Pastorais
DE DEUS NÃO SE ZOMBA

30 de janeiro de 2020

É muito triste afirmar o que está cada vez mais evidente no Brasil: “Muitos pastores e igrejas estão pregando um outro evangelho”. Surgem perguntas a partir desta afirmação. A primeira pergunta: “quem?”. A segunda pergunta: “por quê?”. A terceira: “Quais as consequências?”.

Quem proclama que Deus é amor e, portanto o amor é Deus, proclama um evangelho onde um atributo “amor”, se torna uma pessoa “Deus”, de maneira isolada de seus outros atributos, tais como: justiça, misericórdia, santidade, graça, bondade, onipresença, onisciência, onipotência, etc. Deus é amor, isso é bíblico, mas Ele não é só amor! Ele também é justiça, Ele fica indignado com a injustiça, com a mentira, com a falsa pregação do Seu Evangelho.

Quem proclama que a graça de Deus aceita tudo e todos, mesmo com seus pecados sem arrependimento e fé, proclama um outro evangelho. Na teologia chamamos isso de “universalismo da salvação”, que é diferente da proclamação da “salvação universal”. A Salvação universal é quando a Igreja afirma que nós devemos levar o evangelho ao mundo todo, ou seja, devemos pregar o Evangelho a toda tribo, povo e nação, pois, a salvação não está restrita apenas a uma nação. O “universalismo da salvação” é quando alguém prega um evangelho que aceita tudo e todos. Em nome da graça, a justiça e a santidade que Deus exige de seus filhos e filhas é esquecida. A mensagem de Jesus fica fragmentada, fazendo de Cristo um Deus sem princípios definidos e claros, afinal em nome do amor e da graça barata se aceita tudo. Isso é um falso evangelho! Existe ainda um outro grupo que vive o outro extremo, o legalismo, lendo o Antigo Testamento como norma “de conduta legal e absoluta” para os dias de hoje. E por fim, o grupo que prega um evangelho social, onde o “amor” ao próximo deve ser manifestado no campo da guerra político-partidária, onde “os fins justificam os meios”, e as ONG’s se multiplicam, desejando assim substituir a Igreja, no discurso falido de quem não entendeu o que é Igreja de Cristo.

A segunda pergunta: “Por quê?”. Existem muitos pregadores que não estudaram a Palavra de Deus, não se formaram em um seminário, desconhecem as línguas originais da Bíblia, a teologia bíblica, exegética, sistemática e histórica. Alguns são inocentes, tem bom coração, mas erram por desconhecer o estudo da teologia. Alguns estudaram parcialmente, mas não aprofundaram seus conhecimentos, assim erram com a convicção de quem se acha certo. Outros estudaram, mas cederam aos valores do mundo, para agradar a sociedade, um grupo de “formadores de opinião”, amam a mídia e se entregaram a vaidade com uma arrogância inacreditável. Usam de uma boa retórica para induzir outros ao erro e vivem cercados de bajuladores que batem palmas para tudo que dizem, e em nome da liberdade de Cristo, vivem a libertinagem do sucesso e do dinheiro.

Quais as consequências deste falso evangelho? Distanciamento de Deus, morte espiritual, falsa alegria, tristeza interior e vazio existencial!

A Bíblia diz: “se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” (Gl 1.8) Lembre-se: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear isso também ceifará” (Gl 6.7)

Que Deus nos guarde e nos abençoe!

Rev Leonardo Sahium

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