Pastorais
MULHERES FELIZES

6 de março de 2015

O desejo narcisista do homem em sobrepor à mulher causou um grande malefício ao longo da história e ainda é um comportamento que precisa ser observado como contrário aos princípios de Deus para vida em comunidade. O Dia Internacional da Mulher surge como consequência de inúmeras manifestações femininas nos Estados Unidos e na Europa que visavam, especialmente, a obtenção de direitos iguais.

O movimento feminista pode ser dividido em três principais ondas: a primeira no início do século XX, a segunda a partir da década de 1960 e a terceira de 1990 até os dias atuais. Após este tempo de busca sistemática por seus direitos, as mulheres celebram importantes conquistas e continuam numa persistente caminhada pela equivalência dos sexos.

Este rearranjo social proporcionou desdobramentos e modificações em todas as esferas do comportamento ocidental. O indivíduo, a família, a escola, o mercado, a universidade, a igreja e todos os demais núcleos de interações foram impactados pelas ondas do feminismo. Novos valores foram estabelecidos gerando uma infinidade de estudos, seminários e teses.

A mulher do século XXI tem independência financeira, emprego, poder, status e um mercado mobilizado para atendê-la. Existe, hoje, uma mulher que busca, corre, faz acontecer, produz, lê, analisa, pensa, posiciona, exige e questiona. Conquistas legítimas, mas a pergunta é o quanto ela está verdadeiramente feliz. Movimentos sociais podem produzir benefícios necessários e autênticos, mas não conseguem gerar a verdadeira felicidade.

A única fonte de verdadeira felicidade é a fé em Cristo Jesus. O encontro com Ele promove vida abundante e eterna, mas também uma transformação real nos corações de homens e mulheres para que caminhem por princípios de amor e respeito jamais identificados na literatura secular. Por exemplo, a Palavra de Deus ensina que o homem deve amar a sua esposa como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5.25). Homens que seguem este princípio alegraram os corações de suas esposas independente do tempo e das tendências sociais.

Mulheres felizes são aquelas que têm prazer na lei do Senhor, zelam pela paz em seus lares, são exemplos de amor a Deus sobre todas as coisas, seguem os passos de Jesus Cristo, são moderadas no falar, misericordiosas no agir e amam a casa de Deus. Estes mesmos princípios podem ser aplicados aos homens, pois na fé cristã não há predominância de um sobre o outro (Gl 3.28), mas todos prostrados aos pés de Cristo, servindo com alegria ao próximo.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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