Pastorais
Construindo famílias saudáveis (parte final)

22 de abril de 2013

Queridos irmãos, como falamos na semana passada, os desafios da família cristã imersa em uma sociedade não cristã são muitos. Na luta por essa instituição divina precisamos de alguns pilares de sustentação. Na última pastoral, à luz do texto de Jó, vimos apenas o primeiro pilar que é a celebração no seio da família. Queremos agora tratar de dois outros: comunicação e fé.

 

Na família de Jó havia comunicação. Ele chamava seus filhos para uma conversa franca e aberta. Chamava-os e os santificava. É impossível que ele os chamasse  para consagrá-los sem dizer o que eles tinham feito de errado. Seguramente havia sinceridade e honestidade. Muitos de nós não tem tido a coragem de ter uma conversa franca, seja de pais para com o filhos , de filhos para com o pais, e entre cônjuges. Precisamos aprender a dizer o que não está bom, o que não está sendo feito corretamente, e o que precisa melhorar. Precisamos aprender a aconselharmo-nos mutuamente em família. Às vezes temos tempo para aconselharmos colegas no trabalho mas não reservamos metade deste tempo para aconselhamento de um filho em casa ou do cônjuge na hora de uma decisão importante. Irmãos o silêncio em família é o prenúncio da desgraça. Na comunicação marido e mulher devemos buscar clareza, transparência. Irmãs nós homens temos uma limitação: não conseguimos adivinhar o que vocês querem nos dizer se as frases não tiverem todas as palavras. Sejam diretas! Usem todas as palavras por favor ! Irmãos, sejamos diretos mas porém respeitosos. Não sejamos pessoas grossas, que fingem se passar por sinceras. Quando a mulher de Jó o mandou amaldiçoar a Deus e morrer (Jó 2:9) ele foi direto. “Falas como qualquer doida…”.  Ele ponderou de forma razoável a respeito da soberania de Deus. Imagine a dificuldade deste homem – tendo perdido tudo e ainda ter de conviver com uma mulher insensata. Sejamos transparentes e diretos em nossa comunicação. Família saudável é família que se comunica.

 

Jó era um homem de fé pois orava por seus filhos. Ele se preocupava se os filhos haviam blasfemado o nome do Senhor. É interessante o fato dele se preocupar se algum filho havia dito algo sobre Deus que não era verdade. Normalmente as preocupações que os pais tem com os filhos estão ligadas a atitudes e não palavras. Isto demonstra a profundidade das convicções de Jó acerca de uma vida de santificação, que não blasfemava.

Jó possuía uma fé que o fazia perseverar. Com freqüência ele intercedia por seus filhos. Era uma fé operante que o fazia levantar de madrugada para interceder por eles. Quando foi a última vez que você levantou-se de madrugada para interceder por sua família ?

Jó era um homem íntegro, que dava bom testemunho de sua fé. Íntegro, reto, temente a Deus a que se desviava do mal. Sua fé produzia discernimento para desviá-lo do mal. A presença da fé em nossas famílias deve ser capaz de desviá-la de caminhos maus. Quantas vezes vemos o mal se aproximando de nossas famílias e assistimos a destruição de forma passiva, assentados em silêncio em frente ao Jornal Nacional com um prato de comida à frente ? Vemos um filho desenvolver um comportamento reprovável na escola que precisa ser mudado; vemos um cônjuge cedendo espaço à bebida ou comida em excesso; vemos um filho ou filha trazendo a namorada ou o namorado para dormirem em seus quartos e consentimos em silêncio com práticas que não aprovamos. Não pode ser assim irmãos ! Precisamos instruir nossas famílias na fé libertadora do Senhor Jesus Cristo.  Jó demonstrava seu compromisso com Deus. Precisamos de famílias comprometidas com o Deus da Bíblia. Precisamos demonstrar em nossas famílias o compromisso com o Corpo de Cristo. Muitas famílias cristãs fazem do seu domingo uma peregrinação. Não se estabelecem em nenhuma igreja, vivem vagando de igreja em igreja. Ao fazerem isso não tem condições de se comprometerem com o trabalho do Senhor e transferem a seus filhos esta falta de compromisso.  A fé em Cristo deve gerar necessariamente um compromisso com o Corpo de Cristo. Família saudável é família que vive pela fé no Senhor Jesus.

 

Ainda há outros pilares que são igualmente importantes como cooperação, rotina, obediência, carinho, confiança e aceitação. Mas isto é assunto para um sermão.

 

Que Deus os abençoe

Rev. Antonio Dusi Filho

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