Pastorais
Jesus, o incompreendido

11 de novembro de 2013

O ministério de Jesus chamou muito a atenção. Milhares de pessoas o seguiam para observar seus ensinos e milagres. Ele andava sobre as águas, multiplicava pães e peixes, curava enfermos e ressuscitava mortos. O filho de Deus desceu na casa dos humanos, o perfeito no universo deteriorado, o puro imergido nas sujeiras terrenas. Mesmo com toda sua glória e santidade, não foi poupado de críticos vorazes. Seu ministério incomodava, provocava e confrontava princípios e valores que estavam distantes da Palavra de Deus.

Se Ele comia com pecadores, era vítima de críticas (Mt 9.10-13), se mandava um ex paralítico carregar a maca no dia de sábado, era ameaçado pelos opositores (Jo 5.18), se entrava na casa de um coletor de impostos, era alvo das línguas inflamadas (Lc 19.7). No entanto, continuou seu ministério com serenidade e persistência, convicto de que deveria cumprir a ordem do Pai até o fim. Assim deve ser na vida de todos os que servem a Deus e temem o seu nome mesmo quando desanimados pelas flechas ferinas lançadas pelas línguas dos que se opõem.

Por outro lado, Jesus pontuou com firmeza as falhas e pecados dos que estavam ao seu redor. A diferença é que Ele tinha autoridade e capacidade para fazer julgamentos. Ele conhecia as articulações e intenções dos corações. Procedia com conhecimento de causa, não se expressava movido por inclinações carnais e maldosas. Era portador de um bom senso marcado por sabedoria e verdade. Não pertencia ao grupo que tinha aparência de zeloso, mas que era manipulado por um senso comum que aceitava as informações dos corredores sem averiguar com profundidade os fatos e as profecias.

A divergência de opinião pode ser sadia e promover a maturação de alguns assuntos como escreveu Salomão: “… na multidão dos conselheiros há segurança” Pv 11.14. Porém, não pode afetar a unidade e o amor entre os irmãos. Em hipótese alguma pode ser estruturada em falácias e informações desconectadas da verdade. É preciso observar a intenção e o propósito dos que se levantam contra. É necessário checar as reais motivações. Os fariseus diziam que Cristo era uma ameaça para a verdadeira religião judaica, mas na verdade estavam apavorados para não perder o poder e o status político que possuíam.
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Ao criticar, avalie-se primeiro. Siga o princípio áureo estabelecido pelo Senhor em Lucas 6. 41,42 – “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? 42   Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.” Esse é o caminho a seguir. Os corações devem estar indignados com suas próprias traves e não com os ciscos que pairam sobre os irmãos.

Em lugar de mirar os holofotes para os que estão ao redor, retorne-o para si e detecte suas próprias mazelas. Os melhores críticos são aqueles marcados por uma equilibrada dosagem de autocrítica. Por outro lado, os hipócritas não conseguem enxergar suas sujeiras, mas estão sempre preparados para promover verdadeiras faxinas na vida dos que estão em volta.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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