Pastorais
“O DESAFIO DOS DOZE E NOSSO TAMBÉM”

5 de dezembro de 2020

“Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.” 1Co 1:27-29

Há alguns domingos iniciamos uma nova série de sermões, intitulada “O Desafio dos Doze”. Ao longo da série, abordamos um pouco da vida e ministério de cada um dos 12 apóstolos de Cristo. Inicialmente, os 12 apóstolos foram: Pedro, André, Tiago, João, Filipe, Natanael (Bartolomeu), Mateus, Tomé, Tiago menor, Simão (o zelote), Judas e Judas Iscariotes. Posteriormente, Matias entra para o colégio apostólico, no lugar de Judas, o traidor.

O que nos chama atenção nesses homens é que eram pessoas comuns, como eu e você. Acessíveis, com suas imperfeições e fraquezas. Homens que, provavelmente, teríamos muito gosto em sentar e escutar suas histórias de vida.
Isso nos mostra que eram, em tudo, homens perfeitamente comuns. Nenhum deles era conhecido como um exímio teólogo, um erudito, ou mesmo um grande estudioso. Na verdade, não se destacavam por seus talentos naturais nem por aptidões intelectuais. Mas, pelo contrário, todos eles estavam sujeitos aos mesmos erros e atitudes equivocadas que eu e você também estamos, com lapsos na fé e fracassos. Quem ilustra isso muito bem é o próprio apóstolo Pedro. Em Lucas 24:25, Jesus comentou que eles eram lentos para aprender e um tanto obtusos nas coisas espirituais.

Porém, depois da ascensão de Cristo, esses homens, com todos os seus defeitos e fraquezas, deram continuidade a um ministério que impactou a história. Esse mesmo ministério continua a nos influenciar até os dias de hoje. Homens comuns, mas que tornaram-se instrumentos para que a mensagem de Cristo fosse levada até os confins da terra.

Os apóstolos, encorajados pelo Cristo ressurreto, receberam poder do Espírito Santo, em Pentecostes, para seguir o ministério de anunciar as Boas Novas de salvação. Com ousadia e coragem, dedicaram-se a tarefa para a qual Jesus os havia chamado. O que se conclui é que, na verdade, dependia do Espírito Santo operar nos corações daqueles homens, para que a vontade de Cristo fosse cumprida. Esses homens foram instrumentos nas mãos de Deus, como eu e você também podemos ser hoje.

Isso nos traz algumas lições. Primeiro: não subestime os dons e talentos que Deus lhe deu. Por certo, nem todos são músicos, nem todos são mestres, nem todos são hospitaleiros etc. Mas Deus chamou pessoas para cada um desses e de muitos outros dons. Não pense que o seu dom é menor ou insignificante perto de outro. Valorize esse presente que o Senhor lhe proporcionou. Segundo: independente do seu dom, você tem o dever de anunciar o Evangelho. O dom, o talento devem ser usados para glória de Deus, para edificação do corpo, da igreja de Cristo. Com isso, nossa obrigação de “ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura” ainda está de pé. Não pense que essa é obrigação apenas dos líderes da igreja, dos pastores, ou mesmo de seus pais ou pessoas mais velhas. Deus nos chama a servi-lo, e parte desse serviço é obedecer ao seu grande comissionamento (Mateus 28.16-20).

Se hoje estamos, em 2020, em nosso país, em nossa cidade, em nosso bairro, podendo cultuar a Deus, é porque, há 2000 anos atrás, esses homens anunciaram essa mensagem, e ela nos chegou, impactando para sempre o nosso viver.

Que nesses dias, quando nos preparamos para o Natal, você tenha em mente que Cristo é o centro, a mensagem, o Evangelho, a Boa Nova, a Salvação, que o mundo tanto precisa. Ele já veio, foi morto, mas ressuscitou, e prometeu que irá voltar. Confie nisso, creia de todo o coração, e anuncie essa maravilhosa verdade. Que Deus te sustente, abençoe e guarde sempre.

Rev. Guilherme Jayme Travassos Esperança

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