Pastorais
GLOCAL

21 de fevereiro de 2020

Você provavelmente não ouviu esta expressão muitas vezes, ou talvez seja a primeira vez que esteja em contato com esta palavra que na verdade é a soma de Global + Local = Glocal. Usamos esta expressão para designar uma igreja que tem uma visão Global, que acredita que devemos proclamar o evangelho de Jesus Cristo em todas as tribos, povos e línguas. Uma igreja que vive olhando para fora de seus muros, vendo as necessidades de sua rua, bairro, cidade, estado, país e mundo. Ao perceber as mais diversas necessidades, busca compreender, interagir e agir de forma cristã, levando o evangelho com as boas obras.

A segunda parte da expressão Glocal, tem relação com a realidade local da igreja. São muitas áreas diferentes que compõe o mosaico eclesiástico em uma comunidade local. Temos a responsabilidade de levar o evangelho com toda sua inteireza aos corações e mentes das crianças, dos pré-adolescentes, adolescentes, jovens, adultos solteiros, adultos casados, aqueles que tem filhos pequenos, outros que já tem filhos grandes, observando as realidades e dinâmica de vida de cada pessoa. Uma igreja local, possui prédio, salas de aulas, cozinha, depósitos, banheiros, secretaria, garagem e toda uma estrutura física que necessita de cuidado.

Uma igreja local deve se preocupar com treinamento de liderança, grupos musicais e coral. Obviamente existem os pastores, missionários, funcionários e outro número de pessoas que trabalham e dedicam sua vida para que a obra de Deus seja realizada com qualidade.
Quando pensamos na Igreja como Glocal, devemos nos perguntar, quais são os prejuízos e benefícios de uma comunidade que enfrenta este desafio como organismo e organização?

Quando uma igreja perde sua dimensão Global, ela fica olhando apenas para dentro de suas paredes e se esquece da missão que Jesus Cristo deu a Igreja: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Desta forma a igreja deixa de cumprir o que o Supremo Pastor Jesus requer dela e neste desvio de função ela morre lentamente. Os membros de uma igreja assim serão sempre contrários a expansão do Reino de Deus e trabalharão para que a Igreja local seja mais parecida com um clube religioso. Por outro lado, quando a Igreja perde sua dimensão local, fica olhando apenas para fora e deixa de cumprir aquilo que a Bíblia ensina; “procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos” (Pv 27.23).

A igreja somos nós e precisamos viver nesta comunidade de maneira bíblia e saudável. Quando a realidade se manifesta Glocal, então começamos a viver de forma equilibrada e podemos nos sentir seguros na missão de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Neste tempo de desequilíbrio em tantos lugares, falta de clareza eclesiológica em muitas igrejas, que Deus nos mantenha como uma Igreja saudável, equilibrada, que sabe olhar para fora, campo missionário, mas que também sabe olhar, agir e abençoar dentro de seus muros.

Que Deus nos abençoe.
Rev. Leonardo Sahium

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