história de uma família que pode nos servir de exemplo nesta reflexão. Podemos identificar na família de Jó a presença desses vários pilares, quais sejam: celebração, comunicação, fé, cooperação, rotina, obediência, carinho, confiança e aceitação.

 

Nesta pastoral gostaria de abordar inicialmente a celebração. É evidente pelo texto que na casa de Jó havia celebração. Ele se reunia com os filhos e filhas para banquetearem juntos. Como isso faz falta ! Nossas casas muitas vezes parecem um local escuro, propício para a depressão, sem luz. A nossa luz não brilha. As luzes das velas da celebração estão apagadas. Não nos importamos com as datas de aniversário dos familiares, com comemorações de aniversário de casamento. Banalizamos a celebração. Muitas vezes nos escondemos atrás de desculpas financeiras, ou da agitação do dia-a-dia. Deixamos  momentos preciosos passarem sem darmos o devido valor. Ao invés, nutrimos um ambiente de cobrança e culpa. “Você fez isto ?… deixou de fazer aquilo ?”. Cobramos a esposa, o marido, os filhos, os enteados, o irmão, a irmã, os parentes agregados, etc.  Não temos prazer nas pequenas coisas.

 

Devemos aprender a celebrar com simplicidade, sem ostentação. Precisamos aprender a valorizar conquistas. Se o marido ou esposa foram promovidos no trabalho, deve haver celebração. Se um filho ou filha passou num exame difícil, deve haver celebração. Se a saúde de alguém foi restaurada deve haver celebração.  Lembremo-nos do filho pródigo. O pai mandou dar um banquete em homenagem ao filho porque ele retornara para casa. Se os filhos de Jó celebravam, muito provavelmente tinham aprendido isso com o pai. Observemos que Jó era riquíssimo, e seguramente muito ocupado. Em sua cultura havia o costume de ensinar os filhos, ao levantar, ao deitar e andando pelo caminho. (Dt 6:7) Seguramente Jó não terceirizava esta função como muitos fazem hoje. Ele, sendo um empresário bem sucedido, ainda assim arranjava tempo para ensinar seus filhos a celebrarem a vida.  A celebração gerava unidade pois iam nas casas uns dos outros. Irmãos, quem imprime no coração dos filhos esta unidade são os pais.Hoje vemos famílias que não conseguem se reunir para celebração. Há sempre algo que gera discussão e assim abrimos mão dos encontros.

 

O tempo não volta irmãos. Precisamos aprender a valorizar a celebração e glorificar a Deus através dela. Que o Senhor nos dê forças para resistirmos este processo de desconstrução da família.

 

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Rev. Antonio Dusi Filho

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