Pastorais
Cristo: nosso foco

6 de junho de 2013

Vivemos hoje um cristianismo plural, de muitas facetas, muitas visões, muitas manifestações de fé, muitas igrejas, e muitas diferenças entre elas. A cada dia quando olhamos para este universo de manifestações evangélicas ficam evidentes práticas que julgamos coerentes com os ensinos de Cristo, e de outras claramente contrárias. A sociedade, perdida nesta pluralidade de manifestações pergunta-se qual igreja é a certa. Que igreja é a verdadeira igreja de Jesus Cristo? Há uma enorme proliferação de ideias e modismos evangélicos, e com isso a igreja cristã evangélica tem sido contaminada por práticas bastante estranhas ao evangelho genuíno. Isso nos tem levado ao risco de desviar-nos do plano central estabelecido por Deus, deixando-nos levar por práticas não bíblicas, sendas exotéricas, acendendo fogo estranho ao Senhor.

 

Diante de tais circunstâncias nos perguntamos: o quê fazer para nos mantermos no prumo, no caminho indicado por Cristo? A resposta é simples: contentarmo-nos em buscar a suficiência da Igreja em Cristo e em sua Palavra. Vemos este exemplo na exortação de Paulo à igreja de Colossos. Localizada na região da Ásia Menor, a igreja vivenciava um cenário semelhante ao da igreja evangélica hoje. Primeiramente, em Colossos havia uma influência exotérica muito grande (Cl 2:8,18). A região era muito helenizada, e com isso o judaísmo havia absorvido muitos conceitos e visões do paganismo greco-romano. Naquela região, em tempos passados, havia sido estabelecida a adoração à deusa Cibele, a chamada Grande Mãe, cujo culto era caracterizado pelo ritual de purificação através do sangue de um touro, estados de êxtase, arrebatamento profético e dança inspirada. Além disso, a igreja sofria forte influência do pensamento estoico que pregava um asceticismo de vida reclusa, privada dos prazeres relacionados à comida, bebida e bem estar. Havia um esoterismo com superstições a respeito de espíritos angelicais, hierarquia angelical, astrologia, e do legalismo judaizante que insistia na observância das festas judaicas, prática da circuncisão, tirando, portanto todo o foco da suficiência de Cristo, o cabeça da igreja. Este movimento subjugava os cristãos a se submeterem a estes poderes ocultos – astrais e cósmicos.

 

O apóstolo Paulo exortou a igreja em Colossos a rejeitar tais filosofias e vã sutilezas, submetendo-se ao cabeça que é Cristo, em quem habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.  Cristo é o centro de tudo, está no centro de tudo, tudo foi feito para Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Ele é o cabeça da igreja e tudo está sob seus pés. (Cl 1:15-20) A igreja que perseverar nesta verdade não será arrastada pela enxurrada de ventos doutrinários estranhos, podendo assim prestar um testemunho consistente de uma fé viva e saudável, que glorifica a Deus, e assim, aponta o caminho da salvação.

 

Rev. Antonio Dusi Filho

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