Pastorais
Família e Presença

8 de novembro de 2012

Acho que todo pai e mãe deveria ver o filme “Gonzaga – de pai para filho”. Além de mostrar a trajetória musical de dois ilustres brasileiros, a história fala da relação conflituosa entre Luiz Gonzaga e seu filho Gonzaguinha.

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Dentre a complexa teia familiar deles, a narrativa destaca as marcas que a ausência do pai, ocupado com seu trabalho, provocou no filho. Belissimamente, o diretor Breno Silveira nos envolve com os conflitos, as crises e as redenções que envolveram dois músicos com tão pouco em comum além do nome e sobrenome.

O filme é brasileiro, mas a história é universal.  Não há como não refletir diante uma questão tão presente chamada presença. Com tantos atividades e compromissos, seja  trabalho ou lazer, hoje os membros da família ficam cada vez mais esquecidos e silenciosamente sofrem por isso. Vivemos num tempo de isolamento e entretenimento. Cada um na sua, mas tentando se divertir da sua própria maneira.

A família não pode se transformar numa prestadora de serviços e produtos para seus componentes. Não há iphone, viagem a Disney que possa suprir o que a sua presença como família possa dar. No arranjo familiar não há como compensar uma coisa pela outra. Tentar trocar nossa presença por qualquer bem é como tentar oferecer gasolina ao invés de água. Não mata a sede. Não coloca ninguém de pé. E apesar das duas serem importantes para momentos diferentes, só uma é vital.

O tempo talvez seja a nossa maior dificuldade. O trânsito aumentou e a carga no trabalho também. Não há fórmulas para resolver isso. Mas se tivermos a presença familiar como prioridade, daremos um jeito de termos mais qualidade, mas mais quantidade também.

Não esqueça de quem mora com você. A vida passa tão rápido que quando menos percebemos fomos ausentes em momentos importantes e tempo é algo que não se compra de volta. Mais do que bons produtos, deixe boas marcas nos seus filhos, pais, marido ou esposa. Pais ensinem a eles o amor a Deus, o amor ao próximo, valores, o “sim” e o “não”, o limite e o afeto. Mostre que eles podem voar, mas que precisam de asas, por isso se esforçar e estudar é o caminho para sua vida profissional. Falem que conquistar é bom, mas desde que a alma não se perca e amor ao Senhor esteja sempre acima de todas as coisas. Maridos e esposas, estejam! Saiam, divirtam-se, protejam um ao outro, sejam sábios no falar e no agir e construam uma relação maravilhosa que só é possível quando os joelhos estão dobrados em dependência profunda dAquele que é amor. Caso contrário, vamos ver riqueza financeira e pobreza espiritual e relacional.

“Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como convém a quem está no Senhor. Maridos, amem suas mulheres e não as tratem com amargura. Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor. Pais, não irritem seus filhos, para que eles não se desanimem” Colossenses 3:18-21

Que Deus te abençoe

Rev.Felipe Telles Ferreira

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