Pastorais
CRENTES NOBRES

6 de junho de 2014

Em poucas épocas da história houve tantos posicionamentos teológicos contraditórios como atualmente. A proliferação descontrolada de denominações “evangélicas” no país pulveriza não apenas distorções bíblicas em mega proporção através dos veículos de comunicação, mas também permite que “pastores” criem suas próprias interpretações nas igrejas locais. A Palavra de Deus é manipulada por muitos sem qualquer critério de hermenêutico e, muitas vezes, com o propósito de reforçar um posicionamento preestabelecido e desprovido de verdade.

A produção de ensinos incompatíveis com a lei de Deus não é um mal que restringe a esta geração. Paulo já aponta este problema quando escreve aos Gálatas: “O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo” (Gl 1.7b). Distorcer a verdade divina é um exercício que se iniciou no Jardim do Éden e não cessou jamais. Em decorrência do pecado, o coração humano está plenamente inclinado para dizer em nome de Deus o que Ele não falou e estabelecer regras e critérios que Ele também nunca ordenou.

Existe apenas uma maneira de permanecer imune a realidade caótica: Ame a meditação bíblica. Tenha a Escritura como fonte de prazer (Sl 119.16), lâmpada que ilumina seus passos e clareia o caminho (Sl 119. 115), lugar diante do qual o coração estremece (Sl 119.161), depósito de toda esperança (Sl 119.43) e instrumento que conduz ao verdadeiro louvor (Sl 119.172). Certamente, estes eram os princípios que fizeram dos crentes de Beréia exemplo de nobreza no tratamento com a Palavra: “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.” (At 17.11).

Não deixe de estudar fielmente as leis do Senhor, pois muitos falsos profetas estão promovendo confusões com doutrinas mirabolantes e destituídas de qualquer fundamentação nas Escrituras. A reforma protestante entendeu que o acesso à Bíblia não deveria restringir-se a clero, mas a todos que desejavam ouvir a voz de Deus e conferir o seu querer no registro inspirado. Por isso, os reformadores se empenharam na produção das primeiras traduções e, partir daí, um incansável exército de linguistas, tradutores e missionários trabalha exaustivamente para levar o livro sagrado a cada tribo, povo e nação.

Ame este livro, participe dos discipulados, escolas bíblicas dominicais, cultos, células e qualquer outra ocasião onde as Sagradas Escrituras são expostas com seriedade e temor. Examine, estude e medite na Palavra, pois uma igreja que deseja agradar a Deus em santidade e desintoxicada de ensinos errôneos necessita da firmeza inabalável que somente a Bíblia concede.

Rev. Alexandre Sena

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