Pastorais
O DEUS QUE SE REVELA

4 de julho de 2020

“Mas vós, perguntou ele, quem dizeis que eu sou?
Então, falou Pedro e disse: És o Cristo de Deus”
Lc. 9. 20

Ao longo desses últimos meses, nós, pastores, temos feito “lives”, todas as terças e quintas-feiras, meditando sempre em algum livro da bíblia. Esses encontros têm sido muito abençoadores para nós, tanto no aspecto da comunhão, porque podemos interagir com os irmãos, mas também pelo aspecto do estudo da Palavra de Deus, uma vez que precisamos mergulhar no livro bíblico a ser trabalhado.

Um dos temas recorrentes, seja no Antigo quanto no Novo Testamento, é a respeito de quem Deus é. Sobre isso, J.I. Packer escreve, em seu livro “Fé Ativa”, quatro pontos acerca de como a bíblia retrata Deus.

Em primeiro lugar, Deus é santo, diferente e separado de nós. O termo santidade é utilizado pela bíblia para designar a natureza de Deus. Ele é totalmente puro, justo, fiel as suas promessas e propósitos. Esse aspecto é muito trabalhado no livro dos Salmos.

Em segundo lugar, Deus é gracioso. O termo Graça é característico do Novo Testamento, e significa “amor para com aquele que não tem encantos e aparentemente não se pode amar”. É um amor que, no ato de amar, se doa, não importando o custo, e resgata o necessitado, não importando quão indigno ele seja. A raça humana encontra-se arruinada e perdida, e Deus é o nosso resgatador, que nos redime, através de Cristo.

Em terceiro lugar, Deus é triuno. A palavra Trindade não está, exatamente, na bíblia, mas é utilizada pela igreja para expressar essa característica intrínseca de serem três pessoas em uma. É um termo técnico de algo demonstrado na bíblia. O Novo Testamento, em específico, nos revela claramente três pessoas divinas, atuando em conjunto para operar a obra da graça que salva os pecadores e dá origem à igreja. A primeira dela é o Pai, que tudo planejou; que enviou o Filho para tomar forma humana e morrer na cruz em lugar de seu povo, liberando, assim, cada um de seus integrandos do julgamento que os aguardava. A segunda pessoa é Jesus, o Filho, Deus encarnado, nosso Mediador, que por nós morreu, ressuscitou, reina e há de voltar. A terceira pessoa é o Espírito Santo, o executor, o agente que coopera com o Pai e o Filho na criação, na providência e na graça. É Ele quem nos atrai à fé em Cristo.

Em quarto lugar, Deus determina ideais e estabelece limites para o comportamento humano. Sua lei moral está expressa nos Dez Mandamentos, nos livros proféticos, no Sermão do Monte, e também em todos os outros ensinos de Jesus. A lei de Deus é santa, e reflete o caráter do Senhor. Quando a bíblia nos fala “sede santos porque eu sou santo”, significa amar e adorar em obediência a Deus. Agradar a Deus deve ser sempre o nosso objetivo. Quando agimos em desacordo com Sua lei, desprezando-O, ou mesmo a outros seres humanos, incorremos em pecado.

Esse é o Deus da bíblia, o Deus imutável que está sempre presente. O mesmo Deus que libertou o povo da escravidão do Egito é para nós hoje o nosso resgatador. Não pense que você caminha sozinho, ou mesmo que você é fruto do acaso. Nós cremos em um Deus de aliança e de promessas. Um Deus soberano e fiel. No primeiro século, aqueles poucos apóstolos, com seu testemunho e anúncio da Palavra, impactaram o mundo. Oremos para que mais pessoas conheçam desse Deus, e entreguem-se, verdadeiramente, a Ele, para glória do Seu nome.

Que Deus te sustente, abençoe e guarde sempre.
Rev. Guilherme Jayme Travassos Esperança

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