Pastorais
NASCEU EM BELÉM!

12 de dezembro de 2014

O imperador romano Caio Otávio, mais conhecido como Augusto Cesar, reinou de 27 a.C. até a sua morte em 14 d. C.. Chegou ao poder como um homem implacável, mas foi gradativamente sendo marcado por moderação e tornou-se um imperador sábio e organizado.

As províncias debaixo do poder de Roma gozavam de uma liberdade religiosa assistida e de acordo com os registros históricos, nunca houve um tempo tão extenso de paz no império. Diante de circunstâncias tão favoráveis, Augusto Cesar decreta a realização de um senso em todo mundo romano habitado. Esse senso provocou uma grande agitação entre os judeus. Desde o evento relatado em 2 Samuel 24, eles resistiam participar de sensos para nações estrangeiras.

O rei Herodes protelou por três anos o recenseamento dos judeus e isso levou o imperador a endereçar-lhe a seguinte correspondência: “Assim como anteriormente o tratei como amigo agora o tratarei como súdito”. Imediatamente, Herodes convoca os judeus para dar início ao senso.

A linhagem genealógica era de suma importância para os israelitas, por isso, como descendente de Davi, José precisava se dirigir a Belém, cidade onde o rei Davi nasceu (1 Sm 20.6). Enquanto estavam ali, nasceu o menino Jesus e, desta forma, cumpriu-se a profecia de Miquéias: “ E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Mq 5.2).

Os textos bíblicos revelam que Deus dirige todas as situações para que os seus planos sejam infalivelmente executados. O decreto de Augusto Cesar, a resistência de Herodes na execução da ordem e a viagem de Maria e José naquele exato momento, convergiram para que a Palavra de Deus se cumprisse para a chegada do Messias na plenitude dos tempos (Gálatas 4.4).

A estrela conduzindo os magos, a chegada dos pastores para adorar, o cântico dos anjos e a perturbação do rei Herodes expressam a magnitude do acontecimento que ocorreu numa estalagem em Belém. Toda a expectativa de um povo estava naquela manjedoura. O sonho de restauração e libertação pesava sobre os seus ombros. O primogênito da virgem nasceu (Lc 2.7) para dar esperança aos desesperados, vida aos mortos, alegria aos tristes, paz aos que estão em guerra e salvação aos perdidos.

O Deus eterno se tornou um menino (Isaias 9.6) naquela manjedoura em Belém para resgatar os que estavam condenados às densas trevas. Natal é a celebração de um plano que foi elaborado na eternidade e cumprido minunciosamente na história para promover a verdadeira felicidade não apenas nesta época do ano, mas em todos os momentos da vida. Esta é a grande razão dos seguidores de Cristo para festejar o natal.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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