Pastorais
Decisões para a glória de Deus

30 de janeiro de 2014

A tomada de decisão é uma das grandes responsáveis pelo consumo de energia do cérebro humano. São situações corriqueiras e habituais ou singulares e decisivas aguardando a direção a ser seguida. Os elementos internos que norteiam as escolhas são: razão, vontade e emoção. Já os externos, se estabelecem através das normas e dos valores adquiridos ao longo da vida, advindos do ambiente social, cultural, familiar e religioso.

Decisões importantes demandam tempo, provocam cansaço, angústia e tensão, pois quando se escolhe uma opção, naturalmente exclui a outra. O dilema aumenta quando as duas possibilidades excludentes possuem grande valor e estima. Por isso, alguns critérios são elementares para a assertividade neste exercício humano tão elaborado e responsável por compor a musicalidade da existência.

Para transitar seguro neste percurso com tantas armadilhas, encruzilhadas e sinalizações confusas, é essencial o auxílio de alguém que conhece o trajeto, o homem e o propósito para o qual foi criado. Por isso, o Senhor estabeleceu na sua Palavra as placas luminosas para que seu povo decida com leveza e serenidade.

Deus criou o homem para sua glória e a queda interrompeu este processo. No entanto, o sacrifício vicário de Cristo desobstruiu o caminho e agora seus discípulos são chamados para viverem focados na glória de Deus(Jr. 17.9). Por isso, o apóstolo Paulo escreveu: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”. Em outro texto ele diz: “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Rm. 11.36). O profeta Isaías desenvolveu a mesma ideia quando disse ao povo de Israel: “a todo aquele que é chamado pelo meu nome, e que criei para minha glória, e que formei e fiz” (Is. 43.7).

Este é o ponto inicial para as escolhas da vida e, a partir dele, o pecado e a desobediência sempre serão opções equivocadas. Por isso, a importância de conhecer a vontade de Deus revelada na Bíblia e também o exercício da oração, suplicando o auxílio e a direção do Espírito Santo para tornar a glória de Deus uma realidade cada vez mais intensa no processo. É importante destacar que o coração é enganoso e intolerante à ideia de se curvar diante da glória de Deus (Jr. 17.9). Mas, para quebranta-lo é que o Espírito Santo foi derramado. E que Ele nos ajude a fazer escolhas para louvar, bendizer e glorificar ao Senhor das nossas almas.

Rev. Alexandre Sena

Share