Pastorais
Mudança de Hábito

2 de outubro de 2016

Os hábitos são comportamentos repetitivos que expressam os valores, as crenças e as prioridades de uma pessoa. Fazer exercícios físicos, ir ao teatro e cinema, dormir e acordar numa determinada hora, assistir um noticiário, ler jornais, revistas e livros são alguns dos inúmeros condicionamentos que podem ser adquiridos durante a vida.

Existe uma ética do hábito, afinal, ele pode ser positivo ou negativo. Em muitos casos, acolher um significa excluir o outro. A influência religiosa, social, familiar e as características individuais direcionam este processo seletivo de atitudes que podem ser adequadas ou inadequadas.

O poder de um hábito se manifesta quando há a intenção de abandoná-lo ou substitui-lo. É neste momento que a profundidade das suas raízes é identificada. Uma enorme indisposição se impõe para evitar qualquer mudança naquilo que está sedimentado, estagnado e estabelecido. Provavelmente, consome-se mais energia procrastinando a alteração de um hábito do que tentando efetiva-lo.

A inserção de práticas que caracterizam uma verdadeira vida cristã requer o rompimento com velhos hábitos e a reorganização de outros, tendo o amor a Deus sobre todas as coisas como o princípio motivador para este reajuste. Dizer que Deus é a prioridade e permanecer inerte diante de costumes que mantém a fé atrofiada é incoerente.

O progresso em direção à maturidade cristã acontece quando as atitudes habituais são transformadas com o propósito de glorificar a Deus em todo o tempo. A meditação na Palavra, a vida de oração e a comunhão com os irmãos são alguns dos instrumentos espirituais que promovem a percepção necessária e as ferramentas adequadas para lidar com a exclusão dos maus hábitos.

O Espírito de Deus fornece o poder necessário para aqueles que estão dispostos a fortalecer a fé, no entanto, é necessário dedicação no exercício das disciplinas espirituais. O autor de Hebreus escreve: “Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb 4.11).

A obediência a Cristo depende da observância dos conceitos bíblicos e também das atitudes que revelam a sincronia da fé com as obras. Os crentes verdadeiros precisam se esforçar para produzir santos hábitos que alegram o coração de Deus e autenticam a salvação daqueles que professaram Jesus como Senhor de suas vidas.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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