Pastorais
ESPIRITUALIDADE DO DESERTO

31 de julho de 2014

“Tendo partido toda congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, fazendo suas paradas, segundo o mandamento do SENHOR, acamparam-se em Refidim; e não havia ali água para o povo beber” Ex. 17.1

Você já se sentiu em um deserto existencial? Você já se sentiu fraco, cansado e sem perspectivas? Você já teve sede física, emocional, espiritual ou material?

O livro de Êxodo é um dos melhores quadros sobre a jornada espiritual de nossa vida. Percebemos claramente as carências deste povo que saiu do Egito em uma jornada de fé, no meio do deserto, atravessando dunas e dunas de aridez, física, geográfica, emocional e espiritual.

Henri Nouwen escreveu: “A grande ilusão da liderança é pensar que o homem pode ser liderado para fora de um deserto por alguém que jamais esteve lá” (Henri Nouwen: The Wounded Healer)

O texto nos diz que este povo passou por grandes dificuldades. As provações e lutas durante 40 anos foram vencidas através de um segredo. Este povo foi liderado por Deus! Nosso Senhor e Criador providenciou o caminho, preparou a jornada, escolheu a liderança e conduziu as famílias, daquela nação peregrina, ao lugar prometido.

Cada lugar que os israelitas passaram naquela jornada nos ajudam a compreender os estágios de nossa própria jornada. Ao reconhecermos estes marcos em nossa caminhada isso nos ajudará a compreender o propósito de Deus para nossas vidas em cada etapa.

Precisamos reconhecer que resgatados pela graça de Deus, saímos da escravidão espiritual. Abandonamos a terra que nos escravizava com sua língua própria, suas expressões culturais que desagradavam a Deus e fomos lançados para o meio do deserto.

Não existe terra prometida que faça fronteira com um Egito espiritual, entre eles sempre haverá um deserto. Deus nos ensina que antes da conquista existe a jornada, a luta, a sede, a dor, o lamento, a solidão e tudo que o deserto espiritual traz como conseqüência natural.

Mas é no meio do deserto que existe a revelação especial do cuidado de Deus. Ele sempre guiou seu povo. Sua presença, mesmo quando não desejada, era algo constante.

A espiritualidade do deserto também se alegra com o fim da jornada. O deserto não pode durar uma vida toda, pois, só não saí do deserto quem anda em círculos. Quem anda em círculos, está negando a liderança de Deus.

Cristo pagou o preço na cruz e por isso sabemos o caminho da fé para fora do deserto.

Deus nos abençoe!

Rev Leonardo Sahium

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