Pastorais
Deus Pai, um pequeno diálogo

13 de agosto de 2013

“Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho”. Oséias 11.1

 

Neste dia dos Pais, gostaria de convidar você para um pequeno diálogo teológico sobre Deus como Pai. E ao final, pensarmos juntos nas implicações práticas desta afirmação de fé acerca da pessoa de Deus.

Para o Teólogo Joachim Jeremias (Teologia do Novo Testamento), Jesus Cristo criou um novo paradigma ao chamar Deus de Pai (abba). Segundo J.Jeremias: “Para a sensibilidade dos contemporâneos de Jesus, teria parecido irreverente, até mesmo inimaginável, invocar a Deus usando essa palavra familiar. Jesus ousou empregar Abba como invocação de Deus. Esse Abba é ipsissima Vox de Jesus. Ele (Jesus) falou com Deus como uma criança com seu pai; cheio de confiança e sentindo-se acolhido, e ao mesmo tempo, respeitoso e pronto à obediência”.

Para Rousas John Rushdoony ( Systematic Theology), a única possibilidade de conhecermos a Deus como Pai é através de uma aliança de conhecimento, fruto da própria graça de Deus. Esta mesma graça reveladora é defendida pela Confissão de Fé de Westminster (XI.3) que afirma que os filhos de Deus, que “receberam o Espírito de adoção, tem acesso com confiança ao trono da graça e são habilitados a clamar “Abba, Pai”; são tratados com comiseração, protegidos, providos, e por ele protegidos, como por um pai; nunca, porém, abandonados, mas selados para o dia de redenção e herdam as promessas, como herdeiros da eterna salvação.”

João Calvino ( As Institutas) afirma que: “ao Pai se atribui o princípio da ação, a fonte e manancial de todas as coisas.” Alister E. McGrath ( Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica), destaca que: “A experiência humana da ação de Deus na economia (plano) da salvação é também a experiência de história interior de vida imanente de Deus.” W.J. Cameron (Enciclopédia Histórico Teológica), lembra seus leitores que a doutrina dos apóstolos ensina que a filiação do crente com Deus se dá pelo caminho exclusivo da fé em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

Depois deste pequeno dialogo sobre Deus como nosso Pai, quais as implicações práticas para nossa vida em família?

1)        Devemos ser agradecidos a Deus. Foi pela graça que o Senhor nos chamou para sermos seus filhos, mediante a fé em Jesus Cristo para perdão de nossos pecados. Um filho deve ser agradecido.

2)        Devemos reconhecer nosso privilégio. Jesus Cristo abriu as portas da intimidade do céu e nos convidou para entrarmos na presença de Deus, chamando-o carinhosamente de Pai.

3)        Devemos viver com alegria e esperança. Ao nos tornarmos filhos de Deus temos total garantia de que jamais seremos desamparados pelo Pai perfeito que nos ama e quer o nosso bem. Obrigado Senhor!

Que Deus abençoe a todos os pais para que ensinem seus filhos a riqueza de sermos filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo.

Parabéns pais!

Rev Leonardo Sahium

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