Pastorais
Gerações e gerações

2 de julho de 2012

“uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos” Salmo 145.4

Escrevo este texto a milhares de metros do chão, em pleno de vôo de volta para o Rio de Janeiro. Estou entre nuvens literalmente e sentimentalmente falando. Ontem preguei pela manhã e noite em minha igreja de origem. A Igreja Presbiteriana Pioneira em Anápolis-GO viveu um dia de reencontro de gerações. A atual liderança da igreja composta por Presbíteros que foram meus contemporâneos na minha adolescência e mocidade na igreja, resolveu convocar pela primeira vez a geração 80 para um reencontro. Os anos 80 foram marcantes para a Igreja Presbiteriana Pioneira, havia um grande despertamento espiritual, a igreja estava sempre lotada, eram conversões legítimas acontecendo em vários lugares ao mesmo tempo. O culto era vivo, em um tempo, sem violão, bateria e só com os nossos tradicionais hinos compondo a liturgia. Nas reuniões da UPA e da UMP o pastor permitia violão e depois a bateria. Com o tempo os cânticos entraram na liturgia dominical e com muita sabedoria e equilíbrio produziram o efeito esperado, um culto que expressava a união de gerações diferentes que adoravam o mesmo Deus.

Foi um domingo emocionante. Fui gentilmente convidado pelo atual pastor, que foi meu aluno, Rev Weder, e pelos meus irmãos do Conselho. Aceitei como quem sonha. Entrar com minha esposa, meus filhos, meus pais e a família do meu irmão pelo templo daquela igreja, foi uma sensação indescritível. Encontrei meus antigos professores e professoras de Escola Bíblica Dominical e abracei centenas de irmãos amados, muito amados. Nossos cabelos brancos denunciavam que o tempo implacavelmente passou, mas a alegria pela comunhão não diminuiu, pelo contrario, se multiplicou. Muitos vieram de cidades distantes, trouxeram seus filhos, filhas e acredite até seus netos.

Entre fotos antigas e canções que nos fizeram chorar de emoção, nos lembramos dos momentos onde Deus ministrava sua graça sobre nós e daqueles que entre nós já não mais estão, pois, estão na presença de Deus.

Lembramos de nossos acampamentos, no meio do cerrado goiano, onde o banho era no rio, o alojamento eram as barracas e havia escala para lavar os pratos, panelas e banheiros. Naquele tempo não havia luz nos acampamentos, apenas lampiões (se não souber o que é “lampião” consulte no Google um equipamento para iluminar lugares a base de gás ou querosene). O culto da fogueira era o momento mais esperado, afinal ele encerrava o acampamento, mas era também o ponto de partida para as decisões dos recém-convertidos.

Ficou no fim de um dia inteiro de reencontro uma só certeza. A bênção de Deus se estende de geração em geração! Ver nossos filhos e netos na igreja servindo ao Senhor, sendo abençoados e abençoadores, faz com que tudo na vida tenha sentido e um só sentimento: Obrigado Senhor, louvado seja o Teu poderoso nome!

E você, querido leitor, que lembranças terá daqui alguns anos?

Em Cristo,

Rev Leonardo Sahium

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