Pastorais
O NASCIMENTO DE JESUS É A MENSAGEM CENTRAL DA BÍBLIA

5 de dezembro de 2014

Após a triste decisão dos primeiros pais de se desvincularem do Criador, surge o amoroso plano divino de resgate daqueles que haviam optado pela perdição e morte. A situação exige a expiação dos pecados e somente um homem santo e imaculado poderia reverter o terrível e mortífero quadro que assolava a humanidade daquele momento em diante. Por isso, em Gênesis 3.15 Deus diz que seu filho, Jesus Cristo, viria ao mundo como o descendente da mulher para esmagar a cabeça da serpente através da sua morte e ressurreição.

O filho de Deus deveria nascer de uma mulher, ter uma família e uma pátria. A partir de Gênesis 12 inicia a formação deste povo que Deus escolheu para proporcionar o berço ao seu filho amado. Ele chama Abraão e diz que fará a partir dele uma grande nação. O Antigo Testamento revela toda a caminhada deste povo e os inúmeros dados históricos, proféticos e religiosos que apontavam para a chegada do Salvador, Jesus Cristo, o filho unigênito de Deus que veio ao mundo revelar o grande amor do Pai.

Após o período profético no Antigo Testamento, aconteceram os 400 anos de silêncio em Israel. Tempo que Deus separou para preparar a chegada daquele que iria trazer luz aos corações em trevas. O silêncio não é quebrado pela voz de um profeta, mas de um anjo: “No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria” Lc 1.26,27. A virgem chamada Maria é escolhida para receber em seu ventre, milagrosamente, por meio do Espírito Santo, aquele que viria para salvar os pecadores das suas mazelas e transgressões.

Tudo está meticulosamente preparado: anjos, manjedoura, reis, magos, terra e céus! Está chegando ao mundo o filho de Deus que cura os enfermos, liberta os endemoninhados, abençoa os pobres de espírito, retira a ansiedade dos preocupados, alimenta os famintos, restaura os inválidos, aquieta o agitado mar. Ele estava ciente de que seu destino final era a cruz e sua principal missão era a morte. Através do seu sacrifício e ressurreição, a vida estaria ao alcance de todos que reconhecessem seu senhorio por meio da iluminação do Espírito. Por isso, para os convertidos à fé cristã, natal é mais que uma comemoração do nascimento de Jesus, é a certeza de que o libertador nasceu, morreu e ressuscitou para dar vida abundante e eterna ao homem.

Feliz Natal!

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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