Pastorais
O ÚLTIMO DOMINGO DO ANO

26 de dezembro de 2020

“Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio” Eclesiastes 7.8a

Chegamos ao último domingo do ano de 2020. Que ano, meus irmãos! Ano que tivemos de encarar novas e tristes realidades. O distanciamento social, uso de novas tecnologias e uma maior atenção quanto ao nosso asseio e higiene foram marcantes nesse ano. Se até março tínhamos em mente uma série de projetos para o ano, a partir da chegada do vírus em nosso país, fomos obrigados a alterar, adiar ou mesmo cancelar esses sonhos.

Mas a bíblia nos ensina lições preciosas, até para momentos como este que vivemos. Não por acaso, nós pastores temos mantido no ar uma live semanal, abordando aquilo que a Palavra de Deus tem para nós hoje. E algumas dessas lições encontram-se no livro de Eclesiastes, escrito pelo rei Salomão, filho de Davi.    

No capítulo 7, a partir do verso 1º, Salomão vai apontar para aquelas coisas que são mais duradouras do que a alegria do rico. Uma boa reputação (“nome”) tem uma influência (como o aroma do perfume) que vai além do próprio tempo de vida do indivíduo. O dia da morte de um homem também tem uma influência duradoura, pois depois disso sua vida pode ser apresentada como exemplo, se assim o seu nome o mereceu.

O segundo provérbio, no versículo 2, não é muito diferente daquilo que nosso Senhor disse no Sermão do Monte: “Bem-aventurados os que choram” (Mt 5.4). A aflição e a tristeza produzem um amadurecimento em alguns, enquanto em outros a tendência é endurecê-los e deixá-los mais amargos. Estar diante da enfermidade ou da morte tende a nos trazer rapidamente para as questões realmente cruciais da vida.

De igual modo, o terceiro provérbio, nos versículos 3–4, ensina que há uma lição a ser aprendida com a tristeza, e um trabalho a ser realizado por ela, na vida daqueles que temem a Deus.

Chegando no verso 7, aprendemos principalmente que é melhor esperar pelo tempo de Deus do que ser impaciente. “Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio”. Mas essa frase parece não fazer sentido para nós, nesse fim de ano. O ano de 2020 começou, aparentemente, de uma forma melhor do que termina. Mas não é esse tipo de fim que Salomão aqui faz referência. Em toda a sua sabedoria, Salomão nos fala acerca das ansiedades, dos medos e temores do porvir.

O ano de 2020 pode ter trazido a você sérias dificuldades, seja na área financeira, seja quanto a sua saúde, ou mesmo de algum familiar ou amigo. Mas o que aprendemos com a Palavra do Senhor é que o povo de Deus não precisa se preocupar com o aparente fim das coisas. Digo aparente, porque estamos nesse mundo como peregrinos, visto que o nosso lar é celestial, é eterno. E lá, não teremos mais com o que nos preocupar. Nossos medos e ansiedades ficarão aqui, nesse mundo. Conosco levaremos o desejo de adorar ao nosso Deus, sem que o pecado nos cegue, nos limite e nos atemorize.

Portanto, ao entrar em 2021, mesmo que, aparentemente, as perspectivas não sejam as mais favoráveis, não se esqueça que “o fim das coisas é melhor que o seu princípio”. Tenha em mente que fazer parte do povo de Deus é um privilégio, e devemos ser gratos ao Senhor pelo nosso resgatador, Cristo Jesus. Ele prometeu que vai voltar, nos deu a vida eterna, e hoje somos o povo que deve espalhar as boas novas de esperança, de alegria, mesmo o mundo do jeito que está. Não temos mais o que temer.

Que você tenha um ano de 2021 abençoado, entendendo que lutas e dificuldades virão. Mas com a consciência de que o pastor do Salmo 23 te acompanha em todos esses momentos.

Que Deus te sustente, abençoe e guarde sempre.

Rev. Guilherme Jayme Travassos Esperança

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