Pastorais
O refúgio na mediocridade

10 de dezembro de 2012

Um dia desses recebi uma charge engraçada que comparava a lógica japonesa e a lógica brasileira. Ela dizia assim: “Lógica Japonesa – se alguém pode fazer, eu também posso; se ninguém conseguiu fazer, eu vou ser o primeiro. Lógica Brasileira – se alguém pode fazer, porque tem que ser eu?; se ninguém conseguiu fazer, muito menos eu”.

É um estereótipo, claro! Nem todo japonês e nem todo brasileiro pensa e age da maneira acima. Mas convenhamos, é muito comum ver gente que se encaixa nessa descrição em todas as áreas. Mediocridade talvez seja a melhor palavra para descrever essa atitude. É uma letargia, um desejo de não progredir e ficar numa zona de conforto que não anda nem pra frente e nem pra trás.

Se existe algo que reforça a mediocridade é a multidão. Nos escondemos no pensamento que “Todo mundo é assim”. E se todo mundo é assim, está ótimo. Não preciso ser diferente.

A mediocridade não é lugar para ninguém em nenhuma área. O problema é que hoje se convoca todo mundo para ser acima da média somente na vida profissional e financeira. Mas onde fica a excelência na família, nas amizades, na felicidade e principalmente no crescimento espiritual? Esses valores estão perdidos, dominados por uma visão onde dinheiro e trabalho são o resumo da vida. A (má) releitura do mandamento de Jesus nos nossos dias seria: “Amarás mamon teu deus e ao trabalho mais do que a ti mesmo” (mamon é o personificação da idolatria ao dinheiro).

Quando olhamos a galeria da fé de Hebreus 11, percebemos que aqueles homens e mulher deram um passo além da maioria e por isso foram destacados pela Bíblia. Foram para o mesmo céu que todos os outros que foram escolhidos pela graça de Deus, mas suas vidas deixaram um legado espiritual diferente. Eles continuaram sendo uma inspiração para muitos mesmo quando estavam na eternidade.

Só que a Bíblia não expõe suas vidas para que sejamos apenas seus admiradores. Ela fala de Abraão, Moisés e tantos outros para mostrar que nós podemos fazer a mesma diferença que eles fizeram. Isso não significa que todos nós vamos ver o mar vermelho se abrir, mas em área diferentes, com atuações maiores ou menores, mas não menos importante, Deus irá nos usar, abrir os nossos olhos, nos fazer crescer com Ele e trabalhar em nós e através de nós.

O que precisamos é saber que não somos destinados a mediocridade espiritual. Deus chamou todos os cristãos para serem servos santos e frutíferos para ele. Não há exceção! O que vai determinar a diferença é o nosso olhar para Ele, a busca constante pela presença do Pai e o desejo de viver não mais para si, mas para o Deus que muda completamente tudo que há em você!

Sai do lugar comum. Dedique-se em TUDO para Deus e pague o preço por isso!

Que Deus te abençoe

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Rev.Felipe Telles Ferreira

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